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dezembro 29, 2009

BIFFY CLYRO "MANY OF HORROR" - VIDEO PREMIERE

Elogiada banda de rock, se prepara para lançamento de novo csingle


Há algum tempo, postei um texto falando sobre a banda Biffy Clyro, vou repetir algumas informações antes de falar do clipe novo. A banda existe deste 1995, e possui quatro álbuns lançados: Blackened Sky (2002), The Vertigo of Bliss (2003), Infinity Land (2004), e Puzzle (2007). Esse último foi o que me fez conhecer a banda. O single Living Is A Problem Because Everything Dies foi importante para a banda conquistar o sucesso com público, conseguindo entrar no TOP 20 das charts inglesas. Puzzle conseguiu vender cerca de 300 mil em todo o mundo, o que é muito se tratando do cenário indie. O som da banda consiste no rock agressivo da banda mesclando sinfonia clássica.

O mais novo álbum da banda escocesa é o Only Revolutions e foi lançado novembro. Esse trabalho foi muito bem reconhecido pelos críticos conquistando quase a unanimidade em vários veículos especializados. O primeiro single foi a melódica Montains, e depois a explosiva That Golden Rule. O terceiro single, The Captain, teve um clipe bem produzido e chegou a conquistar o primeiro lugar nas paradas de rock do Reino Unido. Agora o Biffy Clyro lança a balada Many Of Horror. Confira:



The Captain:



That Golden Rule:



Montains:

CHEVELLE "LETTER FROM A THIEF" - VIDEO PREMIERE

Segundo single após o hit Jars


O Chevelle é uma banda de Chicago formada em 1995 e seu som é considerado pós-grunge e new metal. Composta pelos integrantes Pete Loeffler, Sam Loeffler e Dean Bernadini, a banda acaba de lançar o 5º álbum: Sci-Fi Crimes. Os outros quatro são: Point #1 (1999), Wonder What's Next (2002), This Type of Thinking (Could Do Us In) (2004) e Vena Sera (2007).

O segundo álbum, foi o de maior sucesso até então que impulsionado pelo hit The Red chegou a vender mais de 1 milhão de cópias nos Estados Unidos. Agora como continuação da promoção do novo disco, eles lançam o clipe da música Letter From A Thief. Mais abaixo postei Jars (Sci-Fi Crimes), Vitamina R (This Type of Thinking [Could Do Us In]) e The Red (Wonder What's Next) - os três que consideram verdadeiros hinos.

Confira a premire:



Jars:



Vitamina R:



The Red:



dezembro 25, 2009

FALTA DE REALIDADE PREJUDICA 'DO COMEÇO AO FIM'

Produção não consegue se aprofundar na polêmica relação homossexual entre dois irmãos


Exemplos de contos de fadas é o que mais existe na vasta história do cinema. Existem aqueles filmes feitos para serem mais uma bela história de amor, e outras que viram cópias baratas de clássicos e pouco acrescentam alguma coisa. Muitas das novas fábulas buscaram se adaptar a época em que estão sendo lançadas e dessa forma facilitar a identificação do público com o que se é contado. Afinal foi se o tempo do príncipe encantado e da mocinha em perigo. Isso tem sido mal visto no cinema contemporâneo e até mesmo a Disney tem se rendido a atualizar-se como nos últimos filmes A Princesa e o Sapo e Encantada. Filmes de incesto ficam a cargo do cinema mais alternativo, escondidos e quase intocáveis assim como o tabu. A produção nacional Do Começo ao Fim busca essa mudança de paradigmas e insere personagens nada comuns em romances: dois irmãos gays. Mas daí que o filme tropeça nessa ousadia e acaba causando certa revolta naqueles que esperavam um grito contra o preconceito.

A história de meio irmãos (Francisco e Thomás) que desde pequenos se aproximam de forma forte, protetora por ambos os lados e logo mais na vida adulta torna-se uma intensa relação amorosa, é difícil de se aceitar até mesmo àqueles que gostam de um bom romance. Primeiro temos pais preocupados e o que poderiam esperar daquelas crianças tão próximas. Julieta (Júlia Lemmertz aqui ótima) é a mãe que começa a perceber a relação diferente dos filhos; Alexandre (Fábio Assunção) é o pai de Thomás e passivo em relação a questão perante à ele; e temos Pedro (Jean Pierre Noher) o primeiro marido de Julieta e que não parece feliz com a situação, mas em nada acrescenta na trama. Ou seja, a primeira possibilidade de discutir a polêmica do incesto é jogada ao vento. Afinal, o diretor Aluizio Abranches nos diálogos iniciais dos meninos, insere que eles nunca vão deixar os prenderem numa gaiola como os pássaros. Em outras passagens falam sobre livre arbítrio e assim já esperamos que tudo esteja resolvido sobre essa relação dos dois.

Quando adultos, ainda morando na mesma casa, a vida dos dois é como uma propaganda de margarina, cheio de romance misturadas à algumas cenas meio forçadas que servem para quebrar certos tabus - como na hora de recitar um poema mais erotizado - e outras cheio de palavras melosas e beijos ardentes. Como se o mundo certamente fosse colorido o suficiente para viverem em paz consigo mesmos. Não existe conflito no filme Do Começo ao Fim. E isso o transforma em uma produção por vezes cansativa e guiada por uma trilha instrumental dramática ao fundo de abraços e explosivos beijos.

E quando o filme sai na defensiva de não se tornar algo completamente insosso, mostra um dos irmãos se aventurando pela noite e até se relacionando com uma mulher. Porém, o resultado que poderia guiar o filme para uma evolução dos personagens morre na praia antes que conseguisse instigar alguma coisa na platéia. E essa é a fantasia exagerada do filme. Todos são ricos, bonitos e bem sucedidos. Não existe espaço para se questionar os direitos quase não existentes da união de pessoas do mesmo sexo e tão pouco explora a ousadia de falar no tabu do incesto. O que se viu no final da sessão, foi um público frustrado e nem aqueles que procuram vê-lo como uma fábula, provavelmente não conseguiu se emocionar tanto ao nível de Brokeback Montain. Talvez seja hora de novas produções desse gênero mudarem o foco tomado quase sempre pela mídia em geral e pular questões banais de aceitação da mãe e de familiares, e incluir as dificuldades de aceitação perante a sociedade. Filmes menos ambiciosos conseguiram resultados melhores.

Do Começo ao Fim

Brasil, 2009 - 100 min
Drama
Direção: Aluizio Abranches
Roteiro: Aluizio Abranches
Elenco: Rafael Cardoso, João Gabriel Vasconcellos, Fábio Assunção, Júlia Lemmertz, Gabriel Kaufmann, Jean Pierre Noher, Mausi Martínez, Louise Cardoso, Lucas Cotrim

Trailer:


FELIZ NATAL!


O blogger está passando aqui para desejar à todos um Feliz Natal! ^^

E a trilha fica por conta da banda Owl City e o hit Fireflies:




Cause I'd get a thousand hugs
From ten-thousand lightning bugs
As they try to teach me how to dance...

dezembro 19, 2009

AVATAR E O CINEMA CRÍTICO

O filme mais caro da história é mesmo isso tudo que dizem?



Chegando aos cinemas brasileiros cheio de críticas positivas e com cotação altíssima entre o público, um dos maiores filmes da história, tendo custado cerca de 400 milhões de dólares (entre marketing, tecnologia, pesquisas)... O filme Avatar tinha a premissa de ser o maior filme não só do ano, mas da história do cinema. James Cameron, o diretor, lançou o épico no intuito de revolucionar a forma de se fazer cinema. Ou seja, ele fez o filme não só para a massa que adora efeitos especiais e aceita qualquer historinha meia boca, ele fez para cineastas e novatos nessa área. Cameron quis provar que o cinema está pronto para uma nova era tecnológica - mesmo que seja cara inicialmente. O diretor ao lado de nomes como Peter Jackson e Steven Spilberg sempre foi visto como visionário tendo em currículo Alien - o resgate, Exterminador do Futuro 2 e o imbatível nas bilheterias Titanic, e que agora experimenta ser dono de um novo mundo em Avatar.

E o diretor cumpriu sua proposta? Conseguiu essa revolução? Como grandes fatos da história, apenas o tempo vai realmente mostrar se isto realmente aconteceu. Resta o público aprovar ou não, porém pela sessão que assisti, a resposta foi muito positiva - com direito a palmas no final da projeção. Talvez não chegue a ultrapassar a emoção que ele trouxe em Titanic em 1997, nem o mesmo hype. As pessoas vão cada vez menos ao cinema e isso é fato. Mesmo o cinema 3D e outras tecnologias, esse tipo de arte é muito cara em países subdesenvolvidos, e essa falsa ideia de recordes de bilheteria vem do preço dos ingressos que chegam a custar 25 reais. O número de pessoas pode sim ter aumentado um pouco, mas não chega ao extremo de se achar que o recorde bilionário de Titanic (de dez anos atrás) venha a ser quebrado com facilidade por causa disso. Infelizmente Avatar pode se fechar em um público “nerd”, e se popularize mais tarde. Depois do filme, foi possível ouvir comentários estranhos, até o comparando à outro revolucionário como Matrix.

A boa união: criticidade em convergência com a sétima arte


A maioria dos filmes blockbusters que são lançados sempre tendem a agradar na parte visual, design e efeitos especiais, deixando o roteiro insuficiente, às vezes didático demais e que seja facilmente compreendido pelo público de várias as idades e de todas as classes sociais. Quando não estamos falando de adaptações de quadrinhos, ou livros épicos como O Senhor dos Anéis, a maioria dos filmes são criados na intenção de satisfazer o público, e o tratando como uma criança sem nenhuma convicção crítica. Não que esperamos sempre um filme mais "cabeça" sempre, mas o espetáculo poderia agregar situações universais e não apenas o heroísmo americano, ou uma realidade distante do que se é vista na sociedade. Talvez esse ano tenhamos dois exemplos claros do que estou falando. Primeiro, a sequência de Transformers, feito para adultos, mas que não deve agradar nem as crianças que assistem à sessão da tarde, e o filme catástrofe 2012 que perdeu a chance de ser interessante quando caiu em um roteiro cheio de clichês.

Avatar consegue conquistar o público juntando uma ótima história, cheia de personagens interessantes, humanos, cada um estereotipado na medida certa (características de blockbusters). Não que os diálogos consigam ser perfeitos, percebemos falas simples e talvez pelo fato de ser o blockbuster possa ser perdoado. Porém, o que diferencia o filme dessas outras produções, é o poder de criticar claramente, sem esconder tanto o poder midiático que o cinema tem. Dificilmente aparecem grandes produções assim. Quando conta a história do planeta Pandora, invadido pelo ser humano em busca de riquezas oriundas daquele lugar exótico, com habitantes ligados à espiritualidade, consegue nos fazer enxergar metaforicamente o que estamos vivendo atualmente, e que na verdade é um erro, da qual, a natureza humana repete a cada nova geração.

Quando se é citado o "jeito humano" de se resolver um problema, se é perceptível o quanto somos atrasados, e isso se contrasta com todos os meios tecnológicos mostrados no filme. Avatar dá uma lição de humanidade e revela o quanto o ser humano não respeita o próximo e se acha superior, apenas porque tem educação, se acha civilizado e tecnologicamente evoluído. E não é isso que as tribos espalhadas pelo mundo, ou os países orientais sofrem? Até porque sabemos que uma aproximação americana no Oriente é em busca do petróleo. Pandora aqui funciona como uma caixa que ao ser aberta expõe para o público o pior dos sentimentos humanos e como, ainda, a massa é ignorante em diversos aspectos - ou apenas fecha os olhos. O ser vulnerável ao dinheiro e ao poder. Mas nem tudo é horror. Somos apresentados à personagens que mesmo ambiciosos, como a cientista Grace Augustine (Sigourney Weaver) sabem levar essa boa educação também na prática, e entra em contraponto com o "jeito humano" descrito inicialmente. Já o sobrevivente de uma guerra, Jake Sallly (Sam Worthington), entra no lugar do irmão no experimento com o Avatar para se aproximar dos nativos. Como perdeu os movimentos das duas pernas, o soldado logo se adapta bem ao novo corpo. Lá ele percebe que o ser humano tem muito à aprender com os seres. Apenas os mais poderosos que não respeitam e acham que sabem de tudo e ainda colocam os seres humanos como centro do universo, chegam apenas no intuito de roubar à qualquer custo. No planeta Terra acontece isso e sempre aconteceu.

O filme Avatar ainda nos dá uma lição de respeito ao meio ambiente. Um tema tão em pauta como nunca se viu. Na produção, os Na'vi sabem viver em paz com os exóticos animais, e tudo é interligado. Mesmo que na realidade o planeta Terra não funcione dessa maneira, não devíamos nós, munidos de nossa sabedoria, respeitar o que é diferente, porém que vive da mesma forma? As questões éticas retratadas no filme servem como exemplo mais forte para debatermos o quanto a tecnologia evolui, mas deixa pra trás o sentimento do coletivo e substitui a realidade pelo virtual, aumentando o individualismo. Não é hora de olharmos para àqueles que sobrevivem melhor que nós e aprendermos? A civilização Na'vi sempre unida, sabe que juntos podem fazer uma diferença. Aqui na nossa realidade, o fracasso no debate da situação climática revela muito sobre o ser humano. E como não bastasse encher de tanta beleza estética e ainda causar reflexões relevantes, a produção ainda incrementa assuntos como a intolerância religiosa e o amor entre diferentes. Aí seriam divagações que serão aproveitadas melhor com um segundo olhar.

Mas Avatar não é só debates, é uma emocionante aventura que busca até no humor - na dose certa - um alívio cômico. Os detalhes do mundo Pandora são magníficos, seu habitantes possuem um design único, inovador. Mesmo selvagem, é tudo mostrado como uma explosão de cores e de beleza. Assistir em 3D e legendado pode ficar um pouco confuso de início, mas a experiência é gratificante e deve ser visto mais de uma vez. A trilha sonora ficou poderosa e soube climatizar ainda mais as cenas, sem exageros. O cinema não precisa de tanta tecnologia para passar sua mensagem e se consagrar como arte, mas quando converge com um roteiro interessante e transmite uma mensagem instrutiva, atual e consistente é algo melhor ainda. O que Avatar quer mostrar pode ainda está longe da percepção de muitos, mas não é um filme que vai mostrar as conseqüências que a falta de debates e ação podem causar. Nossa própria natureza vai nos revelar em breve. 

Avatar

Avatar
EUA, 2009 - 162 min
Ação / Ficção científica
Direção: James Cameron
Roteiro: James Cameron
Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldana, Stephen Lang, Sigourney Weaver, Michelle Rodriguez, Giovanni Ribisi

Trailer:



dezembro 18, 2009

HOMEM DE FERRO 2 GANHA EMPOLGANTE TRAILER

Trailer empolga com a cena de novo vilão


Nesta quarta-feira foi liberado o primeiro trailer oficial da sequência de Homem de Ferro, adaptação da Marvel de grande sucesso de 2008. Robert Downey Jr. está mais uma vez na armadura do herói. A prévia tem humor e ação ingradientes principais do primeiro filme e apresenta os novos personagens: o russo Ivan Vanko e seu alter-ego, que será o vilão Chicote Negro; e ainda conhecemos rapidamente a Viúva Negra interpretada pela linda Scarlett Johansson.

Confira o trailer:



O longa é dirigido por Jon Favreau (Zathura: Uma Aventura Espacial), e a produção ainda conta com as presenças de Gwyneth Paltrow, Don Cheadle e Samuel L. Jackson no elenco. Homem de Ferro 2 estreia em 7 de maio de 2010.