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março 18, 2012

Crítica: 'John Carter: Entre Dois Mundos' é uma aventura acima da média

Disney lança filme de qualidade, mas que chegou tarde demais...




Muito tem se falado do fracasso de John Carter: Entre Dois Mundos (John Carter, EUA), novo filme da Disney que custou mais de US$ 250 milhões e somou em sua semana de estreia algo em torno de US$ 110 milhões pelo mundo. Esse relapso do público pode ter uma explicação mercadológica (filmes semelhantes foram lançados pouco tempo atrás, seja no visual e roteiro) ou realmente se trata de um equívoco do estúdio que há tempos procura uma franquia lucrativa de duradoura como Piratas do Caribe. Mas uma coisa é certa, John Carter é um bom filme e a melhor das tentativas do estúdio do Mickey.


A história é uma adaptação do livro Uma Princesa de Marte (John Carter of Mars), obra de fantasia e ficção científica do mesmo criador de Tarzan Edgar Rice Burroughs - ao todo são 11 livros, da qual, a Disney espera fechar uma trilogia. A trama é sobre o jovem John Carter (Taylor Kitsch), um veterano de guerra que de uma forma misteriosa é abduzido e transportado até Marte, onde vira prisioneiro de bárbaros verdes e precisa evitar o casamento arranjado e libertar a princesa Dejah Thoris (Lynn Collins) - a única esperança para não levar o planeta vermelho à ruína. No meio dessa jornada, ele se depara com um mundo em constante guerra.


Visualmente, o longa de Andrew Stanton, impressiona com efeitos especiais de primeira geração, a competente direção de arte (sofrendo pra não deixar tudo cair no ridículo) e uma boa trilha sonora. O árido ambiente de Marte promete boas cenas de ação, e a criação de seres oriundos do lugar - que o deixam mais perto de Avatar do que nunca. Mas é no roteiro que o longa se sobressai. Se o ambiente do planeta em questão não se difere de filmes que foram lançados anteriormente como Príncipe da Pérsia, Conan ou Fúria de Titãs (filmes bem abaixo da média), John Carter oferece uma história inteligente e muito bem contada. O jeito que é conduzido o passado do misterioso protagonista, por exemplo, é um grande trunfo. Até mesmo a atuação de estreantes na função de carregar sozinhos um blockbuster deste tamanho nas costas, saem bem na função como Taylor Kitsch, conhecido pelo seu papel em Friday Night Lights.


É triste constatar que o público que não segue à risca o que sai no cinema, provavelmente não vai comprar o ingresso, já que tudo que é mostrado nas prévias remete ao passado não muito distante e ainda está longe de superar o universo criado por James Cameron em Avatar - que provavelmente buscou inspiração por aqui também. O que poderia, quem sabe, ser uma franquia de ficção científica tão próxima de clássicos como Star Wars ou até mesmo ter o legado de O Senhor Dos Anéis, corre o risco de seguir a trilha de As Crônicas de Nárnia ou pior, não sair da tentativa como Príncipe da Pérsia. John Carter não merecia morrer na praia, ou melhor... em Marte.





março 17, 2012

Um pouco de Lâncome e McQueen

Trago nesse sabadão, um pouco de Alexander McQueen (para trazer romantismo ao seu fim de semana) e um pouco de Lâncome (para adoçar o romantismo do seu fim de semana hahaha)!

Vamos começar com a Lâncome. A Lâncome está com uma super linha de produtos novos chegando em 2012.  Um dos produtos mais esperados, é a linha Rouge In Love que tem a linda Emma Watson estrelando a campanha. A linha está prevista para ser lançada em junho de 2012, e tratá 24 cores de batons e esmaltes. A marca dividiu as 24 cores em três categorias: Boudoir Time, com glitters prateados e brancos; Jolis Matins, com beges e rosas; e Tonight is my night, com cores fortes e glitter dourado.



 O vídeo da campanha, infelizmente, não trás Emma atuando ou fazendo qualquer outra coisa relacionado. O vídeo foi dirigido pela badalada Adria Petty, e é realmente, um excelente teaser para o que a marca está trazendo:



março 14, 2012

Crítica: 'Um Dia' é emocionante e se esforça pra ser fiel ao livro

Romance sai do lugar comum, trabalha com desenvoltura os clichês e comove


Na obra literária Um Dia, de David Nicholls, os protagonistas Dexter e Emma, são dois jovens que após as comemorações da formatura no festivo auge dos anos 1980, terminam a noite juntos. Ele é popular, bonito e garanhão. Ela, uma jovem tímida, inteligente e insegura. Durante os próximos 20 anos, a relação entre eles vai ser digna de um dos retratos mais ousados contados na literatura contemporânea. Afinal, a narrativa é contada em fragmentos. Os caminhos não seguem o desejo do leitor. Apenas o dia 15 de julho de cada ano é mostrado. E assim a dança desengonçada e surpreendente da vida é relatada.

Como a crítica leiga ama dizer: "filmes nunca superam os livros". Bobagem. Ambos devem ser tratados com diferenças e as adaptações cinematográficas conseguem (muitas vezes) compensar o que apenas a literatura pode oferecer: imaginação por parte do leitor. No filme Um Dia (One Day, 2011), a direção de Lone Scherfig cumpre a função de ilustrar o que é lido, mas peca no roteiro instável que traz momentos mal aprofundados e saídas fáceis demais - o que antes era uma interessante carta, virou um telefonema ou uma visita pessoal.

O que ficou de fora em relação ao livro também foi a inteligência e a característica crítica da personagem de Emma (Anne Hathaway). Enquanto é fácil mostrar um Dexter (Jim Sturgess) fútil, mulherengo e alcoólatra, Emma é apenas um patinho feio que vive sonhando e nunca vai à lugar algum. Sua virada de vida deixa à desejar, pulando partes que retratam o que ela é e o que aos poucos supera: sua insegurança. Um dos momentos mais atordoantes do livro é saber que, quando professora, ela se envolve com o diretor descrito como barbudo e que é casado. Emma também aos poucos vai virando uma escritora, mas no longa não vemos ela entrando na carreira, apenas superficialmente.

Compreensível pular algumas cenas e momentos do livro, mas pior que isso é inserir algumas sem inserir sentido ou relevância. Um forte exemplo é quando Dexter vai conhecer a família de Marie (Joséphine de La Baume). Eles não gostam dele e não cansam de ofendê-lo indiretamente. Quando num jogo, Dexter acaba por bater acidentalmente na namorada, tem ali um sentimento óbvio de repulsa e a dificuldade dele aceitar que ela é um bem necessário à ele, mas a família dela está ali dificultando ainda mais as coisas. Por outro lado, cenas cruciais do filme passam a mesma emoção da leitura: o acidente, a briga entre Emma e Dexter os dois na decadência dele, o momento entre ele e a mãe, o casamento que são convidados, entre outras.

Porém, os detalhes negativos não atrapalham a construção visual de Um Dia. Tudo está muito bem cuidado: o figurino, as atuações - coadjuvantes como Rafe Spall que faz o Ian e a mãe de Dexter, Patricia Clarkson, fazem bonito -, a trilha sonora que serve para sonorizar a mudança de datas e a direção de arte que ilustra essa evolução do tempo. Anne Hathaway não poderia ser melhor escolha para a jovem Emma, assim como o charmoso Jim Sturgess. A química dos dois, aliada ao carisma dos personagens é fantástica.

Uma leitura primorosa, enquanto outro autor do gênero Nicholas Sparks bate na mesma tecla repetidamente, e as adaptações de seus filmes ganham astros da Disney como protagonistas, Um Dia se sobressai na onda de romances contemporâneos e leva uma sobrevida interessante no cinema. Não primorosa, mas emocionante, singela e bem realizada. É uma história que vale a pena ser lida... vista. Até no clichê melodramático e fatal no fim da trama, acaba sendo contornado com momentos mais importantes, sensíveis, num recorte impressionante. Afinal, é sobre a vida, apenas a vida em um dia da história deles.


março 10, 2012

Editorial: Uma Thurman para Vogue Italia

Boa tarde galera! :D
Trago um editorial da sempre linda Uma Thurman para a revista Vogue italiana (uma das mais prestigiadas do mundo). Não sei se todos sabem, mas Uma começou sua carreira como modelo, e só depois de algum tempo ela foi se dedicar como atriz. Atualmente, vemos Uma fazendo mais filmes que campanhas de moda, mas toda vez que Uma faz uma campanha ela está deslumbrante.

Uma esteve na revista Vogue Italia de fevereiro, com um editorial e com um artigo sobre ela. Uma vestiu roupas de Dior, Yves Saint Laurent, Sportmax, Prada, entre outros, todas as roupas são das coleções desses estilistas para a primavera de 2012. As fotos, feitas pelo fotógrafo Peter Lindbergh, foram feitas em preto e branco e nas ruas de uma cidade italiana.

Confira abaixo, as fotos de Uma!


março 08, 2012

'Homeland': série premiada estreia no Brasil

Novo drama é surpreendente




No fim de semana, a Rede Globo, a maior rede de televisão do Brasil e uma das maiores da América Latina, confirmou a compra de quatro seriados: Homeland, The Killing, Body of  Proof  e Terra Nova. Tirando as últimas duas que são irrelevantes (ainda mais Terra Nova que já foi cancelada), as duas primeiras tem ganhado destaque entre críticos e o público. Se na TV aberta a incógnita de quando irão ao ar persiste até o dia em que sair um comercial anunciando, o público que escolhe assisti-las legalmente já pode comemorar. Homeland, a última que faltava - dessas quatro - finalmente chegou por aqui.


No ar pelo FX Brasil, Homeland estreou no último domingo (04) às 22 horas. O drama foi eleito por muitos críticos como uma das melhores estreias no ano passado, chegando a levar o Globo de Ouro de melhor série dramática e melhor atriz em drama (Claire Danes). Criada por Gideon Raff a série narra a história de dois personagens que, cada um à sua maneira, lutam para manter a sanidade mental em meio às situações, da qual, se envolvem. De um lado está Carrie Mathison (Danes), uma agente da CIA obcecada pelo seu trabalho. Ela é uma das responsáveis por identificar e caçar terroristas em território americano. Depois de um missão não bem sucedida, ela está em volta de um caso ainda mais complexo.


A jovem recebe informações de que um americano foi convertido e seria agora parte de uma célula terrorista. Logo, Carrie conclui que esse homem é Nicholas Brody (Damian Lewis), fuzileiro resgatado após ser mantido prisioneiro pela Al-Qaeda por oito anos. O problema é que Brody, por sua vez, é tratado como herói quando desembarca nos Estados Unidos. Os dois pontos de vista são contados na trama. Ele que tenta se readaptar com a família e ela que transforma em obsessão investigá-lo.


O primeiro episódio, como praxe, serviu para estabelecer a trama, apresentar personagens e  mostrar o tom conspiratório que será explorado durante a temporada de 12 episódios. Dinâmica, procurando desenvolver bem os dois protagonistas (ótima sacada envolver remédios anti-psicóticos) Homeland se destaca com a seriedade de levar uma trama séria em meio à outras que buscavam mais ação do que alguma base política e pessoal mais acentuada. É cedo para saber como o roteiro vai se suceder ao tocar nesse espinhoso tema, mas, por enquanto, só de termos uma série que entra num clima conspiratório que remete ao clássico estrelado por Frank Sinatra Sob o Domínio do Mal (Manchurian Candidate) de 1962, é o suficiente para ficarmos ligados.


Trailer:




Homeland já foi renovada para uma segunda temporada.

março 03, 2012

SPFW Parte 2: Preto, "carnaval" e haute couture

Fala galera! :) Como foi a semana de vocês? Espero que tenha sido boa, e que essa próxima semana também seja boa! :)
Vamos continuar o assunto da São Paulo Fashion Week? Falta pouco galera, só três dias! HAHAHAHA Tá okay, piada sem graça.
Já vimos o que rilou nos dias 19, 20 e 21. Agora vamos ver o que rolou nos últimos três dias, 22, 23 e 24 de janeiro.
Clica no "Clique aqui..." e seja feliz! :D hahaha