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março 19, 2013

Crítica: as lágrimas da liberdade marcam o final de 'Fringe'

Seriado sci-fi sai de cena no momento certo, mas deixará saudades


Quando estreou em 2008, Fringe logo chamou a atenção por ser a primeira série de J.J. Abrams, após o sucesso Lost - mesmo que antes tivesse criado a cultuada  Alias. Misturando casos extraordinários e investigação científica para desvendar tais eventos, o seriado logo se transformou em uma trama muito maior que apresentada na premissa e perdurou por cinco sólidas temporadas chegando ao seu final digno neste ano. Até então o criador de Fringe e Lost já tinha se transformado em um homem de cinema (seu ápice será agora, escalado como diretor de Star Wars VII), tamanho foi o sucesso das duas séries e sua evolução no cinema.

Fringe no entanto, perdeu um pouco do seu brilho ao decorrer do tempo - como de praxe em grande séries. Seu auge foi, sem dúvidas, o final da segunda temporada, quando a série apresentou uma nova trama que mostrava o universo paralelo ao nosso. Caracterizado como mais evoluído, porém, passando por desastrosas tragédias causadas por essa abertura entre os mundos, é impossível não se sentir sensibilizado e entrar na envolvente trama. Mas até chegar aí, o seriado já deixava transparecer enorme criatividade e ousadia. Cada episódio que solucionava uma questão, logo mostrava que aquilo servia como uma peça para outra um tanto maior. Isso sem se falar nas qualidades técnicas, desde a abertura (sempre mudando com a variação das tramas), até a fotografia, efeitos visuais, direção...

Mas, diferente de Lost que forçou a barra em ofuscar as respostas do mistério e deixar seus protagonistas serem o foco único em últimos instantes (causando revolta dos fãs que se sentiram enganados), Fringe sempre equilibrou uma dose de drama pessoal dos personagens com a história que estava sendo contada. Muito difícil não se conectar com a trama de pai e filho como a de Walter Bishop (John Noble) e o Peter (Joshua Jackson). O pai e cientista que fora enviado para um sanatório e lá ficou 17 anos, e seu filho que depois de anos, acaba sendo obrigado a se reunir à ele após essa separação dos dois. A necessidade de redenção sempre fora o ingrediente que os motivou a aceitarem trabalharem juntos.


Por outro lado, Olivia Dunham (Anna Torv), a investigadora da divisão Fringe, perdeu o amor de sua vida e precisou lidar com o inexplicável diante o sentimento de luto. Essa árdua caminhada a fez ficar obcecada pelo trabalho - fazendo sua personagem pouco carismática e complexa -, mas aos poucos, reencontrou seu amor em Peter, chegando até ter despertado em si própria, um instinto maternal quando grávida. A solitária e sofrida Olivia teve um final feliz merecido. Outros coadjuvantes tiveram seus momentos contados e até razoavelmente aprofundados: o agente Broyles (Lance Reddick), que até o fim ficou do lado do bem; Astrid Farnsworth (Jasika Nicole) a assistente de Walter, e porque não, amiga; Nina Sharp (Blair Brown) que mesmo controversa, sacrificou sua vida para a vitória da liberdade; o agente Lincoln Lee (Seth Gabel) que passou para o lado B do universo depois de ter se encontrado e ajudado a firmar a paz entre os dois mundos; e William Bell (Leonard Nimoy), um homem que assim como Walter cometeu muitos equívocos, mas sua mente brilhante foi indispensável para a solução de outros problemas.

A despedida


Esta quinta e última temporada foi praticamente não só o encerramento de um ciclo, mas apresentou uma trama praticamente isolada do resto da série. Mesmo que tudo caminhasse para o que se foi visto, teve até um episódio perdido na quarta temporada sobre o ocorrido nesta, qualquer um poderia ver esses treze episódios e ficarem satisfeitos - mesmo não sendo o ideal. O respeito da FOX pelos fãs que se empenharam ao máximo em tardar o cancelamento da série foi recompensado com essa temporada de despedida (poucas séries conseguem ir tão longe, ainda mais nessa emissora).

Ao longo dessa temporada conhecemos o Expurgo, que consiste na invasão dos Observadores - uma raça humana "evoluída" que instaura uma ditadura na Terra - em 2015. Em 2036, Peter, Olivia, Astrid e Walter foram presos em no âmbar que os mantiveram "congelados". Libertos, eles se unem a filha de Peter e Olivia, Etta Bishop (Georgina Haig) que lidera um grupo de revolucionários. Um grande plano para barrar os Observadores tem suas partes divididas em fitas de vídeos presas no âmbar, e cada episódio eles vão juntando as peças que levará a grande guerra contra os invasores.

Mesmo que soando bem arrastada, a trama ainda conseguiu manter uma qualidade quando tocou num tema tão comum da ficção científica. Com referências de clássicos da literatura de autores como Isaac Asimov e Aldous Huxley, a jornada de Fringe finalizou com a terra salva de uma ditadura sombria, que uniu ainda mais seus queridos personagens. Foi um momento de despedida, não só dos protagonistas, mas até uma homenagem de todo o caminho percorrido pelo seriado, sendo os casos tratados em diversos episódios e temporadas - inclusive um vislumbre do universo paralelo e seus moradores.

Emocionante, intrigante, e vai deixar saudades. Fringe fez história na teledramaturgia mundial ao levar inteligência, originalidade para a TV aberta, quando esta está tomada por reality shows repetitivos, séries de apelo fácil que abusam de sexo e violência para angariar audiência e tramas que tratam o espectador como uma criança. A grande conspiração chegou ao fim com um sopro de esperança e a redenção de personagens tão queridos e tão reais. Mesmo sendo uma ficção, Fringe termina com dramas reais sobre a complexidade dos relacionamentos humanos e a necessidade de união em tempos sombrios. O amor de pai e filho, de dois amantes e de amigos. Em um universo paralelo, a série foi melhor aproveitada, e sem dúvidas aqui, deixará saudades, mesmo que pra poucos.

janeiro 06, 2013

Especial: R.I.P 2012 | Melhores Séries

O ano terminou sem uma grande série nova


O maior comentário este ano foi o Emmy que fora negado à Mad Men, após quatro anos vencendo o troféu máximo de melhor série de drama. Se ganhasse, Mad Men empataria com Frasier que na história é a maior vencedora invicta na categoria de melhor série, só que neste caso, comédia. Mesmo fã da série sessentista, não tiro os méritos de que Homeland é interessante e funciona como entretenimento, porém, Mad Men é tão maior e mais complexa, tão melhor atuada e produzido que não aceito com contentamento a opinião da Academia que na verdade tomou esse caminho, porque está em busca de uma renovação em seu formato para assim segurar a audiência. Outro fato que causou impacto é a audiência de The Walking Dead, sem dúvidas a maior série do ano, em termos de audiência e debates. Girls se saiu melhor que Veep dentro da HBO. E Downton Abbey, a única inglesa que atravessou o atlântico sem afundar, está fazendo um sucesso merecido na terra do Tio Sam. Foi exibido no Brasil o final de Friday Night Lights que me levou às lágrimas, além da brilhante resolução de Skins e o apático final de Desperate Housewives.

As decepções foram muitas. Se Mad Men perdeu o brilho, pelo menos ela inspirou séries que se passavam na mesma década. The Playboy Club não suportou o falso moralismo e PanAm não suportou a baixa audiência, mesmo tendo seus méritos. Outra aposta que morreu na praia foi Alcatraz, assinada por J.J. Abram, que não tinha sorte desde Lost e Fringe, a boa notícia para seus fãs, é que Revolution está se mantendo estável. O ano também tinham séries promissoras, mas que não cumpriram suas premissas de forma interessante: Smash que se perdeu com personagens patéticos; Once Upon a Time e sua trama mirabolante e efeitos fracos; Revenge e sua trama novelesca cheio de contornos inverossímeis e um ritmo exageradamente agitado e Newsroom deixou à desejar em todos os âmbitos - série sobre jornalismo mesmo é The Hour.

No Brasil, mesmo com a Globo apostando cada vez mais e encontrando um ritmo para suas estreias e séries já consagradas - entre as estreias de sucesso foram Subúrbia e Como Aproveitar o fim do mundo -, foi na tv paga que a melhor série foi exibida. A versão nacional de Sessão de Terapia, oriunda do Israel. A direção melancólica de Selton Mello deu todo um traço complexivo à trama. A lista das séries que mais me chamaram à atenção em 2012:

Melhores séries do ano que exibidas legalmente no Brasil:

20- Go On (NBC/ Warner Channel) (Parte da Temporada 1) 

Como fazer comédia com um protagonista que acabou de perder a esposa? A nova série estrelada pelo Ex-Friends Mathew Perry é engraçada, com alguma profundidade e ainda tem boas atuações.

19- New Girl (Fox/ Canal Fox) (Temporada 1)

Zooey Deschannel sabe ser linda e fofa, mas o seriado é mais do que isso, de forma divertida mostra como precisamos superar os momentos complicados da vida se apoiando em amigos, eles são insubstituíveis.

18- 30 Rock (NBC/Canal Sony) (Parte da Temporada 6)

O Canal Sony atrasou a exibição no Brasil, mas nem por isso o seriado perdeu a graça. Como não amar Tracy Morgan fazendo piada de seu escândalo contra os gays na vida real, ou a Jenna sendo jurada em programas de calouro? Imperdível.

17- Game of Thrones (HBO/HBO Brasil) (Temporada 2)

Temporada com ação, efeitos especiais de primeira e a trama seguindo caminhos ainda mais obscuros. Os episódios finais e alguns núcleos salvaram o segundo ano da complexa série.

16- Modern Family (ABC/ Canal FOX) (Temporada 3)

Um pouco repetitiva, mas que ainda guarda bons momentos, a surpresa no final garantiu à Modern Family um dos melhores finais de temporada do ano.

15- The Big C (Show Time/ HBO Brasil) (Temporada 2)

Menos engraçada que a primeira temporada, The Big C se perdeu um pouco dentro de sua própria história, mas ainda assim garantiu momentos preciosos como o final de temporada.

14- House of Lies (Show Time/ HBO Brasil) (Temporada 1)

Começou excessiva, muita nudez e sexo, mas foi tomando um caminho mais profundo e pessoal. Impossível não associar o seriado que se passa em Wall Street com Mad Men e as pressões de uma época em mudança.

13- Downton Abbey (BBC/ GNT) (Temporada 1)

Refinada, elegante. Começou com o maior símbolo de diferenças entre classes sociais: o Titanic que afundou. Isso já mostrava o que viria a seguir: a hierarquia rica em cima tentando manter a pose, e a criadagem lutando por status embaixo aos olhos dos chefes. Boa surpresa.

12- The Hour (BBC/ Netflix) (Temporada 1)

Demorou a degringolar, mas logo ficou incrível. Uma homenagem ao jornalismo dos anos 60 num período de tensão entre países e espionagem. O clima conspiratório que pairou junto com a temática da infidelidade deixaram a série no capricho.

11- The Good Wife (CBS/ Universal Channel) (Temporada 3)

Menos interessante que a temporada anterior, o seriado ainda assim surpreende pela qualidade e agilidade do roteiro. A vida pessoal de Alicia ganhou um aprofundamento mais tocante, assim como a vida de Kalinda.

10- Friday Night Lights (NBC/ AXN) (Temporada 4 - Final)

Não foi a melhor temporada de uma das melhores séries dos últimos anos, porém é impossível não notar como a série 'adolescente' não subestima a inteligência do espectador, terminou afinada e coerente com tudo que ela mostrou ser. Emocionante e digna.

9-  Sessão de Terapia (GNT) (Temporada 1)

O sofá do terapeuta Theo é mais agitado que qualquer outra série. Ali os dramas foram contados com maestria dirigido pelo talentoso Selton Mello e as atuações foram de tirar o fôlego. Uma série sobre a complexidade da vida.

8- The Killing (AMC/ A&E) (Temporada 2)

O mistério se arrastou mais do que devia? Sim. Mas nem por isso a série noir deixou de lado o roteiro bem entrelaçado com várias reviravoltas e pistas envolventes. Até no sanatório a obcecada investigadora Sarah Linden foi parar. De arrepiar.

7- Dexter (Show Time/ FX)(Temporada 6)

O final foi chocante, mas ainda assim esperado. Demorou pra acontecer que nem chama tanta atenção quanto deveria. Porém, a temática da temporada foi tratada de forma bem desenvolvida e guardando bons sustos. Agora a série segue para sua reta final.

6- Nurse Jackie (Show Time/ Studio Universal) (Temporada 4)

A melhor recuperação de um seriado no ano! Agora sim! Jackie na rehab, arco da história que se fecha trazendo surpresas. Demissões, novos personagens e dramas. A enfermeira teve bons momentos junto do resto do elenco. Muito boa.

5- The Walking Dead (AMC/ Canal FOX) ( Parte da temporada 2 e parte da Temporada 3) / Boardwalk Empire (HBO/ HBO Brasil) (temporada 3)

A segunda parte da temporada 2 foi mais agitada e com mais questões éticas e morais, depois partiu para o vilão Governador e sua forma de cuidar de alguns sobreviventes, sem qualquer escrúpulo. O seriado ainda guardou mortes inesperadas e personagens que sobreviveram de forma surpreendente. De tirar o fôlego.

Boardwalk Empire estava caminhando sem tanta graça até que um vilão bem mais malvado mexeu com as estruturas da máfia de Nucky. Foi a temporada que mais se viu Martin Scorsese ali. Guerra entre mafiosos e personagens sinistramente complexos.

4- Skins (Temporada 6) (4 Channel/ HBO Plus) / Girls (HBO/ HBO Brasil) (Temporada 1)

O final de Skins foi emocionante pois serviu como uma despedida da série em alusão à despedida da adolescência. Tratado como uma entrada para a vida adulta, o seriado mostrou morte e o caminho para superação, a síndrome de Peter Pan, a solidão, a identidade e o papel dos pais. No fim, um nascimento. Lindo.

Girls foi a melhor estreia do ano. Uma mistura de Skins com Sexy and City, o seriado mostrou de forma crua como jovens novaiorquinas vivem seus dilemas na selvagem Manhattan. Apartir do momento que o cordão umbilical financeiro é cortado, até o comodismo e a sensação de estar perdido na vida.

3- Breaking Bad (AMC/ AXN) (Temporada 4)

Uma temporada que serviu pra mostrar como a mente geniosa de Walter é também obscura. O caminho para o crime nunca esteve mais claro, e agora ele caminha seguro para ficar com o poder. Uma temporada inteligente e imprevisível.

2- Homeland  (Show Time/ FX) (Temporada 1 e parte da 2) 

Outra que só foi mostrar ao que veio no final da primeira temporada. Carrie é uma Alice perdida dentro de seu próprio país e ninguém acredita em suas ilusões. Até que ela estava certa. Infelizmente a segunda temporada já mostrou um desgaste da promissora história.

1- Mad Men (AMC/ HBO Brasil) (Temporada 5)

O que começou com um inocente, porém, chocante Zou Bisou Bisou, terminou mostrando personagens perdidos, dando de cara com paredes, cometendo suicídio, vendendo seu corpo, chorando como crianças, descobrindo a sujeira da cidade grande, demitindo-se e por aí vai. Nesta temporada de Mad Men, ninguém está livre das mudanças sociais e comportamentais de uma época reveladora. E para isso, todos tentam de seu modo assimilar e aceitar essa revolução sexual que beneficia as mulheres e destrói as regras do American way Life, tão vendido nas propagandas. Não me canso de dizer, Mad Men é vida.


fevereiro 01, 2012

Melhores de 2011 - Parte 2: SÉRIES

Ano movimentado, mas com poucas novidades boas


Dando continuidade ao post sobre os melhores de 2011, chegou a hora das melhores séries exibidas no Brasil no ano passado:


SÉRIES


Diferente dos anos anteriores, 2011 foi marcado com uma safra abaixo do esperado de novas séries boas, deixando as já consagradas seguirem brilhando. Destaque negativo para Falling Skies e Terra Nova, ambas com o pedigree "produção de Steven Spielberg" e bons lançamentos como Enlightened, Revenge e Suburgatory. O post leva em consideração a exibição de maneira LEGAL no Brasil.

15.Misfits (temporada 1 - Multishow) / American Horror Story (temporada 1 - FOX)


A série britânica do Channel 4, mostra adolescentes que estão cumprindo a pena de serviços sociais e depois de uma tempestade ganham super poderes. Mas calma, não estamos diante de um novo Heroes. Aqui o sarcasmo, a originalidade do roteiro e as atuações beirando ao canastrão fazem de Misfits uma diversão surpreendente.

American Horror Story nem terminou de ser exibida por aqui, mas pela primeira parte da temporada, pode-se colocá-la num bom patamar entre as novidades. Suspense, bons efeitos, atuações reviravoltas, história no estilo clássico de Stephen King e por aí vai...

14.Grey's Anatomy (temporada 7/8 - Canal Sony)

Ética. A palavra de ordem no principal arco do seriado. A questão levantada no drama da protagonista Meredith  - que até acaba sendo demitida, foi o ápice de uma discussão que pairou. E suas atitudes se justificam, já que reflete no que conhecemos dela, sempre vivendo seus dilemas "emocional x racional". A Drª Grey é um ser humano buscando a redenção o tempo todo, e só tem certeza de uma coisa: seu amor pela medicina.

13.The Borgias (temporada 1 - Studio Universal) / Suburgatory (temporada 1 -Warner Channel)

O seriado polêmico sobre a família Borgias que tomou de assalto o poder de Roma no século XV, é feito para chocar. Parece que foi inspirado na nota do Wikipédia que trata a família como "passaram para a história graças à sua inteligência para sair de situações que pareciam perdidas". Pois é isso que se trata o drama, eles cometem crimes absurdos e no fim, conseguem com muita persuasão saírem ilesos. Infelizmente, não dá tempo pra qualquer tipo de reflexão, porém, o que é negativo em um âmbito, pode se tornar uma boa pedida pra quem procura um roteiro dinâmico e que prende.

Suburgatory entrou na lista nos 47 minutos do segundo tempo. O seriado que apresenta mais uma visão debochada dos subúrbios norte-americanos, ganha pela inteligência ao fazer comédia, atuações no ponto e a crítica inserida no roteiro.

12.Modern Family (temporada 2 - FOX)

A qualidade caiu nessa temporada, entretanto o seriado continuou se destacando pelas atuações fenomenais e as situações que unem o humor com o moralismo. Mas nada forçado.

11.Game of Thrones (temporada 1 - HBO Brasil)

O chamado "Senhor dos Anéis" para a TV, impressiona pela história rebuscada, a parte técnica cuidadosa e atuações um pouco (mas bem pouco) acima da média. O problema aqui é não aproveitar tanta característica boa pra fugir de diálogos fracos e algum tipo de complexidade nos protagonistas. Poucos foram realmente bem trabalhados. Mas quem se importa? É um épico como jamais foi visto na TV.

10.The Good Wife (temporada 2 - Universal Channel)

A demora do Universal Channel de exibir a terceira temporada do drama judicial só fez a série cair por tabela. Na verdade The Good Wife é a melhor série da TV aberta, pois é a que tem a posição mais alta no ranking. Como não se interessar pelos casos semanais que são tão bem amarrados com a vida pessoal de Alicia Forrick? Eletrizante.

9. The Killing (temporada 1 - A&E)

Enrolação à parte, The Killing é a melhor série policia em anos! Chega de casos semanais que são do mesmo nível de Scooby Doo. Aqui o drama é real e a família da vítima tem sentimentos, assim como os investigadores. Extraordinário e viciante.

8. Skins (temporada 5 - HBO Brasil)

A série finalmente amadureceu e entrou na terceira fase do novo elenco de protagonistas melhor do que nunca. Geralmente essa primeira temporada de uma nova fase costuma ser melhor, pois a apresentação dos personagens é sempre trabalhada com mais coerência e liberdade. Vamos aguardar. Por enquanto, vale por levantar mais uma vez questões como identidade, adolescência, virgindade, família e por aí vai...

7. Breaking Bad (temporada 3 - AXN)

Suspense, ação, drama. Eu não sei definir o gênero de Breaking Bad, mas pouco importa. O seriado é genial. E tem o melhor de cada um desses rótulos que dei. O roteiro cheio de surpresas que o fazem um bom suspense; as cenas de ação bem desenvolvidas e violentas; e a relação entre os personagens, que não deixa à desejar um diálogo sequer - além de aprofundar na mente do personagem principal.

6. Boardwalk Empire (temporada 2 - HBO Brasil)

Essa segunda temporada foi caprichada. A parte técnica é impecável. Talvez, a melhor no ar no momento. O mais curioso (mal sabíamos), é que na verdade seria uma temporada de despedida, o que fez tudo ficar ainda mais chocante e impressionante. O que resta depois de um final daqueles?

5. The Walking Dead (temporada 2 - FOX)

Essa primeira parte da "série de zumbis" foi ainda melhor que a primeira temporada inteira! Apesar do início mal escrito e mal produzido, a temporada foi crescendo, introduzindo questões reflexivas, ética e o clímax uniu tudo e todos e prometendo mudar o caminho de tudo - se é que havia um. A cena final é memorável e sem dúvidas, será lembrada por muito tempo.

4. Dexter (temporada 5 - FX)


Essa temporada foi questionável e exagerada, afinal, tudo o que Dexter faz, assim como a família Borgia, ele consegue se sair impune. Mas a psicologia do seria killer continuou tão envolvente quando as demais temporadas. Nada melhor que a introdução de uma personagem com instinto de vingança aguçado para mexer com ele e com o telespectador.

3. The Big C (temporada 1 - HBO Brasil)

Lágrimas e risadas. É isso que você pode aguardar da primeira temporada de The Big C. Um seriado extremamente inteligente e sensível que contou uma história que poderia ser a sua ou a nossa. Mas não precisamos de um câncer para enxergar as coisas sob outra ótica. Basta começar a se questionar e valorizar mais a vida. Linda.

2. Enlightened (temporada 1 - HBO Brasil)

Seguindo a lógica de The Big C, esta série produzida e estrelada por Laura Dern é libertadora e inspiradora. O fundo do poço significou um recomeço cheio de idealismo e compaixão com o que rodeia a protagonista. Pouco engraçado, mas encantador o tempo todo. Poético, equilibrado e com uma protagonista insuportavelmente humana - tentando mudar para a melhor.


1. Mad Men (temporada 4 - HBO Brasil)



A HBO Brasil guardou essa temporada de Mad Men e não nos deixou na mão, já que nos EUA, a AMC atrasou a estreia da quinta temporada para março deste ano. Resultado: os brasileiros puderam comemorar pela primeira vez um atraso. Afinal, Mad Men é um seriado que a vida pede. Nada melhor que olhar para trás e assim entender um pouco do presente, tanto no campo social quanto no pessoal. Essa temporada foi de reflexões, mudanças e irreverência. O que esperar de uma cena tão enigmática quanto do atormentado Don Draper olhando para a janela... Tudo.


setembro 19, 2011

Emmy 2011 consagra favoritos, prega surpresas boas e ruins e homenageia 'Friday Night Lights'!

Premiação tropeça, mas no geral agrada

Esqueça os vencedores principais: Modern Family e Mad Men. O que poderia se confundir com o Globo de Ouro, aqui é diferente. A derrota de Boardwalk Empire e Game of Thrones, em suas primeiras temporadas, mostraram apenas que a HBO é boa, mas também é falível com a crítica. Mas as que roubaram a cena foram as demais categorias. Obviamente. Estamos falando de uma premiação conservadora, mas que premiou Melissa McCarthy como melhor atriz de comédia, quando se tinha Tina Fey, Edie Falco, Laura Linney e Amy Poehler entre as indicadas. Mais do que isso, foi além da cartilha de apenas indicar um seriado por ser seu último ano e entregou o prêmio de melhor ator para Kyle Chandler, quando se tinha Steve Buscemi, Michael C. Hall e Jon Hamm na lista. Ousadia? Injustiça? Ou uma agitada necessária?
  
Jane Lynch apresentou uma festa cheia de humor, música e lista de premiados que vão desde astros do cinema como Kate Winslet (melhor atriz pela minissérie Mildred Pierce) e Maggie Smith (atriz coadjuvante pela minissérie Downton Abbey) até novos nomes como Ty Burrel (ator coadjuvante em série de comédia por Modern Family) e Jim Parsons (ator de comédia por The Big Bang Theory). Modern Family ainda levou de melhor atriz coadjuvante de comédia Julie Bowen e roteiro. Enquanto Julianna Margulies subiu ao palco com um vestido horrível para levar o prêmio de melhor atriz em drama por seu papel em The Good Wife mais uma vez, todos ficaram surpresos com Melissa McCarthy ganhando de melhor atriz de comédia. E nos leva a pensar: não estava mesmo na hora de equilibrar as coisas e dar chance para outros talentos? Mas a resposta confirma o erro deles: é triste pensar que Laura Linney perdeu essa! Mas mesmo assim foi o ponto alto da noite, com todas as indicadas subindo ao palco e fazendo a vencedora uma Miss. Hilário.

Os vencedores masculinos também surpreenderam. Na despedida da excelente Friday Night Lights, um seriado rejeitado pelo público, mas adorada pelos críticos, a Academia finalmente se rendeu e não deu apenas indicações, mas sim dois prêmios: melhor roteiro e ator de série dramática para Kyle Chandler. Polêmicas a parte pela escolha, ele mereceu. Sempre. Desde sua primeira indicação ao passado. Todos sabem do talento dos outros indicados que estão há anos ali como favoritos, mas não passaram pelo mesmo drama real de Friday Night Lights. Mesmo cheio de conflitos externos, o seriado se mostrou forte e não deixou a qualidade cair em nenhum momento. E nenhuma das séries chegou tão longe em seu estilo meio documentário que arranca de seu elenco atuações tão precisas que beiram ao real, além de tratar de assuntos sérios que não se vê geralmente na tv aberta. É de arrepiar. Além disso Peter Dinklage subiu para levar de melhor ator coadjuvante em drama pelo seu papel em Game Of Thrones. Mais uma grata surpresa. Outro consolo para a HBO, Martin Scorsese ganhou obrigatoriamente o  prêmio de direção pelo episódio piloto de Boardwalk Empire.

Outro momento impactante foi a participação de Charlie Sheen que serviu mais como um fator mercadológico pra aumentar a audiência tanto do Emmy, quanto do novo projeto do ator e da nova temporada de Two and a Half Men. Não transpareceu tanta honestidade assim. E finalmente, Mad Men e Modern Family saindo vitoriosas mais uma vez. O drama de época é o melhor absoluto, isso é inegável. Já a comédia dividiu opiniões, mas estava entre séries que tiveram temporadas mais fracas, então prevaleceu. Só faltou The Big C ali no meio. Uma pena, e faz dessa omissão uma injustiça difícil de engolir.

Confira a lista dos indicados e vencedores - em negrito:


PRINCIPAIS CATEGORIAS

Melhor Comédia

The Big Bang Theory
Glee
Modern Family
The Office
Parks and Recreation
30 Rock

Melhor Drama

Boardwalk Empire
Dexter
Friday Night Lights
Game Of Thrones
The Good Wife
Mad Men

Melhor Minissérie ou telefilme

Cinema Verite
Downton Abbey (Masterpiece)
The Kennedys
Mildred Pierce
The Pillars Of The Earth
Too Big To Fail


ELENCO

Melhor Ator em Série de Comédia

Jim Parsons – The Big Bang Theory
Johnny Galecki – The Big Bang Theory
Matt LeBlanc – Episodes
Louis C.K. – Louie
Steve Carell – The Office
Alec Baldwin – 30 Rock

Melhor Ator em Série Drama

Steve Buscemi – Boardwalk Empire
Michael C. Hall – Dexter
Kyle Chandler – Friday Night Lights
Hugh Laurie – House
Timothy Olyphant – Justified
Jon Hamm – Mad Men

Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme

Edgar Ramirez – Carlos
Greg Kinnear – The Kennedys
Barry Pepper – The Kennedys
Idris Elba – Luther
Laurence Fishburne – Thurgood
William Hurt – Too Big To Fail

Melhor Atriz em Série de Comédia

Laura Linney – The Big C
Melissa McCarthy – Mike & Molly
Edie Falco – Nurse Jackie
Amy Poehler – Parks And Recreation
Martha Plimpton – Raising Hope
Tina Fey – 30 Rock

Melhor Atriz em Série Drama

Connie Britton – Friday Night Lights
Julianna Margulies – The Good Wife
Kathy Bates – Harry’s Law
Mireille Enos – The Killing
Mariska Hargitay – Law & Order: Special Victims Unit
Elisabeth Moss – Mad Men

Melhor Atriz em Minissérie ou Telefilme

Diane Lane – Cinema Verite
Elizabeth McGovern – Downton Abbey (Masterpiece)
Kate Winslet – Mildred Pierce
Taraji P. Henson – Taken From Me: The Tiffany Rubin Story
Jean Marsh – Upstairs Downstairs (Masterpiece)

Melhor Ator Coadjuvante em Comédia

Chris Colfer – Glee
Jesse Tyler Ferguson – Modern Family
Ed O’Neill – Modern Family
Eric Stonestreet – Modern Family
Ty Burrell – Modern Family
Jon Cryer – Two And A Half Men

Melhor Ator Coadjuvante em Drama

Peter Dinklage – Game Of Thrones
Josh Charles – The Good Wife
Alan Cumming – The Good Wife
Walton Goggins – Justified
John Slattery – Mad Men
Andre Braugher – Men Of A Certain Age

Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme

Tom Wilkinson – The Kennedys
Guy Pearce – Mildred Pierce
Brian F. O’Byrne – Mildred Pierce
Paul Giamatti – Too Big To Fail
James Woods – Too Big To Fail

Melhor Atriz Coadjuvante em Comédia

Jane Lynch – Glee
Betty White – Hot In Cleveland
Julie Bowen – Modern Family
Sofia Vergara – Modern Family
Kristen Wiig – Saturday Night Live
Jane Krakowski – 30 Rock

Melhor Atriz Coadjuvante em Drama

Kelly Macdonald – Boardwalk Empire
Archie Panjabi – The Good Wife
Christine Baranski – The Good Wife
Margo Martindale – Justified
Michelle Forbes – The Killing
Christina Hendricks – Mad Men

Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme

Maggie Smith – Downton Abbey (Masterpiece)
Evan Rachel Wood – Mildred Pierce
Melissa Leo – Mildred Pierce
Mare Winningham – Mildred Pierce
Eileen Atkins – Upstairs Downstairs (Masterpiece)


CATEGORIAS TÉCNICAS


Melhor Roteiro para Série de Comédia

Episodes – Episode 107
Louie – Poker/Divorce
Modern Family – Caught In The Act
The Office – Good-Bye Michael
30 Rock – Reaganing

Melhor Roteiro para Série Drama

Friday Night Lights – Always
Game Of Thrones – Baelor
The Killing – Pilot
Mad Men – The Suitcase
Mad Men – Blowing Smoke

Melhor Direção para Série Drama

Boardwalk Empire – Piloto – Martin Scorsese
Boardwalk Empire – Anastasia – Jeremy Podeswa
The Borgias – The Poisoned Chalice/The Assassin – Neil Jordan
Game Of Thrones – Winter Is Coming (Piloto) – Tim Van Patten
The Killing – Piloto – Patty Jenkins


Melhor direção para série de comédia

How I Met Your Mother – Subway Wars
Modern Family – Halloween
Modern Family – Slow Down Your Neighbors
Modern Family – See You Next Fall
30 Rock – Live Show

abril 11, 2011

O que faz de Dexter o serial killer mais querido da TV?

Seriado estreia quinta temporada no Brasil e continua em forma


São cinco temporadas e milhões de seguidores em todo o mundo. O que poderia ser uma série de um herói ou personagem carismático, aqui trata-se de um assassino em série. Dexter é sucesso de audiência e aclamado pela crítica (quatro prêmios Emmy e dois Globo de Ouro) com uma história original e um roteiro imprevisível. A cada temporada trazendo à tona diversos mistérios e desafiando a mente doentia do protagonista. Frio e calculista, o personagem fez história na TV e influenciou diversas séries e filmes que a partir dele humanizaram ainda mais seus protagonistas apresentando uma moral e ética de comportamento duvidoso. O que faz de Dexter uma das séries mais interessantes e polêmicas da última década? Com a quinta temporada chegando à TV fechada no Brasil (exibida no FX, e nos EUA pelo ShowTime), a resposta fica cada vez mais clara: simplesmente temos curiosidade sobre como agem esses monstros.

A psicologia sem dúvidas é algo que prende todos à trama. Afinal a temática serial killer não é novidade, mas o universo da qual ela é colocada, a fazem chamativa para a audiência que busca algo ousado na TV. Desde o clássico cinematográfico O Silêncio dos Inocentes, que apresentou um roteiro sobre a mente de um assassino em série, a forma de incorporar isso em outros programas nunca foi contado de forma mais abrangente. Quando se tem o protagonista com esse comportamento, tudo muda. Baseado no livro Dexter - A Mão Esquerda de Deus (Darkly Dreaming Dexter) de Jeff Lindsay, o seriado é focado em Dexter Morgan (Michael C. Hall), um analista forense que é especialista em padrões de dispersão de sangue, e atua no departamento de polícia do Condado de Miami-Dade. Ele vive uma vida dupla, ensinado desde criança pelo pai a viver assim e seguir códigos para não por em risco sua vida e a vida de inocentes. Para "controlar" seus impulsos, passa à assassinar apenas bandidos condenados por crimes bárbaros, mas que de algum jeito foram beneficiados por brechas na lei. A cada nova fase, Dexter é testado em diversos desafios, quando seu rastro de sangue acaba levando a sua suspeita.

O interessante aqui é analisar como esse monstro incapaz de controlar seus instintos nos deixa próximo de  entender o que passa em sua mente, já que todos cedemos aos nossos desejos latentes em busca de prazer. Claro que, no caso de Dexter e qualquer outro serial killer, seus limites são outros e eles costumam ser diagnosticados com transtornos psiquiátricos sérios: o da personalidade antissocial e esquizofrênica. E isso é bem evidente, já que em sua narrativa, o seriado é narrado pelo próprio Dexter. Então sabemos seu desconforto de manter a postura diante à sociedade e ter de relacionar com as pessoas, além, de o vermos delirando com seu pai aparecendo sempre nos momentos de maior tensão, seja para acalmá-lo ou mostrar um caminho e assim se esconder. O que Morgan não sabe, é que ele está piorando e logo no primeiro capítulo desta nova temporada, isso fica ainda mais perceptível.


Alerta de spoiler para quem ainda não viu a série (pule essa parte e continue mais abaixo)

Dexter por temporadas:

A primeira temporada é para nos familiarizarmos com o personagem, expõe o passado sinistro do protagonista e revela como isso o moldou para ele se tornar quem é. Descobre seu irmão, em meio à caça de um grande assassino que o faz ficar intrigado. Curioso que aqui sabemos que, no fim de tudo, o assassino ainda se considera um herói.

Na 2ª, Dexter é indeciso e vive o dilema de manter a dupla personalidade entre matar e conciliar seus relacionamentos. O arco da temporada é marcado com a descoberta de diversos corpos no mar: suas próprias vítimas. O cerco se fecha para ele mais uma vez, e até uma amante ele arranja.

A terceira temporada foi a mais fraca até o momento, mesmo com momentos fascinantes. Cada vez mais pressionado e sempre metido a fazer "justiça" com as próprias mãos, ele encontra um confidente, uma pessoa que o ajuda a carregar o pesado fardo do macabro segredo. Foi sem graça e não faria diferença no geral, importante mais para os personagens secundários. A única coisa mais relevante é que ele finalmente se casa.

A quarta temporada é sem dúvidas uma das mais tensas. O arco é centrado no novo serial killer denominado de Trinity, que logo faz Dexter ficar intrigado. O assassino atua em diferentes períodos de tempo, segue seus códigos ligados ao trauma de infância (assim como Dexter) e vive uma vida dupla como o protagonista. Antes de matá-lo, por que não aprender a viver como ele, já que é bem sucedido? Esta temporada também mostra como cada vez mais as personalidades de Dexter vão se dividindo e aumentando a pressão sob ele. Agora é: marido, pai, analista de sangue e serial killer. (Uma cena bem elaborada mostra bem isso, quando ele se olha em um espelho com várias divisões e pergunta: "Quem sou eu agora?").

A quinta temporada começou com o desdobramento de um forte evento no final da temporada anterior. Pela sinopse, sabe que ele vai se relacionar com a testemunha sobrevivente do ataque de um serial killer e ainda saberemos como será a vida sem a esposa. O primeiro episódio exibido quinta-feira (07), percebe-se que Dexter não tem sentimentos e só consegue pensar na lógica calculada de sua patologia, mesmo diante um triste fato. Assustador.


Fim do alerta de spoiler

Fazem parte da série: Debra Morgan (Jennifer Carpenter), irmã mais nova de Dexter e filha biológica de Harry Morgan. Tem uma relação de amor e ódio pelo falecido pai, é durona e sonha com uma trilha de sucesso na carreira como policial/investigadora; Rita Bennett (Julie Benz), mãe divorciada com dois filhos, quer apenas ter uma vida normal ao lado de Dexter; Maria LaGuerta (Lauren Vélez), tenente no comando da Divisão de Homicídios, ela é séria e confia fortemente em sua equipe, mas precisa conciliar questões pessoais com o trabalho; Angel Batista (David Zayas), detetive que convive diretamente com Dexter e o confia como amigo. Outros são: o investigador James Doakes (Erik King), o investigador forense Vince Masuka (C.S. Lee), o detetive com um passado questionável transferido para a Divisão - Joseph "Joey" Quinn (Desmond Harrington) e o pai de Dexter que aparece em flashbacks ou como alucinação, Harry Morgan (James Remar), um respeitado detetive em sua época.

Uma boa pedida para quem busca um roteiro ousado e 'realista'. Em tempos de massacre em escolas, percebe-se que todos nós temos a certa curiosidade saber quem está por trás de atos tão extraordinários e cruéis. Faz parte do ser humano essa curiosidade, mas também expõe que todo ser humano tem um pouco desses temíveis monstros. Ou vai me dizer que nunca se identificou com alguma faceta de Dexter? Afinal, ele é humano, possui um tipo de identidade em diferentes momentos e uma frieza (mais acentuada, claro) diante à banalização da violência, como todos nós.

Trailer:


A quinta temporada do seriado vai ao ar às 22h, todo domingo, no FX. O canal Showtime promete a sexta temporada para este ano ainda.

Esse post faz parte do especial Semana em Série, trazendo dicas de seriados de qualidade e boa diversão.


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>> '30 Rock': a premiada série de tv é renovada!  

abril 01, 2011

Breaking Bad, série sobre câncer e drogas como você nunca viu!

Drama segue Mad Men como um dos melhores programas da tv dos últimos tempos


Dramática em alguns momentos, cômica em outros e cheio de ação quando necessária, Breaking Bad é um seriado difícil de se rotular. Por isso é mais fácil dizer que é um drama, já que a pesada premissa sobre drogas e câncer não tem como fazê-la ser outra coisa e assim atrair um público diferente. Mas sem dúvidas alguns episódios se enquadram numa dramédia muito bem. O seriado é aclamado pela crítica, mas nunca teve um reconhecimento muito significativo do público - a audiência gira em torno de 1,5 milhão de espectadores por episódio -, mesmo tendo mais ritmo que a outra queridinha do canal norte-americano AMC, Mad Men.O seriado venceu em suas três temporadas, seis Emmys, entre eles, um de melhor ator dramático para Bryan Cranston.

A série conta a história de Walter White (Bryan Cranston), um professor de química que vive uma vida comum e politicamente correta junto de sua família: a esposa Skyler White (Anna Gunn), uma mulher correta, preocupada com a família e sempre disposta à ajudar quando necessário, e o filho Walter White, Jr. (RJ Mitte), um jovem bonito de 17 anos e que mesmo com dificuldades motoras, fruto de paralisia cerebral, tem personalidade forte e sempre bate de frente com a postura dos pais diante seus problemas. E problemas são o que não faltam. Walter descobre que tem um severo câncer e precisa de - um caro - tratamento. Junto do diagnóstico, a crise existêncial o pega de jeito. Walter não percebe o propósito de continuar vivendo, já que vive uma vida que na verdade parece morta. É então que aos poucos seus conhecimentos em química o envolvem numa jornada dentro da marginalidade: ele começa a fabricar metanfetamina. Ao lado do jovem e traficante Jesse Pinkman (Aaron Paul), eles passam à serem comparsas na clandestinidade. Mais do que isso, aos poucos a relação entre os dois vira uma forte amizade e a necessidade de serem um ombro amigo quando necessário para preencherem o vazio (Jesse é um viciado e rejeitado pela família), essa amizade proporciona grandes diálogos ao longo das duas primeiras temporadas. Walter agora se sente mais vivo que nunca. É interessante ver como a virada da vida de cabeça para baixo de Walter serve como um metáfora ao próprio câncer. Quando ele decide assumir a personalidade arriscada e prazerosa - mesmo que seja para conseguir dinheiro para o tratamento -, ele afeta a vida de todos ao redor. Suas mentiras vão envenenando aos poucos os mais próximos. O climax do grande câncer que ele mesmo se transformou, ocorre no fim da segunda temporada, quando suas ações afetam a vida da cidade em grande escala. Outros coadjuvantes que são importantes na trama são: o cunhado Hank Schrader (Dean Norris) que trabalha como investigador numa agência de combate ao narcotráfico e sua esposa Marie Schrader (Betsy Brandt), da qual, é cleptomaníaca. Interessante destacar que até mesmo Hank vai tendo seu lado explorado, o cara durão também vai sofrer com a assustadora face do tráfico de drogas.

Com roteiro ágil e cheio de suspense, Breaking Bad se assume como uma série instigante, mas que funciona como um drama, da qual, se aprofunda bem na complexidade do ser humano. Não é para todos, pois a temática envolve muitas cenas de violência e sexo, mas para os que não tem problema com a liberdade da narrativa, vão encontrar um excelente exemplo de como uma série pode mexer com os nossos sentimentos, tamanho é o realismo tratado. Ainda mais quando o protagonista guarda seus segredos tal como todos nós, é por isso que outros seriados do tipo como Nurse Jackie, Dexter e Mad Men, funcionam tanto para entreter quanto para analisar e se emocionar.

Trailer:


A terceira temporada do seriado (inédita no Brasil) vai ao ar às 20h, todo domingo, no AXN. O canal AMC promete a quarta temporada para o verão norte-americano (inverno por aqui).


Esse post faz parte do especial Semana em Série, trazendo dicas de seriados de qualidade e boa diversão.



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janeiro 17, 2011

Sem grandes surpresas, Globo de Ouro consagra 'A Rede Social' e 'Glee'!

Premiação arrastada não surpreende na parte de cinema

O Globo de Ouro, ao longo do tempo, tem perdido sua credibilidade em apostar cada vez mais em estrelas para atrair publicidade, deixando de lado a qualidade de seus trabalhos. Felizmente esse ano para contornar o absurdo de duas indicações ao Johnny Depp, ou os equívocos na categoria de melhor filme de musical/comédia, o mestre de cerimônias - o comediante inglês Ricky Gervais - fez piada com isso tudo, já que a imprensa inteira estava comentando como O Turista, um fracasso em todos os sentidos, conseguiu sair com 3 indicações. Mas fazer piada funciona no momento, mas não melhora a reputação do show. Porém, nem tudo é culpa da imprensa estrangeira que vota em seus favoritos. O ano foi fraco principalmente nesse gênero de comédia e musical. Musical então... Burlesque só devia está ali pela Cher e por ser o único à defender o gênero.

Com A Rede Social assumindo o favoritismo e vencendo nas categorias principais (filme e diretor), já se torna o favorito também ao Oscar. Isso se a Academia não querer surpreender como no ano passado, da qual, o Globo de Ouro deu o prêmio à Avatar e o Oscar premiou Guerra ao Terror, tentando fugir do óbvio. Mas isso no momento é difícil, já que A Rede Social é unânime em várias outras premiações dos críticos, além de ser um filme importante, que analisa uma geração. Outros que já eram esperados venceram: Christian Bale e Melissa Leo levaram de melhor ator e atriz coadjuvante, respectivamente, por O Vencedor; Toy Story 3 foi a melhor animação; Annette Bening levou de melhor atriz em comédia ou musical por Minhas Mães e Meu Pai - que também foi escolhido o melhor filme do gênero; Colin Firth venceu de melhor ator por O Discurso do Rei e a queridinha Natalie Portman levou por Cisne Negro como melhor atriz. Em roteiro e trilha sonora, os nomes ainda não confirmam favoritsmo para o Oscar. Trilha sonora ficou com o bom trabalho de Trent Reznor e Atticus Ross para A Rede Social - no Oscar, Hans Zimmer, meu favorito, ainda é forte pela incrível trilha de A Origem -, enquanto, o roteiro de Aaron Sorkin por A Rede Social até pode levar como roteiro adaptado, porém, em roteiro original Christopher Nolan é um forte nome.

Na parte de séries, nunca existem fortes favoritos. Não pelo menos quando algumas séries que são sempre vencedores já estão envelhecidas e demonstrando sinais de cansaço, daí a empolgação fica pelas novidades. O fato de Glee ser um musical ajuda bastante à ser vencedor em diversos prêmios, mas ver o seriado batendo Nurse Jackie, 30 Rock, Modern Family e The Big C, é discutível. A surpresa veio por conta de Katey Sagal levar como melhor atriz de drama por Sons of Anarchy e Laura Linney por The Big C (mas ao ver a série percebe-se que não é tão surpresa assim). Jim Parsons de The Big Bang Theory levou de melhor ator de comédia enquanto Steve Buscemi ficou com o prêmio de melhor ator de drama por Boardwalk Empire - premiada como a melhor série de drama (parece que encontraram uma "substituta" de Mad Men).
 

Veja a lista completa com indicados e os vencedores em negrito: