abril 29, 2011

Confira o trailer do romance 'One Day' com Anne Hathaway e Jim Sturgess

Filme é um jornada de 20 anos sobre amizade


Baseado no bestseller de David Nicholls, Um Dia (One Day), depois de um cartaz belíssimo, ganha seu primeiro trailer completo. O filme estrelado pelos novos e importantes nomes da nova geração, Anne Hathaway de O Casamento de Rachel, da qual, lhe rendeu uma indicação ao Oscar e será a próxima Mulher Gato no novo Batman, e o ator inglês Jim Sturgess de Across The Universe e do sucesso Quebrando a Banca. O filme é dirigido por Lone Scherfig, do indicado ao Oscar 2010, Educação.

Veja a prévia que revela boa química entre o casal:


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A história é sobre a relação extraordinária entre Emma (Hathaway) e Dexter (Sturgess), que se reúnem na noite de sua formatura da faculdade - 15 julho de 1988. Ela é uma menina da classe trabalhadora com seus princípios, mas com uma ambição em tornar o mundo um lugar melhor. Ele é um sedutor rico que sonha que o mundo será seu playground. Nas próximas duas décadas, a cada 15 de julho revela-nos como "Em"e "Dex" estão indo, sua amizade de altos e baixos com o passar dos anos. Através do amor e perda, mágoa e sucesso, esperanças e sonhos despedaçados, eles experimentam a grandeza da vida. Em algum lugar ao longo de sua jornada, estas duas pessoas percebem que o que estão buscando e esperando estava lá para eles o tempo todo.

O lançamento está marcado para 19 de agosto nos Estados Unidos e 30 de setembro no Reino Unido, sem previsão para chegar ao Brasil.

Veja o novo trailer de 'Transformers 3: O Lado Oculto da Lua'

Prévia é mais organizada que o segundo filme inteiro



E parece que Michael Bay está realmente prometendo reavaliar todos os erros do segundo filme da franquia Transformers: A Vingança dos Derrotados de 2009. A produção fez um sucesso absurdo nas bilheteria, tendo arrecadados US$ 836 milhões mundialmente, mas a qualidade foi bem inferior em relação ao filme de 2007. A prévia de Transformers 3: O Lado Oculto da Lua (Transformers 3: Dark of the Moon) é bem montada, promete alguma história e acima de tudo, parece ter efeitos especiais melhores e menos confusos.


A trama vai mesclar realidade com ficção, usando a Guerra Fria como plano de fundo para a guerra dos Autobots e Decepticons na corrida espacial entre os EUA e a Rússia.O elenco conta com Shia LaBeouf, Patrick Dempsey, Rosie Huntington-Whiteley, John Turturro, Ken Jeong, John Malkovich, Josh Duhamel, Kevin Dunn, Julie White e Frances McDormand.

O filme dirigido novamente por Michael Bay, estreia com cópias também em 3D em 1º de julho.

abril 27, 2011

Divulgado o trailer de 'Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2'

Prévia tem muita ação e nos prepara para o embate final


Finalmente, a Warner liberou o primeiro trailer oficial da segunda parte de Harry Potter e as Relíquias da Morte. A saga promete um final cheio de tensão e prepara o público para o embate mais que esperado de Harry com o vilão Voldemort. Veja:

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Caso não consiga visualizar, tente aqui.
Pelo jeito não vai faltar a ação que foi uma notável ausência na primeira parte! Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2 estreia nos cinemas em 15 de julho com cópias também em 3D convertido.

Épico! Veja novo trailer de 'X Men - Primeira Classe'!

Prévia tem mais ação e cenas inéditas!


Depois do primeiro e comentado trailer, foi liberado hoje uma nova prévia de X Men: Primeira Classe (X-Men First Class), filme que serve como prequel da história sobre os mutantes heróis. Na trama, se é mostrada a gênese dos X-Men, que se passa nos anos 60, época em que Charles Xavier (James McAvoy) e Erik Lensherr (Michael Fassbender) se encontraram pela primeira vez e quando eles ainda não tinham assumido os nomes Professor X e Magneto.

Confira o novo e empolgante trailer de X-Men First Class:


Se os cartazes não ajudam, os vídeos fazem todo o serviço com imensa qualidade. January Jones (Mad Men), Rose Byrne (Damages), Jennifer Lawrence (Inverno da Alma), Nicholas Hoult (Direito de Amar) e Kevin Bacon também estão no elenco. Dirigido por Matthew Vaughn, do ótimo Kick Ass - Quebrando Tudo, o filme chega aos cinemas em 3 de junho.

abril 26, 2011

Veja Wagner Moura no trailer de 'O Homem do Futuro'

Prévia não dispensa efeitos especiais e Alinne Morais seminua



Foi liberado a primeira prévia de O Homem do Futuro, novo filme de Wagenr Moura, que é no momento o maior astro do cinema nacional - protagonista de produções consagradas como Tropa de Elite 2 e Vips. Mostrando que é um ator para vários papéis, ele já mostrou a face romântica em Romance e fez sucesso como o durão Capitão Nascimento em Tropa de Elite. Nesta nova produção, ele parte para a comédia. A trama parece um misto do clássico De volta para o Futuro com o suspense Efeito Borboleta abusando do humor brasileiro. Veja o trailer:


No filme de Claudio Torres (diretor de A Mulher Invisível), Moura encarna o cientista Zero que volta acidentalmente ao passado, tendo a chance de alterá-lo e, assim, reconquistar o grande amor da sua vida, a estonteante Helena (Alinne Moraes). No entanto, o cientista se dá conta de que manipular o tempo é muito mais difícil do que simplesmente viajar nele. Ao retornar ao presente, Zero descobre que se transformou num canalha, o que acabou por afastá-lo ainda mais de sua amada. Sua única solução é voltar novamente ao passado para impedir a si mesmo de alterar o presente. Fazem parte do elenco: Fernando Ceylão, Maria Luisa Mendonça e Gabriel Braga Nunes.

O lançamento está previsto para 2 de setembro.

abril 23, 2011

Filmes para ficar de olho: 'Sleeping Beauty ' e 'Another Earth'

Filmes 'consagrados' em Cannes e Sundance Festival tem premissas originais e polêmicas

O que falta de coragem no Oscar, sobra em Cannes. Este ano, terá na amostra competitiva uma porção de filmes que prometem fortes emoções e muita polêmica. Entre eles, o primeiro terror do espanhol Pedro Almodóvar, o enigmático Árvore da Vida de Terrence Malicak e toda melancolia de Lars Von Trier, isso pra citar os mais conhecidos. Porém, nos últimos dias, um ganhou atenção especial:  Sleeping Beauty de Julia Leigh. Só a indicação garante que tem algo supreendente vindo por aí.

O filme se aventura como um conto de fadas dramático - como o próprio nome faz alusão ao clássico A Bela Adormecida - e sombrio, como o trailer mostra. A trama acompanha a vida de uma jovem estudante que se aventura no mundo da prostituição e encontra a sua vocação junto de homens com o fetiche por mulheres que dormem durante o ato sexual. Tomando drogas para adormecer, a jovem não se lembra de nada que ocorreu na noite anterior. A protagonista é Emily Browning (Sucker Punch, Desventuras em Série).

Veja o trailer:


O Festival começa em 11 de Maio.



Falando em Melacholia de Lars Von Trier que estará em Cannes, um filme com uma premissa bem parecida do novo drama do diretor, ganha novo trailer e promete ser uma agradável surpresa já que venceu o Prêmio Especial do Júri no Festival de Sundance 2011, na categoria de Ficção/Drama. Trata-se de Another Earth, que com distribuição da Fox Searchlight, estreia na alta temporada de lançamentos nos Estados Unidos, e começa a ser promovido com novo trailer. Sundance é berço de filmes independentes e por isso trazem premissas bem originais quase sempre.

A história centra-se em Rhoda Williams (Brit Marling), uma brilhante jovem que entra num programa de astrofísica do MIT, com ambições de explorar o cosmos e John Burroughs (William Mapother), um brilhante compositor que atinge o auge da sua profissão e que espera pelo segundo filho. Enquanto o mundo se choca com a descoberta de um segundo planeta Terra exatamente igual ao nosso e que surge agora no céu, as vidas de ambos vão ficar interligadas através de uma tragédia.



Dirigido por Mike Cahill, Another Earth entra em circuito comercial nos Estados Unidos em 20 de Julho.

abril 22, 2011

Um belo olhar do vazio humano em 'Um Lugar Qualquer'

Sofia Coppola faz filme interessante e entediante - como deve ser


O culto a celebridade é algo que tem cada vez mais tomando conta das ferramentas midiáticas de uma maneira bem violenta. Hoje em dia, é difícil ligar a TV e não se deparar com celebridades instantâneas ou novelas, reality shows e seriados que buscam o novo ídolo, ou tem como protagonista ele próprio. A cultura do sonho americano de ser rico e famoso é vendido para crianças e jovens de forma que toma proporções globais. O último grande sucesso de bilheterias traz a lenda Coelhinho da Páscoa como um personagem faminto por ser um astro do rock. Enquanto esse vendaval de futilidade e encenação não acaba, do outro lado, sobra para os muitos tablóides sensacionalistas cobrirem a sujeira de astros decadentes, envolvidos com excesso de drogas, comportamento violento e problemas familiares. O cinema já mostrou essa faceta de diversos nomes famosos que foram despedaçados, mas ninguém sabe contar sobre esse ostracismo proveniente da fama e do poder como Sofia Coppola.

Um Lugar Qualquer (Somewhere, 2010) é um filme entediante. Do começo ao fim, nos leva numa rotina banal de um ator hollywoodiano, que vive sua pacata vida em Los Angeles, cercado de mulheres, o luxo e ao mesmo tempo, o nada. Somos convidados a vê-lo fumando, bebendo, assistindo shows particulares de gêmeas que fazem uma particular dança sensual. Mas isso é tão comum que dá até sono nele. Esse é Johnny Marcos (Stephen Dorff), que viu sua carreira chegar ao topo de forma meteórica e agora vive do que a fama traz de bom e melhor - é o que disseram à ele. Menos, claro, uma definição de quem afinal é ele mesmo. Mas Sofia não é pessimista e incorpora uma personagem bem vinda e que ajuda a guiar no entendimento da narrativa. A filha dele (interpretada por Ellen Fanning, irmã de Dakota) aparece em cena, e traz problemas para ele resolver. Que problemas? Preencher o tempo que esteve ausente, sempre e viajando e gravando filmes.


Conferimos uma partida de Guitar Hero entre os dois, uma viagem à Milão - onde ele vai receber um prêmio internacional -, o café da manhã, um banho de piscina, uma viagem à Las Vegas, e alguns momentos angustiados da jovem que sente falta da mãe. No momento de voltar à sua solidão e a rotina de sexo e drogas (nada além de bebidas e cigarro), é que Johnny tem um crise existêncial e liga para a companheira de seu último trabalho, provavelmente, da qual, ele fez sexo sem compromisso como de costume. Mas ele se abre e diz que é um "nada". Neste momento, ouve-se a frase que todos esperavam e identifica toda a mensagem do filme. É apenas quando a filha vai embora, um momento familiar e de alguma forma o fez sentir importante e que faça alguma diferença para alguém, que a realidade destrutiva vem à tona. No telefone, a atriz diz para ele se voluntariar, mas não é isso que ele quer. Imagine se Sean Penn não gastasse sua energia ajudando vítimas das tragédias naturais? O passo de Johnny poderia muito bem se revelar como um Charlie Cheen ou um Nicolas Cage. Mas no final temos uma surpresa. A mudança vem do desapego e da procura de algo desafiador.

O clímax talvez não seja à altura da mensagem que é muito maior, mas são essas "pequenas" mudanças na rotina que nos fazem sentir vivos e se não nos derem uma razão de viver, pelo menos nos leva à um lugar diferente onde a busca continua. Quem nunca se sentiu aliviado ao chegar em casa e tirar o relógio ou ao menos desligar o celular? Um Lugar Qualquer é o olhar particular de uma diretora que viveu isso nos seus momentos como modelo e que mostra, mais uma vez, a face ignorada pela mídia. O mesmo tipo de estórias que vemos em A Rede Social (The Social Network, 2010), O Lutador (The Wrestler, 2009) ou Coração Louco (Crazy Heart, 2009). Ser bilionário jovem passando por cima dos amigos, não se aceitar da forma que é, ou aceitar a fama sem se deixar levar pelo tédio. Sofia tratou com maestria o vazio, que os protagonistas deses três filmes carregam entre sim. Do mesmo jeito como fez em Maria Antonieta (Marie Antoinette, 2006) e a hierarquia sufocante de uma jovem rainha que acaba esbanjando de forma irresponsável, ou as adolescentes de classe média que não sabem o que é liberdade em As Virgens Suicidas (The Virgin Suicides, 2000). Não chega ser um trabalho tão poético quanto Encontros e Desencontros (Lost in Translation, 2003), mas que no atual sentido da indústria cultural voltada pro lucro e com a mentalidade do culto à celebridade, Um Lugar Qualquer se sobressai, sem medo de provocar tédio no espectador.   

Trailer:



abril 21, 2011

Confira o hilário trailer de 'Cilada.com', comédia com Bruno Mazzeo

Produção promete arrancar risadas com tema atual

Foi divulgado o primeiro trailer de Cilada.com, filme escrito, produzido e estrelado por Bruno Mazzeo um dos novos e populares nomes da comédia nacional. O filme é baseado na série Cilada, exibida pelo canal Multishow e chegou a virar quadro no Fantástico. No filme, a nova cilada é a seguinte: cai no "intube" um video comprometedor dele com a namorada (Fernanda Paes Leme). O vídeo se espalha e ele precisa conter o estrago feito.

Como um bom trailer, é hilário as situações e perceber que o elenco foi bem escolhido cheio de nomes que pipocaram junto dessa nova geração de comediantes. Só perde a linha da piada quando parte para se vender também como comédia romântica. Veja o trailer:


Fazem parte do filme, Augusto Madeira, Carol Castro, Fabiula Nascimento, Fúlvio Stefanini, Serjão Loroza, Thelmo Fernandes, além de participações especiais de Marcos Caruso, Luis Miranda, Débora Lamm, Alexandre Nero, Karla Karenina, Dani Calabresa, Milhem Cortaz, Rita Elmôr, Fernando Caruso e outros.

Dirigido por José Alvarenga Jr, dos bons Divã e Os Normais, Cilada.com estreia em 8 de Julho.

abril 19, 2011

'Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles' se perde ao tentar apresentar novo ponto de vista no gênero

Filme requer paciência para quem esperava algo diferente


Produções de ficção científica voltaram à moda. Desde que Will Smith declarou o dia da independência norte americana e gerou bons lucros à 20th Century Fox, no sucesso de bilheteria Independence Day, do final dos anos 90, foram feitos um número significativo de filmes no estilo, não muitos, pois o orçamento deste tipo de gênero sempre é muito alto. Vieram comédias como MIB Homens de Preto, até animações em computação gráfica, tal como, o sucesso mediano de Monstros vs Aliens, passando pelo interessante Planeta 51 até o recente fracasso Marte Precisa de Mães. Refilmagens de clássicos, como O Dia em que a Terra Parou e Guerra dos Mundos. As coisas mudaram com a tecnologia, e mesmo filmes b como Skyline - A Invasão, ganham destaque em grandes circuitos, pois custam pouco e conseguem se promover com a outra parcela de dinheiro, que antes seria gasta para complementar os efeitos visuais. Infelizmente, o que seria bom para mentes criativas trabalharem mais e criarem roteiro mais espertos e intrigantes, a maioria dos produtores visa apenas o exagero dos efeitos especiais e o lucro em uma trama que não fuja do clichê. Os únicos que realmente trouxeram algo de novo, e logo ganharam reconhecimento, foram os indicados ao Oscar Avatar e Distrito 9.

Pois então, Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles, o primeiro blockbuster de 2011, falha em todos os sentidos. Primeiro sofreu o golpe do lançamento de Skyline, que se passa em Los Angeles e é do mesmo gênero e estilo (inclusive da mesma companhia de efeitos especiais). A sorte dos produtores é que o filme é bem ruim e foi um fracasso retumbante. Isso fez com que este segundo ganhasse mais notoriedade, já que parecia algo novo e melhor. Prometia uma visão diferente, como se complementasse Guerra dos Mundos, a boa refilmagem de Steven Spielberg, que não abrangeu a 'guerra' do título e sim a fuga. O título auto explicativo (culpa da distribuidora brasileira) mais uma vez enganou as platéias, que esperava a tal invasão do mundo e terminou vendo uma batalha sem fim de um grupo de soldados que desejam fugir de pontos de combate e salvar alguns civis. E nesse tipo de trama que mais parece uma guerra qualquer, sobram os clichês de outras diversas histórias que exploram as grandes guerras mundiais até as mais novas com intervenção dos Estados Unidos.

Se o público que estivesse disposto e curioso a ver um novo ponto de vista de uma invasão extraterrestre, soubesse que tal filme falaria sobre a relação entre os soldados, sentimento de culpa do líder que perdeu seus companheiros, o motivo da invasão que mais uma vez é a água, os civis que surgem no meio do caminho e criam tramas paralelas e dramáticas para novas tensões e dilemas para os protagonistas e ainda o heroísmo à todo custo destes, certamente pensaria duas vezes ao assisti-lo. Pode soar inédito e interessante em alguns momentos, mas nem de longe desafia o intelecto do espectador que depois de ver Distrito 9, precisa de algo além de explosões, criaturas nojentas e a resposta para tudo ser a água e vindas das pausas forçadas e narradas pela TV ligada em todo canto. Nem vale dizer que o filme sirva para diversão, já que a produção bilionária de James Cameron ou a produzida por Peter Jackson agrade também a parcela do público que não está disposto à pensar ou refletir um pouco mais. Uma pena. O gênero merece muito mais, já que a tecnologia finalmente está disposta a nos presentear com cenas melhores e divertidas, mesmo que para eles não saia tão caro. Já com roteiro ruim, quem paga caro é o público.

Trailer:



abril 18, 2011

'Skins' termina boa temporada sobre identidade e aceitação, mas segue com futuro sombrio

Série inglesa finalizou bem apesar da baixa audiência, e se prepara para uma nova - e incerta - era


Saiu de cena há algumas semanas a quinta temporada da polêmica (ainda é?) série inglesa Skins, exibida pelo E4 Channel por lá, e no Brasil pela HBO Plus e VH1 Brasil. Assim como ocorreu outras duas vezes, um novo elenco foi formado, apagando de vez vestígios dos personagens anteriores e dando nova cara aos drama "reais" de jovens ingleses. E depois de tantos anos influenciando diversos outras séries pelo mundo, o seriado aos poucos começa mostrar sinais de desgaste, mesmo amadurecendo e deixando de lado o excesso de cenas de sexo e drogas. A audiência caiu consideravelmente nesta temporada, que finalizou com apenas 600 mil telespectadores contra 1,1 milhão da temporada passada.

Começar dar sinais de desgaste na quinta temporada, hoje em dia, é um privilégio para poucos.  No entanto, o caso de Skins é meio perigoso. A ousada atitude de mudar de elenco à cada dois anos, mesmo que um ato para evitar a escassez criativa também, de certa forma, trai a audiência que fica sem saber o destino final dos personagens. Parece um pouco de preguiça dos produtores cortarem as estórias no meio e assim evitar o clímax que é um marco em qualquer série de drama. A ideia de que foi mostrado apenas um frame da vida de um jovem qualquer, cai por terra, já que muito das estórias narradas, são cercadas de absurdos pouco verossímeis. É aguardar pra saber se esse filme que promete contar o que ocorreu nas duas fases anteriores, realmente saia. Mas uma coisa é unânime entre críticos e fãs do seriado: a temporada que apresenta os personagens é, geralmente, a melhor. Na duas fases anteriores, um acidente e uma doença conseguiram segurar o ritmo das respectivas temporadas seguintes, mas não foram episódios tão memoráveis quanto o do conflito entre um amigo muçulmano e um gay, ou um sobre o garoto africano e o choque cultural ao ter de abandonar sua terra, e ter de viver em Bristol, por exemplo.

Nesta quinta temporada conhecemos novos personagens e dramas, mas algumas situações que remetem à outras já usadas antes (segundo sinal do desgaste). Quando falei aqui que o primeiro episódio dessa nova fase foi o melhor, não foi à toa. Se a personalidade e o amadurecimento são de praxe os principais assuntos tratados no roteiro em outras fases, agora, saem os personagens mais seguros e em busca de ultrapassar seus limites e caminhos, e entram àqueles que buscam uma identidade e aceitação. Óbvio que essas duas características já foram utilizadas antes, porém, em tempos de debate sobre bullying, esta temporada começou de maneira surpreendente e finalizou de forma espetacular. Isso graças a personagem de Franky (Dakota Blue Richards), uma jovem insegura, que tem dificuldades em se encontrar. Sexualmente ela é perdida e isso se reflete em sua aparência e atitudes. Enquanto temos os outros pertencentes às suas tribos e buscam aceitação de seus familiares, principalmente, ela se difere e busca sua própria aceitação. Afinal, Franky já tem essa aceitação, não coincidentemente, de pais homossexuais. No final temos tudo para ilustrar que ela está no limite, é 'induzida' a ter uma relação homossexual, uma bissexual e até finalmente uma heterossexual. Corre perdida na floresta e termina no melhor estilo do filme À Deriva de Heitor Dhalia que também trata sobre adolescência: fica à beira de um precipício.

Outros temas abordados, conseguiram episódios tão bem feitos e poéticos que até o conto de fadas, da qual, a personagem de Grace (Jessica Sula) vive, foi conduzido com maestria. Ela encontra seu amor no fã de heavy metal, Rich (Alexander Arnold), vive numa masmorra com o pai metódico e diretor do colégio e sua mãe apática. Termina em casamento, pela primeira vez na série e em um castelo. O casamento entre eles ocorre numa maneira simbólica de mostrar o amadurecimento do seriado, mesmo que reiniciando os períodos, e também serviu para selar a vida desta jovem, sempre tratada como uma princesa, mas que finalmente entendeu que devia deixar de ser a coadjuvante e a utópica princesa e estrelar sua própria peça, ou seja, a vida.

O episódio sobre o caipira Alo (Will Merrick) foi um dos marcantes, ao fazê-lo perceber que a tradição de sua família, poderia calar suas aspirações, como ocorreu com seu pai. Caso parecido tivemos com Nick (Sean Teale), irmão do rebelde Matty (Sebastian De Souza). O pai o pressiona a ser perfeito, diferente do irmão, e assim se descontrola, pois todos o vêem como um idiota. A cena dele em campo errando o gol representa bem isso, ele não era perfeito como seu pai o julgava e agora tudo estava uma bagunça. Queimar o que o pai pregava foi o caminho encontrado pelos irmãos, assim como tirar a pesada pedra do caminho, que todos evitavam, no caso de Alo.

Mini (Freya Mavor) também teve um bom episódio sobre ser perfeita e vestir uma identidade que na verdade é de sua mãe, e não sua - perto do final, ela literalmente se veste como a mãe. Nesse episódio ainda teve a temática perda da virgindade contada com capricho e um final bem conduzido, mesmo que uma rosa sendo despedaçada e balanço seja deixado de lado em um playground infantil, pareça clichê. No final, ela segue com sua mãe para casa. Mas sabemos que Mini, mais à frente, demonstra ter mudado, e sua sexualidade e atração por Franky deverá render bons momentos.

É esperar para saber como vão lidar com essas questões levantadas. Com a saída de um dos produtores, que diz esgotado seu potencial de desenvolvimento de novas situações e histórias para a série, o futuro de Skins está garantido para mais uma temporada e provavelmente a última.

abril 14, 2011

Arctic Monkeys retorna psicodélico em novo clipe

Vídeo é para música Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair


O quarto álbum de uma das bandas mais aclamadas da última década, o Arctic Monkeys, finalmente, tem seu primeiro videoclipe promocional divulgado. Trata-se da faixa Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair, que fará parte do álbum Suck It And See. Depois da recepção morna por parte do público e da crítica no último trabalho Humbug, o quarteto aposta agora numa sonoridade pesada e crua e, aparentemente, sem a intenção de parecer comercial.

Veja o clipe que tem efeitos psicodélicos e uma vibe grunge:


O lançamento do novo álbum está previsto para 6 de junho.

Novo 'Planeta do Macacos' ganha primeiro trailer

Prévia destaca efeitos especiais ao nível de Avatar


Finalmente, foi liberado o primeiro trailer da nova tentativa de ressuscitar a série o Planeta dos Macacos. Rise of the Planet of the Apes, serve como um prelúdio estrelado por James Franco e dirigido pelo 'desconhecido' Rupert Wyatt. O trailer destaca que os efeitos especiais do longa, foram produzidos pela WETA Digital, empresa de Peter Jackson que trabalhou em Avatar. O realismo dos macacos realmente impressiona, veja o resultado:


No filme, um cientista (James Franco) trabalha na São Francisco dos dias atuais com engenharia genética para o tratamento de doenças. César (Andy Serkis) é o nome do primeiro 'super macaco', resultado de experiências para combater o Mal de Alzheimer, dotado de inteligência superior e capacidade de fala. Ao ser traído pelos humanos que tentava emular, César começa uma revolução violenta em busca dos direitos símios entre os homens. Fazem parte do elenco: Brian Cox, Tom Felton, John Lithgow e Freida Pinto.

O filme estreia 5 de agosto nos EUA e tem previsão para chegar aos cinemas brasileiro em dezembro.

Fonte: Adoro Cinema, Omelete.

abril 12, 2011

'Tropa 2' e 'Chico Xavier' lideram indicações ao "Oscar" brasileiro

Grande Prêmio do Cinema Brasileiro ocorre em maio


Depois de uma boa edição que foi exibida ao vivo pelo Canal Brasil e on line e ter consagrado a produção É Proibido Fumar de Anna Muylaert, o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro cresce em 2011 junto com o mercado que teve bons títulos no último ano. Ainda não se tem muitas informações se ele será novamente exibido dessa forma, mas deveria ganhar mais espaço na mídia, já que muitos cinéfilos torcem para a indústria cinematográfica no Brasil crescer e isso sem dúvidas é um bom estímulo. A demora em ocorrer também é algo que poderia ser revisto, pois a cerimônia de entrega dos prêmios (troféu Grande Otelo) se realizará no dia 31 de maio. Ou seja na metade do ano premiar filmes do ano anterior. Mas o importante é que mesmo sem muito apoio, ele chega à sua nona edição (apesar de ter fontes desencontradas sobre esse número). Os campeões de indicações são os populares e sucesso de bilheteria Chico Xavier, o Filme e Tropa de Elite 2, cada um com 16 indicações.

Concorrem como melhor filme: Cinco Vezes Favela, Chico Xavier, As Melhores Coisas do Mundo, Olhos Azuis, Tropa de Elite 2 e Viajo Porque Preciso e Volto Porque Te Amo. Os cinco primeiros são de altíssimo nível, e este último eu ainda não vi. Mais uma vez o escolhido como representante do Oscar de filme estrangeiro, Lula, O Filho do Brasil, ficou de fora da disputa... que contradição necessária! Na direção alguns nomes são figurinhas carimabadas como Daniel Filho que tem agora como concorrente José Padilha. O excelente trabalho de Laís Bodanzky também foi lembrado por As Melhores Coisas do Mundo, que aos poucos tem sido descoberto pelo público alvo que não o prestigiou nos cinemas, assim como aconteceu com Desenrola.

Na categoria de atores, nomes populares da televisão dominam na categoria de melhor atriz: Christiane Torloni (Chico Xavier), Ingrid Guimarães (De Pernas para o ar), Marieta Severo (Quincas Berro D`Água) e Glória Pires (Lula, O Filho do Brasil) foram lembradas ao lado de Alice Braga por Cabeça ao Prêmio. Cadê Ana Paula Arósio que fez um lindo trabalho em Como Esquecer? Entre os indicados à melhor ator, temos Ângelo Antônio (Chico Xavier), Chico Diaz (O Sol do Meio-Dia), Marco Nanini (O Bem Amado), Nelson Xavier (Chico Xavier) e Paulo José (Quincas por Quincas Berro D`Água) e claro, Wagner Moura (Tropa de Elite 2).

Confira a lista completa aqui.

Lembrando que a Academia que elege os melhores do ano em cada categoria é formada por críticos e pessoas ligadas ao cinema, e esses são os finalistas. O público também pode votar nas categorias denominadas Voto Popular, que são entregues no mesmo dia, vote aqui. Um prêmio interessante e que deveria ganhar espaço, afinal ninguém duvida mais da qualidade do cinema brasileiro. Mesmo com certos tropeços, normal até no Oscar, os profissionais ligados ao cinema nacional agradecem.

abril 11, 2011

O que faz de Dexter o serial killer mais querido da TV?

Seriado estreia quinta temporada no Brasil e continua em forma


São cinco temporadas e milhões de seguidores em todo o mundo. O que poderia ser uma série de um herói ou personagem carismático, aqui trata-se de um assassino em série. Dexter é sucesso de audiência e aclamado pela crítica (quatro prêmios Emmy e dois Globo de Ouro) com uma história original e um roteiro imprevisível. A cada temporada trazendo à tona diversos mistérios e desafiando a mente doentia do protagonista. Frio e calculista, o personagem fez história na TV e influenciou diversas séries e filmes que a partir dele humanizaram ainda mais seus protagonistas apresentando uma moral e ética de comportamento duvidoso. O que faz de Dexter uma das séries mais interessantes e polêmicas da última década? Com a quinta temporada chegando à TV fechada no Brasil (exibida no FX, e nos EUA pelo ShowTime), a resposta fica cada vez mais clara: simplesmente temos curiosidade sobre como agem esses monstros.

A psicologia sem dúvidas é algo que prende todos à trama. Afinal a temática serial killer não é novidade, mas o universo da qual ela é colocada, a fazem chamativa para a audiência que busca algo ousado na TV. Desde o clássico cinematográfico O Silêncio dos Inocentes, que apresentou um roteiro sobre a mente de um assassino em série, a forma de incorporar isso em outros programas nunca foi contado de forma mais abrangente. Quando se tem o protagonista com esse comportamento, tudo muda. Baseado no livro Dexter - A Mão Esquerda de Deus (Darkly Dreaming Dexter) de Jeff Lindsay, o seriado é focado em Dexter Morgan (Michael C. Hall), um analista forense que é especialista em padrões de dispersão de sangue, e atua no departamento de polícia do Condado de Miami-Dade. Ele vive uma vida dupla, ensinado desde criança pelo pai a viver assim e seguir códigos para não por em risco sua vida e a vida de inocentes. Para "controlar" seus impulsos, passa à assassinar apenas bandidos condenados por crimes bárbaros, mas que de algum jeito foram beneficiados por brechas na lei. A cada nova fase, Dexter é testado em diversos desafios, quando seu rastro de sangue acaba levando a sua suspeita.

O interessante aqui é analisar como esse monstro incapaz de controlar seus instintos nos deixa próximo de  entender o que passa em sua mente, já que todos cedemos aos nossos desejos latentes em busca de prazer. Claro que, no caso de Dexter e qualquer outro serial killer, seus limites são outros e eles costumam ser diagnosticados com transtornos psiquiátricos sérios: o da personalidade antissocial e esquizofrênica. E isso é bem evidente, já que em sua narrativa, o seriado é narrado pelo próprio Dexter. Então sabemos seu desconforto de manter a postura diante à sociedade e ter de relacionar com as pessoas, além, de o vermos delirando com seu pai aparecendo sempre nos momentos de maior tensão, seja para acalmá-lo ou mostrar um caminho e assim se esconder. O que Morgan não sabe, é que ele está piorando e logo no primeiro capítulo desta nova temporada, isso fica ainda mais perceptível.


Alerta de spoiler para quem ainda não viu a série (pule essa parte e continue mais abaixo)

Dexter por temporadas:

A primeira temporada é para nos familiarizarmos com o personagem, expõe o passado sinistro do protagonista e revela como isso o moldou para ele se tornar quem é. Descobre seu irmão, em meio à caça de um grande assassino que o faz ficar intrigado. Curioso que aqui sabemos que, no fim de tudo, o assassino ainda se considera um herói.

Na 2ª, Dexter é indeciso e vive o dilema de manter a dupla personalidade entre matar e conciliar seus relacionamentos. O arco da temporada é marcado com a descoberta de diversos corpos no mar: suas próprias vítimas. O cerco se fecha para ele mais uma vez, e até uma amante ele arranja.

A terceira temporada foi a mais fraca até o momento, mesmo com momentos fascinantes. Cada vez mais pressionado e sempre metido a fazer "justiça" com as próprias mãos, ele encontra um confidente, uma pessoa que o ajuda a carregar o pesado fardo do macabro segredo. Foi sem graça e não faria diferença no geral, importante mais para os personagens secundários. A única coisa mais relevante é que ele finalmente se casa.

A quarta temporada é sem dúvidas uma das mais tensas. O arco é centrado no novo serial killer denominado de Trinity, que logo faz Dexter ficar intrigado. O assassino atua em diferentes períodos de tempo, segue seus códigos ligados ao trauma de infância (assim como Dexter) e vive uma vida dupla como o protagonista. Antes de matá-lo, por que não aprender a viver como ele, já que é bem sucedido? Esta temporada também mostra como cada vez mais as personalidades de Dexter vão se dividindo e aumentando a pressão sob ele. Agora é: marido, pai, analista de sangue e serial killer. (Uma cena bem elaborada mostra bem isso, quando ele se olha em um espelho com várias divisões e pergunta: "Quem sou eu agora?").

A quinta temporada começou com o desdobramento de um forte evento no final da temporada anterior. Pela sinopse, sabe que ele vai se relacionar com a testemunha sobrevivente do ataque de um serial killer e ainda saberemos como será a vida sem a esposa. O primeiro episódio exibido quinta-feira (07), percebe-se que Dexter não tem sentimentos e só consegue pensar na lógica calculada de sua patologia, mesmo diante um triste fato. Assustador.


Fim do alerta de spoiler

Fazem parte da série: Debra Morgan (Jennifer Carpenter), irmã mais nova de Dexter e filha biológica de Harry Morgan. Tem uma relação de amor e ódio pelo falecido pai, é durona e sonha com uma trilha de sucesso na carreira como policial/investigadora; Rita Bennett (Julie Benz), mãe divorciada com dois filhos, quer apenas ter uma vida normal ao lado de Dexter; Maria LaGuerta (Lauren Vélez), tenente no comando da Divisão de Homicídios, ela é séria e confia fortemente em sua equipe, mas precisa conciliar questões pessoais com o trabalho; Angel Batista (David Zayas), detetive que convive diretamente com Dexter e o confia como amigo. Outros são: o investigador James Doakes (Erik King), o investigador forense Vince Masuka (C.S. Lee), o detetive com um passado questionável transferido para a Divisão - Joseph "Joey" Quinn (Desmond Harrington) e o pai de Dexter que aparece em flashbacks ou como alucinação, Harry Morgan (James Remar), um respeitado detetive em sua época.

Uma boa pedida para quem busca um roteiro ousado e 'realista'. Em tempos de massacre em escolas, percebe-se que todos nós temos a certa curiosidade saber quem está por trás de atos tão extraordinários e cruéis. Faz parte do ser humano essa curiosidade, mas também expõe que todo ser humano tem um pouco desses temíveis monstros. Ou vai me dizer que nunca se identificou com alguma faceta de Dexter? Afinal, ele é humano, possui um tipo de identidade em diferentes momentos e uma frieza (mais acentuada, claro) diante à banalização da violência, como todos nós.

Trailer:


A quinta temporada do seriado vai ao ar às 22h, todo domingo, no FX. O canal Showtime promete a sexta temporada para este ano ainda.

Esse post faz parte do especial Semana em Série, trazendo dicas de seriados de qualidade e boa diversão.


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abril 08, 2011

Confira o fim do mundo poético no trailer de 'Melancholia' de Lars von Trier

Diretor de 'Anticristo' promete mais mais uma dose de sofrimento e angústia


Depois do controverso Anticristo, um dos filmes mais complexos, impactantes, agonizantes e chocantes (poderia continuar...) da história do cinema, o diretor Lars von Trier continua trabalhando no mesmo seguimento, como o próprio nome de seu novo filme avisa: Melancholia. O novo filme é uma ficção científica explorada nos sentimentos complexos humanos, assim como foi o foco do terror Anticristo. Será que o próximo gênero explorado pelo diretor, será uma comédia com esse foco?

O filme é cercado de mistérios, sabe-se que será focado na psicologia e no desastre apocalíptico sem final feliz. Serão duas protagonistas que vivem o dilema diante do caos - quando um planeta que vivia escondido atrás do sol, choca-se com a Terra -, uma aceita o seu destino e outra que tenta a todo o custo fingir que o consegue evitar. No elenco estão: Kirsten Dunst, Charlotte Gainsbourg, Kiefer Sutherland e Alexander Skarsgård

Prepare o espírito e confira o trailer:


O filme segue sem data de lançamento.

abril 06, 2011

Finalmente, 30 Seconds to Mars libera - estranho - clipe de 'This is War'

Clipe segue a lógica da confusão subliminar


Se em Hurricane, a banda de Jared Leto abusou do sexo, violência e ocultismo, e em This Is War não podia ser diferente. O clipe adiado diversas vezes, finalmente encontrou lugar ao sol e veio falar de guerra, mas como eles mesmos dizem "esta música é sobre paz". Eu não sei como essa pirâmide que é o símbolo deles e está presente em outros vídeos e fotos (além de dezenas de vídeos musicais), pode ser uma alternativa para acabar com as mazelas do mundo e em especial à guerra, o que eu vejo aqui é que as ferramentas da guerra, carros, helicópteros, entre outros,  constroem essa poderosa pirâmide. Mais um clipe para ser usado como exemplo em blogs sobre a conspiração Illuminati na indústria musical.

Veja e tire suas conclusões:

abril 05, 2011

Confira o trailer de 'Estamos Juntos' com Leandra Leal e Cauã Reymond

Drama estreia em junho


Foi divulgado pela Imagem Filmes, o trailer de Estamos Juntos, filme de Toni Venturini (Cabra Cega) e estrelado por Leandra Leal e Cauã Reymond. A trama segue o cotidiano de Carmem (Leandra Leal) uma médica paulistana, que decide valorizar a vida após uma notícia traumática. Ela passa então a fazer escolhas que ao mesmo tempo trazem a felicidade, mas também à levam para destruição. Cauã vive um DJ homossexual e amigo da protagonista. Fazem parte do elenco: Débora Duboc, Dira Paes, Lee Taylor e Nazareno Casero.

Veja trailer:


Estamos Juntos tem estreia prevista para 10 de junho.

Veja o trailer do filme sobre a banda Kings of Leon

Documentário é sobre a trajetória da banda


Com dez ano de carreira e cinco álbuns lançados, a banda do Tennessee Kings of Leon é um bom exemplo de grupo sem maquiagem que faz um rock alternativo de qualidade e alcançou o sucesso merecido. Se pra você, Use Somebody é um hino melancólico para os dias nublados, saiba que por trás da banda tem uma forte educação Pentecostal e o country está na alma dos integrantes constituída por três irmãos e um primo. Isso será mostrado no documentário Talihina Sky: The Story Of Kings Of Leon, que irá contar a trajetória da banda desde o início até a o grande sucesso comercial. Confira o trailer legendado: 


Dirigido por Stephen C Mitchell, o documentário será exibido no Tribeca Film Festival, realizado entre os dias 20 de abril e 1º de maio em Nova York. Ainda não finalizado, segue sem data de lançamento oficial.

Yellowcard lança clipe simpático de boa música

Banda libera vídeo de balada


O segundo single do mais novo álbum do YellowcardWhen You're Through Thinking, Say Yes, foi divulgado hoje. Depois de um hiato de cinco anos, a banda retornou com as características clássicas ao misturar o bom rock com o som de um violino. A faixa escolhida para alavancar as vendas do novo trabalho, que estreou na 19ª posição na Billboard, é a balada Hang You Up. O primeiro vídeo foi lançado há um mês com a música For You And Your Denial.

Veja o clipe de Hang You Up: 


O Yellowcard possui sete disco de estúdio, sendo que o primeiro de maior sucesso comercial foi lançado em 2003: Ocean Avenue. Depois disso vieram o incompreendido Lights and Sounds (2006) e o amistoso Paper Walls (2007).

abril 04, 2011

The Big C: um diferente e otimista olhar sobre o câncer

Dramédia é o exemplo de série leve, com algum aprofundamento e sem ser chata


Tema sempre recorrente de novelas, séries, minisséries e filmes, o câncer, geralmente vem com uma carga dramática que expõe suas vítimas ao grande sofrimento desde sua descoberta até o seu fim, seja com a morte ou com o "renascimento", numa espécie de punição ou de amargura acumulada. Mas a série The Big C vem com uma proposta ainda mais interessante que apenas descobrir e sentar, dramatizar, chorar e esperar a morte. Muitos pacientes continuam suas vidas normalmente e, diferente do que muitas vezes é retratado, eles não mudam de uma hora para o outra seus conceitos e vão aproveitar a vida, e sim, aos poucos vão contornando a "pedra" no meio do caminho e seguindo a vida.

O seriado gira em torno de Cathy, interpretado pela vencedora do Globo de Ouro deste ano como melhor atriz cômica Laura Linney, uma professora de Minneapolis. Ao longo dos 13 episódios que a HBO Brasil exibiu - o último foi ao ar semana passada - o ponto de vista da protagonista ao ser diagnosticada com câncer até sua atitude de esconder a doença dos parentes e amigos, é contado com humor e de forma leve. É como se Cathy ao descobrir a doença começa a viver sem se preocupar com as constantes regras impostas pela sociedade, que sempre foi o ponto central de tudo, seu trabalho como mãe, esposa e professora. Como suburbana, no melhor estilo Desperate Housewives, o câncer a faz perceber mlimetricamente tudo de bom que existe na vida e como preparar o futuro da sua família em sua ausência. Claro que até lá ela vive o dilema de fazer tratamentos ou se entregar ao destino.

Desse modo, assim como ocorre em Breaking Bad (em proporções menores e menos negativas), o protagonista doente passa a mudar a vida das pessoas de forma direta ou indireta. Afinal, Cathy começa a mudar de postura em relação aos seus desejos e anseios e os leva junto. Ela busca viver e sentir prazer, seja ao fazer topless no jardim ou simplesmente passar uma mensagem mais realista aos seus alunos durante as aulas.

Em seu cotidiano, vive com o marido Paul Jamison (Oliver Plat) - imaturo e não dá tanto valor à família; o filho Adam Jamison (Gabriel Basso) - um jovem comum e como todo adolescente tem seus problemas de se abrir e demonstrar amor; a aluna Andrea Jackson (Gabourey Sidibe) - rebelde e com problemas de auto estima; a vizinha rabugenta Marlene (Phyllis Somerville) - solitária e acaba se tornando uma grande amiga e confidente de Cathy; Dr. Todd Mauer (Reid Scott) - jovem oncologista e que acaba criando um laço mais forte com Cathy, já que ela o desafia ao não aceitar o tratamento; a velha amiga de faculdade Rebecca (Cynthia Nixon) - perua e não consegue lidar com a nova Cathy; e seu irmão Sean Tolkey (John Benjamin Hickey) - naturalista, vive nas ruas, come lixo e rouba a cena várias vezes ao ajudar Cathy se desprender do seu ritmo sufocante.

Renovada para uma segunda temporada, The Big C é prazerosa de assistir. Você ri, se emociona, se surpreende. Os diálogos são bem amarrados, cada episódio possue circularidade e a protagonista cresce aprendendo sempre novas lições, se desprendendo conscientemente do capitalismo (agora ele serve como ferramenta para a felicidade), buscando sua liberdade. Todas atitudes e consequências não são perfeitas e como humana, ela também erra, fica confusa e busca fazer o melhor. Resta saber se o final dessa jornada será tão incrível e otimista como foi mostrada em sua narrativa, mesmo sob uma ótica obscura do tratamento que vem aí. Por enquanto, o final desta temporada foi um dos eventos mais marcantes e tocantes da TV dos últimos tempos. Leva à cartase e faz cair a ficha que de comédia, o câncer tem seus lados de claridade, mas também traz um futuro incerto e sombrio. Porém, nem por isso ela deixou-o tomar conta de sua vida e dos  próximos a ela e sim continuou a viver e pensar na continuidade independente de qual ele for. Afinal, de peso em sua vida, basta a doença, o doloroso tratamento e imaginar a família sem sua presença.

Trailer:


A série é exibida pelo Show Time, o mesmo canal da outra ótima "dramédia" Nurse Jackie, e deve estrear a segunda temporada no final de Junho. A HBO Brasil cuidou da exibição da primeira temporada por aqui.

abril 01, 2011

Breaking Bad, série sobre câncer e drogas como você nunca viu!

Drama segue Mad Men como um dos melhores programas da tv dos últimos tempos


Dramática em alguns momentos, cômica em outros e cheio de ação quando necessária, Breaking Bad é um seriado difícil de se rotular. Por isso é mais fácil dizer que é um drama, já que a pesada premissa sobre drogas e câncer não tem como fazê-la ser outra coisa e assim atrair um público diferente. Mas sem dúvidas alguns episódios se enquadram numa dramédia muito bem. O seriado é aclamado pela crítica, mas nunca teve um reconhecimento muito significativo do público - a audiência gira em torno de 1,5 milhão de espectadores por episódio -, mesmo tendo mais ritmo que a outra queridinha do canal norte-americano AMC, Mad Men.O seriado venceu em suas três temporadas, seis Emmys, entre eles, um de melhor ator dramático para Bryan Cranston.

A série conta a história de Walter White (Bryan Cranston), um professor de química que vive uma vida comum e politicamente correta junto de sua família: a esposa Skyler White (Anna Gunn), uma mulher correta, preocupada com a família e sempre disposta à ajudar quando necessário, e o filho Walter White, Jr. (RJ Mitte), um jovem bonito de 17 anos e que mesmo com dificuldades motoras, fruto de paralisia cerebral, tem personalidade forte e sempre bate de frente com a postura dos pais diante seus problemas. E problemas são o que não faltam. Walter descobre que tem um severo câncer e precisa de - um caro - tratamento. Junto do diagnóstico, a crise existêncial o pega de jeito. Walter não percebe o propósito de continuar vivendo, já que vive uma vida que na verdade parece morta. É então que aos poucos seus conhecimentos em química o envolvem numa jornada dentro da marginalidade: ele começa a fabricar metanfetamina. Ao lado do jovem e traficante Jesse Pinkman (Aaron Paul), eles passam à serem comparsas na clandestinidade. Mais do que isso, aos poucos a relação entre os dois vira uma forte amizade e a necessidade de serem um ombro amigo quando necessário para preencherem o vazio (Jesse é um viciado e rejeitado pela família), essa amizade proporciona grandes diálogos ao longo das duas primeiras temporadas. Walter agora se sente mais vivo que nunca. É interessante ver como a virada da vida de cabeça para baixo de Walter serve como um metáfora ao próprio câncer. Quando ele decide assumir a personalidade arriscada e prazerosa - mesmo que seja para conseguir dinheiro para o tratamento -, ele afeta a vida de todos ao redor. Suas mentiras vão envenenando aos poucos os mais próximos. O climax do grande câncer que ele mesmo se transformou, ocorre no fim da segunda temporada, quando suas ações afetam a vida da cidade em grande escala. Outros coadjuvantes que são importantes na trama são: o cunhado Hank Schrader (Dean Norris) que trabalha como investigador numa agência de combate ao narcotráfico e sua esposa Marie Schrader (Betsy Brandt), da qual, é cleptomaníaca. Interessante destacar que até mesmo Hank vai tendo seu lado explorado, o cara durão também vai sofrer com a assustadora face do tráfico de drogas.

Com roteiro ágil e cheio de suspense, Breaking Bad se assume como uma série instigante, mas que funciona como um drama, da qual, se aprofunda bem na complexidade do ser humano. Não é para todos, pois a temática envolve muitas cenas de violência e sexo, mas para os que não tem problema com a liberdade da narrativa, vão encontrar um excelente exemplo de como uma série pode mexer com os nossos sentimentos, tamanho é o realismo tratado. Ainda mais quando o protagonista guarda seus segredos tal como todos nós, é por isso que outros seriados do tipo como Nurse Jackie, Dexter e Mad Men, funcionam tanto para entreter quanto para analisar e se emocionar.

Trailer:


A terceira temporada do seriado (inédita no Brasil) vai ao ar às 20h, todo domingo, no AXN. O canal AMC promete a quarta temporada para o verão norte-americano (inverno por aqui).


Esse post faz parte do especial Semana em Série, trazendo dicas de seriados de qualidade e boa diversão.



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