Para entender melhor, vou explicar.
Eu como alguns sabem, estou me formando em Jornalismo esse ano, e o meu projeto de TCC é uma Revista Online, chamada adivinha como?? Pois é: Project Monkeys.
O trabalho foi apresentado hoje para a banca de professores na UVV (Centro Universitário Vila Velha - ES), e eu e minha parceira Lorrany Martins, conseguimos tirar nota 10 com o novo projeto.
O resultado, que na verdade funciona mais como teste piloto, você pode conferir aqui: http://projectmonkeys.com.br.
Trata-se de uma versão sofisticada do blog, por enquanto sem conteúdo próprio, e que promete unir várias editorias, como as já conhecidas dos visitantes aqui do blog, Cinema, Música e Televisão, e acrescentar Comportamento, Arte, Moda e Literatura.
Claro que tudo tem seu tempo, e vamos buscar entender melhor como será essa Revista Online. Tudo ficou muito confuso agora e sentimos o peso de uma responsabilidade. Então é sentar, conversar e trabalhar!
Agradeço ao apoio de quem esteve do nosso lado todo esse tempo durante o trabalho, e principalmente quem me ajudou com esse blog - onde tudo começou -, me dizendo palavras de motivação, quando eu quase desisti de tudo, pelo pequeno número de acessos e a dificuldade de mater o blog atualizado.
Engraçado que com o site, tudo toma uma dimensão muito maior. As pessoas comentam mais. Isso assusta e muito.
Mas estamos com vontade de fazer algo legal, diferente e principalmente oferecer qualidade ao leitor. O blog Project Monkeys permanecerá ativo, e o site será melhor trabalhado.
Mais uma vez obrigado ao apoio. E é isso!
novembro 26, 2009
novembro 23, 2009
PARAMORE "BRICK BY BORING BRICK" - VIDEO PREMIERE
Clipe novo da banda é um fábula infantil
Demorou mais finalmente saiu! Depois de três meses do lançamento do clipe de Ignorance, o Paramore lança seu mais novo videoclipe Brick By Boring Brick. Também nem precisava lançar antes, o novo álbum da banda foi um sucesso de vendas no mundo inteiro. A música é uma metáfora em forma de conto sobre a adolescência. E o clipe não podia ser diferente.
Confira a premiere:
Hayley loira, toda bonitinha. Bom, mas sei lá, achei sem sal.
Demorou mais finalmente saiu! Depois de três meses do lançamento do clipe de Ignorance, o Paramore lança seu mais novo videoclipe Brick By Boring Brick. Também nem precisava lançar antes, o novo álbum da banda foi um sucesso de vendas no mundo inteiro. A música é uma metáfora em forma de conto sobre a adolescência. E o clipe não podia ser diferente.Confira a premiere:
Hayley loira, toda bonitinha. Bom, mas sei lá, achei sem sal.
novembro 22, 2009
ANTICRISTO - RESENHA
Chocante, produção não é recomendado para estômagos fracos

Pode parecer clichê dizer isso, mas esse sem dúvidas é o filme mais aterrorizante que estreou ultimamente nos cinemas. Desde que passou pelo Festival de Cannes, a produção do cineasta dinamarquês Lars von Trier, dividiu opiniões. Foi aclamado por uns e execrado por outros. Mas afinal, é a polêmica e a necessidade de chocar que fazem Anticristo um filme bom ou ruim? Não.
A estética, a narrativa, os personagens. Tudo na produção é envolvente, contada de forma lenta em seu começo, mas ganha um ritmo dramático, beirando ao suspense e que poucos filmes de terror conseguem florescer e assim atingir o público. Dividido em capítulos, "Luto", "Dor (Caos Reina)", "Desespero (Ginocídio)" e "Os Três Mendigos", além de um prólogo e um epílogo, a produção narra a o pesadelo vivido por um casal que perde o filho em um acidente doméstico, enquanto faziam sexo - cena explícita e bem realizada. Daí começa o luto e o sofrimento principalmente da mãe (Charlotte Gainsbourg). Ela fica desorientada e passando por uma fase completamente depressiva. O marido (Willem Dafoe), terapeuta utiliza métodos da psicologia com ela, inclusive a levando para uma cabana isolada no meio de uma floresta - chamada Éden -, onde a ajuda enfrentar seus medos.
A partir daí o filme se torna um caos. A história vai revelando detalhes das verdadeiras intenções da mulher e seus sentimentos. O resultado é assustador. Violento, chocante. Sexo e sangue se misturam de forma que desperte agonia em quem assiste. É como se fosse uma versão menos trash de O Albergue, sem pudor ao mostrar órgãos sexuais e a violência sangrenta. Porém nada é gratuito, o intuito de chocar é o que faz do filme diferente e marcante. Até poderia ser evitado sim, talvez, mas não tomaria as dimensões que tomou.
Do "Desespero" aos "Os Três Mendigos" você já não consegue se mover, e provavelmente tentará exitar em olhar para a tela a cada cena que indica algum movimento de tortura. O filme então mergulha no passado. A questão tratada, sempre causa curiosidade nas pessoas. Um período tão obscuro, e como as mulheres eram tratadas de forma desumana. No filme a proporção do que acontecia antigamente é sintetizada na personagem desequilibrada e inconstante. A reviravolta. Revelações. Um soco na face de quem assiste. Poucos irão entender o filme, sentido do Anticristo no título. Mas tem relação com a personagem e a forma como toda aquela história incorpora nela. Ela é o próprio anticristo, mas não da humanidade, e sim das mulheres da época. Difícil de digerir, mas algo diferente e que foge do óbvio que o cinema de terror se tornou no últimos tempos. E vale avisar, prepara-se porque não é fácil assisti-lo.
Anticristo

Pode parecer clichê dizer isso, mas esse sem dúvidas é o filme mais aterrorizante que estreou ultimamente nos cinemas. Desde que passou pelo Festival de Cannes, a produção do cineasta dinamarquês Lars von Trier, dividiu opiniões. Foi aclamado por uns e execrado por outros. Mas afinal, é a polêmica e a necessidade de chocar que fazem Anticristo um filme bom ou ruim? Não.
A estética, a narrativa, os personagens. Tudo na produção é envolvente, contada de forma lenta em seu começo, mas ganha um ritmo dramático, beirando ao suspense e que poucos filmes de terror conseguem florescer e assim atingir o público. Dividido em capítulos, "Luto", "Dor (Caos Reina)", "Desespero (Ginocídio)" e "Os Três Mendigos", além de um prólogo e um epílogo, a produção narra a o pesadelo vivido por um casal que perde o filho em um acidente doméstico, enquanto faziam sexo - cena explícita e bem realizada. Daí começa o luto e o sofrimento principalmente da mãe (Charlotte Gainsbourg). Ela fica desorientada e passando por uma fase completamente depressiva. O marido (Willem Dafoe), terapeuta utiliza métodos da psicologia com ela, inclusive a levando para uma cabana isolada no meio de uma floresta - chamada Éden -, onde a ajuda enfrentar seus medos.A partir daí o filme se torna um caos. A história vai revelando detalhes das verdadeiras intenções da mulher e seus sentimentos. O resultado é assustador. Violento, chocante. Sexo e sangue se misturam de forma que desperte agonia em quem assiste. É como se fosse uma versão menos trash de O Albergue, sem pudor ao mostrar órgãos sexuais e a violência sangrenta. Porém nada é gratuito, o intuito de chocar é o que faz do filme diferente e marcante. Até poderia ser evitado sim, talvez, mas não tomaria as dimensões que tomou.
Do "Desespero" aos "Os Três Mendigos" você já não consegue se mover, e provavelmente tentará exitar em olhar para a tela a cada cena que indica algum movimento de tortura. O filme então mergulha no passado. A questão tratada, sempre causa curiosidade nas pessoas. Um período tão obscuro, e como as mulheres eram tratadas de forma desumana. No filme a proporção do que acontecia antigamente é sintetizada na personagem desequilibrada e inconstante. A reviravolta. Revelações. Um soco na face de quem assiste. Poucos irão entender o filme, sentido do Anticristo no título. Mas tem relação com a personagem e a forma como toda aquela história incorpora nela. Ela é o próprio anticristo, mas não da humanidade, e sim das mulheres da época. Difícil de digerir, mas algo diferente e que foge do óbvio que o cinema de terror se tornou no últimos tempos. E vale avisar, prepara-se porque não é fácil assisti-lo.Anticristo
Antichrist
Dinamarca/Alemanha/França/Suécia/Itália, 2009 - 109 min
Terror
Direção: Lars Von Trier
Roteiro: Lars Von Trier
Elenco: Willem Dafoe, Charlotte Gainsbourg
Trailer:
Dinamarca/Alemanha/França/Suécia/Itália, 2009 - 109 min
Terror
Direção: Lars Von Trier
Roteiro: Lars Von Trier
Elenco: Willem Dafoe, Charlotte Gainsbourg
Trailer:
novembro 20, 2009
Dead By Sunrise "Let Down" - Video Premiere
Segundo single de banda paralela de Chester Bennington


A banda existe desde 2005, mas apenas nesse ano que foi lançando o primeiro álbum do Dead By Sunrise que tem como vocalista, o mesmo do Linkin Park - Chester Bennington. O álbum Out Of Ashes foi lançado em 13 de Outubro, e teve como single Crawl Back In.
Juntando críticas negativas da imprensa especializada, o trabalho passou longe do sucesso que o Linkin Park tem conquistado. Foram apenas 40 mil cópias vendidas na primeira semana de lançamento. Let Down é o novo single promocional e vai tentar reverter o quadro. Mas fica uma questão, o som tem alguma diferença com Linkin Park, além da ausência do rap de Mike Shinoda? Eu não vi nada muito diferente. Mas isso não tira o mérito do bom álbum que é. Veja o novo clipe:
Juntando críticas negativas da imprensa especializada, o trabalho passou longe do sucesso que o Linkin Park tem conquistado. Foram apenas 40 mil cópias vendidas na primeira semana de lançamento. Let Down é o novo single promocional e vai tentar reverter o quadro. Mas fica uma questão, o som tem alguma diferença com Linkin Park, além da ausência do rap de Mike Shinoda? Eu não vi nada muito diferente. Mas isso não tira o mérito do bom álbum que é. Veja o novo clipe:
Maroon 5 "Story" - Video Premiere
Banda lança B-side em apoio a instituição de caridade

O ano realmente foi bom para a banda americana Maroon 5. Mesmo não lançando nenhum material novo, desde 2007 com o ótimo segundo álbum da carreira It Won't Be Soon Before Long, a banda esteve em turnê, e também se apresentou em diversos eventos importantes nos Estados Unidos, como o histórico dia em que Barack Obama assumiu o governo.
O clipe de Story é uma montagem de várias fotos feitas durante shows, bastidores e a participação dos integrantes nesses eventos. Interessante a banda não apelar para o sentimentalismo, visto que o single é uma forma de apoio ao Harlem Children's Zone, programas de apoio a crianças que vivem em lugares pobres em uma área de Nova Iorque. Olha como o programa se define e entenda melhor:
Bacana como uma banda se apadrinha de programas sociais e os apóia com sua publicidade, sua música e honestidade. Afinal o Maroon 5 é uma grande e talentosa banda que se sustenta apenas na música para fazer sucesso. Confira o ótimo video de Story, enquanto eles fazem uma turnê em universidades preparam novo álbum para o ano que vem!

O ano realmente foi bom para a banda americana Maroon 5. Mesmo não lançando nenhum material novo, desde 2007 com o ótimo segundo álbum da carreira It Won't Be Soon Before Long, a banda esteve em turnê, e também se apresentou em diversos eventos importantes nos Estados Unidos, como o histórico dia em que Barack Obama assumiu o governo.
O clipe de Story é uma montagem de várias fotos feitas durante shows, bastidores e a participação dos integrantes nesses eventos. Interessante a banda não apelar para o sentimentalismo, visto que o single é uma forma de apoio ao Harlem Children's Zone, programas de apoio a crianças que vivem em lugares pobres em uma área de Nova Iorque. Olha como o programa se define e entenda melhor:
"A zona de Harlem Children's recebeu elogios de todo o mundo para o seu sucesso sem precedentes para quebrar o ciclo da pobreza entre gerações por mais de10.000 crianças. Abordagem única HCZ é criar uma corrente transportadora abrangente da educação e programas sociais-serviço em uma área 97-bloco em Central Harlem, apoio a crianças pobres desde o nascimento até a faculdade. Todos os nossos programas são fornecidos gratuitamente, graças ao generoso apoio de milhares de pessoas. Por favor, considere fazer uma doação para HCZ hoje"
Bacana como uma banda se apadrinha de programas sociais e os apóia com sua publicidade, sua música e honestidade. Afinal o Maroon 5 é uma grande e talentosa banda que se sustenta apenas na música para fazer sucesso. Confira o ótimo video de Story, enquanto eles fazem uma turnê em universidades preparam novo álbum para o ano que vem!
novembro 15, 2009
2012 - Resenha
Filme catástrofe é um dos mais esperados no ano

Lançado quase três anos antes da data em que os Maias escolheram para ser o fim do mundo - 21 de Dezembro de 2012 -, o novo filme apocalíptico de Roland Emmerich não tem nada de inovador e muito menos de originalidade, a não ser o tema. Todos os elementos que fazem um filme desse tipo dar certo estão lá: efeitos especiais, herói divorciado e com problemas de relacionamento com os filhos, presidente arrependido por não ter conseguido salvar o planeta, estranhos com uma sede de salvar outros estranhos custe o que custar, operários que morrem quando suas obrigações acabam, final relativamente feliz. O resultado foram os mais de 225 milhões de dólares arrecadados em seu primeiro fim de semana pelo mundo.
Todos os tormentos que norteiam o filme, vulcões, terremotos, tsunamis devem ser apresentados ao público, então desde a descoberta do erro de um cientista em prever o problema, conhecemos o personagem de John Cusack. Seu drama com a família e de escritor não muito famoso. Intercalando com sua história, conhecemos outros personagens, muitos politicamente corretos, como o cientista que tem problemas com o pai, com a humanidade que não pode salvar e por último momento discursa em pró daqueles que seriam abandonados no momento final do filme.
O cinema do exagero está presente em todo percurso do filme, e a sensação que dá é que ninguém envolvido na produção acredita nessa data e em suas consequências. A primeira cena de ação, é absurda e o ápice precoce faz com que o filme não consiga superá-lo até o final da projeção. Amarrar todas as histórias torna-se algo cansativo às vezes e correr com a aventura até se chegar ao clímax decepciona com a falta de senso cronológico das ações e o excesso de remorso das histórias. Tirando a tecnologia exagerada e impossível de se evoluir em tão pouco tempo.
Mas como não bastasse, ainda conhecemos vilões, ou apenas seres humanos sem sentimentos, que querem salvar a espécie humana sem medir esforços ao enganar alguns e deixarem morrer. O filme sem dúvidas é maior no sentido de mostrar o mundo e um pouco de cada região. O Brasil é citado como o trailer já cansou de mostrar. Os cuidados da produção foram importantes para expor a visão do diretor de realidade, habitantes falam suas línguas provenientes de cada país. Como o jornalista falando da queda o Cristo Redentor e fazendo mershandising da Globo News. Esses cuidados nem sempre são respeitados nesse tipo de filme, e muitas vezes fecham o mundo a um Estados Unidos universal.
Mas o patriotismo americano está condensado lá. A figura simbólica de Barack Obama é sintetizada no presidente de Danny Glover. Heróico, sensível. Ele cuida do povo, morre pelo povo. Um tipo de crítica que fica mais clara ainda quando antes dos ocorridos, um sósia de Arnold Schwarzenegger aparece na televisão dizendo que a Califórnia está livre dos tremores, e no mesmo momento um personagem diz: "Esse cara ensaia as falas, ele é ator!" Ou seja, estamos diante de um filme que quer mostrar uma transição entre governos, o sentimento de que os Estados Unidos mudaram e o presidente agora é decente.
Outros personagens ganham certo destaque para mostrar outras vertentes da sociedade - ou não. O personagem de Woody Harrelson visivelmente enlouquecido com tantas paranóias que moldam a cultura americana como Rosweel e Marilyn Monroe, defende a profecia e de forma engraçada e subjetiva faz graça com os idiotas que não acreditam. Ou a russa que acompanhada do cachorrinho é a sintese da imbecialidade humana diante um evento tão grande, mas que o diretor aqui tira sarro do próprio exagero que cria e faz nós torcemos pelo cachorro. O propósito de brincar em um filme com esse mote, e ao mesmo tempo querer passar valores éticos e morais nunca foi tão claro no gênero. Outros mostravam muito bem apenas uma face de cada vertente. Mas um diretor que quer se tornar ícone nesse gênero começa aprender mais e mais sobre a fórmula.
A mensagem do final pode passar batido para alguns, mas do mesmo jeito que termina O Dia Depois de Amanhã, a crítica contra as grandes potências mundiais é transfigurada para a imagem do globo mostrando como o mundo está agora. Entra o berço da civilização mais uma vez e os países subdesenvolvidos crescem e se tornam mais importantes. Mas fora os exageros, os clichês, a lições de moral e ética, 2012 é um filme que se torna bom quando não se é levado a sério. E nem deve, afinal estreiar tão antes da data do tal acontecimento é a prova mais concreta que nem seus realizadores se preocupam com tal balela.
2012

Lançado quase três anos antes da data em que os Maias escolheram para ser o fim do mundo - 21 de Dezembro de 2012 -, o novo filme apocalíptico de Roland Emmerich não tem nada de inovador e muito menos de originalidade, a não ser o tema. Todos os elementos que fazem um filme desse tipo dar certo estão lá: efeitos especiais, herói divorciado e com problemas de relacionamento com os filhos, presidente arrependido por não ter conseguido salvar o planeta, estranhos com uma sede de salvar outros estranhos custe o que custar, operários que morrem quando suas obrigações acabam, final relativamente feliz. O resultado foram os mais de 225 milhões de dólares arrecadados em seu primeiro fim de semana pelo mundo.
Todos os tormentos que norteiam o filme, vulcões, terremotos, tsunamis devem ser apresentados ao público, então desde a descoberta do erro de um cientista em prever o problema, conhecemos o personagem de John Cusack. Seu drama com a família e de escritor não muito famoso. Intercalando com sua história, conhecemos outros personagens, muitos politicamente corretos, como o cientista que tem problemas com o pai, com a humanidade que não pode salvar e por último momento discursa em pró daqueles que seriam abandonados no momento final do filme.O cinema do exagero está presente em todo percurso do filme, e a sensação que dá é que ninguém envolvido na produção acredita nessa data e em suas consequências. A primeira cena de ação, é absurda e o ápice precoce faz com que o filme não consiga superá-lo até o final da projeção. Amarrar todas as histórias torna-se algo cansativo às vezes e correr com a aventura até se chegar ao clímax decepciona com a falta de senso cronológico das ações e o excesso de remorso das histórias. Tirando a tecnologia exagerada e impossível de se evoluir em tão pouco tempo.
Mas como não bastasse, ainda conhecemos vilões, ou apenas seres humanos sem sentimentos, que querem salvar a espécie humana sem medir esforços ao enganar alguns e deixarem morrer. O filme sem dúvidas é maior no sentido de mostrar o mundo e um pouco de cada região. O Brasil é citado como o trailer já cansou de mostrar. Os cuidados da produção foram importantes para expor a visão do diretor de realidade, habitantes falam suas línguas provenientes de cada país. Como o jornalista falando da queda o Cristo Redentor e fazendo mershandising da Globo News. Esses cuidados nem sempre são respeitados nesse tipo de filme, e muitas vezes fecham o mundo a um Estados Unidos universal.
Mas o patriotismo americano está condensado lá. A figura simbólica de Barack Obama é sintetizada no presidente de Danny Glover. Heróico, sensível. Ele cuida do povo, morre pelo povo. Um tipo de crítica que fica mais clara ainda quando antes dos ocorridos, um sósia de Arnold Schwarzenegger aparece na televisão dizendo que a Califórnia está livre dos tremores, e no mesmo momento um personagem diz: "Esse cara ensaia as falas, ele é ator!" Ou seja, estamos diante de um filme que quer mostrar uma transição entre governos, o sentimento de que os Estados Unidos mudaram e o presidente agora é decente.
Outros personagens ganham certo destaque para mostrar outras vertentes da sociedade - ou não. O personagem de Woody Harrelson visivelmente enlouquecido com tantas paranóias que moldam a cultura americana como Rosweel e Marilyn Monroe, defende a profecia e de forma engraçada e subjetiva faz graça com os idiotas que não acreditam. Ou a russa que acompanhada do cachorrinho é a sintese da imbecialidade humana diante um evento tão grande, mas que o diretor aqui tira sarro do próprio exagero que cria e faz nós torcemos pelo cachorro. O propósito de brincar em um filme com esse mote, e ao mesmo tempo querer passar valores éticos e morais nunca foi tão claro no gênero. Outros mostravam muito bem apenas uma face de cada vertente. Mas um diretor que quer se tornar ícone nesse gênero começa aprender mais e mais sobre a fórmula.A mensagem do final pode passar batido para alguns, mas do mesmo jeito que termina O Dia Depois de Amanhã, a crítica contra as grandes potências mundiais é transfigurada para a imagem do globo mostrando como o mundo está agora. Entra o berço da civilização mais uma vez e os países subdesenvolvidos crescem e se tornam mais importantes. Mas fora os exageros, os clichês, a lições de moral e ética, 2012 é um filme que se torna bom quando não se é levado a sério. E nem deve, afinal estreiar tão antes da data do tal acontecimento é a prova mais concreta que nem seus realizadores se preocupam com tal balela.

2012
EUA, 2009 - 158 min
Ação / Ficção científica
Direção: Roland Emmerich
Roteiro: Roland Emmerich, Harald Kloser
Elenco: John Cusack, Chiwetel Ejiofor, Oliver Platt, Amanda Peet, Thandie Newton, Woody Harrelson, Zlatko Buric, Danny Glover, Thomas McCarthy
Trailer:
Ação / Ficção científica
Direção: Roland Emmerich
Roteiro: Roland Emmerich, Harald Kloser
Elenco: John Cusack, Chiwetel Ejiofor, Oliver Platt, Amanda Peet, Thandie Newton, Woody Harrelson, Zlatko Buric, Danny Glover, Thomas McCarthy
Trailer:
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