fevereiro 26, 2012

Crítica: mesmo mudo, 'O Artista' tem muito à dizer

Francês, sem falas, preto e branco... e apaixonante


A indústria cinematográfica, em especial Hollywood, vive um momento de impasse. A queda nas bilheterias, a pirataria, o abuso do 3D - que muitas vezes só serve para cobrar ingressos mais caros -, fazem da experiência histórica da sétima arte se perder em outras formas de entretenimento. Num momento onde um filme consegue facilmente ultrapassar a barreira de U$ 1 bilhão arrecadados, esses números só servem para maquiar o número decadente de público e outros diversos fracassos. Porém, pelo mundo, tudo ocorre de forma mais lenta, e em alguns países, o números são até otimistas. Não é a toa que Hollywood tem procurado locações de âmbito global para explorar em seus blockbusters, fazendo o máximo para agradar continentes diversos e angariar mais dólares desta maneira. Vale até comprar filmes prontos de outros lugares.

O sucesso dos críticos com o francês (olha aí... assim como O Discurso do Rei, inglês, se sobressaiu) O Artista (The Artist, 2011) revela um sentimento nostálgico que tomou conta deste novo século. No inicio do século passado, as coisas fossem mais fáceis para a indústria, e a novidade deixava o cinema e suas estrelas em primeiro plano. O glamour, a inocência da platéia fazia tudo ficar mais emocionante. O longa se passa entre 1927 e 1932 e o cinema mudo dava seus últimos suspiros, enquanto astros revelados por ele saiam de cena. O protagonista é George Valentin (Jean Dujardin) um arrogante ator que tem a plateia aos seus pés a cada lançamento. Porém, com a tecnologia do cinema falado, os executivos preferem afastar esses astros que "lutavam com as câmeras em cada cena para serem entendidos" - como era o pensamento dos mais jovens. Fã do ator, a aspirante à atriz Peppy Miller (Bérénice Bejo), acaba conquistando seu lugar no estúdio, enquanto, aos poucos, ele vai à ruína. É dela a infeliz frase citada.

Essa crise nos bastidores da indústria, trouxe à tona as mesmas questões que hoje são levantadas. Seja na pergunta sobre em qual lugar estão os grandes astros, cada vez tratados com mais indiferença pelas plateias, e até em que ponto a tecnologia pode emocionar tanto quanto uma boa história, uma boa atuação. Afinal, O Artista define muito bem essas respostas e ainda ousa na forma sarcástica que eram as atuações, a estética, de antigamente em contraste no que é hoje em dia. Pode-se dizer até que existe um certo deboche no tratamento e seriedade da mensagem de antes e hoje.

Além disso, tudo é mostrado com maestria. Fotografia exuberante, edição que consegue manipular a platéia com eficiência, guiado por uma trilha sonora grandiosa, que revive até temas clássicos. É no visual que o filme conquista. Mesmo contado com uma estética clássica, em uma cena ele utiliza áudio para elucidar o pesadelo do protagonista que tinha medo do cinema falado; o cachorro Uggie que rouba a cena contracenando até quando não precisa; cenas que exploram a metalinguagem, misturando vida real com o cinema; e os subtítulos que surgem em momentos importantes e até criam suspense quando necessário.

Estrelas para a indústria nos dias atuais são apenas reflexos de épocas anteriores. Atores mais velhos reclamam que Hollywood aos poucos mata suas estrelas, colocando-os em papéis que não condizem com seu nível ou simplesmente os esquecem no fundo do baú - poucos seguem sendo levados a sério. Por outro lado, a tecnologia pode fornecer vozes, ou dar uma experiência única com o 3D, mas no fundo, o que faz um bom filme, seja basicamente para entreter ou fornecer uma mensagem mais artística, ainda é uma boa ideia que vale mais. No final, o que se leva é a união entre a evolução da técnica e o que representa o cinema. E no filme, a resolução para a triste história do ator rejeitado é esta. Adaptação para algo que expanda gradativamente os horizontes desta fábrica de sonhos e reflexões (até sobre ela mesma).


Crítica: 'Tão Forte e Tão Perto' comove relembrando 11 de setembro

Filme indicado ao Oscar traz surpresas e homenagem


Assumindo a posição de zebra na corrida do Oscar, Tão Forte e Tão Perto (Extremely Loud & Incredibly Close, 2011) é um drama que puxa o gatilho que faltou nos outros filmes concorrentes: comoção por evento trágico e histórico (mesmo que Cavalo de Guerra tenha a Primeira Guerra como pano de fundo, mas não vai até o fim na sua reflexão). Tudo ao redor da trama é triste. E a poesia que é feita com esses ingredientes o faz um filme corajoso, bem conduzido e até surpreendente.

O longa conta a história de Oskar Schell (Thomas Horn), um esperto menino de 9 anos que vive num mundo só seu, intercalando diversas paixões como: desenhista de joias, astrofísico, estudante de francês, tocador de pandeiro, ator shakespeareano, inventor e pacifista. Seu pai (Tom Hanks) é o maior motivador de seus sonhos e sempre o desafia, seja ensinando-o a lutar ou a seguir suas aptidões - sua última empreitada tem como base um mistério que o garoto precisa desvendar. Com a morte do pai, vítima dos atentados de 11 de Setembro em Nova York, Oskar tem dificuldades para superar a perda, rejeitando a ajuda da mãe (Sandra Bullock) e se fechando ainda mais no seu mundinho. Eis que, o jovem encontra uma chave que dá continuidade ao grande mistério intricado pelo pai tempos antes. A jornada do jovem começa, como incentivo, último suspiro do pai.

Essa premissa leva o jovem a rodar a cidade atrás de um nome, que provavelmente terá a fechadura que combina com a tal chave. É aí que um filme ganha qualidades interessantes. A boa condução do diretor Stephen Daldry, garante enquadramentos artísticos, dinâmicos e comoventes. O protagonista, mesmo sendo chatinho por diversas vezes, mantém uma veia de desbravador à moda antiga. Fotografa, monta esquemas, desenha gráficos, escreve... Tudo como uma boa e deliciosa aventura. Em contraposto, muito choro e depressão mostrados em flashbacks dos momentos durante o acontecimento. Nessa caminhada de descobertas, também somos apresentados à diversos personagens da cidade que possuem no nome, da qual, ele busca. Divertidíssimo.

O lado negativo, infelizmente vem na perda de tempo do diretor em mudar o foco da aventura para mostrar outros núcleos que nada muito acrescentam na história principal. Não que os personagens sejam desinteressantes, as boas atuações de Max von Sydow e Viola Davis até compensam um pouco, mas a forma que é aprofundada não é do mesmo nível emocional da trama do garoto. Esse tempo mal gasto traz ao longa uma experiência irregular por diversos momentos, mas que felizmente deixa o clímax final intocável, como um bom filme de superação e aprendizado. 


Tão Forte e Tão Perto cumpre uma função bela de homenagem à cidade e a Academia sabe o quanto isso é importante e deve ser levado em conta depois de 10 anos da tragédia, mesmo com chances ínfimas de vencer.


fevereiro 25, 2012

SPFW Parte 1: sombra marrom e cores sóbrias.

Oi gente! :)
Vim falar mais uma vez sobre desfiles. Dessa vez, sobre o São Paulo Fashion Week, que fez o país parar e a internet ficar entupida da mesma coisa.
Bom, dessa vez decidi decidir o assunto em dois, por que o post sobre o Fashion Rio ficou pra lá de enorme e um pouco cansativo (não só para quem leu), peço desculpas por isso. Bom, dico feliz que isso já passou! hahahaha Simbora pro post de hoje! \o/

O evento São Paulo Fashion Week (ou apenas SPFW) virou uma celebração da moda brasileira (ao meu ver), onde todos vão para ver e serem vistos, mas mostrar e serem mostrados, e onde os gringos podem ver que o Brasil é muito mais que mulher pelada, futebol e praia. O evento durou 6 dias, e ocorreu em seguidinha do Fashion Rio, nos dias 19, 20, 21, 22, 23 e 24 de janeiro. Vamos dar uma olhada no que rolou nos dias 19, 20 e 21! :) Clica no 'Read More'!

fevereiro 23, 2012

Crítica: 'A Invenção de Hugo Cabret' é encantador

Filme de Martin Scorsese encanta adultos e crianças com facilidade e qualidade


"Eu imaginava o mundo inteiro como uma grande máquina. Máquinas nunca vêm com todas as peças extras, você sabe. Eles sempre vêm com a quantidade exata de que necessitam. Então percebi que, se o mundo inteiro era uma grande máquina, eu não poderia ser uma parte extra. Eu tive que ficar aqui por algum motivo."

De várias citações do filme A Invenção de Hugo Cabret (Hugo, 2011), está é uma das mais marcantes em todo o longa. Se pra uma criança essa fala pode ser inspiradora e de alguma forma vai ajudá-la a enxergar o mundo de uma maneira mais colorida e otimista - ainda mais depois de conhecer o sofrido protagonista que segue adiante à cada obstáculo da vida -, para um adulto, que não esperava tamanha reflexão numa tarde assistindo um filme infantil, se torna algo marcante e belo. Ela intensifica bem a proposta do primeiro longa "infantil" de Martin Scorsese: um filme complexo emocionalmente, mas contado na forma de fábula infantil.

Renomado diretor por trás de clássicos como Touro Indomável (1976), Taxi Driver (1980), Os Bons Companheiros (1990) e Gangues de Nova York (2002) e até o mais recente que lhe rendeu o Oscar em 2007, Os Infiltrados, Scorsese entra em uma nova fase. Deixando de lado a característica mais comum de seus grandes filmes, a violência, ele desponta com uma produção infantil e em 3D, e se sai bem. A Invenção de Hugo Cabret é muito mais que um visual belíssimo, traz reflexões da vida, do cinema e do tempo.

A história, adaptada da obra de Brian Selznick lançado em 2007, é sobre um órfão, Hugo Cabret (Asa Butterfield), que vive em uma estação de trem em Paris no começo do século 20. Depois da morte de seu pai (Jude Law), um relojoeiro que trabalhava em um museu, Hugo precisa resolver um mistério: seu pai lhe deixou uma mensagem criptografada num androide sentado numa escrivaninha, com uma caneta na mão, aguardando para escrever algo importante. Mas falta uma peça para fazê-lo funcionar. Com a ajuda da jovem Isabelle (Chloë Grace Moretz), ele parte numa aventura que precisa desviar as atenções do amargurado inspetor da estação (Sacha Baron Cohen), da qual, só quer saber de levá-lo para um orfanato. Eis que descobrem que o enigma tem relação direta com o tio da garota, o misterioso Georges Méliès (Ben Kingsley).

Mesmo com o visual semelhante às últimas adaptações lançadas no estilo As Crônicas de Nárnia, Harry Potter e A Bússola de Ouro, essa produção Scorsese tem como trunfo uma qualidade do roteiro impressionante. É uma história contada sem pressa, sem abusar de efeitos escandalosos ou simplesmente forçar no detalhe do 3D. Com muitos diálogos e cenas que focam em expressões e reações dos protagonistas, é de se admirar ao perceber que na sessão não houve hesitação por parte dos mais jovens - o que sabemos que num filme infantil é complicado, mesmo com filmes mais populares. Até mesmo os momentos que são mostrados clipes de filmes antigos, todos parecem gostar do que vêem. No longa, tem até tempo para as duas crianças irem ao cinema!

Se para os adultos leigos a trama vai tomando ares de uma de aula sobre os primórdios do cinema; para os críticos é uma homenagem direta à um grande precursor da industria; e para as crianças é uma aventura emocionante. A Invenção de Hugo Cabret ainda nos faz refletir sobre o mercado cinematográfico em geral. Afinal, nada como lembrar do passado para restabelecer focos no presente. E Hollywood precisa dessa dose de nostalgia e lembranças em momentos de crise de criatividade e franquias desordenadas. O "robô" do filme, não é oco como um de Transformers, ele precisa de uma chave em formato de coração para funcionar e trazer a mensagem essencial. Coração humano, de um humano por trás de sua criação e magia, que pode realizar sonhos mais belos e encantar diversas plateias pelo mundo. A ideia nunca apareceu de forma tão clara, e ironicamente, em 3D.

Trailer:



fevereiro 22, 2012

Crítica: o final sangrento de 'American Horror Story'

Série de terror agita a TV


Foi ao ar na semana passada, o último episódio da temporada de uma série que tem chamado atenção da crítica e da audiência, American Horror Story, aproveitando-se de uma safra pouco explorada na TV ultimamente: terror. E estamos diantes de um seriado com qualidade indiscutível, além de uma ousadia pouco vista nessa ferramenta midiática que é a TV. A produção que mescla drama e terror é produzida pela mente por trás de Glee, Ryan Murphy e Brad Falchuk.

O primeiro tem uma premissa que remete a antigos modelos do gênero na TV e no cinema. A casa mal assombrada dita as regras do roteiro e promove todos tipos de situação possíveis. American Horror Story começou de forma sanguinolenta e sexual, abusando de cenas com nudez, sexo, tortura e sustos. O ritmo diminui durante os doze episódios da temporada, porém, a violência abrange outros sentidos, ainda mais grotescos e explícitos. A trama se desenvolve ao redor de uma pequena e tradicional família americana, que apresentam os mesmo problemas da american way life: adultério, crise da meia idade, adolescência rebelde. A história foca o terapeuta Ben Harmon (Dylan McDermott) e sua esposa Vivian Harmon (Connie Britton) juntamente com sua filha adolescente Violet Harmon (Taissa Farmiga) e a mudança deles para antiga mansão em Los Angeles na busca de superar o adultério cometido por Ben. Ao chegarem lá, conhecem figuras misteriosas como Tate Langdon (Evan Peters) e Constance Langdon (Jessica Lange - vencedora do Globo de Ouro de melhor atriz pelo papel).

Os episódios consistem em mostrar o que aconteceu anos anteriores na casa, já que sua história é marcada por tragédias e mortes. Aos poucos fica-se sabendo que os fantasmas da mansão ainda estão ali ainda e continuam com seus propósitos iniciais, além, de ficarem fortalecidos pela energia negativa que o ambiente absorveu depois de tanta dor e ódio. A edição é dinâmica e não falta cenas de ação. Infelizmente, falta um pouco mais de cuidado nos furos do roteiro e da caracterização dos personagens. História de fantasmas que se misturam entre vivos, sempre acabam ficando forçado - nem mesmo o filme O Sexto Sentido foge de situações mal formuladas. Por mais que fique entendido que eles são poderosos, é difícil acreditar que eles podem tocar nos moradores atuais e viver de forma natural entre eles. Outro equívoco ocorre quando, prestes a acabar a temporada, a explicação de muitos mistérios são explicados de forma didática por uma médium. A escolha preguiçosa deixa de lado a criatividade de outros que foram desvendados por meio de fotografias, ou dos flashbacks.

Para a segunda temporada, American Horror Story promete novo endereço e diferentes personagens para a trama. Resta saber se alguns icônicos como a interpretada pela ótima Jessica Lange será aproveitada, afinal, se ela sobreviver depois daquela reviravolta da cena final, nós precisamos vê-la ainda mais!

O seriado é exibido pela FOX Brasil, terça, às 23 horas.

fevereiro 21, 2012

Crítica: 'O Homem que Mudou o Jogo' tem roteiro bem desenvolvido e Brad Pitt surpreendente

Filme de baseball fala sobre a vida o esporte adaptado ao dinheiro, mas segue sem uma fórmula exata


Hoje em dia, fica difícil saber o que culturalmente não se sucumbiu ao capitalismo e não se condensou na busca prioritária de executivos: lucrar o quanto for possível. A própria industria cinematográfica vive nesse intensa busca de resultados por grandes consultores tentando prever e fabricar filmes que rendam muita grana. No Brasil, o grandioso e tradicional carnaval já foi vendido à patrocinadores, assim como o futebol transformado no mercado lucrativo. Não muito diferente, nos EUA, o baseball passa pelo mesmo processo de adaptação, da qual, o esporte com todo seu romantismo e dependente de talentosos esportistas, agora é centrado em gráficos e números que possam indicar resultados futuros. O termo Moneyball, título original do filme O Homem que mudou o Jogo (EUA, 2011) é o nome dessa nova visão.

O longa, baseado em fatos reais, narra a história de Billy Beane (Brad Pitt) um ex-jogador de baseball que era descrito como um nome promissor no passado - o que o fez optar em largar a oportunidade de seguir para uma grande faculdade e se dedicar ao esporte. Mas, por falta de estrutura emocional fracassou mesmo com a intenção de grandes times em transformá-lo em algo. Seguiu então para a carreira de gerente e olheiro de novos nomes para grandes seleções. Tratado como negócio, ele está em um time que possui orçamento menor comparado à outras corporações e como ele mesmo diz no início do filme, "tudo se trata de quem tem mais dinheiro".

Em crise, para salvar o time no próximo campeonato, conhece o jovem analista Peter Brand (Jonah Hill), um jovem ambicioso que acredita em um novo método para conquistar bons resultados. Graças à sua formação em economia, Peter mostra para Billy que mesmo com um orçamento baixo, é possível utilizar táticas para conquistar algo. Geralmente, incentivar e apostar em jogadores rejeitados, mais baratos, e que possuem alguma característica importante para determinados jogos. Quebrando paradigmas, ele nada na maré contra a imprensa e de envolvidos ao esporte (inclusive dentro do seu time). Fazer a ideia ser aceita é um desafio e que bate de frente com conceitos tradicionais da formação de grandes astros (a prioridade do mercado).

Enquanto está obcecado com essa questão, Billy ainda leva a questão familiar com cuidado. Divorciado, mantém uma relação saudável com a ex-esposa e, principalmente, tenta não perder o contato com a filha de 12 anos. Esses dilemas familiares e no trabalho refletem numa crise do protagonista que precisa se livrar de vez dos fantasmas do passado e fazer escolhas cada vez mais desafiadoras. No entanto, o dinheiro que faz parte de toda essa equação, sempre o perturba. O resultado, é um filme franco, seco e muitas vezes com cara de documentário, mas que sem dúvidas tem uma história interessante e que reflete numa realidade sem fazer julgamentos. O bom roteiro é capaz de prender o espectador até o fim.

Indicado ao Oscar, O Homem que mudou o Jogo pode muito bem ser comparado ao outro que aparece na lista: Os Descendentes. Tudo está lá, o tradicional e romântico versus o capitalismo, os frágeis laços familiares e os protagonistas na meia idade buscando algum sentido para a vida. Em outras instâncias vale um comentário em como Brad Pitt está ótimo no papel, e como esse personagem reflete no que ele é para a indústria. O galã que sempre teve oportunidades, mas nunca desempenhou seu talento à ponto de ser reconhecido como bom ator. Agora é sua chance máxima e como Billy, ele tem se afastado de produções milionárias e escolhendo projetos mais modestos (recentemente, no experimental A Árvore da Vida - também indicado) e até trabalhando nos bastidores como produtor. Uma boa reflexão do que é a vida (sem nenhuma uma fórmula de sucesso) e a adaptação para seguir vivendo num mar cheio de tubarões.



fevereiro 20, 2012

Crítica: 'Cavalo de Guerra' é visualmente impecável

Drama de Steven Spielberg segue à risca clichês melodramáticos com resultado caprichado e emocionante


Consagrado na industria do cinema, o diretor Steven Spielberg não precisa provar mais nada à ninguém. Mesmo com os recentes fracassos para a TV (séries de qualidade duvidosa como Falling Skies e Terra Nova - ambas com sua assinatura na produção) ele consegue levar mais um filme à indicação máxima ao Oscar e ainda contrariar um pequeno time de invejosos que torce contra - cadê As Aventuras de Tintim como melhor animação ou ele como melhor diretor? Mas apesar disso, Spielberg está lá e mais uma vez com uma obra (pelo menos visualmente, primorosa).

Cavalo de Guerra (War Horse, EUA, 2011) é um épico grandioso, desde a trilha sonora do parceiro de Spielberg, John Williams, até o restante da parte técnica, fotografia, edição, direção, maquiagem, e por aí vai. A história, adaptada da obra de Michael Morpurgo lançada há 30 anos, não é tão impressionante quanto tudo que a movimenta. Conta a jornada de Joey, um cavalo que em 1914, é comprado por um fazendeiro e acaba caindo nas graças de seu filho, Albert (Jeremy Irvine) - que o treina para ajudar na colheita da família (prestes a perder tudo). Por uma peça do destino, o plano dá errado e o cavalo é vendido ao exército e enviado à Europa, onde se desenrola a Primeira Guerra Mundial. Nas mãos de um oficial, o animal se torna um cavalo de batalha, testemunhando o horror do conflito na França. Porém, a força e a coragem de Joey o fazem passar em diversas situações e lugares, sempre mudando a vida de alguém que o encontra.

A jornada até o reencontro com seu dono é o mote de um filme envolvente, mas que peca nos excessos de melodramas, roteiro que soa inverossímil deixando a produção com cara de fábula e atrapalhando a complexidade histórica que a trama até tenta mostrar com seriedade. Mesmo em uma cena interessante, quando dois soldados de países opostos ajudam o cavalo que ficou preso em arames farpados no meio da trincheira e dialogam de forma informal mostrando algum vestígio de humanidade em meio ao caos, de resto esta só serve para refletir mais uma das cenas que refletem no tom leve do filme. É característica do diretor preferir esse caminho de filme-família ultimamente ao contar uma história com tanto terror, mas é uma pena que críticas mais ousadas acabam reduzidas em imagens que duram pouco tempo na tela e se diluem na história digna de sessão da tarde.

Mas Spielberg tem em seu currículos dois dos melhores filmes sobre guerra de toda a história, e ambos muito bem premiados: O Regate do Soldado Ryan (1998) e A Lista de Schindler (1993). Não vai ser um filme menos ousado que atrapalhará seu currículo, afinal, os pontos positivos são maiores e que se a história não convence, o pôr do sol na cena final emociona facilmente.





fevereiro 18, 2012

H&M: Comercial com David Beckham

Há algum tempo, foi divulgado que David Beckham faria uma parceria com a marca H&M. A parceria consistiria em uma linha de roupas e de roupas íntimas. Desde então, Beckham divulgou poucas fotos relacionadas à campanha.
A campanha estava prevista para ser oficialmente lançada em Fevereiro de 2012, e como já estamos em Fevereiro, a marca lançou um comercial da parceria, que vocês podem conferir abaixo.




Com a campanha rolando, os boatos resolveram aparecer. Andam dizendo por aí, que David Beckham "aumenta seu pacote" para tirar as fotos. David nega isso.
O comercial foi ao ar durante a Super Bowl americana. O que vocês acharam? hahahaha

fevereiro 16, 2012

Dois filmes imperdíveis: o nacional 'Xingu', e 'Upside Down' com Jim Sturgess e Kirsten Dunst!

Tem coisa boa vindo por aí...

Com o ano ainda começando, a maioria dos filmes mais aguardados já tiveram sua prévias reveladas e disseminadas em blogs e portais especializados no final do ano passado e ainda um pouco no início deste. Outras vão começara a pipocar no início da primavera norte-americana junto com os blockbusters que estreiam nas férias e se estendem até o verão. Separei dois filmes que senti que não foram tão bem comentados e correm o risco até de passarem batido na disputa.

Um é o nacional Xingu, do diretor Cao Hamburger, que estreou no Festival de Berlim no último sábado (11) e foi muito bem recebido pelos presentes, chegando à ser aplaudido no final da sessão. O longa, que tem produção de Fernando Meirelles, acompanha a aventura dos irmãos Villas-Bôas. Na década de 1940, Orlando, Cláudio e Leonardo Villas-Bôas (Felipe Camargo, João Miguel e Caio Blat, respectivamente) juntaram-se às expedições organizadas pelo governo brasileiro para desbravar o interior do país. Suas vidas foram transformadas pelo contato com tribos indígenas que encontraram pelo caminho e tiverem papel importante na criação do Parque Nacional do Xingu, em 1961. Pelo trailer é possível perceber o cuidado do diretor com a parte técnica, e em muitos momentos percebemos que estamos diante de um épico grandioso. Confira:




  •  A estreia em circuito comercial no Brasil está marcada para 6 de abril.


Upside Down é um romance à la Romeu e Julieta misturado com ficção científica. O longa é dirigido pelo argentino Juan Solanas e traz Jim Sturgess e Kirsten Dunst nos papéis principais. A sinopse é a seguinte:
 Adam (Sturgess) é um cara aparentemente normal em um universo bastante extraordinário. Ele vive humildemente tentando pagar as contas, mas seu espírito romântico se segura a uma memória de uma garota que ele conheceu em outro tempo, em outro mundo, um mundo afluente invertido com sua própria gravidade, diretamente acima mas além do alcance… uma garota chamada Eve (Dunst). Seus flertes durante a infância se tornam um amor impossível. Mas quando ele rapidamente vê a Eve adulta na televisão, nada ficará em seu caminho para tê-la de volta… Nem mesmo a lei ou a ciência.
O filme sobre esse romance proibido abusa dos efeitos visuais e teve ajuda do desenhista de produção Alex McDowell, que tem no seu currículo o excepcional Watchmen. Veja o belíssimo trailer:


A fantasia não tem data de lançamento definida ainda.

fevereiro 14, 2012

No ar: Alcatraz e The Big C... valem a pena?

Estreia de nova temporada de dramédia e novo suspense com assinatura do criador de Lost

Duas estreias mobilizaram os fãs de seriados nas últimas semanas. Uma foi a aguardada série com a assinatura de J.J. Abrams, o criador de Lost e Fringe - mas que tem tropeçado ultimamente com novos projetos - e a segunda temporada de The Big C, que rendeu um Globo de Ouro para a atriz Laura Linney.

A primeira é Alcatraz e estreou na Warner Channel há quatro semanas e parte de uma curiosa premissa. Em 21 de Março de 1963, mais de trezentos detentos e mais de quarenta guardas desapareceram da prisão de Alcatraz sem deixar rastros. Como uma boa conspiração, o governo se pronunciou dizendo que a prisão havia sido fechada, devido a pouca segurança, e que os prisioneiros haviam sido transferidos. Um jovem guarda naquela época, agente federal Emerson Hauser (Sam Neill), foi um dos primeiros a perceber o fato e, nos dias atuais, dirige uma unidade governamental secreta dedicada a encontrá-los. A trama se passa em São Francisco (Califórnia), e essa nova unidade descobriu que os prisioneiros estão retornando, cometendo crimes, e sem quaisquer sinais de envelhecimento. Para ajudar na busca e captura dos prisioneiros, Hauser recruta a policial detetive Rebecca Madsen (Sarah Jones) e um especialista na história de Alcatraz, Diego Soto (Jorge Garcia - que fez o Hurley em Lost).

A primeira impressão que se tem ao ver Alcatraz, é identificar a enorme semelhança da série com Fringe. Seja na trilha sonora, no enredo, mas principalmente no tom e ritmo. Os dois primeiros episódios focaram em dois prisioneiros que voltaram para a vida criminosa. Explorando o passado de ambos, o formato não foge dos eventuais policiais que estão diariamente no ar, como CIS e derivados, e o mistério é sempre jogado em doses mínimas para criar ganchos no final dos episódios. Mas nada empolga muito. Depois de Fringe nos fazer "acreditar no inacreditável" não existe explicação mais surpreendente para explicar o que aconteceu, e que provavelmente vai seguir o raciocínio já criado na outra série.

  • Alcatraz é exibida segundas-feiras, às 22h.

No ar pela HBO Brasil, o misto de drama e comédia, The Big C chega com nova temporada e o mesmo bom humor de sempre. A protagonista Cathy, que teve a vida transformada depois de descobrir um câncer, segue no seu caminho de mudança, dando mais valor a vida e as pessoas ao seu redor. Os eventos da primeira temporada, tais como, a atitude de esconder a doença do irmão, o suicídio da vizinha, a reaproximação do marido, a gravidez da melhor amiga e a dificuldade do filho em lidar com a doença da mãe, são refletidos nos novos dilemas que ela precisa enfrentar, ainda mais agora que aceitou em lutar pela vida.

The Big C continua uma série deliciosa de se assistir. Curta, com em média 30 minutos de duração por episódio, o seriado expõe de forma leve uma maneira inspiradora de viver a vida. Sem cair em qualquer clichê e apostando na debochada e sarcástica protagonista, o seriado ultrapassa a média de séries de comédia já que aposta em um aprofundamento da personagem tratando de um tema sério. Nessa nova temporada, já deu pra sentir que ela seguirá essa essência até seu final (provavelmente daqui duas temporadas, já que cada uma se passa em uma estação do ano). Até a forma que trouxeram a personagem de Darlene (a vizinha), foi tocante. Uma série única e que merece ser vista, afinal, fazer humor com câncer é, no mínimo, genial.

  • The Big C vai ao ar aos domingos, às 22h.

fevereiro 11, 2012

Fashion Rio 2012

Boa tarde, galera! Essa semana vamos falar sobre o Fashion Rio, evento que aconteceu no início de janeiro! \o/
Bom, o evento tem o mesmo objetivo o SPFW: mostrar para a impressa (e para o mundo) o que será tendencia na próxima estação, mostrar as novas coleções dos nosso renomados estilistas, causar furor, e movimentar a nossa economia, e por aí vai. O Fashion Rio ocorreu no mês de janeiro, nos dias 10, 11, 12, 13 e 14. Foram 4 dias de muito trabalho e esforço, peças lindas, peças feias, peças usáveis e peças nada usáveis, então, por favor, não fique decepcionado se eu não mostrar TODOS os desfiles aqui. Foi muita coisa, vou tentar dar uma resumida, mas ainda será um longo post. Are you ready?

O primeiro Fashion Rio de 2012 foi a edição de Inverno, ou seja, todas as coleções são para a estação do frio. Clica no 'Read More' para ver o post :)

fevereiro 09, 2012

Crítica: 'Os Descendentes' usa o Havaí como plano de fundo para drama comum

Filme desmitifica estado norte-americano criticando capitalismo e mostrando problemas familiares



Estereótipos sobre lugares são fato comum no mundo todo. O nosso Brasil só agora vem conseguindo sair do rótulo de "praia, futebol e carnaval" - apesar do cinema hollywoodiano ainda bater nessa tecla. Com o Havaí não é diferente. E logo nos primeiros minutos de Os Descendentes (The Descendants, EUA, 2011) o protagonista, vivido por George Clonney, deixa claro: os havaianos, ao contrário do que acham os que vivem no continente, não são imunes a vida. E nas próximas duas horas o roteiro vai mostrar de forma leve uma história cheia de reviravoltas, umas espinhosas e outras comuns.

O título do longa, faz referência à família de Matt King (Clonney), que era poderosa décadas atrás e deixou para os descendentes terras avaliadas em milhões de dólares. Agora eles precisam tomar uma decisão crucial: vender esses terrenos para grandes empreendedores ou vão perder a propriedade. A decisão é complicada, já que as construção de resorts e hotéis - principais investimentos na ilha - mudariam a paisagem e a vida na região, refletindo a invasão capitalista. A decisão final é de Matt. Em âmbito ainda mais fechado, Matt passa por uma tragédia familiar: sua esposa sofreu um grave acidente e está em coma.

Do outro lado do problema, estão as filhas Scottie (Amara Miller) e Alex (Shailene Woodley) que eram muito ligadas à mãe, e agora precisam conviver com o pai que sempre fora ausente. Ambas estão vivendo os dilemas da adolescência - uma entrando e a outra saindo -, e suas emoções estão à mil. No meio disso, uma revelação sobre a infidelidade da mulher causa ainda mais rebuliço no que devia ser apenas uma passagem trágica na família e na vida de Matt - é... realmente, os moradores dos continentes não esperavam por essas coisas vindo do Havaí.

Como um bom drama sobre a vida e pessoas, Os Descendentes nos transporta para a vida dessa família, que aos poucos vão se conhecendo e procurando seguir em frente, superando os fantasmas. Quando percebem, os sentimentos acabam os unindo de forma gradativa e o protagonista termina se dando conta que o acidente não serviu apenas para ele se dar conta de um problema no casamento, como ele mesmo diz que tinha, e sim uma chance de reconciliação com as filhas e com seus ideais. Não existe nada mais importante que a família, e o respeito por essa linhagem vigorou com toda a mudança que passou Matt.

Uma história de vida comum, que se encaixaria em qualquer lugar do mundo, só que no filme todos vivem seus problemas de bermudas, biquínis e camisas com estampas floridas. Pois é, algumas coisas realmente são como dizem que são.



fevereiro 07, 2012

Crítica: 'Histórias Cruzadas' emociona com roteiro simples

Questão de discriminação racial focado em mulheres


Em 1985, Steven Spielberg lançou A Cor Púrpura, um épico envolvente, bem dirigido, com atuações extraordinárias e uma produção indiscutivelmente certeira. A história tratava de preconceito "racial" e de sexo. A iniciativa do diretor, que antes era conhecido pelos seus blockbusters, fez a Academia engolir seco ao ver o emocionante drama e lhe indicou para onze estatuetas do Oscar. O resultado todos já sabem, com uma produção constituída de negros, o filme não ganhou nada, tornando se um dos filmes mais injustiçados da história! O diretor que não fora indicado, provou uma coisa: Hollywood apresentava traços racistas.

Cerca de 25 anos depois, diversas produções abordaram o assunto, Whoopi Goldberg - uma das vozes mais ativas em torno do assunto - ganhou seu Oscar, e atores negros são tratados igualmente na premiação máxima do cinema. Eis que surge um novo filme abordando o tema e se aproxima bem perto do que foi visto no longa de Spielberg. Histórias Cruzadas, dirigido por Tate Taylor, fecha o foco no drama da relação entre empregadas domésticas e suas patroas, mas nem por isso deixa de ser especial.

O filme se baseia no romance homônimo de Kathryn Stockett The Help, e conta a história de uma jovem (Emma Stone) que com a ambição de se tornar jornalista no anos 60, começa escrever um livro sobre a cidade Jackson, Mississippi, no auge da definição dos Direitos Civis. O racismo era vigor, ao ponto de empregadas domésticas terem de usar o banheiro fora de casa - no entanto, elas eram mais mães dos filhos dos patrões do que a própria mãe biológica. Tal hipocrisia, as levavam serem alvo de humilhações e destratamento dos empregadores. A jovem busca nessas vozes contrariadas as fontes ideais para o livro, conseguindo histórias de Aibileen Clark (Viola Davis) e Minny Jackson (Octavia Spencer).

Contado de forma leve e com humor, diferente de dramas pesados como Preciosa, a narrativa é singela, sem chegar a surpreender, mas ainda assim prende e emociona quando deve. As atuações são o maior trunfo, desde a espirituosa Jessica Chastain (indicada como atriz coadjuvante) até as mais densas como o caso de Viola Davis e Octavia Spencer - ambas indicadas, sendo que Spencer venceu o Globo de Ouro. A protagonista Emma Stone, até cumpre bem o seu papel, e parece tomar o caminho que seria de Lindsay Lohan - se esta não se perdesse depois de Meninas Malvadas.

Se vai ou não ganhar o Oscar - está indicado ao prêmio de melhor filme -, pouco importa. O retrato foi feito e serve para lembrar que faz poucos cinquenta anos que o mundo ainda emergia claramente um preconceito inexplicável. E mais do que isso, faz apenas 25 anos que ainda era discutível para executivos ligados a indústria premiarem profissionais apenas por sua cor. Pena que até hoje ainda cometam injustiças, mas agora por outros motivos...




fevereiro 04, 2012

Vamos falar de editoriais?

Como mencionado no primeiro post, eu traria alguns editoriais para vocês. E falando de editoriais, trago um editorial da modelo brasileira Isabeli Fontana, e a capa da revista japonesa Numéro Tokio, que é de ninguém menos que Victoria Beckham.
Vamos lá! o/

A ex-Spice Girl, Victoria Beckham está na capa da edição de Março da revista japonesa Numéro Tokio,  e também está num editorial na mesma revista. Até então, apenas a capa foi divulgada.

Quem fotografou Victoria foi o fotógrafo Horst Diekgerdes.

Sem Madonna, M.I.A apresenta controverso - e incrível - clipe! Veja 'Bad Girls'!

Qualidade do vídeo surpreende


No dia de hoje só se falou em uma coisa: o novo clipe da Rainha do Pop Madonna. Mas como todos sabem, a diva não se sustenta mais sozinha, andando sempre acompanhada de artistas mais novos e que considera bons. Claro que, ela deve admirar a polêmica M.I.A que volte-e-meia faz polêmica mostrando em seus vídeos e músicas um oriente violento e cruel. Desta vez a londrina fez bonito e lançou um clipe menos impactante, mas que ostenta no oriente, diversão, ouro e hip hop. O clipe de Bad Girls é, no mínimo, sensacional - assim como a música. O lançamento do novo álbum é previsto para o meio do ano. A direção do clipe é mais uma vez do diretor Romain Gavras (Amen, O Corte). Veja:


Vice-campeã do X-Factor UK, Rebecca Ferguson lança novo clipe!

Voz divina, música 'ok' e clipe mais ou menos...


Ela merecia a vitória, mas se viu apenas com o segundo lugar nas mãos. Rebecca Ferguson, fez sucesso no X-Factor do Reino Unido no ano retrasado e lançou seu primeiro álbum, Heaven, no fim do ano passado, alcançando o top 10 nas charts. O primeiro single, Nothing's Real But Love, é uma ótima música, mas que ganhou um clipe preguiçoso e sem graça. Agora, a inglesa lança o segundo single promocional, mais ensolarado e refletindo uma influência direta à Amy Winehouse. Confira:

fevereiro 03, 2012

The All-American Rejects lança clipe em vibe de carnaval

Novo álbum chega em março


Depois de uma carreira bem sucedida com pelo menos um hit em cada álbum (menos o primeiro álbum, que foi feito de forma independente), o The All-American Rejects é daquelas bandas que caminha com apoio dos fãs e tem algum apoio popular das rádios. Se você não conhece Move Along ou Gives You Hell, não deve viver nesse mundo. Agora, se prepara para o lançamento do quarto álbum de estúdio Kids In The Street, que chega às lojas em 27 de março e já possui um single promocional: Someday's Gone - claramente experimental e sem potencial de hit, apesar de ser uma ótima música.

O segundo single estreia nas rádios no próximo dia 31, e ganhou um vídeo muito bem produzido e que certamente tem potencial. Trata-se da música Beekeeper's Daughter. O vídeo é colorido, tem dança (até carnaval brasileiro), humor e uma vibe Maroon 5, mas sem a sensualidade casual do grupo de Adam Levine. Veja: