dezembro 10, 2012

Crítica: 'The Walking Dead' expande seus horizontes territoriais

Primeira parte da terceira temporada encerra cheio de suspense


Depois de uma primeira temporada curta e sem grandes eventos, The Walking Dead segue crescendo e expandindo ainda mais sua mitologia de "apocalipse zumbi". A segunda temporada focou nos sobreviventes que encontram um refúgio para o caos, porém, esse lugar - aparentemente inofensivo - guardava em seu celeiro uma amostra do mundo lá fora. Com isso, vieram questões éticas e morais que acabaram explodindo, fazendo-os procurar outro lugar. Oito episódios da terceira temporada e a série se encontra numa questão ainda maior: a luta por território.

Uma das falas que bem refletem os caminhos seguidos nessa primeira parte é um em que Maggie, depois de sequestrada e resgatada pela milícia do Governador, diz: "'Ficamos tanto tempo correndo de zumbis que esquecemos do que os humanos são capazes". Ela se refere as atrocidades que Merle cometeu com seu namorado, Gleen. Merle é irmão de Daryl, e havia sido abandonado no alto de um prédio preso em algemas pelo mesmo grupo e agora trabalha como "tenente" da milicia  Esse reencontro mostra como, não importa a situação, os humanos estão sempre prontos para a vingança. Merle é braço direito do Governador, que mantém numa cidade, um grupo de 75 sobreviventes sob alta vigilância. Ele manda e desmanda, e se for preciso, manipula para conseguir o que quer. Extermina qualquer um que possa ameaçar sua supremacia aos arredores.

Assim como na temporada anterior, da qual, o dono da fazenda, Hershel, mantinha em cativeiro membros de sua família transformados em zumbis - por acreditar que se tratava apenas de uma doença, e por isso envolvia questões humanas antes de exterminá-los -, nesta, o Governador faz pesquisas e mantém sua filha, transformada, presa. Algo compreensível, mas que aumenta ainda mais o senso egoísta nesse período de trevas e vai desencadear, mais uma vez, a vingança. As armas do Governador são a desinformação e o abuso da sensação de segurança. Utiliza zumbis para entreter o povoado de Woodbury, sem ligar para a questão ética que isso envolve. A inserção da personagem neutra Michonne é que balança as estruturas do vilão e expões sua verdadeira face.

Mesmo que ligeiramente inferior do que a primeira metade da temporada anterior, The Walking Dead ainda tem um forte poder de desafiar o espectador mais desacostumado quando mata personagens importantes e carismáticos, salva vidas dos aparentemente mais vulneráveis - idosos e bebês - e ainda não perde o foco que é mostra a natureza humana nesse caos. Tudo leva à crer que a trama vai seguir a guerra por territórios, no sentido medieval, focando na ação e diminuir momentaneamente o que faz a série tão intrigante: inserir o público nas questões oferecidas. Entretanto, isso não é necessariamente ruim, afinal, é uma das melhores série de entretenimento do momento e ação é sempre bem vinda.

The Walking Dead retorna em Fevereiro.

Trailer do próximo episódio:


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