maio 31, 2011

Kings of Leon aposta no country em novo clipe

Banda agita pacata cidade interiorana


Depois de lançar o sombrio clipe de Pyro e anunciar o documentário sobre a banda, o Kings of Leon segue a promoção do último álbum Comes Around Sundown, que segue sem relativo sucesso quando comparado com o anterior Only by the Night. Claro que isso não significa nada, já que a própria banda tem aversão a fazer álbuns meramente comerciais. No terceiro single promocional, Black Down South, a banda mostra toda sua sutileza em puxar o country e adequá-lo ao clima interiorano de Nashville, no Tenessee, e até agita uma performance no final - com direito a fogos de artifício.

Confira:


Depois de fracasso, Andrea Corr retorna 'clean' e melhor em segundo álbum solo

Líder da finada The Corrs, muda de sonoridade


Adele é o exemplo de carreira bem sucedida e que tem conquistado mais espaço do que artistas caras como Britney Spears e Lady GaGa. Mas o seu marketing limpo, não é novidade no Reino Unido, que já apresentou talentos como Duffy e Amy Winehouse. Depois do fim da cultuada banda The Corrs, a principal vocalista do grupo de irmãos, Andrea Corr, tenta um lugar em meio ao disputado mercado.

Seu primeiro trabalho, Ten Feet High, teve produção de Bono Vox e Nellee Hooper, que já trabalhou com Madonna, Gwen Stefani e o próprio U2, no entanto, foi um fracasso retumbante. Para novo perfil, a cantora abandona de vez a sonoridade eletrônica, e assim como Adele e cia, parte pra simplicidade. É impossível não perceber referências do estilo retrô das novas divas da música britânica no clipe de Tinseltown in the Rain - primeiro single do álbum Lifelines, que está sendo lançado esta semana. E isso não é ruim.

Veja:

"We're back" - Veja o novo clipe do Kaiser Chiefs, 'Little Shocks'

Banda anuncia álbum para este ano ainda


Em hiatos desde 2008, o Kaiser Chiefs, dono de sucessos como Never Miss a Beat, Oh My God, I Predict a Riot, e Ruby, se prepara para lançar um novo álbum. No entanto, não anunciou nada, apenas um singelo We're back no youtube, junto com o videoclipe de Little Shoks. O quarto álbum, provavelmente dependendo do sucesso da faixa, pode sair ainda em 2011. Confira o video abaixo, que apresenta uma sonoridade mais crua e um video obscuro. Será que é o novo caminho que a banda vai seguir?


Espero que não.

maio 30, 2011

Confira mais uma incrível prévia da segunda temporada de 'The Big C'

O vídeo é conceitual e relembra os acontecimentos da primeira temporada

 
 O canal Showtime está mesmo apostando na nova temporada de The Big C, o que é óbvio, já que a série chegou a levar o Globo de Ouro de melhor atriz cômica. Neste novo vídeo, Cathy (Laura Linney), mostra do seu jeito como lida com o câncer, depois que todos ficaram finalmente sabendo. O Project Monkeys já falou da ótima série aqui e a recomenda para quem procura qualidade, tanto no roteiro quanto em atuações. Veja o trailer:




Exibida por aqui pela HBO, o seriado retorna nos Estados Unidos em 26 de junho.

maio 20, 2011

Sorria com o novo clipe de Avril Lavigne: 'Smile'

Cantora lança clipe otimista e faz a diferença


Chega de excessos na indústria pop atual. A canadense Avril Lavigne, segue com a promoção do mais novo álbum Goodbye Lullaby - que bateu a marca de 1 milhão de cópias vendidas mundialmente - e para isso lançou o clipe do segundo single da canção Smile. A música tem uma mensagem romântica, mas ganhou um clipe que abrange muitas outras situações. Confira:


A cantora, recentemente, anunciou que vai trazer a turnê The Black Star Tour para América do Sul em meados de agosto, depois de shows lotados pela Ásia. Tem motivo pra não sorrir mais?

maio 17, 2011

Versão cinematográfica de 'Tintim' ganha teaser e poster

Steven Spielberg e Peter Jackson cuidam da produção


A cultuada publicação em quadrinhos As aventuras de Tintim, finalmente teve o visual da nova versão cinematográfica revelada. Ontem foi disponibilizado dois posterês e hoje, terça-feira, o primeiro trailer. Dirigida por Steven Spielberg - que desde 1983 tenta levar o personagem aos cinemas, quando comprou os direitos da história -, a produção tem como base as histórias em quadrinhos criadas pelo belga Georges Remi, sob o pseudônimo de Hergé, em 1929. Com ideia inicial de produzir uma série com três filmes ao lado de Peter Jackson, o primeiro se chama As Aventuras de Tintim: O Segredo do Unicórnio, filmado com atores, que ganharam versão animada por CGI com exibição em 3D. Veja o bom teaser:


Na história, quando Tintim (Jamie Bell), encontra-se pela primeira vez com o Capitão Haddock (Andy Serkis), descobre uma pista que os levarão ao tesouro de Sir Francis Haddock, um ancestral do capitão. Com a ajuda dos detetives Thompson e Thomson (Simon Pegg e Nick Frost), o grupo parte em busca do tesouro. No elenco também estão Daniel Craig, Tony Curran, Toby Jones, Gad Elmaleh e Mackenzie Crook. O longa estreia em 23 de dezembro.


Fonte: Nova temporada

maio 16, 2011

Traição e reflexões da vida são tema de 'Que mais posso querer'

Produção italiana/suíça toca em tema comum, mas de forma delicada


Constante temática na cultura em geral, seja no cinema, séries, novelas e na literatura, a infidelidade entre casais é um dos temas mais intensos à serem discutidos e também mais desgastados. Eis que surge um drama delicado, que usa a tensão de uma relação extraconjugal para refletir sobre uma vida aparentemente perfeita. O trunfo dessa história está em ser passado pela ótica de personagens simples, entediados, em crise e prontos para explorar seus impulsos mais instigantes em busca de prazer e da razão de se continuar a viver. Adrenalina e sexo passam a ser a válvula de escape. Diferente do último mais famoso, Infidelidade (Unfaithful, 2002), da qual, Diane Lane e Richard Gere vivem atormentados pelo amante vivido por Olivier Martinez, em Que mais posso querer (Cosa Voglio di Piú, 2010) de Silvio Soldini, o assunto é aprofundado e segue um final um pouco mais realista, mas nem por isso é menos atraente e tocante.

O filme começa centrado em Anna (Alba Rohrwacher), contadora em uma firma de seguros e casada com Alessio (Giuseppe Battiston). Pressionada para engravidar após do nascimento da sobrinha, o casal é o típico de classe média. São bem humorados, possuem química e vivem bem. No entanto, o modelo de homem que Alessio se encaixa, deixa de fora o interesse em conhecer melhor a mulher, um defeito que é contornado na caracterítica de bom marido, daqueles que ajuda em casa, sempre consertando algo e ajudando na rotina. Uma figura simpática, mas que logo gera certa apatia. A relação estável, logo vai deixando claro que nem tudo está bem, ou pelo menos parece. Eis que surge na vida de Anna, o misterioso Domenico (Pierfrancesco Favino), garçom em um restaurante. Logo se inicia um affair. Com pinta de galã (mas sem deixar naturalidade de lado), ambos começam uma vida sexual às escuras. Com a intimidade do corpo a corpo e o sexo intenso, logo vão se conhecendo melhor. Revelam que são casados, e no caso dele com dois filhos pequenos.

A partir de então, a relação vai aglomerando tudo o que já foi contado em diversas histórias do tipo. Tensões, sexo, invasão de privacidade, ousadia nos encontros, mentiras e, obviamente, a descoberta. Mas nem tudo é entregue gratuitamente, pois no momento que tentam seguir a vida separados, qaundo o peso da relação proibida tem altos custos emocionais e até materiais, o público fica sem imaginar o que será dos dois.

Numa boa surpresa, Que mais posso querer, é um drama que tenta ao máximo se aproximar da realidade, explorar a confusão de sentimentos humanos no meio da vida e, principalmente, não busca lições de morais e nem cai no politicamente correto, com redenção dos casais. Fica claro a tentativa de explorar pontos de vistas de amantes, o homem passando por uma crise na família que vive sem dinheiro - fica nas entrelinhas a crise econômica -, e ela segue com um vazio existêncial perto de tomar uma decisão tão importante que é a maternidade. Delicado e de fácil identificação com os personagens e com a situação, é sobre a vida e os impulsos humanos, sempre buscando uma forma de adaptar as novas situações, mas de forma irracional - propósito para sair da rotina e quebrar paradigmas da sociedade.

Afinal, quem nunca em um momento que tudo parece perfeito e feliz, sente um pequeno vazio e não se pergunta: "que mais posso querer"?

Trailer:


maio 14, 2011

Lista das séries canceladas e renovadas até o momento!

Chegou a hora da verdade, pegue seu lencinho...


Fim da linha para a família Walker
Esta semana foi de muita expectativa para os fãs de séries. O momento mais esperado chegou com notícias tristes e felizes. Ontem, no melhor estilo sexta-feira 13, o canal ABC jogou uma das bombas que ganhou notorieade até nos trends do twitter: o cancelamento de Brothers & Sisters, depois da morna quinta temporada. Umas já tinham seus finais decretados, como é o caso de Friday Night Lights e Smallville. Pela audiência baixa programas como Off The Map, No Ordinary Family e V já davam sinais de cancelamento precoce. Outras aguardam decisões, como o caso de One Tree Hill que tem audiência, mas há tempos se perdeu. Os outros canais da TV aberta também tomaram decisões sobre alguns programas, mas entenda isso como uma prévia, já que nem todos seriados ainda tiveram seus destinos traçados. A lista é composta apenas de seriados da tv aberta de canais como ABC, FOX, CBS e CW.

Veja as séries que tiveram o final decretado e quais se salvaram: - ATUALIZADO quarta-feita 18/05

Renovadas >>

'The Bachelor'
'The Bachelorette'
'Body of Proof'
'Castle'
'Cougar Town'
'Grey's Anatomy'
'Happy Endings'
Castle'The Middle'
'Modern Family'
'Private Practice'
'The Amazing Race'
'The Big Bang Theory'
'How I Met Your Mother'
'NCIS'
'Undercover Boss'
'Survivor'
'Two and a Half Men'
'American Dad'
'Bob's Burgers'
'The Cleveland Show'
'Family Guy'
'Fringe'
'Glee'
'Raising Hope'
'The Simpsons'
'Bones'
'House'
'30 Rock'
'The Biggest Loser'
'Chuck'
'Community'
'Harry's Law'
'The Office'
'Parenthood'
'Parks & Recreation'
'90210'
'America's Next Top Model'
'Gossip Girl'
'The Vampire Diaries'
'Supernatural'
'CSI: NY'
'Nikita'
'Dancing With the Stars'
'Desperate Housewives'
'One Tree Hill'
'Criminal Minds'
'CSI'
'CSI: Miami'
'The Good Wife'
'Hawaii Five-0'
The Mentalist'
'Mike & Molly'
'NCIS: Los Angeles'
'American Idol'
'Celebrity Apprentice'
'Law & Order: SVU'
'Blue Bloods'
'Rules of Engagement'

Canceladas >>

'$#*! My Dad Says'
'Hellcats'
'Criminal Minds: Suspect Behavior'
'The Defenders'
'Mad Love'
'$#*! My Dad Says'
'Better With You'
'Brothers & Sisters'
'Detroit 1-8-7'
'Mr. Sunshine'
'My Generation'
'No Ordinary Family'
'Off the Map'
'V'
'Chaos'
'Medium'
'Breaking In'
'The Chicago Code'
'Human Target'
'Lie to Me'
'Traffic Light'
'Lone Star'
'Running Wilde'
'The Cape'
'Chase'
'The Event'
'Friday Night Lights'
'Law & Order: Los Angeles'
'Outsourced'
'The Paul Reiser Show'
'Perfect Couples'
'Life Unexpected'
'Smallville'

Fonte: Tv Squad

maio 13, 2011

Veja o trailer sexy da nova temporada de 'True Blood'

A espera está acabando...


Depois de uma terceira temporada mais fraca que as anteriores e apelação para todos os lados, mesmo assim continua difícil não sentir saudades de uma série tão original e com os personagens mais legais dos últimos tempos. True Blood retorna 26 de junho nos Estados Unidos pela HBO, e deve chegar com uma semana de diferença pela HBO daqui. Foi liberado um novo trailer de divulgação, mais completo e mais sexy do que os teasers anteriores.

Confira:

maio 11, 2011

'The Big C' ganha primeiro teaser da nova temporada!

Dramédia promete novas emoções...


O canal Showtime divulgou o primeiro comercial para a segunda temporada da série The Big C, vencedora do Globo de Ouro 2011 de Melhor Atriz Cômica. O Project Monkeys já falou da série aqui e a recomenda para quem procura qualidade, tanto no roteiro quanto em atuações. Veja o trailer:


Exibida por aqui pela HBO, o seriado retorna nos Estados Unidos em 26 de junho.

maio 09, 2011

Série 'Game of Thrones' tem começo promissor

Épico fantástico abusa da qualidade técnica e roteiro ousado


Estreou domingo na HBO Brasil, o aguardado seriado Game of Thrones. Misturando realidade fantástica com plano de fundo medieval, o seriado é uma adaptação da série de livros As Crônicas de Gelo e Fogo de George R.R. Martin. É uma aposta interessante do canal que conseguiu emplacar o drama de época Boardwalk Empire ano passado, mas que não serve como parâmetro para um projeto como este. Na TV, apenas Spartacus tem se sobressaido com uma temática próxima, além de outros dramas históricos como o já finalizado The Tudors e agora The Borgias. Lembrando que a HBO também produziu Roma. Ainda tem Camelot pela Startz, que também tem sido comentada, mas com críticas mistas. Claro que existem outras séries e com sua audiência fidelizada, mas geralmente são produções da BBC da Inglaterra que encontra mais facilidade de falar sobre o tema, como Merlin.

Essa aposta da HBO tem um primeiro episódio empolgante e decepcionante ao mesmo tempo. Pro público menos acostumado com esse tipo de temática, mas que assiste filmes hollywoodianos do mesmo estilo, como eu, Game Of Thrones tem qualidade impecável, apresenta de forma clara seus personagens, mas que no geral necessita da paciência da audiência leiga para aguardar o desenrolar da história. Não teve batalhas, e nem grandes efeitos, porém o gancho fica por conta da diversidade de reinos e a probabilidade da existência de dragões e de tramas ousadas. Para ser exibida na TV fechada, não podia faltar o sexo, nudez e constantes cenas violentas. O autor mesmo dizia que a história não caberia em um filme, por considerar a história ainda maior e mais complexa que O Senhor dos Anéis - isso eu quero ver.

A história se passa em Westeros, uma terra reminescente da Europa Medieval, mas sem relação com a realidade. Nesse lugar, as estações duram por anos ou até mesmo décadas. Como um bom épico medieval, os Sete Reinos vivem em guerra, focada entre duas famílias dominantes e que lutam pelo controle do Trono de Ferro, cuja posse assegura a sobrevivência durante o inverno de 40 anos que está por vir. No piloto, já ficou claro o clima de intrigas, personagens interesseiros, o protagonista durão que terá de enfrentar um jogo cheio de pessoas sedentas por poder, além de explorar um pouco a cultura de cada reino.


No primeiro momento, o seriado agrada mais por ser um diferencial na TV, que depois de Body of Proof, um misto de série médica, policial, drama com uma protagonista excêntrica e surpreendentemente tem conquistado grande audiência na TV aberta, ou ainda mais um reality show musical, mesmo que seja diferente e mais interessante que os demais, The Voice, mostra que a originalidade está em baixa na tv norte americana. A TV fechada segue na frente com entretenimento de qualidade e buscando histórias originais. Com uma temática longe da minha programação habitual, sem dúvidas vou continuar sintonizando Game of Thrones, que junto com Breaking Bad na AXN antes, e Mad Men após - na mesma HBO -, fazem meu domingo muito melhor. 

 Curiosidades e informações:

  • A HBO já sinalizou a produção da segunda temporada com mais dez episódios confirmados - cada temporada cobrirá um livro da série (que tem cinco escritos num total de sete).
  •  O seriado alcançou mais de 2,2 milhões de telespectadores nos três primeiros episódios (média baixa, mas com a comercialização para outros países, os US$ 60 milhões investidos podem ser recompensados)
  •  O seriado é exibido todos domingos às 21 horas na HBO Brasil (canal 71, Sky).
Trailer:


Para saber mais sobre  Game of Thornes, entre aqui.

maio 08, 2011

'Thor' funciona como bom entretenimento e se arrisca ser algo mais

Adaptação dos quadrinhos foge à regra em alguns sentidos, mas segue receita de sucesso


A primeira grande aposta do ano no mundo das adaptações de heróis em quadrinhos para o cinema, chega com a missão de apresentar um personagem relativamente desconhecido do grande público, mas que tem todo potencial de grande blockbuster. E Thor não se perde na missão. Mesmo que anos depois do primeiro Homem de Ferro (Iron Men, 2008), o que mais chega perto - ainda que com grandes diferenças -, a produção serve como ponte para o aguardado filme de Os Vingadores. Infelizmente, com grandes lançamentos por vir, pode ser ofuscado pelos outros heróis e circunstâncias, assim como outra surpresa que chamou atenção, mas logo foi esquecida, Hellboy - principalmente o segundo filme. Entretanto, no momento, Thor é um bom filme.

A história que mistura uma mitologia épica e fantasiosa é um refresco no Universo Marvel que foi apresentado até agora aos cinemas. Aqui o herói é um deus que precisa mudar de comportamento para finalmente se tornar Rei de Asgard, seu reino. No meio disso acaba por ter de ajudar a Terra que vira alvo fácil numa disputa entre mundos, e numa situação ainda pior quando a cobiça pelo poder e a inveja dentro do próprio reino, se tornam uma ameaça constante. A trama é sobre Thor (Chris Hemsworth, esforçado e carismático), príncipe de Asgard e filho de Odin (Anthony Hopkins, nobre o suficiente), e que disputa com o irmão Loki (Tom Hiddleston, equilibrado entre os dois) o lugar do pai. Mas Thor, apesar de ser um guerreiro corajoso e forte, mostra uma arrogância e egoísmo fora do comum, ao contrário do "contido" irmão, que mesmo dando razão aos princípios dele, joga de outro jeito: manipulando e mentindo.

Os primeiros momentos de Thor são tão bem conduzidos, que se a sequencia na Terra pudesse ser retirada, não faria falta. Asgard esperou o tempo perfeito para ganhar vida nos cinemas. Todo o design é deslumbrante e o ingresso vale por cada detalhe da produção, sejam nas roupas, fotografia ou efeitos especiais. Até o clima de reinado, os personagens com direito aos amigos de Thor, os três guerreiros, a Lady Sif e o interessante Heimdall, são sem dúvidas garantia de novidade nessas adaptações. Mas infelizmente, a empolgação se perde quando Thor acaba na Terra, expulso por Odin, depois de ter desafiado suas ordens. No planeta, e sem poderes, ele é encontrado por Jane Foster (Natalie Portman, fazendo o básico como outra oscarizada, Jennifer Connely em Hulk), uma cientista que vai viver o dilema de acreditar na fantasia em conjunto com as teorias científicas - além, claro, de ser o interesse amoroso do protagonista.

São várias questões que fazem essa parte menos interessante e até, digamos, arrastada. Seja no excesso de alívio cômico (a personagem de Kat Dennings, Darcy chega ser chata), as locações - uma cidade pequena no meio do deserto, que faz das cenas de ação com destruição pobres -, forçado romance entre Thor e Jane, que não convence nem com o beijo final, entre outras. Mas felizmente outras são empolgantes, como a participação do S.H.I.E.L.D., a aparição do Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), a menção ao Stark (Homem de Ferro) e as cenas pós créditos que preparam terreno para Os Vingadores, mesmo sendo uma incógnita para leigos.

Mas algumas coisas podem ser levadas um pouquinho mais a sério e que são relevantes no contexto atual, mesmo que jogadas sem grande profundidades. A menção da guerra nas falas de Odin, são bem interessantes se analisadas traçando um parâmetro do período político que o mundo passa hoje em dia. Poderia servir como uma mensagem sobre países imperialistas, mostrando que os males de uma guerra jamais serão ultrapassada pelos seus "pontos positivos". Outro fator que superficialmente é tratado na trama, é relacionado fantasia x ciência. Um ponto que se bem explorado pode emocionar tanto como o romance de Contato do astrônomo Carl Sagan - até a teoria de buracos de minhoca foram usados, como no romance. Além da fantasiosa explicação de Thor para a relação de Asgard com a Terra, formando uma árvore, é fantástica e deixa um gostinho para conhecermos os outros mundos citados. 

Thor é entretenimento sem questão se ser tão marcante como um Batman - Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, 2008), e mais perto da diversão que outros filmes da Marvel em conjunto com outras empresas: X Men e Homem-Aranha. Além de superior que filmes como O Quarteto Fantástico e Wolverine. Resta saber se esse o próximo passo para Os Vingadores, Capitão América - O Primeiro Vingador, seguirá a qualidade dos filmes, e finalmente se essa união dos heróis da Marvel, será tão empolgante quanto parece. Ainda neste ano tem a DC Comics com o semelhante (na essência) Lanterna Verde. No geral, é aguardar uma continuação desta história tão interessante que nos foi apresentada e expandiu as fronteiras das adaptações que mostravam sinais de desgaste.

Trailer:


maio 05, 2011

Veja o promissor trailer de 'Hell on Wheels', nova série da AMC

Canal de Mad Men e Breaking Bad apresenta seu projeto western




A emissora AMC, conhecida por levar ao ar os respeitados seriados Breaking Bad, Mad Men e o sucesso de público The Walking Dead, divulgou o trailer de Hell on Wheels. Entretanto, o projeto original do canal começará a ser produzido mesmo a partir de 16 de maio, mas um trailer com imagens do episódio piloto já circula pela rede. Confira:
 


A trama western  foca no ex-soldado confederado Cullen Bohannon (Anson Mount), cuja busca por vingança pelos soldados da União que mataram sua família, o leva à construção da estrada de ferro transcontinental, a Hell on Wheels. A série vai documentar a construção da ferrovia, além da ganância e corrupção que vieram com ela, a experiência da imigração e o recente fim da escravidão na América do Norte.

Escrita por Joe e Tony Gayton, a estreia está programada para o último trimestre de 2011 nos Estados Unidos.

Fonte: Omelete.

maio 04, 2011

'Lanterna Verde' ganha novo trailer!

Prévia mostra bastante cenas novas


Com a Marvel sorrindo depois da estreia de Thor que fez mais de US$ 100 milhões pelo mundo - e irritando os pobres norte-americanos que não aprovam ter de esperar uma semana para ver a estreia (mal sabem o que é isso) -, a Warner pela DC Comics colocou no ar uma nova prévia de Lanterna Verde, aproveitando a boa recepção do primeiro herói menos popular a estrear nos cinemas em 2011. O novo vídeo tem muitas cenas inéditas e uma intenção de abranger o "mundo em perigo", sinal claro que está de olho no mercado internacional, tendência atual do mercado. Confira o trailer legendado:


No filme, Hal Jordan (Ryan Reynolds) se torna um dos Lanternas Verdes, uma tropa que jurou manter a ordem no Universo, policiando galáxias. Porém, vão enfrentar a fúria do o inimigo Parallax. Blake Lively e Peter Sarsgaard também estão no elenco. Dirigido por Martin Campbell, Lanterna Verde, tem lançamento previsto para 17 de junho nos Estados Unidos e apenas 19 de agosto (!) no Brasil, com cópias em 3-D e 2-D.

Fonte: UOL Cinema

maio 03, 2011

‘72 Horas’ se aproveita do bom suspense na tentativa de fazer drama

Russell Crowe busca redenção em história sobre desespero... mas que desespero?


Um assassinato que envolve a esposa como principal suspeita. Um marido com um filho para cuidar e que está atordoado por acreditar em sua inocência, mas sabe que não existe forma legal de tirá-la da cadeia. Típico daqueles filmes que querem por o público dentro da situação e fazer as intrigantes perguntas: “o que você faria?” ou “e se fosse como você?”. No thriller 72 horas (The Next Three Days, 2010) tudo é bem planejado e metódico, até o sentimento do protagonista e cabe a ele tomar alguma decisão, mas será que isso vale mesmo se ele não convencer de seus sentimentos motivacionais?

O filme segue uma linha fulminante de filmes do gênero sobre planos e fuga, só que aqui, não temos a frieza e brilhantismo de um Michael Scofield da série Prison Break que acaba na cadeia para assim colocar em ação o plano de fugir com o irmão. Em 72 horas, o personagem de Russell Crowe, passa por uma mudança de comportamento depois de saber que a justiça não será conivente por ela ser sua esposa. Ao perceber que existe um livro de um ex-prisioneiro que fugiu inúmeras vezes da cadeia, ele aceita a ideia de fazer “justiça com as próprias mãos”. Do "incentivador", interpretado por Liam Nelson, ele tira o básico para uma fuga espetacular. Entram em campo as regras de tempo cronometrado, percepção na rotina da cadeia e uma chave de acesso.

Óbvio que o caminho para libertar a esposa, não será tão fácil e ele sabe disso, mas Crowe, mesmo entre vômitos e cenas de solidão, não passa esse sentimento desesperador para entendê-lo. Será que ele realmente está atordoado e desesperado? Não consegue criar um perfil perturbado como a da personagem de Jodie Foster no eloquente Valente (The Brave One, 2007), que depois de atacada e ter presenciado a morte do amado, compra uma arma e vira uma justiceira. Infelizmente, seu personagem também não é tão bem desenvolvido como um Walter White, professor universitário, que depois de ter câncer passa a se envolver no tráfico de drogas à procura de alguma razão na vida, na série Breaking Bad.

Até mesmo a inclusão de uma personagem secundária, no parque onde ele leva seu filho, devia perceber um homem atormentado, mas não. Se ele não falasse que a esposa está presa, ia parecer apenas um caso banal de separação. Entende-se que sua mulher era a peça principal para sua vida e ela era uma pessoa boa apesar de sangue quente, mas como justificar um plano tão ousado e que praticamente vai abdicar uma vida de civil inocente, para se tornar um criminoso frio e calculista, sem parecer forçado ao extremo? Essa questão, infelizmente o diretor Paul Haggis, do Oscarizado Crash, não consegue desvendar e necessita da força de vontade do público entrar na história e aceitar a situação. No entanto, é quando o plano começa a aparecer, que finalmente o desenrolar da idéia nos deixa intrigado com o que ocorrerá no final. Não interessa mais a motivação, deixando que a trama se corrija automaticamente dessas falhas no drama. Se possuindo do bom suspense, 72 horas sabe se apoderar do clichê de outros filmes do gênero, mas ainda assim faz o público se surpreender.

Na falta uma conexão direta e melodramática que seria bem vinda, se é obrigado a torcer no escuro para um vilão, mas que na tentativa de evitar um estrago maior – ainda mais quando, involuntariamente, ensina como libertar alguém da cadeia – no fim tudo acaba sendo justificado e deixando em pratos limpos que tudo foi possivelmente um erro do sistema. Porém, até lá, já deu a chance do público criminalizar a justiça e deixar o homem em certo desespero como um herói. Final um tanto forçado e desnecessário, já que um roteiro não seria tão ousado de permitir que um vilão, mesmo emocional, se saia tão bem infringindo leis federais e com final feliz. Não em Hollywood.

Trailer


maio 01, 2011

'Não me Abandone Jamais' tem seus méritos, mas pouco convence

Pobre criatura que sabe fazer arte, mas não se rebela 



Adaptado do best-seller de Kazuo Ishiguro, o filme Não me Abandone Jamais (Never Let Me Go, 2010) começa cercado de mistérios. O que poderia ser apenas um colégio interno, da qual, crianças tem ensinamento rígido (não isento de certa liberdade) e a ausência de familiares, começa a causar certa estranheza no espectador no decorrer da narrativa melancólica. Para quem já sabe o que o enredo trata, fica fácil perceber onde se quer levar com peças jogadas, mas no geral é apenas no meio do filme que se conta o grande mistério que deveria guiar a trama até o seu final. Então, se não deseja saber do que se trata o mistério do filme, pare por aqui.

A trama começa em 1952, quando se é descoberta a cura para diversos males e doenças humanas. A doação de órgãos começa ser utilizada de forma banal a partir de clones humanos que nascem com esse destino traçado. No decorrer da história, somos levados para a vida de quem vai passar por esse drama como doador e como ele lida ao ter de aceitar o tal destino. Mas engana-se quem espera se outros questionamentos serão levantados, pois, Não me Abandone Jamais é uma obra intimista e sequer entra com alguma reflexão política sobre o assunto clonagem. Nossos olhos nesse mundo apocalíptico, da qual, aceitar o destino é a única opção, são Kathy (Carey Mulligan), Tommy (Andrew Garfield) e Ruth (Keira Knightley) que desde crianças possuem uma relação afetiva forte, mas é apenas na adolescência que o triângulo amoroso os deixam com os nervos à flor da pele.

No filme dirigido por Mark Romanek, do estranho e nebuloso Retratos de uma Obsessão (One Hour Photo, 2002), o espectador é assim como os protagonistas levado à aceitar o destino, como uma ditadura que se assemelha com um nazismo obscuro, com pouca informação, e que  no começo muitos pensavam que os campos de concentração eram lugares bons, assim como a intenção. Aqui, a escola onde as crianças brincam e sonham, não passa de campos com a mesma finalidade, mas que de certo modo, prepara a vida desses jovens para a tragédia. No final, compreende-se porque um lugar tão bom e que mostrava um certo respeito pelos alunos, era daquele jeito, da qual, não ignorava a realidade. Vale destacar que as melhores coisas do filme são, além das boas atuações, principalmente de Mulligan, e a razoável de Keira, que convenceu pouco no papel, mas se esforça bem, a fotografia que é espetacular e de encher os olhos, conseguindo nos fazer entrar no filme, em contraste com o difícil roteiro.

Kathy, Tommy e Ruth crescem cheio de conflitos, mas uma coisa é comum à eles, a ausência de atitude contra a condição de espera pela morte. A única forma que eles conseguem chegar para adiar o problema é entregar desenhos e pinturas feitos na infância, da qual, eram pedidos pelos professores que prometiam montar uma galeria com os melhores trabalhos. Já crescidos, passam acreditar que aquilo era uma forma de conseguirem adiamento das doações, caso provassem que se amassem (não os três, mas no caso um casal - a equação durante o filme é resolvida, e apenas dois chegaram até essa última tentativa). Triste e melancólico destino que serve como uma metáfora à nossa própria vida, da qual, reclamamos constantemente da falta de tempo, e se seríamos felizes se tivéssemos mais uma chance sempre. Nos leva à refletir sobre se valeria a pena saber o que o futuro nos reserva, ou se aceitar o futuro como ele seja é melhor do que lutar contra ele.

A frustração em Não me Abandone Jamais, fica à cargo de levantar um tema tão complexo como clonagem e apresentar uma trama que não dá espaço para debates e reflexões à cerca disto. Não se diz bem onde a trama se passa, apesar de ficar claro que é na Inglaterra, paisagens e uma melancolia tomam conta da história. Ou seja, é confundir o espectador e tentar ao máximo focar no drama dos personagens e em suas emoções. Só que é difícil engolir tanta apatia, principalmente quando o único grito de desespero está conectado à um drama que Tommy carrega desde a infância, acessos de raiva por um motivo qualquer. Diferente de obras que tratam o ser humano como um ser que pode submeter à uma ditadura silenciosa, como em 1984 de George Orwell, aqui eles tem a arte à sua disposição, assim como uma certa liberdade, mesmo que sejam vigiados o tempo inteiro. Aceitar a nossa vida não é fácil, mas se tornar apático à certos caminhos pelo fluxo da sociedade, acredito eu, que seja o apocalipse do ser humano. 

 Trailer: