junho 30, 2012

MAC, Marilyn Monroe, Lindsay Lohan e Beth Ditto.

O que essas três ~beldades~ tem em comum? Bom, duas delas estão lançando coleções com a MAC e a outra já posou (nua, BTW) como outra. Já sacaram? Não? Ok, agora eu vou explicar :)

Vou começar com as novidades da MAC!


A marca de cosméticos canadense, MAC, lançará ainda nesse ano uma coleção limitada e especial em homenagem à Marilyn Monroe

A coleção será lançada em Outubro, e contará com: batons, esmaltes e sombras. Pelo que se sabe, o preço irá variar entre U$ 15 dólares e U$27 dólares.
 
Fica a dúvida (e expectativa) de como será a coleção, se ela terá ares retro, se será inspirados em filmes da musa, ou se terá as cores que Marilyn mais usava (como vermelho, azul claro e branco), por exemplo. Seja como for, além de terem escolhido a homenagem por causa dos 50 anos de sua morte (em Agosto completará 50 anos desde a sua morte), acredito que a escolha tenha caído como uma luva, já que estamos presenciando (e amando) uma tendencia apaixonante ao estilo retro há algumas temporadas! Sem contar que o vermelho e o azul estão alta!
Ficou curiosa?

Pois bem, o que Beth Ditto tem em comum com a musa de Hollywood, é que a cantora da banda The Gossip, também está lançando uma coleção em parceria da MAC! Eu não cheguei a postar sobre isso aqui no PM, na época que a noticia saiu, eu postei apenas na página do meu blog.

Uma foto da coleção.

junho 29, 2012

Vamos falar de comédias: 'Suburgatory' e 'Modern Family'

Autênticas séries trazem mais do que humor: críticas e reflexões familiares



Enquanto Hollywood tem grande dificuldade de reconhecer comédias, deixando de fora de sua mais importante premiação - o Oscar - atores e filmes que até se sobressaem com o público e crítica, no mundo da TV elas dominam. O Emmy Awards, a principal premiação da TV americana e internacional, divide os gêneros e faz a festa dos comediantes e programas no estilo. Mesmo que ultimamente tem surgido séries que mesclam drama e comédia, como The Big C, Nurse Jackie e Enlightened, as comédias natas ainda vingam e, como bom exemplo, a campeã por dois anos seguidos: Modern Family.


O seriado, que está na sua terceira temporada (exibido pela FOX Brasil às quartas), tem mantido a qualidade das temporadas anteriores. Diferente de alguns programas que demoram a engrenar histórias e soam repetitivas, Modern Family tem sempre algo maior a mostrar. Evolui a cada episódio o processo de adequação da instituição família pelos os novos grupos sociais que ganharam espaço na sociedade em si. Continua-se fazendo graça com o casal gay (e seus problemas pessoais) e toca no espinhoso assunto de adoção por eles; a latina sensual que é casada com um americano mais velho e que tenta manter uma postura jovial, mas ao mesmo tempo conservadora; a família tradicional americana, que diferente do requisitado no american way life pregado nos anos 50-60, é bem disfuncional com os filhos de personalidades opostas (um curioso, uma fútil e uma nerd) e seus pais tão complicados quanto (a mãe é neurótica e o pai ansioso). Situações e problemas são enfrentados de forma corajosa e com um buscando doses de moralidade onde não se encontraria tempos atrás. No fim, o otimismo vence o preconceito, sempre.


Outra que causou menos burburinho, talvez por não trazer uma trama tão original, é Suburgatory. O seriado que teve sua primeira temporada já encerrada no Warner Channel pelo Brasil (agora está sendo reprisada do início) promete vida longa - tem uma segunda temporada garantida. A história é centrada em Tessa e seu pai George que se mudam da tumultuada Manhattan para o subúrbio. O motivo da mudança é o que engrena a série: a descoberta de preservativo pelo pai no quarto da jovem. O mundo moderno que geralmente vem a cabeça quando se pensa em cidade grande, cai por terra quando essa atitude denota o mais simples dos problemas: o falso moralismo que ainda rodeia os prédios altos das metrópoles. Mais radical que uma simples conversa, a atitude é impulsionada pela falta de apelo maternal - a mãe abandonou a família. No subúrbio (estereotipado ao máximo como gosta-se de ver) vão percebendo que a sociedade das aparências guardam uma hipocrisia ainda maior. Mas é ali, naquele ambiente alienígena, que vão se conhecendo e percebendo seus problemas em meio aos lares "perfeitos", fortalecendo os laços entres os dois, mesmo sem uma mãe e esposa. Uma série subestimada por é inteligente, ágil e divertida.


Se o filmes de comédia devem muito para emplacarem e as bons caminham um duro trajeto ao reconhecimento, na TV tem sido mais fácil. Quem ganha é o telespectador que tem opção em meio ao exagero de tiros, sangue e lágrimas que sobram na TV.



junho 27, 2012

Polêmica e muito drama marcam o final de temporada de 'Grey's Anatomy'

Morte de Lexie deixa em dúvidas atual qualidade e rumos da série




Em uma das cenas desse final de temporada de Grey's Anatomy exibida na noite desta segunda (25) pelo Canal Sony, a personagem Cristina Yang (Sandra Oh) diz que está cansada de mortes e quer ficar longe da maldição do Seatle Grace que já teve tantas tragédias e sempre colocou em risco sua vida. Não é a toa. O hospital e, consequentemente, pessoas ligadas à ele, passou por muitas tragédias. Bombas, tiroteio, bandidos, gelo pontiagudo, médico afogado, médico atropelado e por aí vai. O temor de Cristina se sucedeu após a queda do avião em que ela e uma parte da equipe caiu e agora estão perdidos em uma floresta. Sim. Mais uma tragédia. Mais mortes e mais drama. Será que o temor de Yang agora passa ser do espectador cansado de tanto exagero?


Esse excesso de acontecimentos matou a qualidade de uma série do mesmo canal que exibe o drama médico: Desperate Housewives. Por lá, além de mortes acidentais e assassinatos, caiu um avião, passou um furacão, teve um tiroteio no supermercado, uma confusão na rua e outros derramamentos de sangue. Essa prática habitual dos roteiristas serve para sacudir a trama, impor novos desafios aos personagens e, claro, dar audiência. E é de audiência que Grey's Anatomy anda precisando mais do que nunca. Sua média cai a cada temporada, e chegou a hora de depois de oito anos, continuar explicando sua vida na TV. Abusa-se então das mortes. Só que agora, usou-se uma peça que tem gerado controvérsia: Lexie (Chyler Leigh), a little Grey. 


Carismática, a personagem logo se tornou querida por ser boazinha, competente e usar sua memória fotográfica para ajudar nos casos. Entretanto, nesta temporada, ela se limitou a sofrer por amores pelo mulherengo Mark Sloan (Eric Dane) e perder todo o brilho que ganhou após ser conhecida apenas como a irmã da protagonista Meredith (Ellen Pompeo). Felizmente, isso criou um desapego no espectador, porém, é impossível não prever um vazio na série que perdeu grandes nomes no elenco desde sua estreia.


Essa temporada foi a preparação para uma nova fase da trama. A evolução de residentes para cirurgiões de verdade. Mostrou o caminho trilhado por cada um para chegarem até o que seria o momento de decisões - como uma boa série teen. No meio do caminho, muitos dramas particulares, lágrimas e sexo. Um dos mais interessantes, foi a morte do marido de Teddy (Kim Raver) - uma personagem irregular e que provavelmente vai sair da série. O episódio em que a Drª Yang precisa opera-lo sem saber de quem se tratava foi o ápice e um dos momentos mais impactantes de todo seriado. Karev (Justin Chambers) também teve bons momentos com sua personalidade dura e, mais uma vez, tendo seu emocional desafiado. Outros coadjuvantes continuam irregulares como a April (Sarah Drew) e o Avery (Jesse Williams). Estranhos, pouco carismáticos e tramas bobas. Quem segura mesmo são as amigas Meredith e Cristina com seus problemas conjugais de verdade - mesmo que cansativos por vezes.


Foi um final triste, terminando com grande feito a metáfora de transição da vida de residentes para conquistarem o primeiro grande passo como cirurgiões. Afinal, estão isolados e com feridos e se virando como podem. Foi uma temporada irregular e que tem tudo para impulsionar um novo ciclo, mas deixou evidente que Grey's Anatomy caminha ainda mais rapidamente para seu fim. E não é culpa de mortes, tragédias - a morte de Lexie foi pedido da própria atriz - mas do ciclo natural da vida de séries. Porém, que seja um fim digno, sem exageros e mais tragédias, afinal, a vida não é feita só disso - e nem as séries deviam ser.

junho 23, 2012

The Lady is A Vamp

Com o fim da saga de Crepúsculo, a moda vampiresca deu uma freada. Mesmo com alguns filmes da mesma temática sendo lançados (Underwolrd - O Despertar, e a volta de True Blood nesse mês como por exemplo), é notável que a modinha já não é mais os vampiros (aliás, eu tô achando que são os zumbis, mas enfim.). Porém, como uma fã e admiradora de Anne Rice (aliás, há chances de vermos mais uma adaptação de um seus livros nas telonas!), e apaixonada por vampiros que eu sou, eu ainda acho legal quando vejo o tema no mundo da moda.

E é exatamente isso que trago para vocês. Um editorial de moda com a temática vampiresca, estrelada por Hannah Holman para a marca australiana Ellery. O editorial, é para mostrar a coleção de Outono 2012 da marca. No editorial podemos ver que a marca aposta em roupas com cores e tecidos metálicos com formas esculturais. Além disso, podemos ver as tendencias "de sempre": couro, um pouco de transparência, um chapéu, rendas e óculos espelhados (que não falei por aqui).

Confiram as imagens abaixo!




junho 21, 2012

'Dallas' e seu retorno ao lugar comum

Série de sucesso nos anos 80 volta com atores novos e as mesmas intrigas



Depois de 14 temporadas (entre 1978 e 1991) e vinte anos após seu fim, a série Dallas retorna com sucesso na TV americana pela TNT e acaba de desembarcar no Brasil pelo Warner Channel - com apenas cinco dias de diferença. Estreou na última segunda (18) o drama que foca na rixa entre duas famílias que há gerações brigam pelo poder e dinheiro. E o que foi visto é um novelão com todos ingredientes do sucesso: atuações exageradas, rostos bonitos, segredos, mistérios e intriga, muita intriga.


Com o fim de Desperate Housewives que trouxe de volta o formato telenovela para seriados, abusando de dramas familiares e seu sucesso levou o auge o estilo com Brothers & Sisters que durou cinco temporadas. O retorno de Dallas intensifica que o gênero novelão travestido de seriado não terá fim tão cedo. E tem público pra isso, o que é mais importante. Nesse retorno - o maior acerto, um remake poderia custar mais caro e requer uma responsabilidade desnecessária - personagens icônicos e que já foram centro das intrigas, agora dão lugar aos seus filhos, crescidos e com os mesmos ideais opostos.


Depois de 20 anos, a família Ewing, mantém fortuna operando ao mesmo tempo uma exploradora de petróleo e grandes negócios na pecuária. Porém, com a descoberta de mais petróleo nos arredores das terras, vai colocar panos quentes da disputa que estava apenas adormecida. Os irmãos J.R. (Larry Hagman) e Bobby (Patrick Duffy) seguem inimigos - os atores repetem seus papéis. Ainda completam o elenco original a atriz Linda Gray, que interpretou Sue Ellen.


Além de abençoarem a retomada da trama, são eles que seguram o principal arco da série, usando como marionetes os novos personagens que aos poucos vão ganhando espaço com novos dramas. Curiosamente os atores escolhidos são os novos galãs da  TV e que vieram de uma mesma série: Desperate Housewives - são eles Josh Henderson e Jesse Metcalfe. Henderson é John Ross Ewing III, que herdou, além do nome do pai, o caráter duvidoso de J.R.. Metcalfe, por outro lado é como Bobby: ético e amoroso. Adotado, mais motivo de ofensas contra ele, ainda criança pelos Ewing, Christopher se dedica às empresas da família e ao casamento recente com Rebecca Sutter (Julie Gonzalo). Mas, uns dos nomes mais importantes no elenco é de Jordana Brewster, atriz que se estabeleceu no cinema de Hollywood em filmes de ação e terror, agora surge como Elena, a ambiciosa filha da cozinheira, que mesmo namorando com John Ross, ainda ama Christopher.


O primeiro episódio teve o básico que se espera: segredos, como o câncer de Bobby; intrigas, o caso de John a todo custo querendo descobrir o calcanhar de Aquiles do primo que busca novas formas de energia que não seja o petróleo e assim conseguir direito aos poços que são de sua avó, porém, ele não possui o direito de extração na propriedade; o amor proibido entre Christopher e Elena, já que ele está prestes a se casar e ela tem um caso com seu inimigo; e a construção de aliados. No fim, reviravoltas não tão surpreendentes assim, mas que conseguiram prender a atenção de quem gosta de um bom novelão contado de forma resumida: como uma série.


Trailer: 




junho 17, 2012

'Prometheus' se complica no excesso de símbolos e referências

O retorno de Ridley Scott ao universo de 'Alien' ainda assim é bem-vindo


Em Contato, obra do renomado astrônomo Carl Sagan (1934 - 1996), lançado em 1985, a protagonista Ellie Arroway é uma astrônoma apaixonada pela ciência, da qual, cria uma certa obsessão em cruzar a fronteira do desconhecido e fazer contato com seres de outro planeta - ou seu falecido pai. Sua incansável busca acaba tendo um resultado promissor e isso a levará à uma jornada em que a fé e a ciência se duelam sobre a necessidade de conhecer os segredos que cercam a vida. No fim, ela se vê presa entre a razão e a fé quando é colocada numa situação em que passa a ser desacreditada (o longa de 1997, dirigido por Robert Zemeckis intensifica a questão). Não deve ser coincidência que a protagonista de Prometheus (EUA, 2012) se chame Elizabeth, mas todos se referem à ela como Ellie. E também David, o único robô da nave tenha o mesmo nome do robozinho sentimental de A.I. Inteligência Artificial (EUA, 2001), obra de Steven Spielberg baseado em um conto de Brian Aldiss. Muito em Prometheus é referência, desde o nome, passando por sua existência oriunda do filme Alien e por aí vai.


E a história de Ridley Scott capricha nesse sentido. A história tem a premissa da busca pela origem da vida, feita por uma equipe de exploradores rumo à uma lua que, desde milhares de anos, tem sido sinalizada como a casa dos seres que moldaram a história da humanidade. O embate entre a fé e a ciência não se limita em flashbacks sobre como a protagonista se tornou religiosa, porém, cientista, ou em mostrar simbolismos cristãos nos demais personagens - tatuagens, crucifixos, árvore de natal, a idade de Cristo em paralelo à existência da espécie que chamam de "engenheiros". 


O nome da nave - que dá origem ao título - vem da mitologia grega partindo da lenda do titã Prometeus, defensor da humanidade e responsável por roubar o fogo de Zeus e o dar aos mortais. Como castigo, punido-o por este crime, Zeus deixa-o amarrado a uma rocha por toda a eternidade enquanto uma grande águia comia todo dia seu fígado - que crescia novamente no dia seguinte. Então, o nome vai ter sentido com o contexto da história. O sacrifício que é repetido inúmeras vezes em prol de alguma espécie. Seja no personagem infectado que aceita ser queimado para não por em risco a nave; no fim do filme o ato suicida do comandante de jogar a nave contra a outra alienígena; no início do filme quando o engenheiro aceita tomar o veneno e assim começar a vida em algum mundo (não fica claro e pouco importa se é a terra); a criação do Alien, saindo das entranhas (analogia literal) dos corpos que servem como hospedeiros (sacrificando-os) para o novo ser, entre outros. 


Mais simbolismos se encontram na importância dada a sexualidade. A heroína infértil, a coadjuvante frígida e orgulhosa (Charlize Theron), os engenheiros com traços de humanóides do sexo masculino, o ato sexual em si, o parto, as primeiras criaturas que lembram formatos fálicos. Mas nada chega perto do tom bíblico por trás de outra interpretação. Deixando sub entendido que Jesus (mais sacrifício) poderia ser um salvador vindo do espaço, até sobrepor que o Alien nada mais é que fruto do pecado quando experimentado - seja na prova do veneno que mata o engenheiro e cria o que poderia ser os humanos, até o sexo que de forma indesejada dá vida à uma criatura que logo quando misturado com o branco engenheiro, cria o temeroso e destrutivo Alien. Afinal, os humanos do filme também são pecadores. A busca pela vaidade (a eternidade), a luxúria, o egoísmo, a inveja, a ira, a preguiça e o orgulho. Em algum momento a perfeita harmonia da nave só é desfeita com os atos incontroláveis desses humanos. Seria o Alien filho dessa união entre o orgulho de uma espécie pura com o pecado dos humanos? E o sexo entre eles, de forma indireta, foi a conexão de seu nascimento?


Filme como filme


Todas essas interpretações e questões são o que salvam o filme dele mesmo. Graças a obsessão de fãs de ficção científica e da série Alien, o longa tem sobrevida em críticas e fórum de discussões entre os seguidores. Afinal, apesar de um roteiro que dá margem à diversas interpretações, ele é falho como cinema. Problemas de continuidade, pouco aprofundamento nos personagens, poucas cenas de suspense. Na verdade, Prometheus acaba soando como Alien, o Oitavo Passageiro, que em 1979 trouxe uma história, e engrenou uma bem sucedida série, mas não é um grande filme além do gênero. A ação do filme e seus personagens também são tratados da mesma maneira agora. Apesar de explicar algo, o longa espera que respostas sejam mostradas em continuações. Só que, o que faz o filme de 79 marcante é essa interrogação que da origem de tudo. Na hora de explicar, o pouco cuidado com Prometheus quase joga fora a oportunidade de ouro de abrir ainda mais os horizontes de uma nova franquia e explicar a antiga. 


Junto com o ponto positivo que está na inteligência do espectador em tentar ligar os pontos, estão os efeitos visuais deslumbrantes - desde o design dos planetas e luas mostrados, até as naves e veículos terrestres. A fotografia, a trilha sonora estão afiadas. Mas o que se destaca está a performance certeira de Michael Fassbender como David. Sendo debochado, irônico e leal a quem realmente manda nele (uma boa explicação sobre suas ações questionáveis). Os outros fazem um trabalho sem grandes destaques, sendo que Noomi Rapace tem muito que aprender com Sigourney Weaver - uma das mais marcantes e viris heroínas do cinema.


Deixando de lado tanta complexidade do roteiro, confundido ainda mais com os percalços. Prometheus pelo menos cumpre com cuidado sua função em explicar a criação dos Aliens. Mesmo pecando na forma de não conectar os dois filmes (as luas não são as mesmas, dando mais um nó na cabeça dos fãs), quando o filme faz referências ao universo já mostrado quatro vezes no cinema, o trabalho mostrado é gratificante. Seja no parto horripilante do ser, ou todas as caraterísticas que a vida Alien está brotando por ali.


Felizmente, mesmo escrito em linhas tortas, Prometheus é um bom filme. Entretém com visual fantástico, história interessante e atuações na média. Infelizmente, os excessos de pontas soltas sem explicação deixa o espectador com uma estranha sensação ao final. Não um sentimento de deslumbre como em fitas intrigantes, da qual, foram Cisne Negro e A Origem, mas uma pequena decepção que tudo tomou um rumo tão "bíblico" e mal explicado. Sorte que as referências acabaram deixando o longa com qualidades, e se a Ellie de Contato decidiu acreditar que a busca estava no começo, a Ellie de Prometheus quer desbravar esse universo à qualquer custo, sem pensar nas consequência - que se mostraram perigosas a cada passo dado, mas é isso que os fãs gostam, mais desafios e, inevitavelmente, perguntas a seguir.  


Trailer:




junho 16, 2012

X-Men fashionistas

O que você acharia de ver alguns personagens clássicos de X-Men vestidos e agindo com toda a "pompa" de um fashionista? No mínimo, seria estiloso, certo ou é claro? hahahaha

Bom, se algum dia você chegou a imaginar isso, mas nunca mostrou à ninguém, o ilustrador Andy MacDonald o fez. O ilustrador desenhou sete dos personagens mais conhecidos e queridos da história em quadrinho em roupas estilosas e que combinaram com eles: Jean Grey, Scott Summers (Ciclope), Remi LeBeau (Gambit), Anna Marie Raven (Vampira), Logan Howlett (Wolverine), Ororo Munroe (Tempestade), Dr. Hank McCoy (Fera) e Jubilation Lee (Jubileu).

Confira o resultado abaixo! :D

 Gambit e Vampira

junho 14, 2012

'Nurse Jackie': a enfermeira viciada vai para a Disneylândia na nova temporada

Estreia da quarta temporada mostra Jackie partindo para a rehab




Foi ao ar no domingo (3) o lançamento da quarta temporada da comédia dramática Nurse Jackie. Exibida pelo canal Studio Universal no Brasil (legendada e com áudio original) com algumas semanas de diferença com a estreia nos Estados Unidos - exibida por lá pelo Show Time (emissora de séries de calibre como DexterThe Big C e Homeland). A nova temporada chegou levando a protagonista para um novo caminho. Comentei aqui como a terceira temporada foi chata, sem nada impactante e com poucos episódios bons. Entretanto, finalmente, a trama volta a ficar movimentada com o primeiro passo da Jackie (Edie Falco) se livrar da bagunça que virou sua vida: a ida para a Disneylândia, ou melhor, a reabilitação.


Finalmente, Jackie se viu encurralada com a família despedaçada, a filha problemática, as amizades e a confiança profissional abaladas. Mas bastou sentir de perto o temor de todo viciado, a morte, para ela aceitar enfrentar o problema. Após ver um jovem, que ela leva para casa na intenção de se fumar crack, morrer na sua frente de overdose. Foi o momento de desabar de vez com a amiga Drª Ohara e aceitar sua condição. Essa nova fase poderia muito bem ter sido já mostrado anteriormente após o final bombástico da segunda temporada, mas esticaram o drama da personagem em uma terceira e questionável temporada. Resta saber se a temporada vai pular esta parte ou mostrar a vida de Jackie enjaulada.

Os coadjuvantes cresceram com o fraco foco dado Jackie na temporada anterior. A nonsense Zooey agora vive com Lennie (um dos casais que mais combinam na TV atualmente), a Drª O'hara anuncia que está grávida (será do enfermeiro Sam?), Eddie está louco de pedra e contou para Kevin sobre seu caso com sua esposa - a briga deles em MUTE enquanto as meninas jogavam Wii foi genial -, Gloria agora será uma enfermeira e a entrada de Bobby Cannavale como novo chefão do hospital, promete.

Foi um recomeço marcante com ótimas tiradas, a ironia mais afiada que nunca e um caminho que valeu a pena esperar. Nurse Jackie é uma série com uma protagonista que soa arrogante, mas esta é a sua defesa em seu ambiente de trabalho. O seu problema de drogas vai resolver uma questão pertinente para a sua vida, e o que será de sua personalidade após isso é que vai ser interessante acompanhar. Por ora, está imperdível.

junho 12, 2012

'True Blood' retorna às origens em nova temporada

Nada de vilões novos e sim mais reflexões sobre política e religião



Estreou neste domingo (10), a quinta temporada da série de sucesso True Blood. Repetindo o feito de Game of Thrones, a HBO Brasil exibirá a série de forma simultânea com os Estados Unidos trazendo a opção de legendas e áudio original ou dublado. O que foi visto nesse primeiro episódio é um caminho de retorno com a essência das três primeiras temporadas. Após apostar em bruxaria no ano passado e se resumir em um único arco, trazendo bruxas contra vampiros, chegou a hora dar continuidade ao que realmente chamou atenção desde a sua estreia: a tumultuada relação entre os vampiros e os humanos e, como fator crucial, a religião e o ódio aos seres sobrenaturais mesmo após a criação de sengue sintético - True Blood - que de alguma forma aliviou as tensões, mas gerou controvérsia. 

Mesmo não mostrando de forma clara esse recomeço, a temporada começou exatamente do ponto finalizado no último episódio da quarta. Tara "ferida", Sookie vingando sua amiga, Bill e Eric matando quem estava se opondo aos seus caminhos, Lafayette de luto pela morte do namorado, Jessica e Jason vivendo os desdobramentos do breve romance tórrido, Sam e Alcides no meio de lobisomens sedentos de sede vingativa após a morte de seu líder por eles, e outras tramas menores. As figuras desenterradas é que vão ditar o ritmo desta fase. Primeiro o reverendo Steve Newlin (Michael McMillian), que liderava um grupo religioso afim de aniquilar a raça vampiresca da face da terra. Como esperado, seu ódio na verdade era uma forma de esconder seus reais desejos - homossexuais por sinal, já que a trama sempre soou como metáfora para a realidade. O outro vilão desenterrado é o perigoso rei Russell Edgington (Denis O'Hare), que fora - literalmente - enterrado embaixo de um reforçado concreto por Bill e Eric, mas de alguma forma escapou de lá.

Movimentando ainda mais a hierarquia política, só que dentro do próprio clã vampiresco, Eric e Bill terão de enfrentar um julgamento nas mãos de Roman (Chris Meloni), que sempre apoiou a boa convivência entre vampiros e humanos, porém, gosta de fazer do seu - violento - jeito. Óbvio que a temporada ainda começou com uma boa dose de sexo, a cena entre Eric e sua irmã (!) foi as mais quentes, e a nudez gratuita segue explorando desde nádegas masculinas em excesso até seios femininos, sem esboçar qualquer pudor - característica do seriado. Sookie, a protagonista, não ficou com uma trama fraca, e sim precisa lidar com sua violenta reação aos últimos eventos, da qual, matou a companheira de Alcides após esta atirar em Tara. Lidar com seu inédito instinto violento trará uma boa complexidade à personagem. Enquanto isso, personagens como a Pam, segue sendo o tom sarcástico do roteiro:
"Eu estou vestindo um moletom Walmart pra vocês. Se isso não é uma demonstração de espírito de equipe, eu não sei o que é."
Uma boa dose de suspense, ação e humor, que sempre foram o marco do seriado, mas de tempos não empolgava. Será que True Blood vai voltar ser aquela série viciante e com algum contexto sério? Vale a pena ao julgar por este começo.


Trailer:


junho 09, 2012

FIAT e Gucci fazem parceria

Uma das grandes fábricas de automóveis da Europa fechou parceria com uma das mais desejadas marcas do mundo fashion, a Gucci.

A Fiat, que há alguns anos relançou o 500 (não sei como se escreve o nome de como falamos), está cada vez mais tentando emplacar o carro como um objeto de desejo hype. Dessa vez, a tentativa inclui uma parceria com a maison Gucci, e para anunciar isso, a Fiat fez um vídeo inspirado no filme A Fantástica Fábrica de Chocolates. No vídeo, podemos conferir objetos da marca sendo transformados em acessórios e em peças para a construção de um carro 500. Confira o vídeo abaixo:


Por algum motivo, o vídeo me lembrou bastante o video clipe da banda MGMT, It's Working. Só eu? hahaha


Fonte: ENFIM Blog

junho 07, 2012

'Fringe' e a temporada que serviu como início para seu fim

A temporada quatro perde o ritmo, mas mantém o interesse


A Warner Channel Brasil finalizou na última terça (5), a quarta temporada da série Fringe - com alguns dias de diferença da sua exibição nos EUA. Como já havia dito no post especial sobre a terceira temporada (você encontra aqui), o seriado deixou de ser umas coisas mais legais da TV e cada vez mais perde o fôlego dentro de si mesma. Algumas coisas foram repetitivas, um tanto sem graça e carente de grandes novidades, passando a focar no drama dos personagens. Depois de três temporadas apresentando uma história descomunal, intrigante e marcante, o seriado se vê preso em personagens cada vez mais desgastados e um roteiro que não supera mais expectativas como antes. Mas uma coisa é certa: os fãs mais dedicados tem muito o que se emocionar ainda.

Com audiência pífia, a FOX já renovou o seriado sci-fi para a quinta e última temporada com 13 episódios, o que garante um desfecho decente. E o que foi visto nesta quarta temporada, é que o momento é certo e justo, mesmo com a queda de qualidade na história. Esta temporada desdobrou a grande tensão da revelação que para salvar os universos, o próprio tempo anulou a existência de Peter Bishop - afinal, a série gira em torno da guerra entre seu pai Walter em diferentes universos, pois ele foi sequestrado do outro para este após morrer aqui. A ponte aberta entre os dois universos foi crucial para vilões se aproveitarem e colocarem em prática o plano de chocar os dois para criar apenas um, como Deus criando seu próprio Big Bang.

Apoderando-se de elementos da primeira temporada, como o vilão David Jones, esta temporada foi um reboot, o que fez de certa forma diminuir o interesse no que já foi apresentado. Olivia, assim como Walter, não se lembrava de Peter, mesmo que tenham construído uma ponte entre os dois mundos (fato que só ocorreu com a sua existência - criando um paradoxo). Ou seja, no fim, o que ocorreu não foi uma anulação da existência de Peter, e sim, ele foi sumariamente apagado da memória das pessoas e seu estado físico não foi levado para outro universo paralelo, mas continuou ali em outra frequência. Fortalecido pelo grande poder emocional dos envolvidos e os poderes de Olivia, conquistados pelas toxinas que recebeu durante a infância, Peter reaparece e aos poucos todos voltam a lembrar de ti.

Até engrenar história, boa parte da temporada foi dominada por coadjuvantes que cobriam o vazio do personagem como o Agente Lee e a assistente do Walter, Astrid. Ambos ganharam destaque e bons episódios. Esta temporada também marcou o fechamento da ponte entre os dois universos - que sem dúvidas foi o maior trunfo da TV em anos - que mostrou eles colaborando entre si, um curando o outro dos males causados por essa abertura (principalmente no outro lado). Foi marcante também um pequeno vislumbre do que será o grande foco da última temporada: o Grande Expurgo. Este episódio se passa em 2036, da qual, os observadores dominam o mundo desde 2015, quando, depois de exterminarem parte da população, criam uma ditadura absolutista. Vemos a filha de Peter e Olivia em ação e a participação mais que especial de Henry Ian Cusick, ator conhecido por fazer o Desmond em Lost. Eles fazem parte da Fringe que de forma secreta, busca uma forma de deter os Observadores.

Para os que assistem Fringe sem nenhuma grande obsessão, o seriado soa confuso e incompleto em diversos momentos. Entretanto, se tiver tempo, uma rápida busca no google e veja que os fãs analisam detalhes por detalhes de episódios em busca de pistas sobre a mitologia, como a localização de Observadores escondidos, a utilização de cores que revelam em qual universo a trama está, referência de outros episódios do seriado e outras séries do criador JJ Abrams e por aí vai... É interessante, mas que nos tempos de hoje, com tanta informação e seriados mais fáceis, fica difícil acompanhar. A graça toda estaria aí, porém, pela audiência percebe-se que o joguinho não funcionou como deveria. Mas, quem se importa? Fringe viveu até agora e terá um final ao menos digno - e isso é pra poucos.

junho 06, 2012

'Desperate Housewives' finaliza seu ciclo e deixará saudades

Seriado entra para a história da TV mundial depois de oito anos divertindo e emocionando


Foi ao ar no último domingo (3) pelo Canal Sony o episódio final de Desperate Housewives, seriado que finalizou seu oitavo ano de exibição com mais acertos que erros, diversos prêmios e de grande audiência pelo mundo. No total, foram 180 episódios sempre começando com a voz doce da falecida Mary Alice (Brenda Strong) narrando a vida das quatro amigas após seu suicídio. São elas: Bree Van De Kamp (Marcia Cross), Susan Delfino (Teri Hatcher), Lynette Scavo (Felicity Huffman) e Gabrielle Solis (Eva Longoria). Mistério, drama, humor e amizade marcaram a trajetória das donas de casa que mostraram uma faceta emocionante de um subúrbio não tão absurdo assim e sempre com muita história pra contar.

Nessas oito temporadas, sempre um arco foi traçado entre os - geralmente - 20 episódios que consistiam o ciclo, sendo que algumas histórias foram mais interessantes que outras. Depois de uma primeira temporada instigante, a qualidade da série caiu consideravelmente no seu segundo ano. Aos poucos foi melhorando na terceira, até que a quarta mostrou que os roteiristas conseguiram buscar a dose certa do primeiro ano e a partir daí o seriado conseguiu manter-se estável nos anos seguintes. A última temporada não poderia ter tratado de um tema melhor: um pacto entre as amigas para se protegerem.
Apesar de ser contada de uma forma não tão convincente e, relativamente, a mudança nas personagens a cada situação não fora suficientemente nítida - afinal foram muitas tragédias e violência nas redondezas -, o seriado tinha como trunfo ser bem realizado e com atuações ótimas (chegando a render o Emmy para Teri Hatcher e Felicity Huffman nos primeiros anos). Diálogos com humor sagaz e inteligente a fizeram conquistar o Emmy de melhor série de comédia em 2005 e dois Globos de Ouro, também nesta categoria, em 2004 e 2005). Também lembrada de forma brilhante foi a atuação de Kathryn Joosten (Sra. McCluskey) que levou dois Emmys, um em 2005 e outro em 2008. Curiosamente, ela morreu há poucos dias, de câncer, e teve um final semelhante no final da série - depois de ser a chave principal para a solução do arco da temporada. Um final digno para uma das personagens com as melhores falas, mesmo que reduzidas a participações especiais.

Desperate Housewives termina com a impressão de dever cumprido. O seriado jogou ácido na crítica dos subúrbios americanos, onde o ócio e a chatice, na verdade esconde segredos tão comuns do que de outros lugares. O conservadorismo hipócrita de Bree que nunca foi feliz em seus casamentos, não aceitou a hossexualidade do filho no começo, teve problemas com a bebida e passou por uma fase promíscua; o paradoxo de Lynette que tinha que criar uma batalhão de filhos, deixando de lado seus sonhos no trabalho e  indo contra o discurso feminista da mulher moderna; a infidelidade de Gabrielle e sua futilidade, mostrando-se uma mulher sexualizada, preconceituosa em determinados momentos, mas com sede em aprender; e por fim da romântica e desleixada Susan, sempre buscando o amor, mas sem esconder seu lado atrapalhado e emocional.  Só que as aparências contam como vantagem desses moradores. No entanto, apesar do caráter duvidoso de seus personagens, muitos deles eram pessoas boas que foram sugados para esse ambiente.

A lição de amizade e companheirismo é levada como principal virtude dessas donas de casa desesperadas, mas que no final, a vida as mostra que como um seriado, ou novela, cada uma foi para um lado, fechando um ciclo e seguindo seus caminhos. Um final realista, como a série nunca se esforçou muito para ser, mesmo tocando em temas mais atuais que nunca, porém, fadados a falas e situações forçadas - porém, não muito diferente da vida no verdadeiro subúrbio.

junho 05, 2012

O final visualmente perfeito da segunda temporada de 'Game of Thrones'

Série cresce na narrativa e aposta no visual contemplativo 

                                                   

Quando lançado no ano passado, o seriado Game Of Thrones rapidamente se tornou cultuado por ser uma adaptação do sucesso literário As Crônicas de Gelo e Fogo escrito por George R.R. Martin. A série da HBO foi longe e mesmo com os percalços que uma transição tão complexa poderia acarretar (satisfazer a audiência leiga e os fãs mais ávidos) o seriado se sobressai entre os outros do gênero e aos poucos vai mostrando que a fantasia domina grande parte da trama, apesar do mote ser a luta pelo Trono de Ferro entre os sete reinos de Wasteros. Melhor do que isso, o seriado aposta no visual inédito para esse tipo de história na TV e aos poucos melhora o que foi criticado anteriormente: diálogos e o pouco aprofundamento dos personagens principais.


 A série finalizou sua segunda temporada no último domingo (3) e foi exibida na tv paga brasileira pela HBO Brasil simultaneamente com sua estreia nos Estados Unidos, tendo opção de exibição legendada ou dublada. A principal evolução nesta temporada foi o foco dado ao personagem Tyrion Lannister, que rendeu ao ator Peter Dinklage o prêmio de melhor ator coadjuvante no Emmy e no Globo de Ouro. Como braço direito do rei Joffrey ele teve seus momentos de explosão com a mãe do jovem, Cersei, e terminou deixado de lado - o que é ótimo, pois vai fazê-lo tentar a volta por cima.

Em outro núcleo, conhecemos Stannis Baratheon, senhor de Dragonstone e irmão do falecido rei Robert Baratheon, assassinado sob comando de Cersei, e seu objetivo agora é conquistar o trono. Liderado pelo braço direito Davos Seaworth, um dos conselheiros de Stannis, eles foram para cima de Joffrey numa cena  de batalha história na TV americana. A sequência de guerra que durou praticamente todo o nono episódio da temporada, foi apenas um dos vislumbres do que o seriado foi capaz na temporada. Dentro deste núcleo ainda conhecemos a amante de Stannis, a sacerdotisa Melisandre. A misteriosa mulher que consegue ver parcialmente o futuro segue manipulando Stannis e conseguiu de forma macabra matar o irmão de Stannis, Renly Baratheon, que também se preparava para tomar o reino.

A família Stark, que começou diluída no início da temporada, assim permanece ainda com conflitos internos.   Sansa por pouco conseguiu se livrar do casamento com o Rei Joffrey, mas seus poucos minutos de alegria passaram quando foi informada que ela ainda seguirá sendo refém e agora será violentada; sua irmã Arya, conseguiu fugir da cidade em um comboio acabou em Harrenhal, dominado pelos Lannisters e lá ficou escondida, mas, com o apoio do misterioso assassino Jaqen H'ghar consegue deixar o local (ela tinha o direito de pedir três mortes à ele como recompensa dela o ter libertado, e por fim ele muda magicamente seu rosto). 

O outro filho, o jovem, porém, esperto Bran ficou no comando de Winterfell até que o confuso Theon Greyjoy traiu os Starks, depois de ter passado sua infância como membro da família, e tomou o lugar como forma de vencer seus problemas pessoais após ter reencontrado seu pai nas Ilhas de Ferro. Robb entra em conflito com sua mãe Catelyn, sobre a permanência da custódia de Jaime, irmão-amante de Cersei). Jon, filho ilegítimo de Ned, foi na busca de seu tio, Benjen Stark, na gélida região da muralha e viu que existe muita gente por lá... Sua equipe dos Patrulheiros da Noite, terminou finalmente encontrando os povos que vivem naquela região e os surpreendentes seres com aparência de Zumbis - outro momento aterrador da temporada e de qualidade cinematográfica.

Outro núcleo com final extraordinário foi o de Daenerys Targaryen e seus dragões. Buscando alianças em  Qarth ela teve seus "bebês" sequestrados pelo feiticeiro Pyat Pree e acaba sendo levada até a Casa dos Imortais, da qual, tem uma visão belíssima e sombria do Trono de Ferro e consegue se comunicar com o falecido Khao Drogo e o filho dos dois, jamais nascido - outra cena extraordinária e emocionante. Era o que ela precisava para tomar o lugar e seguir sua jornada de vingança.

E a temporada foi um tanto arrastada em alguns momentos, confusa, mas cheio de surpresas e com os dois últimos episódios superando as expectativas dos mais leigos (como o autor deste texto). Resta esperar até o próximo ano, saber se a HBO vai conseguir seguir o equilíbrio de uma história tão complexa e com tantos personagens e núcleos. Por enquanto, ainda está surpreendente.


junho 04, 2012

'Branca de Neve e o Caçador' cumpre bem sua função

Modernização é uma das melhores até agora




Existe na indústria cinematográfica um lema que não é segredo pra ninguém: fez sucesso, copia o estilo. Quando o caso não consegue se resolver como uma simples continuação, aproveite uma história parecida e recrie visualmente um novo produto com caraterísticas semelhantes. O tal lema foi seguido à risca nos últimos anos com uma permanente crise criativa que atingiu o mercado de filmes. E como não bastasse a onda de super heróis, agora os contos de fadas ganham novas versões impulsionada pelo sucesso de Alice no País das Maravilhas de Tim Burton em 2010.

Mas de tempos são lançados história baseadas em fábulas e que tentam o sucesso, sem chegar perto. O mais notável veio com a trilogia Senhor dos Anéis que redefiniu como contar uma história medieval e fantasiosa, e não é a toa que serviu de inspiração para o já citado Alice e agora e Branca de Neve e o Caçador (EUA, 2012) - as mocinhas vestem armadura e vão à luta. A fórmula é basicamente a mesma: contar uma história de uma forma levemente diferente, mais sombria, abusando de efeitos visuais, com atores da moda e pequenas alterações na lógica, afinal, os tempos são outros...

Nessa regra, Branca de Neve e o Caçador não apenas seguiu à risca o que foi utilizado no longa de Tim Burton, como ainda consertou vários problemas que fizeram a qualidade do filme de 2010 cair consideravelmente. Pra começar, existe um olhar realista na história de reinos, da qual, a jovem Branca de Neve tem por direito revindicá-lo, mas agora vive presa após a tomada do reino e a morte de seu pai. Seja o cenário que não é revestido por chroma key e substituído por imagens animadas e uma abordagem mais próxima de um mundo medieval. Outro ponto forte é no roteiro que não subestima o espectador. As regras mudaram e ainda é possível se surpreender com as pequenas, porém, eficientes, reviravoltas na história. Muda-se o príncipe, sai a velhinha com a maçã envenenada e dá uma alma para a Rainha, como nunca explorado antes. 

Os efeitos visuais ainda estão ali. Exagerados por determinados momentos, mas que ainda assim são equilibrados e nem de longe lembra filmes pesados como A Múmia e Van Helsing, ou filmes de sucesso mais recentes como Fúria de Titãs, que soam artificiais, banalizados, e sem causar comoção. As atuações por sua vez são cativantes, desde a oscarizada Charlize Theron que consegue ser repugnante, porém, com classe e sofisticação, até atores iniciantes, mas carismáticos que não comprometem o longa, o caso de Kristen Stewart (com sua beleza rebelde, muitas vezes incompreendida) e Chris Hemsworth.

Como entretenimento fácil e direto ao assunto, Branca de Neve e o Caçador se sai como uma das melhores produções dos últimos tempos, passando longe de produtos de qualidade duvidosa como A Garota da Capa Vermelha ou Espelho, Espelho Meu. E o melhor, apresentando o mundo maravilhoso que era esperado em Alice, mas por algum motivo a coisa não deu certo. Mas graças o lema da grande fábrica de dinheiro que é Hollywood, ainda tem cabeças ali buscando qualidade e melhorar referências de sucesso, mas que são ruins.


Trailer: