março 31, 2012

Coleção de Primavera da Lanvin para 2012

Boa tarde! :)
Trago um editorial da Lanvin, para a coleção de primavera de 2012 da marca. Enquanto isso, nós estamos entrando no Outono... #mimimi
Bom, trago as fotos e trago um vídeo da mesma campanha! :)

A marca Lanvin está apostando bastante numa das tendências de 2012: a Píton. Aliás, em todas as fotos é possível encontrar um acessório muito interessante: cobras. Cobras de verdade! hahaha O editorial está com um ar de "jantar festivo" e conta com as participações dos seguintes modelos: Aymeline Valade, Marte Mei van Haaster e Othilia Simon, no time feminino, e Aaron Vernon, Johannes Schulze e Angus Lowe no time masculino. A marca ainda aposta num ar misterioso com um quêzinho de fantasia nas fotos. Com tudo isso, a mensagem que tentam passar é que "a primavera é a estação do perigo, com silhuetas bem sob medida, com estampas píton, e acessórios brilhantes."
As fotos foram feitas pelo fotógrafo Steven Meisel. Confira o resultado abaixo.




março 30, 2012

'Smash': seriado estreia no Brasil e é uma boa surpresa!

Musical, drama.. tudo muito bem afinado


Não é novidade que os Estados Unidos são os maiores percursores do culto à celebridade. Desde cedo, crianças e jovens são moldados e formatados para entrarem ou pelo menos tentarem fazer parte do show business. Mesmo se em casa não seja dessa maneira, a própria indústria cultural se responsabiliza de tentar ao menos fazer lavagem cerebral em seus programas de tv, filmes, música e brinquedos. Mas existe uma diferença  interessante na série estreante Smash em relação à Glee e outros programas.

O seriado que estreou nesta quarta feira (28) no Universal Channel, traz uma premissa que nunca fora explorada com grande êxito na televisão. Trata-se dos bastidores de um musical para o teatro, mostrando o cotidiano, intrigas, ensaios e todas as dificuldades para se chegar ao resultado final. A protagonista é a jovem Karen (Katharine McPhee), uma aspirante à estrela que não tem a aprovação dos pais, mas conta com o apoio do namorado. Sua vida começa a mudar quando ela faz audição para uma peça, da qual, terá como tema, Marilyn Monroe (a escolha tem a ver com os 50 anos da morte da icônica atriz de Hollywood). A ideia da produção veio com Ellis (Jaime Cepero), assistente de Tom (Christian Borle), que logo divide a ideia com a amiga Julia (Debra Messing), letrista. No entanto, Julia está num momento delicado do casamento, na qual, estão prestes a adotar um filho, e para isso prometeu ao marido total atenção ao fato. Mas uma produção de um musical complica as coisas.

Em outra vertente, o musical seria uma boa para Eileen (Angelica Huston), dona da produtora de musicais que no momento passa por um tempestuoso divórcio e que dificultará as finanças. Disposta a tentar de tudo, convida o renomado Derek Wills (Jack Davenport) para dirigir o musical, porém seu temperamento explosivo não é bem vindo para alguns integrantes do grupo, principalmente para Tom, gay assumido, e que entende Derek como grosso e homofóbico. Outra atriz no páreo para viver o papel principal está a determinada Ivy (Megan Hilty) e que vai tentar de qualquer jeito ganhar.

O primeiro episódio seguiu um trilha semelhante ao American Idol, mostrando audições. Mas também conseguiu uma apresentação suave dos protagonistas, como os problemas de cada um, as primeiras intrigas e algumas montagens no estilo clipe (não muito diferente de Glee). O caráter de Karen que já foi posto à prova e ela não cedeu ao assédio moral do diretor; e também uma crítica velada foi comentada algumas vezes, que apesar de muito estimulado pela indústria, ser um ator de Broadway  não segue o mesmo entusiasmo que ser uma estrela no cinema ou na TV.

Smash mostra que, diferente de Glee que foca na autoestima, não é a necessidade de ser uma estrela que leva as pessoas à outros caminhos melhores, mas sim a simples realização de um sonho. Um sonho que terá muitos caminhos difíceis e provavelmente muitas pessoas contra sua realização. Não é ser fácil ser uma estrela de um musical, não existe glamour e para alguns é um trabalho como qualquer outro e, pelo jeito, será isso que Smash vai focar.

Trailer da temporada:

março 28, 2012

Crítica: 'Jogos Vorazes' acerta direto no alvo!


Filme segura tensão e promete uma boa franquia



Se existe alguma comparação entre a nova febre cinematográfica, Jogos Vorazes (The Hunger Games, 2012) e a anterior a esta, A Saga Crepúsculo, pode ser no romance que segue a linha da trágica história shakespeariana de Romeu e Julieta. O amor entre a humana e o vampiro é proibido, e a solução final encontrada pelos amantes de Jogos Vorazes é semelhante ao do clássico. Porém, felizmente, nenhum dos dois se aventura ao seguir à risca o que já foi contado. E o melhor, a comparação entre os dois fenômenos cinematográficos, termina aí.


Impulsionado pela indústria que busca um substituto à onda vampiresca, Jogos Vorazes cumpre seu papel de forma surpreendente. Mesclando uma história cheia de reflexões sobre a realidade social, vigilância governamental, televisão e puro romance, sobressai com originalidade. O filme baseado no livro de Suzanne Collins ainda guarda uma parte técnica memorável, esbanjando criatividade tanto na direção quanto na estética - figurino, maquiagem, trilha sonora e edição.


O longa, o primeiro de uma trilogia - Em Chamas e A Esperança, são os próximos, respectivamente - narra a história de Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence), uma jovem que mora no pobre distrito 12. Sua vida dá uma reviravolta quando ela se oferece no lugar de sua irmã para participar dos Jogos Vorazes - uma espécie de reality show que o governo lança numa forma de tributo em troca da "paz e prosperidade" fornecida depois de uma tentativa de revolução. Cada distrito deve fornecer dois jovens - um garoto e uma garota - entre 12 e 18 anos, para competir nos sangrentos jogos que só tem um vencedor no final. A arena é uma floresta que facilmente é monitorada e tem a interação dos produtores, da qual, dificultam a vida dos jogadores. O vencedor ganha regalias e armas para o próximo ano.


Na premissa pode se perceber referências desde ao clássico de George Orwell, 1984, em que a sociedade vive sob vigilância completa, até o famoso Big Brother, que também fora baseado na obra de Orwell. Também tem um toque de O Senhor das Moscas, de William Golding, em que crianças perdidas em uma ilha passam a se comportar como predadores uns contra os outros, construindo alianças e lutando pelas liderança. Mas, Jogos Vorazes é melhor quando entendido como uma crítica. Uma reflexão do que a sociedade se transforma para um futuro não muito distante, deixando de lado a moral, o sentimento de humanidade e ética tanto dos meios de comunicação, quanto do governo cada vez mais opressor e vigilante. A violência aqui, é sem dúvidas o ponto central. A banalização de sua questão, tanto pelo individuo cometer ou a sua exibição gratuita na TV, chega a ser chocante - e não difere já de uma realidade atual.


Além de tocar nessas espinhosas questões, o filme consegue empolgar, juntando um time de ótimos coadjuvantes, como Stanley Tucci, Woody Harrelson, Elizabeth Banks, Donald Sutherland e Lenny Kravitz, e liderados pela revelação Jennifer Lawrence, que desde O Inverno da Alma, passando por papel importante em X-Men: Primeira Classe, da qual foi a Mística,  tem chamado atenção e agora ganhou sua oportunidade de ouro.


Jogos Vorazes está pronto para ser mais uma bem sucedida saga cinematográfica que migrou da literatura aos cinemas, só que diferente de uma febre vampiresca que beira ao patético, agora pode-se levar algo mais do que uma sessão pipoca, mesmo que sombria.





março 24, 2012

Gisele Büdchen para a Versace

Olá galera! :D
Hoje trago um post recheado com fotos da maior top model brasileira, a Gisele Büdchen

A top, aparentemente, assinou um mega contrato com a Versace, pois desde o início do ano, diversos editoriais da Versace com Gisele estão saindo. Todos os editorais, são para coleção de verão 2012 da Versace. Particularmente, eu adoro a Gisele, mas não curti esse editoriais dela para a Versace (muito photoshop).  Esse que trago, está bem legal, e sem muito photoshop. HAHAHAHA
Gisele sensualizando para a marca de Jeans da Versace, ao lado do modelo Ryan Barret. As fotos foram feitas pelos fotógrafos Mert Alas e Marcus Piggott.



Caso vocês tenham ficado curiosos com as outras fotos, vocês podem conferir algumas delas no site da Elle, clicando AQUI.

EXTRA:
Há alguns fins de semana atrás, eu postei no meu blog, um vídeo da Kate Spade New York, vídeo de divulgação da coleção de primaveira da marca! O vídeo mostra modelos brincando e dançando várias músicas! Confiram! :D

Fonte: Elle

março 23, 2012

'The Walking Dead' finaliza temporada brilhante

Segunda fase da trama focou em questões éticas, relações pessoais e fé

Existem dois tipos de produções solicitadas na indústria do entretenimento: aquelas que servem por pura diversão, apostando em simplicidade e algo estereotipado e aquelas que procuram algo mais, introduzindo complexidade na trama e assim despertar novas sensações no espectador. The Walkind Dead de forma bem ruim começou sua jornada se enquadrando no primeiro aspecto. Mas, aos poucos, foi se tornando muito mais do que uma série de zumbis, conseguindo inserir tanto questões óbvias quanto outras desafiadoras.

O seriado finalizou sua segunda temporada na última terça (20) no Canal FOX (apenas dois dias de seu final nos EUA) garantindo a resolução de um ciclo trabalhado de forma primorosa e a introdução de uma fase ainda mais sombria. Mesmo com um começo ruim, a chegada dos sobreviventes liderados por Rick na fazenda de Hershel foi muito mais do que um simples acampamento de sobreviventes. Toda a evolução da série para um patamar mais adulto ocorreram ali. E o grande antagonista do seriado, Shane, foi quem ditou os novos rumos que agora levam a saga dos sobreviventes para algo muito maior.

E quando se fala em questões complexas elas são desde uma gravidez indesejada nesse ambiente apocalíptico, o atrito entre o dono da fazenda e o líder do grupo, a duvida sobre a competência de Rick como líder, a ética de matar humanos por mais que isso fosse necessário e até a mudança quase que radical da postura daquele homem que lidera um grupo imerso na escuridão. Responsabilidades precisam ser levadas ao extremo, mas qual o preço disso? 

Poderia ficar linhas e linhas lembrando de todos os momentos marcantes, como a crises de fé, debates ganhos e perdidos, a postura de um pai que sempre fora correto, precisando de ensinar o filho a importância de carregar uma arma e por aí vai... Mas The Walking Dead apenas cumpre seu papel. Afinal, o gênero zumbi nunca serviu apenas como um produto de terror a ser vendido. Nas entrelinhas estão críticas sobre uma sociedade alienada que consome e consome sem olhar para trás, além de como os "vivos" se comportam num mundo assim. É curioso que algumas pessoas não percebam que são essas reflexões humanas que deixam a trama ainda mais cheia de tensão, e não os mortos-vivos. 

Não, The Walking Dead não é uma "série sobre pessoas", ela é ainda mais que isso, porque diferente de outra criticada pelos caminhos que seguiu e no final renegou seu gênero, Lost, aqui o seriado cumpre bem as duas funções, tanto de entreter e por outro lado desafiar o espectador com um roteiro que evoluiu junto com  o clima criado. E tudo se deve por partir de uma arte pouco levada a sério, mas que faz muito bem em levantar questões humanas: as HQs. Porém, cabe o espectador escolher se vai ser apenas um zumbi consumindo mais um produto imposto por executivos loucos por audiência, ou se vai aproveitar as questões jogadas e assim usufruir de boas reflexões. 

março 21, 2012

Plan B solta o verbo sobre protestos na Inglaterra em novo clipe

Rapper inglês prepara ainda lançamento de filme e novo álbum


Sucesso na Inglaterra depois do fenomenal The Defamation Of Strickland Banks, Ben Drew, ou melhor, Plan B vai ter um ano agitado. O rapper prepara o lançamento de seu terceiro álbum que tem a missão de manter o sucesso do anterior, ancorado pelos hits She Said, Prayin' e The Recluse. No entanto, para primeiro single, o cantor não se intimidou e lançou uma música não para as rádios, e sim falando sobre a onda de protestos que atingiu a Inglaterra no ano passado.

Em nota no seu site oficial, o músico diz o que o fez escrever sobre o tema: "De fato, me incomoda tanto que quero mudar isso. Assim, escrevi esta canção para levar o tema de novo para a opinião pública", comenta. "Eu acho que o problema foi varrido para debaixo do tapete e esquecido, e ainda tem que ser tratado adequadamente. Desde que os motins ocorreram não ouvi muitas figuras públicas fazendo as duas perguntas mais importantes: Por que aconteceu? Como você pode impedir que isso aconteça de novo?".

Em outra linha ele escreve, "por que há tantos garotos neste país que sentem que não tem um futuro ou que não se importam em ter antecedentes criminais?". E ainda adiciona: "Se você nasce em uma família que tem dinheiro suficiente para te educar adequadamente, você é um privilegiado. Não é melhor que ninguém, só é mais afortunado. Certos setores da classe média da Inglaterra, não todos eles, mas os ignorantes, tem que acordar e dar conta disso e parar de ridicularizar os pobres e menos afortunados. É disto que trata a canção".

A música se chama iLL Manors e também é o título do filme dirigido por Plan B e que estreará no Reino Unido no próximo dia 04 de maio. O novo álbum é aguardado para 07 de Maio. Confira o clipe:

março 20, 2012

'PAN AM': série estreia trazendo o glamour dos anos 60

Seriado revive o apogeu sexy feminino




Uma das cenas marcantes do episódio piloto de Pan Am, série que estreou na última quinta-feira no Canal Sony, é uma em que dois pilotos de avião conversam em um bar sobre as colegas de trabalho que estão sentadas à poucos metros dali. Um deles diz olhando para elas:
 "Aquilo ali, meu caro, é a seleção natural trabalhando... Elas não sabem que são um novo tipo de mulher, apenas sentem um impulso para voar". 
Usando a teoria darwiniana para provar que a mudança comportamental da época levou milhões de anos para finalmente acontecer, o seriado deixa claro para o que veio: as mulheres ganhavam espaço, mas não necessariamente lutando ou brigando e, sim naturalmente, usando seus artifícios.


No momento em que brilhava a estrela de Marilyn Monroe nos dourados anos 1960, o seriado foca na companhia aérea Pan Am (Pan American World Airways), que fez sucesso ao aliar sua marca com qualidade dos serviços, colocando como principal assinatura sua comissárias de voo que mantinham um alto padrão imposto pela empresa. A já falida empresa (operou entre 1921 e 1991), também foi a primeira que lançou a moda "jet set", da qual, dava à uma elite o serviço de voo de alto nível - hoje mais comum.


A protagonistas são as aeromoças: Laura (Margot Robbie), que teve seu rosto estampado na capa da revista Life quando a publicação fez matéria sobre a empresa; Maggie (Cristina Ricci), jovem que no trabalho é eficiente e atenciosa e na vida pessoal adora a boemia; Collette (Karine Vanasse), jovem francesa, apaixonada por um dos passageiros frequentes, com quem acredita que conseguirá arranjar um bom casamento e Kate (Kelli Garner), irmã mais nova de Laura, fala três idiomas e trabalha como aeromoça para acobertar sua verdadeira atividade: espiã do governo. E os pilotos, que são: Dean (Jonah Lotan), piloto carismático e confiante, que recém se tornou capitão e mantém uma relação com Bridget (Annabelle Wallis), uma das aeromoças da empresa e Ted (Michael Mosley), co-piloto, sujeito simpático sempre pronto para aprontar alguma.


No mais, o seriado cumpre uma função que nem é tão distante de seu parente mais próximo na TV: Mad Men. Se no escritório de Don Draper, as mulheres foram com suas próprias garras conquistando seu espaço, em Pan Am, as aeromoças mostram que não são bobas e com delicadeza e sensualidade vão contornando o ambiente machista. E mais do que uma reflexão sobre isso, o seriado é um vislumbrante retrato de uma época glamourosa, da qual, o sonho de jovens sonhadoras eram participar daquilo, vestir o uniforme e voar pelo mundo. Porém, guarda um lado sombrio. Profissão até bonita de se seguir, mas que em tempos de Guerra Fria, as intenções para certas coisas podiam ser facilmente questionadas. Afinal a propagação de estilos de vida pregados por governos, são tão fortes e discretos como a seleção natural, em que os líderes e grandes companhias conseguiam muito bem impor seu utópico American Way Life à todos - e as mulheres estavam ali, sedentas por mudanças. Ou alguma feminista via com bons olhos essa "evolução"?


Trailer




PAN AM vai ao ar todas às quintas, às 21 horas.

março 18, 2012

Crítica: 'John Carter: Entre Dois Mundos' é uma aventura acima da média

Disney lança filme de qualidade, mas que chegou tarde demais...




Muito tem se falado do fracasso de John Carter: Entre Dois Mundos (John Carter, EUA), novo filme da Disney que custou mais de US$ 250 milhões e somou em sua semana de estreia algo em torno de US$ 110 milhões pelo mundo. Esse relapso do público pode ter uma explicação mercadológica (filmes semelhantes foram lançados pouco tempo atrás, seja no visual e roteiro) ou realmente se trata de um equívoco do estúdio que há tempos procura uma franquia lucrativa de duradoura como Piratas do Caribe. Mas uma coisa é certa, John Carter é um bom filme e a melhor das tentativas do estúdio do Mickey.


A história é uma adaptação do livro Uma Princesa de Marte (John Carter of Mars), obra de fantasia e ficção científica do mesmo criador de Tarzan Edgar Rice Burroughs - ao todo são 11 livros, da qual, a Disney espera fechar uma trilogia. A trama é sobre o jovem John Carter (Taylor Kitsch), um veterano de guerra que de uma forma misteriosa é abduzido e transportado até Marte, onde vira prisioneiro de bárbaros verdes e precisa evitar o casamento arranjado e libertar a princesa Dejah Thoris (Lynn Collins) - a única esperança para não levar o planeta vermelho à ruína. No meio dessa jornada, ele se depara com um mundo em constante guerra.


Visualmente, o longa de Andrew Stanton, impressiona com efeitos especiais de primeira geração, a competente direção de arte (sofrendo pra não deixar tudo cair no ridículo) e uma boa trilha sonora. O árido ambiente de Marte promete boas cenas de ação, e a criação de seres oriundos do lugar - que o deixam mais perto de Avatar do que nunca. Mas é no roteiro que o longa se sobressai. Se o ambiente do planeta em questão não se difere de filmes que foram lançados anteriormente como Príncipe da Pérsia, Conan ou Fúria de Titãs (filmes bem abaixo da média), John Carter oferece uma história inteligente e muito bem contada. O jeito que é conduzido o passado do misterioso protagonista, por exemplo, é um grande trunfo. Até mesmo a atuação de estreantes na função de carregar sozinhos um blockbuster deste tamanho nas costas, saem bem na função como Taylor Kitsch, conhecido pelo seu papel em Friday Night Lights.


É triste constatar que o público que não segue à risca o que sai no cinema, provavelmente não vai comprar o ingresso, já que tudo que é mostrado nas prévias remete ao passado não muito distante e ainda está longe de superar o universo criado por James Cameron em Avatar - que provavelmente buscou inspiração por aqui também. O que poderia, quem sabe, ser uma franquia de ficção científica tão próxima de clássicos como Star Wars ou até mesmo ter o legado de O Senhor Dos Anéis, corre o risco de seguir a trilha de As Crônicas de Nárnia ou pior, não sair da tentativa como Príncipe da Pérsia. John Carter não merecia morrer na praia, ou melhor... em Marte.





março 17, 2012

Um pouco de Lâncome e McQueen

Trago nesse sabadão, um pouco de Alexander McQueen (para trazer romantismo ao seu fim de semana) e um pouco de Lâncome (para adoçar o romantismo do seu fim de semana hahaha)!

Vamos começar com a Lâncome. A Lâncome está com uma super linha de produtos novos chegando em 2012.  Um dos produtos mais esperados, é a linha Rouge In Love que tem a linda Emma Watson estrelando a campanha. A linha está prevista para ser lançada em junho de 2012, e tratá 24 cores de batons e esmaltes. A marca dividiu as 24 cores em três categorias: Boudoir Time, com glitters prateados e brancos; Jolis Matins, com beges e rosas; e Tonight is my night, com cores fortes e glitter dourado.



 O vídeo da campanha, infelizmente, não trás Emma atuando ou fazendo qualquer outra coisa relacionado. O vídeo foi dirigido pela badalada Adria Petty, e é realmente, um excelente teaser para o que a marca está trazendo:



março 14, 2012

Crítica: 'Um Dia' é emocionante e se esforça pra ser fiel ao livro

Romance sai do lugar comum, trabalha com desenvoltura os clichês e comove


Na obra literária Um Dia, de David Nicholls, os protagonistas Dexter e Emma, são dois jovens que após as comemorações da formatura no festivo auge dos anos 1980, terminam a noite juntos. Ele é popular, bonito e garanhão. Ela, uma jovem tímida, inteligente e insegura. Durante os próximos 20 anos, a relação entre eles vai ser digna de um dos retratos mais ousados contados na literatura contemporânea. Afinal, a narrativa é contada em fragmentos. Os caminhos não seguem o desejo do leitor. Apenas o dia 15 de julho de cada ano é mostrado. E assim a dança desengonçada e surpreendente da vida é relatada.

Como a crítica leiga ama dizer: "filmes nunca superam os livros". Bobagem. Ambos devem ser tratados com diferenças e as adaptações cinematográficas conseguem (muitas vezes) compensar o que apenas a literatura pode oferecer: imaginação por parte do leitor. No filme Um Dia (One Day, 2011), a direção de Lone Scherfig cumpre a função de ilustrar o que é lido, mas peca no roteiro instável que traz momentos mal aprofundados e saídas fáceis demais - o que antes era uma interessante carta, virou um telefonema ou uma visita pessoal.

O que ficou de fora em relação ao livro também foi a inteligência e a característica crítica da personagem de Emma (Anne Hathaway). Enquanto é fácil mostrar um Dexter (Jim Sturgess) fútil, mulherengo e alcoólatra, Emma é apenas um patinho feio que vive sonhando e nunca vai à lugar algum. Sua virada de vida deixa à desejar, pulando partes que retratam o que ela é e o que aos poucos supera: sua insegurança. Um dos momentos mais atordoantes do livro é saber que, quando professora, ela se envolve com o diretor descrito como barbudo e que é casado. Emma também aos poucos vai virando uma escritora, mas no longa não vemos ela entrando na carreira, apenas superficialmente.

Compreensível pular algumas cenas e momentos do livro, mas pior que isso é inserir algumas sem inserir sentido ou relevância. Um forte exemplo é quando Dexter vai conhecer a família de Marie (Joséphine de La Baume). Eles não gostam dele e não cansam de ofendê-lo indiretamente. Quando num jogo, Dexter acaba por bater acidentalmente na namorada, tem ali um sentimento óbvio de repulsa e a dificuldade dele aceitar que ela é um bem necessário à ele, mas a família dela está ali dificultando ainda mais as coisas. Por outro lado, cenas cruciais do filme passam a mesma emoção da leitura: o acidente, a briga entre Emma e Dexter os dois na decadência dele, o momento entre ele e a mãe, o casamento que são convidados, entre outras.

Porém, os detalhes negativos não atrapalham a construção visual de Um Dia. Tudo está muito bem cuidado: o figurino, as atuações - coadjuvantes como Rafe Spall que faz o Ian e a mãe de Dexter, Patricia Clarkson, fazem bonito -, a trilha sonora que serve para sonorizar a mudança de datas e a direção de arte que ilustra essa evolução do tempo. Anne Hathaway não poderia ser melhor escolha para a jovem Emma, assim como o charmoso Jim Sturgess. A química dos dois, aliada ao carisma dos personagens é fantástica.

Uma leitura primorosa, enquanto outro autor do gênero Nicholas Sparks bate na mesma tecla repetidamente, e as adaptações de seus filmes ganham astros da Disney como protagonistas, Um Dia se sobressai na onda de romances contemporâneos e leva uma sobrevida interessante no cinema. Não primorosa, mas emocionante, singela e bem realizada. É uma história que vale a pena ser lida... vista. Até no clichê melodramático e fatal no fim da trama, acaba sendo contornado com momentos mais importantes, sensíveis, num recorte impressionante. Afinal, é sobre a vida, apenas a vida em um dia da história deles.


março 10, 2012

Editorial: Uma Thurman para Vogue Italia

Boa tarde galera! :D
Trago um editorial da sempre linda Uma Thurman para a revista Vogue italiana (uma das mais prestigiadas do mundo). Não sei se todos sabem, mas Uma começou sua carreira como modelo, e só depois de algum tempo ela foi se dedicar como atriz. Atualmente, vemos Uma fazendo mais filmes que campanhas de moda, mas toda vez que Uma faz uma campanha ela está deslumbrante.

Uma esteve na revista Vogue Italia de fevereiro, com um editorial e com um artigo sobre ela. Uma vestiu roupas de Dior, Yves Saint Laurent, Sportmax, Prada, entre outros, todas as roupas são das coleções desses estilistas para a primavera de 2012. As fotos, feitas pelo fotógrafo Peter Lindbergh, foram feitas em preto e branco e nas ruas de uma cidade italiana.

Confira abaixo, as fotos de Uma!


março 08, 2012

'Homeland': série premiada estreia no Brasil

Novo drama é surpreendente




No fim de semana, a Rede Globo, a maior rede de televisão do Brasil e uma das maiores da América Latina, confirmou a compra de quatro seriados: Homeland, The Killing, Body of  Proof  e Terra Nova. Tirando as últimas duas que são irrelevantes (ainda mais Terra Nova que já foi cancelada), as duas primeiras tem ganhado destaque entre críticos e o público. Se na TV aberta a incógnita de quando irão ao ar persiste até o dia em que sair um comercial anunciando, o público que escolhe assisti-las legalmente já pode comemorar. Homeland, a última que faltava - dessas quatro - finalmente chegou por aqui.


No ar pelo FX Brasil, Homeland estreou no último domingo (04) às 22 horas. O drama foi eleito por muitos críticos como uma das melhores estreias no ano passado, chegando a levar o Globo de Ouro de melhor série dramática e melhor atriz em drama (Claire Danes). Criada por Gideon Raff a série narra a história de dois personagens que, cada um à sua maneira, lutam para manter a sanidade mental em meio às situações, da qual, se envolvem. De um lado está Carrie Mathison (Danes), uma agente da CIA obcecada pelo seu trabalho. Ela é uma das responsáveis por identificar e caçar terroristas em território americano. Depois de um missão não bem sucedida, ela está em volta de um caso ainda mais complexo.


A jovem recebe informações de que um americano foi convertido e seria agora parte de uma célula terrorista. Logo, Carrie conclui que esse homem é Nicholas Brody (Damian Lewis), fuzileiro resgatado após ser mantido prisioneiro pela Al-Qaeda por oito anos. O problema é que Brody, por sua vez, é tratado como herói quando desembarca nos Estados Unidos. Os dois pontos de vista são contados na trama. Ele que tenta se readaptar com a família e ela que transforma em obsessão investigá-lo.


O primeiro episódio, como praxe, serviu para estabelecer a trama, apresentar personagens e  mostrar o tom conspiratório que será explorado durante a temporada de 12 episódios. Dinâmica, procurando desenvolver bem os dois protagonistas (ótima sacada envolver remédios anti-psicóticos) Homeland se destaca com a seriedade de levar uma trama séria em meio à outras que buscavam mais ação do que alguma base política e pessoal mais acentuada. É cedo para saber como o roteiro vai se suceder ao tocar nesse espinhoso tema, mas, por enquanto, só de termos uma série que entra num clima conspiratório que remete ao clássico estrelado por Frank Sinatra Sob o Domínio do Mal (Manchurian Candidate) de 1962, é o suficiente para ficarmos ligados.


Trailer:




Homeland já foi renovada para uma segunda temporada.

março 03, 2012

SPFW Parte 2: Preto, "carnaval" e haute couture

Fala galera! :) Como foi a semana de vocês? Espero que tenha sido boa, e que essa próxima semana também seja boa! :)
Vamos continuar o assunto da São Paulo Fashion Week? Falta pouco galera, só três dias! HAHAHAHA Tá okay, piada sem graça.
Já vimos o que rilou nos dias 19, 20 e 21. Agora vamos ver o que rolou nos últimos três dias, 22, 23 e 24 de janeiro.
Clica no "Clique aqui..." e seja feliz! :D hahaha