Clipe segue a lógica da confusão subliminar
Se em Hurricane, a banda de Jared Leto abusou do sexo, violência e ocultismo, e em This Is War não podia ser diferente. O clipe adiado diversas vezes, finalmente encontrou lugar ao sol e veio falar de guerra, mas como eles mesmos dizem "esta música é sobre paz". Eu não sei como essa pirâmide que é o símbolo deles e está presente em outros vídeos e fotos (além de dezenas de vídeos musicais), pode ser uma alternativa para acabar com as mazelas do mundo e em especial à guerra, o que eu vejo aqui é que as ferramentas da guerra, carros, helicópteros, entre outros, constroem essa poderosa pirâmide. Mais um clipe para ser usado como exemplo em blogs sobre a conspiração Illuminati na indústria musical.
Veja e tire suas conclusões:
abril 06, 2011
abril 05, 2011
Confira o trailer de 'Estamos Juntos' com Leandra Leal e Cauã Reymond
Drama estreia em junho
Foi divulgado pela Imagem Filmes, o trailer de Estamos Juntos, filme de Toni Venturini (Cabra Cega) e estrelado por Leandra Leal e Cauã Reymond. A trama segue o cotidiano de Carmem (Leandra Leal) uma médica paulistana, que decide valorizar a vida após uma notícia traumática. Ela passa então a fazer escolhas que ao mesmo tempo trazem a felicidade, mas também à levam para destruição. Cauã vive um DJ homossexual e amigo da protagonista. Fazem parte do elenco: Débora Duboc, Dira Paes, Lee Taylor e Nazareno Casero.
Veja trailer:
Estamos Juntos tem estreia prevista para 10 de junho.
Foi divulgado pela Imagem Filmes, o trailer de Estamos Juntos, filme de Toni Venturini (Cabra Cega) e estrelado por Leandra Leal e Cauã Reymond. A trama segue o cotidiano de Carmem (Leandra Leal) uma médica paulistana, que decide valorizar a vida após uma notícia traumática. Ela passa então a fazer escolhas que ao mesmo tempo trazem a felicidade, mas também à levam para destruição. Cauã vive um DJ homossexual e amigo da protagonista. Fazem parte do elenco: Débora Duboc, Dira Paes, Lee Taylor e Nazareno Casero.
Veja trailer:
Estamos Juntos tem estreia prevista para 10 de junho.
Veja o trailer do filme sobre a banda Kings of Leon
Documentário é sobre a trajetória da banda
Com dez ano de carreira e cinco álbuns lançados, a banda do Tennessee Kings of Leon é um bom exemplo de grupo sem maquiagem que faz um rock alternativo de qualidade e alcançou o sucesso merecido. Se pra você, Use Somebody é um hino melancólico para os dias nublados, saiba que por trás da banda tem uma forte educação Pentecostal e o country está na alma dos integrantes constituída por três irmãos e um primo. Isso será mostrado no documentário Talihina Sky: The Story Of Kings Of Leon, que irá contar a trajetória da banda desde o início até a o grande sucesso comercial. Confira o trailer legendado:
Dirigido por Stephen C Mitchell, o documentário será exibido no Tribeca Film Festival, realizado entre os dias 20 de abril e 1º de maio em Nova York. Ainda não finalizado, segue sem data de lançamento oficial.
Yellowcard lança clipe simpático de boa música
Banda libera vídeo de balada
O segundo single do mais novo álbum do Yellowcard, When You're Through Thinking, Say Yes, foi divulgado hoje. Depois de um hiato de cinco anos, a banda retornou com as características clássicas ao misturar o bom rock com o som de um violino. A faixa escolhida para alavancar as vendas do novo trabalho, que estreou na 19ª posição na Billboard, é a balada Hang You Up. O primeiro vídeo foi lançado há um mês com a música For You And Your Denial.
Veja o clipe de Hang You Up:
O Yellowcard possui sete disco de estúdio, sendo que o primeiro de maior sucesso comercial foi lançado em 2003: Ocean Avenue. Depois disso vieram o incompreendido Lights and Sounds (2006) e o amistoso Paper Walls (2007).
O segundo single do mais novo álbum do Yellowcard, When You're Through Thinking, Say Yes, foi divulgado hoje. Depois de um hiato de cinco anos, a banda retornou com as características clássicas ao misturar o bom rock com o som de um violino. A faixa escolhida para alavancar as vendas do novo trabalho, que estreou na 19ª posição na Billboard, é a balada Hang You Up. O primeiro vídeo foi lançado há um mês com a música For You And Your Denial.
Veja o clipe de Hang You Up:
O Yellowcard possui sete disco de estúdio, sendo que o primeiro de maior sucesso comercial foi lançado em 2003: Ocean Avenue. Depois disso vieram o incompreendido Lights and Sounds (2006) e o amistoso Paper Walls (2007).
abril 04, 2011
The Big C: um diferente e otimista olhar sobre o câncer
Dramédia é o exemplo de série leve, com algum aprofundamento e sem ser chata
Tema sempre recorrente de novelas, séries, minisséries e filmes, o câncer, geralmente vem com uma carga dramática que expõe suas vítimas ao grande sofrimento desde sua descoberta até o seu fim, seja com a morte ou com o "renascimento", numa espécie de punição ou de amargura acumulada. Mas a série The Big C vem com uma proposta ainda mais interessante que apenas descobrir e sentar, dramatizar, chorar e esperar a morte. Muitos pacientes continuam suas vidas normalmente e, diferente do que muitas vezes é retratado, eles não mudam de uma hora para o outra seus conceitos e vão aproveitar a vida, e sim, aos poucos vão contornando a "pedra" no meio do caminho e seguindo a vida.
O seriado gira em torno de Cathy, interpretado pela vencedora do Globo de Ouro deste ano como melhor atriz cômica Laura Linney, uma professora de Minneapolis. Ao longo dos 13 episódios que a HBO Brasil exibiu - o último foi ao ar semana passada - o ponto de vista da protagonista ao ser diagnosticada com câncer até sua atitude de esconder a doença dos parentes e amigos, é contado com humor e de forma leve. É como se Cathy ao descobrir a doença começa a viver sem se preocupar com as constantes regras impostas pela sociedade, que sempre foi o ponto central de tudo, seu trabalho como mãe, esposa e professora. Como suburbana, no melhor estilo Desperate Housewives, o câncer a faz perceber mlimetricamente tudo de bom que existe na vida e como preparar o futuro da sua família em sua ausência. Claro que até lá ela vive o dilema de fazer tratamentos ou se entregar ao destino.
Desse modo, assim como ocorre em Breaking Bad (em proporções menores e menos negativas), o protagonista doente passa a mudar a vida das pessoas de forma direta ou indireta. Afinal, Cathy começa a mudar de postura em relação aos seus desejos e anseios e os leva junto. Ela busca viver e sentir prazer, seja ao fazer topless no jardim ou simplesmente passar uma mensagem mais realista aos seus alunos durante as aulas.
Em seu cotidiano, vive com o marido Paul Jamison (Oliver Plat) - imaturo e não dá tanto valor à família; o filho Adam Jamison (Gabriel Basso) - um jovem comum e como todo adolescente tem seus problemas de se abrir e demonstrar amor; a aluna Andrea Jackson (Gabourey Sidibe) - rebelde e com problemas de auto estima; a vizinha rabugenta Marlene (Phyllis Somerville) - solitária e acaba se tornando uma grande amiga e confidente de Cathy; Dr. Todd Mauer (Reid Scott) - jovem oncologista e que acaba criando um laço mais forte com Cathy, já que ela o desafia ao não aceitar o tratamento; a velha amiga de faculdade Rebecca (Cynthia Nixon) - perua e não consegue lidar com a nova Cathy; e seu irmão Sean Tolkey (John Benjamin Hickey) - naturalista, vive nas ruas, come lixo e rouba a cena várias vezes ao ajudar Cathy se desprender do seu ritmo sufocante.
Renovada para uma segunda temporada, The Big C é prazerosa de assistir. Você ri, se emociona, se surpreende. Os diálogos são bem amarrados, cada episódio possue circularidade e a protagonista cresce aprendendo sempre novas lições, se desprendendo conscientemente do capitalismo (agora ele serve como ferramenta para a felicidade), buscando sua liberdade. Todas atitudes e consequências não são perfeitas e como humana, ela também erra, fica confusa e busca fazer o melhor. Resta saber se o final dessa jornada será tão incrível e otimista como foi mostrada em sua narrativa, mesmo sob uma ótica obscura do tratamento que vem aí. Por enquanto, o final desta temporada foi um dos eventos mais marcantes e tocantes da TV dos últimos tempos. Leva à cartase e faz cair a ficha que de comédia, o câncer tem seus lados de claridade, mas também traz um futuro incerto e sombrio. Porém, nem por isso ela deixou-o tomar conta de sua vida e dos próximos a ela e sim continuou a viver e pensar na continuidade independente de qual ele for. Afinal, de peso em sua vida, basta a doença, o doloroso tratamento e imaginar a família sem sua presença.
Trailer:
A série é exibida pelo Show Time, o mesmo canal da outra ótima "dramédia" Nurse Jackie, e deve estrear a segunda temporada no final de Junho. A HBO Brasil cuidou da exibição da primeira temporada por aqui.
Tema sempre recorrente de novelas, séries, minisséries e filmes, o câncer, geralmente vem com uma carga dramática que expõe suas vítimas ao grande sofrimento desde sua descoberta até o seu fim, seja com a morte ou com o "renascimento", numa espécie de punição ou de amargura acumulada. Mas a série The Big C vem com uma proposta ainda mais interessante que apenas descobrir e sentar, dramatizar, chorar e esperar a morte. Muitos pacientes continuam suas vidas normalmente e, diferente do que muitas vezes é retratado, eles não mudam de uma hora para o outra seus conceitos e vão aproveitar a vida, e sim, aos poucos vão contornando a "pedra" no meio do caminho e seguindo a vida.
O seriado gira em torno de Cathy, interpretado pela vencedora do Globo de Ouro deste ano como melhor atriz cômica Laura Linney, uma professora de Minneapolis. Ao longo dos 13 episódios que a HBO Brasil exibiu - o último foi ao ar semana passada - o ponto de vista da protagonista ao ser diagnosticada com câncer até sua atitude de esconder a doença dos parentes e amigos, é contado com humor e de forma leve. É como se Cathy ao descobrir a doença começa a viver sem se preocupar com as constantes regras impostas pela sociedade, que sempre foi o ponto central de tudo, seu trabalho como mãe, esposa e professora. Como suburbana, no melhor estilo Desperate Housewives, o câncer a faz perceber mlimetricamente tudo de bom que existe na vida e como preparar o futuro da sua família em sua ausência. Claro que até lá ela vive o dilema de fazer tratamentos ou se entregar ao destino.
Desse modo, assim como ocorre em Breaking Bad (em proporções menores e menos negativas), o protagonista doente passa a mudar a vida das pessoas de forma direta ou indireta. Afinal, Cathy começa a mudar de postura em relação aos seus desejos e anseios e os leva junto. Ela busca viver e sentir prazer, seja ao fazer topless no jardim ou simplesmente passar uma mensagem mais realista aos seus alunos durante as aulas.
Em seu cotidiano, vive com o marido Paul Jamison (Oliver Plat) - imaturo e não dá tanto valor à família; o filho Adam Jamison (Gabriel Basso) - um jovem comum e como todo adolescente tem seus problemas de se abrir e demonstrar amor; a aluna Andrea Jackson (Gabourey Sidibe) - rebelde e com problemas de auto estima; a vizinha rabugenta Marlene (Phyllis Somerville) - solitária e acaba se tornando uma grande amiga e confidente de Cathy; Dr. Todd Mauer (Reid Scott) - jovem oncologista e que acaba criando um laço mais forte com Cathy, já que ela o desafia ao não aceitar o tratamento; a velha amiga de faculdade Rebecca (Cynthia Nixon) - perua e não consegue lidar com a nova Cathy; e seu irmão Sean Tolkey (John Benjamin Hickey) - naturalista, vive nas ruas, come lixo e rouba a cena várias vezes ao ajudar Cathy se desprender do seu ritmo sufocante.Renovada para uma segunda temporada, The Big C é prazerosa de assistir. Você ri, se emociona, se surpreende. Os diálogos são bem amarrados, cada episódio possue circularidade e a protagonista cresce aprendendo sempre novas lições, se desprendendo conscientemente do capitalismo (agora ele serve como ferramenta para a felicidade), buscando sua liberdade. Todas atitudes e consequências não são perfeitas e como humana, ela também erra, fica confusa e busca fazer o melhor. Resta saber se o final dessa jornada será tão incrível e otimista como foi mostrada em sua narrativa, mesmo sob uma ótica obscura do tratamento que vem aí. Por enquanto, o final desta temporada foi um dos eventos mais marcantes e tocantes da TV dos últimos tempos. Leva à cartase e faz cair a ficha que de comédia, o câncer tem seus lados de claridade, mas também traz um futuro incerto e sombrio. Porém, nem por isso ela deixou-o tomar conta de sua vida e dos próximos a ela e sim continuou a viver e pensar na continuidade independente de qual ele for. Afinal, de peso em sua vida, basta a doença, o doloroso tratamento e imaginar a família sem sua presença.
Trailer:
A série é exibida pelo Show Time, o mesmo canal da outra ótima "dramédia" Nurse Jackie, e deve estrear a segunda temporada no final de Junho. A HBO Brasil cuidou da exibição da primeira temporada por aqui.
abril 01, 2011
Breaking Bad, série sobre câncer e drogas como você nunca viu!
Drama segue Mad Men como um dos melhores programas da tv dos últimos tempos
Dramática em alguns momentos, cômica em outros e cheio de ação quando necessária, Breaking Bad é um seriado difícil de se rotular. Por isso é mais fácil dizer que é um drama, já que a pesada premissa sobre drogas e câncer não tem como fazê-la ser outra coisa e assim atrair um público diferente. Mas sem dúvidas alguns episódios se enquadram numa dramédia muito bem. O seriado é aclamado pela crítica, mas nunca teve um reconhecimento muito significativo do público - a audiência gira em torno de 1,5 milhão de espectadores por episódio -, mesmo tendo mais ritmo que a outra queridinha do canal norte-americano AMC, Mad Men.O seriado venceu em suas três temporadas, seis Emmys, entre eles, um de melhor ator dramático para Bryan Cranston.
A série conta a história de Walter White (Bryan Cranston), um professor de química que vive uma vida comum e politicamente correta junto de sua família: a esposa Skyler White (Anna Gunn), uma mulher correta, preocupada com a família e sempre disposta à ajudar quando necessário, e o filho Walter White, Jr. (RJ Mitte), um jovem bonito de 17 anos e que mesmo com dificuldades motoras, fruto de paralisia cerebral, tem personalidade forte e sempre bate de frente com a postura dos pais diante seus problemas. E problemas são o que não faltam. Walter descobre que tem um severo câncer e precisa de - um caro - tratamento. Junto do diagnóstico, a crise existêncial o pega de jeito. Walter não percebe o propósito de continuar vivendo, já que vive uma vida que na verdade parece morta. É então que aos poucos seus conhecimentos em química o envolvem numa jornada dentro da marginalidade: ele começa a fabricar metanfetamina. Ao lado do jovem e traficante Jesse Pinkman (Aaron Paul), eles passam à serem comparsas na clandestinidade. Mais do que isso, aos poucos a relação entre os dois vira uma forte amizade e a necessidade de serem um ombro amigo quando necessário para preencherem o vazio (Jesse é um viciado e rejeitado pela família), essa amizade proporciona grandes diálogos ao longo das duas primeiras temporadas. Walter agora se sente mais vivo que nunca. É interessante ver como a virada da vida de cabeça para baixo de Walter serve como um metáfora ao próprio câncer. Quando ele decide assumir a personalidade arriscada e prazerosa - mesmo que seja para conseguir dinheiro para o tratamento -, ele afeta a vida de todos ao redor. Suas mentiras vão envenenando aos poucos os mais próximos. O climax do grande câncer que ele mesmo se transformou, ocorre no fim da segunda temporada, quando suas ações afetam a vida da cidade em grande escala. Outros coadjuvantes que são importantes na trama são: o cunhado Hank Schrader (Dean Norris) que trabalha como investigador numa agência de combate ao narcotráfico e sua esposa Marie Schrader (Betsy Brandt), da qual, é cleptomaníaca. Interessante destacar que até mesmo Hank vai tendo seu lado explorado, o cara durão também vai sofrer com a assustadora face do tráfico de drogas.
Com roteiro ágil e cheio de suspense, Breaking Bad se assume como uma série instigante, mas que funciona como um drama, da qual, se aprofunda bem na complexidade do ser humano. Não é para todos, pois a temática envolve muitas cenas de violência e sexo, mas para os que não tem problema com a liberdade da narrativa, vão encontrar um excelente exemplo de como uma série pode mexer com os nossos sentimentos, tamanho é o realismo tratado. Ainda mais quando o protagonista guarda seus segredos tal como todos nós, é por isso que outros seriados do tipo como Nurse Jackie, Dexter e Mad Men, funcionam tanto para entreter quanto para analisar e se emocionar.
Trailer:
A terceira temporada do seriado (inédita no Brasil) vai ao ar às 20h, todo domingo, no AXN. O canal AMC promete a quarta temporada para o verão norte-americano (inverno por aqui).
Esse post faz parte do especial Semana em Série, trazendo dicas de seriados de qualidade e boa diversão.
:: Posts anteriores:
> O triângulo amoroso mais delicioso da TV está em 'The Good Wife'!
>> '30 Rock': a premiada série de tv é renovada!
Dramática em alguns momentos, cômica em outros e cheio de ação quando necessária, Breaking Bad é um seriado difícil de se rotular. Por isso é mais fácil dizer que é um drama, já que a pesada premissa sobre drogas e câncer não tem como fazê-la ser outra coisa e assim atrair um público diferente. Mas sem dúvidas alguns episódios se enquadram numa dramédia muito bem. O seriado é aclamado pela crítica, mas nunca teve um reconhecimento muito significativo do público - a audiência gira em torno de 1,5 milhão de espectadores por episódio -, mesmo tendo mais ritmo que a outra queridinha do canal norte-americano AMC, Mad Men.O seriado venceu em suas três temporadas, seis Emmys, entre eles, um de melhor ator dramático para Bryan Cranston.
A série conta a história de Walter White (Bryan Cranston), um professor de química que vive uma vida comum e politicamente correta junto de sua família: a esposa Skyler White (Anna Gunn), uma mulher correta, preocupada com a família e sempre disposta à ajudar quando necessário, e o filho Walter White, Jr. (RJ Mitte), um jovem bonito de 17 anos e que mesmo com dificuldades motoras, fruto de paralisia cerebral, tem personalidade forte e sempre bate de frente com a postura dos pais diante seus problemas. E problemas são o que não faltam. Walter descobre que tem um severo câncer e precisa de - um caro - tratamento. Junto do diagnóstico, a crise existêncial o pega de jeito. Walter não percebe o propósito de continuar vivendo, já que vive uma vida que na verdade parece morta. É então que aos poucos seus conhecimentos em química o envolvem numa jornada dentro da marginalidade: ele começa a fabricar metanfetamina. Ao lado do jovem e traficante Jesse Pinkman (Aaron Paul), eles passam à serem comparsas na clandestinidade. Mais do que isso, aos poucos a relação entre os dois vira uma forte amizade e a necessidade de serem um ombro amigo quando necessário para preencherem o vazio (Jesse é um viciado e rejeitado pela família), essa amizade proporciona grandes diálogos ao longo das duas primeiras temporadas. Walter agora se sente mais vivo que nunca. É interessante ver como a virada da vida de cabeça para baixo de Walter serve como um metáfora ao próprio câncer. Quando ele decide assumir a personalidade arriscada e prazerosa - mesmo que seja para conseguir dinheiro para o tratamento -, ele afeta a vida de todos ao redor. Suas mentiras vão envenenando aos poucos os mais próximos. O climax do grande câncer que ele mesmo se transformou, ocorre no fim da segunda temporada, quando suas ações afetam a vida da cidade em grande escala. Outros coadjuvantes que são importantes na trama são: o cunhado Hank Schrader (Dean Norris) que trabalha como investigador numa agência de combate ao narcotráfico e sua esposa Marie Schrader (Betsy Brandt), da qual, é cleptomaníaca. Interessante destacar que até mesmo Hank vai tendo seu lado explorado, o cara durão também vai sofrer com a assustadora face do tráfico de drogas.
Com roteiro ágil e cheio de suspense, Breaking Bad se assume como uma série instigante, mas que funciona como um drama, da qual, se aprofunda bem na complexidade do ser humano. Não é para todos, pois a temática envolve muitas cenas de violência e sexo, mas para os que não tem problema com a liberdade da narrativa, vão encontrar um excelente exemplo de como uma série pode mexer com os nossos sentimentos, tamanho é o realismo tratado. Ainda mais quando o protagonista guarda seus segredos tal como todos nós, é por isso que outros seriados do tipo como Nurse Jackie, Dexter e Mad Men, funcionam tanto para entreter quanto para analisar e se emocionar.Trailer:
A terceira temporada do seriado (inédita no Brasil) vai ao ar às 20h, todo domingo, no AXN. O canal AMC promete a quarta temporada para o verão norte-americano (inverno por aqui).
Esse post faz parte do especial Semana em Série, trazendo dicas de seriados de qualidade e boa diversão.
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