abril 30, 2010

EM DEFESA DE AGUILERA

Clipe de Not Myself Tonight gera polêmica, mas é um autêntico vídeo pop




Desde as primeiras fotos promocionais do novo clipe da cantora Christina Aguilera, muito se falou em cópia em relação outras cantoras como Lady GaGa e Madonna. Mas convenhamos, a indústria pop não é basicamente isso? Ou vai me dizer que a GaGa é original? Só se for no nome, nem a roupa é. Dificilmente se vê alguma inovação nos artistas novos e até mesmo dos veteranos, como no caso de Aguilera e seus 10 anos de carreira. Britney Spears que surgiu na mesma época, não apresenta nenhuma diferença entre as novas de agora. Basta perceber a temática Circus, de seu último trabalho, que já foi até mesmo usado por Christina anteriormente, ou o clipe de 3 que tem artifícios de clipes como da Ciara.

Capa de Bionic
O 'problema' é que Christina Aguilera sempre foi superior no quesito voz, e como cantora esse é o forte dela e ninguém pode copiar. Como artista, Aguilera já fez diversos trabalhos com sua marca e campanhas, e agora vai estrear no cinema junto com a Cher no musical Burlesque. Ela está crescendo, e como sempre mudando em cada álbum, sem deixar de se adaptar ao que é comercial nos dias de hoje. É uma pena que ela como ótima performacer, passe por esses tipos de comentários. Infelizmente os próprios fãs da música pop encontram maneiras para diminuí-la, ao invés de entenderem que não se trata de cópia e sim de referências.

Not Myself Tonight, é o primeiro single do mais novo álbum da cantora, Bionic - o quarto da carreira -, que será lançado 8 de Junho. No clipe, são explorados várias facetas sobre uma mudança radical dela. Tem ela sadomasoquista, extravagante e abusando da sensualidade, inclusive dentro de uma Igreja. Veja a premiere:




p.s.: Óculos de marca igual, é questão de merchandising povo! 
p.s.²: Derramar óleo preto pelo corpo é tão Shakira em La Tortura, né?

abril 29, 2010

CONFIRA O NOVO CLIPE DO COBRA STARSHIP!

Banda pop lança vídeo do terceiro single


Lançado ano passado, ancorado pelo hit Good Girls Gone Bad, o último álbum da banda Cobra Starship, Hot Mess, conquistou as paradas e deu mais popularidade ao grupo - que já fazia o estilo eletro-rock bem antes da moda que se alastrou pelo mundo. Agora depois do single com o mesmo nome do CD, eles lançam a música Living In The Sky With Diamonds como terceiro, e provavelmente último video promocional.

Veja o clipe que é mais calmo que os anteriores, mas a música continua ótima:


abril 28, 2010

NURSE JACKIE: A ADORÁVEL ENFERMEIRA VICIADA DA TV

Seriado conta história de enfermeira drogada e adúltera - e por isso enfrenta polêmicas


Lançada ano passado pelo canal Showtime no Estados Unidos, a série Nurse Jackie causou polêmica ao falar, com ousadia e humor negro, sobre vício de drogas e traição nos bastidores de um hospital. Irônico e sarcástico, o programa estrelado pela ótima Eddie Falco (A Família Soprano) ganhou inúmeras críticas positivas da imprensa. Claro que, as profissionais da área é que não gostaram muito do que viram. Um desses preocupados com a enfermeira 'bad girl', foi o New York State Nurses Association que soltou o comunicado protestando "nós acreditamos que a visão do público sobre as enfermeiras é influenciada pela maneira que elas são mostradas na TV e nós achamos que eles ainda tinham uma visão adequada até hoje". Então, terminou nesse domingo - e se inicia novamente no próximo dia 2 - a primeira temporada do seriado no Studio Universal, e fica a pergunta: será que tem motivo pra tanto alarde?

Como a moda de séries médicas reapareceu por lá desde o estouro de - principalmente - Grey's Anatomy e House, outros foram surgindo na onda. Agora não são mais os casos que eram o foco das séries, como foi em ER (mesmo se transformando ao longo das 15 temporadas), agora os médicos que realmente são os protagonistas, desde o momento em que entram como simples observadores, até ativos na prática da profissão. Porém, a imagem de queridos, intocáveis e sérios, foi quebrada por um processo de humanização e com a intenção de inserir o público nessa trajetória de altos e baixos da medicina. Os pacientes agora são peças para os médicos se conhecerem ou aprenderem sobre a vida. Porém, Nurse Jackie vai mais além.

Primeiro tratou com certo deboche o preconceito existente entre enfermeiros e médicos. A relação deles é a mais complexa possível. De um lado o Dr. Cooper que é  jovem, metido, imaturo, subestimado e o galã do lugar e do outro Drª O'Hana, a confidente de Jackie, fria, segura, porém ótima médica. Os amigos enfermeiros, Mohamed, gay, irônico e amável e a pateta Zoey, novata e engraçada no ponto. Aos poucos todos vão se misturando, construindo relações, mas sempre tem o tom de desprezo dos médicos pelos enfermeiros, e certa situações vão abalar inclusive a confiança entre eles. Como a própria protagonista diz:

“Médicos dão o diagnóstico. Nós (enfermeiros) curamos”
Nessa frase vai a metade da mensagem que a série quer passar. Diferente da realidade mais favorável aos superiores como se é mostrado em Grey's Anatomy, em que enfermeiros são estúpidos, ausentes, que servem apenas para transar com os médicos bonitões, enquanto esses é que correm para salvar as pessoas. Em Nurse Jackie, a série aponta para o outro lado da moeda e por vezes parece mais realista. É ou não é o trabalho mais pesado - e sujo - esses dos enfermeiros? Não nos casos de cirurgiões, é bom lembrar. Só de lidar com o ego dos médicos, já é algo difícil. Outra fala que justifica toda a moralidade (ou a falta dela) de Jackie e seu vício em Vicodin - inclusive fazendo um tráfico velado no hospital  e tendo de transar com o responsável da farmácia para conseguir -, é a difícil fala lançada logo no primeiro episódio:

“O que é uma enfermeira com dor nas costas? Uma desempregada."

Mas, o interessante dessa história toda é essa ambiguidade de Jackie. Ela não é perfeita, sabe que não é, e mesmo sua profissão a obriga muitas vezes de não seguir o sistema. A burocracia do hospital, o tratamento de produto que as pessoas recebem pela direção e por alguns médicos é algo que comove tanto Jackie quanto os demais enfermeiros que sentem a barra de perto. Em Grey's Anatomy, mesmo sendo uma série incrível, existem coisas impossíveis de engolir como "os médicos que fazem caridade no natal e operam de graça". Em Nurse Jackie, ela esbarra em questões que os próprios médicos se recusam a resolver ou fazem de má vontade. Como por exemplo ter de falsificar um documento que libera a doação de órgãos, já que o Dr. Cooper errou ao dizer que o paciente havia tido morte cerebral e era um potencial doador. São situações que os enfermeiros devem acabar assistindo muitas vezes calados, pois não possuem poder suficiente para interferir em certas questões. Em meio a isso, o abuso de medicamentos da personagem, para se manter firme e o método de conseguir os medicamentos.

Assim como Dexter, outra série do mesmo canal, Nurse Jackie teve um poder incrível de prender o telespectador com a teia de mentiras tecida por Jackie. Dexter passou pelo mesmo drama da enfermeira na primeira temporada quando os corpos das pessoas que ele matou, foram encontrados no fundo do mar. No hospital, é o amante, Eddie (imagem ao lado), que põe tudo perder, pois começa a realmente gostar dela. Com roteiro interessante e ágil, são 30 minutos de risos, emoções e uma personagem carismática, cheia de qualidade e imperfeições. Fica impossível não se identificar com Jackie e sua necessidade de aparentar ser normal para a sociedade, nem que para isso busque meios que a mesma sociedade hipócrita utiliza para manter o sistema. O alarde feito pelos falsos moralistas contra a série é apenas mais uma prova disso. Nurse Jackie, Grey's Anatomy, Dexter e House são séries que relatam sobre um personagem. Não generalizam profissionais e o exagero faz parte de todas, ainda dá um destaque à profissão com um roteiro de qualidade. Então pega mal a Associação de enfermeiros de Nova Iorque reclamar e ainda aceitar ser representada pela patética e sem graça Mercy ou totalmente omissa no seriados de médicos.

Criadores:  Evan Dunsky, Liz Brixius, Linda Wallem
Elenco: Edie Falco, Eve Best, Peter Facinelli, Merritt Wever, Haaz Sleiman, Paul Schulze, Dominic Fumusa, Anna Deavere Smith

Trailer:


Assista no Studio Universal (SKY 57), Domingo dia 2, às 21 horas, a reprise do episódio piloto.
Mais sobre a série no hotsite do Studio Universal.
A série foi renovada para uma 3ª temporada. Nos Estados Unidos está sendo exibida a segunda temporada, e ainda não existe confirmação da estreia da segunda temporada no Brasil.

abril 27, 2010

PREPARADO PARA A NOVA TEMPORADA DE TRUE BLOOD?

Sai primeiro pôster com personagens e mini episódio


A verdade é que ninguém nunca deve estar preparado para o seriado True Blood da HBO. Depois da tensa 2ª temporada, com cenas de rituais macabros, orgias e muitas bizarrices, a série se prepara para o lançamento da nova temporada que se inicia 13 de Junho nos Estados Unidos. Ainda não tem confirmação se a HBO do Brasil, vai estrear a série perto da data como fez anteriormente.

Por enquanto o que resta é ver um mini episódio, fruto do grande marketing viral que vem se arrastando com diversos posteres nas últimas semanas. Nele, Eric e Pam  julgam testes de dança em busca de novas dançarinas para o bar Fangtasia. Meio forçado, mas vale a pena ver a cara congelada de Eric e o deboche de ambos. Veja:

abril 26, 2010

O NOVO - E POLÊMICO - CLIPE DA CANTORA M.I.A.

Sexo, drogas e muita violência ilustram crítica sobre guerra


Depois de mesclar funk carioca no álbum de estreia, Arular, no famoso single Bucky Done Gun e marcar presença na forte - e ganhadora do Oscar - trilha de Quem Quer Ser um Milionário?, com a música Paper Planes do álbum Kala, a londrinha M.I.A. , que na verdade se chama Mathangi Maya Arulpragasam, promete causar barulho com o novo disco. Ainda sem nome, o álbum prometido para junho, já tem o primeiro single promocional lançado e mostra que o lado político da cantora continua bem afinado. A música Born Free ganhou um vídeo de quase 10 minutos de duração, com muita violência e demonstração de ódio e intolerância para todos os lados. Para dar mais dramaticidade, foi convocado o polêmico, porém, genial, diretor Romain Gavras (Amen, O Corte).

Veja o resultado:


Confira os clipes de Bucky Done Gun e Paper Planes:





abril 24, 2010

Faltou ritmo em 'Alice no País das Maravilhas'

Produção é belíssima e um autêntico filme de Tim Burton


Enfim, depois da torturante espera de um mês de diferença do lançamento nos Estados Unidos, Alice desembarcou ao Brasil. Com direção do gênio Tim Burton (A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça, Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet), e estrelado pelo seu - e de 90% da população - ator favorito Johnny Depp (Piratas do Caribe, Em Busca da Terra do Nunca) a nova adaptação cinematográfica do livro Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll e publicado em 1865, entra na era da tecnologia e é lançada em 3D. Possui direção de arte e figurino afinados, atuações e personagens infalivelmente divertidos, porém, não entusiasma com o roteiro quando comparado à ficha técnica - e não melhora nem mesmo visto com óculos especiais.

O filme é um espécie de sequência da história original. Começa com Alice, criança, dizendo para o pai que sonhou estar em um mundo diferente, mágico. Então, 13 anos se passam e agora com 19, Alice (Mia Wasikowska, bonita e mediana) tem de encarar a tediosa festa armada por sua família, para selar um noivado arranjado. A jovem se mostra inquieta, cansada de fazer o que os outros a mandam fazer. Durante a festa, ela persegue o coelho branco e sem querer vai parar no mundo das maravilhas. As criaturas do lugar, não acreditam ser a jovem, e ela mesma nem se lembra de ter estado ali antes. A verdade é que eles buscavam levar Alice ali de volta para ajudá-los, já que uma profecia diz que ela é a única salvação para deter a Rainha de Copas (Helena Bonham Carter) do controle absoluto e devolver o reinado para a Rainha Branca (Anne Hathaway, apagada), que é pacífica e equilibrada. Durante a aventura, ela se encontra novamente com o coelho - que devia aparecer sempre atrasado, mas aqui perdeu um pouco essa característica -, o gato sempre sorridente e que rouba a cena, a lagarta que vive fumando ópio, os atrapalhados irmãos gêmeos, um simpático cachorro que agora vive escravizado pela Rainha de Copas e, claro, O Chapeleiro Maluco (Johnny Depp), isso para citar alguns principais.

A jornada limita-se a cenários exuberantes, algumas piadas e situações engraçadas (parte delas envolvendo o Chapeleiro) e fica em momentos arrastada, sem uma dinâmica empolgante ou pelo menos saindo do lugar comum. O problema aqui, talvez seja o ritmo tomado pelo diretor, que sempre encontrou no suspense o modo de fazer a perfeição. Alice não parece ter muito onde correr, está tudo tão organizado para suas decisões e seu caminho. Ela não está perdida fisicamente, apenas precisa dessa experiência para entrar na vida adulta e conseguir tomar suas próprias decisões. Porém, o público não tem tempo para entrar no espírito da personagem e sentir seu drama e muito menos se inserir na nova aventura. Mas, o que realmente não dá pra entender é a batalha final, em que os exércitos vão lutar e Alice tem de fazer algo, da qual, julga impossível. É tudo muito rápido, com um clímax sem nenhuma emoção. Até mesmo a dancinha à la Michael Jackson do Chapeleiro, pouco empolga tamanho é a correria.

Tim Burton e seu intocável time

Mesmo que doloroso dizer, é frustrante depositar as fichas em um diretor que sempre foi tão autêntico e que costuma acertar mais do que errar, e agora se vê produzindo um filme que mais teve marketing do que qualidades. Alice não tem nada de diferente, nada que o trailer não mostra. O 3D decepciona e só chama atenção pelo gato que flutua pela sala, mas isso não se viu também nos trailers? Mesmo com um visual impecável e uma história que combina com a personalidade gótica do diretor, não existe aqui cenas memoráveis e alguma inovação. É mais uma dobradinha perfeitinha de Burton e Depp e isso não é necessário ser lembrado pelo público mais uma vez, já que os dois são parceiros há anos. Isso sem tirar em outros aspectos como a trilha sonora composta mais uma vez pelo ótimo Danny Elfman ou a nova participação da mulher do diretor, a Helena Bonham Carter. A impressão que fica é que o Chapeleiro Maluco, se torna o personagem principal, o que acaba sendo umas das poucas coisas que sustentam o filme, além do visual. Ausente de uma história mais divertida, essas atuações passam ser a melhor parte da produção. O próprio Depp está mais uma vez excêntrico e estranho, porém, sempre carismático. A Rainha de Copas é uma atração à parte. Depois de chamar atenção na pele como Bellatrix Lestrange em Harry Potter, Helena Bonham Carter sabe ser má na medida certa e o visual cabeção como a Rainha, motivo de piada o tempo todo, é de extrema qualidade, sem contar nas divertidas repetições da famosa frase aos berros "cortem-lhe a cabeça!".

O diretor Tim Burton ainda está para fazer um grande filme no nível dos clássicos que marcaram sua entrada no cinema, seja o incrível Edward - Mãos de Tesoura, O Estranho Mundo de Jack, ou até como o incompreendido Batman - O Retorno,  e pouco importa se terá Johnny Depp, sua mulher e Elfman - melhor se tiver todos eles, claro -, o que os fãs e o cinema hollywoodiano necessitam é da visão diferenciada do diretor, mas com uma história que realmente consiga dar liberdade à ele de expor por completo seus pensamentos. Em Sweeney Todd, ele quase chegou lá, mas o fato de ser um musical muito clássico fez o filme perder, em partes, o brilho - mesmo impossível ser de outra maneira. Mas, é bom que ele ainda esteja acertando suas pinceladas, é daí que a genialidade vai amadurecendo e chegando à perfeição, ou serei apenas eu comemorando quando vê-lo recebendo um merecido Oscar ao lado de seu pupilo Depp? Mas, fica um recado: caro Tim, só não me faça ver novamente a árvore dos mortos em seus futuros filmes.

(Não entendeu? Repare no fundo do cartaz principal no começo do post, e me diga se aquela árvore distorcida atrás de Alice, não é a mesma de A Lenda do cavaleiro sem Cabeça?)

Alice no País das Maravilhas
Alice in Wonderland
EUA , 2010 - 108 min.
Aventura / Fantasia

Direção: Tim Burton
Roteiro: Linda Wolverton
Elenco: Johnny Depp, Anne Hathaway, Helena Bonham-Carter, Crispin Glover, Alan Rickman, Mia Wasilkowska, Stephen Fry, Michael Sheen, Timothy Spall 

 

abril 23, 2010

CONFIRA O SEGUNDO TRAILER DE 'A SAGA CREPÚSCULO: ECLIPSE'

Terceira parte do fenômeno literário e cinematográfico ganha trailer completo


Depois do meloso porém, autêntico, teaser de Eclipse lançado em Março, a Summit divulgou no programa de Oprah Winfrey o novo - e completo - trailer da saga. Temos mais ação no conflito entre vampiros e lobisomens e o romance fica um pouco de lado. O tom épico finalmente faz jus às imagens. Confira:


É bem perceptível o toque mais sombrio e caótico do novo diretor David Slade, que dirigiu a adaptação de HQ também sobre vampiros 30 dias de noite, deu a adaptação literária. Eclipse estreia em 30 de junho. Resenhas de Crepúsculo e Lua Nova você encontra aqui e aqui.

abril 19, 2010

A busca pela redenção no filme 'Vidas que se Cruzam'

Drama entrelaça o tempo e a vida de personagens complexos


O diretor Guillermo Arriaga faz o seu debute como diretor nessa produção sentimental, com personagens bem humanos e belas cenas cheias de significados. Romancista com vários livros publicados, além de produtor, ele realizou e foi premiado com filmes de grande repercussão como Amores Brutos, 21 Gramas e Babel, esses com a direção de Alejandro González Iñarritú, pela qual rompeu a parceria depois de um conflito para saber quem seria o verdadeiro autor do último. Todas essas produções guardam a mesma semelhança ao unir personagens opostos, que parecem filmes diferentes em um só, e logo se encontram e mostram que existem ligações entre eles. Não necessariamente se encontram, mas a ação de uns, criam consequência na vida de outros. Essa é a premissa e o mistério por trás do filme Vidas que se Cruzam.

O filme é um verdadeiro quebra-cabeça, da qual são apresentados personagens, enredos, até que o público se não estiver atento, se perde na ordem cronológica da história e talvez se sinta desnorteado. Isso poderia até ser um ponto negativo, porém, o filme chega em um estado especial, o roteiro anda, e finalmente se entende onde se quer chegar. A trama se passa em uma árida cidade que faz fronteira com o México, em que conhecemos a jovem Mariana (Jennifer Lawrence) que sente alguma coisa errada com a mãe Gina (Kim Basinger). Em outro núcleo, somos apresentados à Sylvia (a bela Charlize Theron) uma mulher que vive de forma promíscua e em um doloroso processo de redenção, e ainda é perseguida por fantasmas do passado. Além dessas três, pra confundir um pouquinho mais, ainda tem a garota Maria (Tessa La), que presencia o acidente de avião com seu pai que pilotava sobre uma plantação. O que elas tem em comum?

Cheio de falas e cenas sobre amor, traição, culpa e desejo. O grande quebra-cabeças, serve em uma tentativa de compor personagens reais com seus dramas e da qual vivem a árdua realidade que muitos cometem erros e que não podem consertá-los facilmente. O que leva uma mulher, com uma boa família e uma aparente felicidade, trair o marido com um homem casado? E a bela moça, garçonete de prestígio com um bom pretendente, vive sozinha transando como uma prostitua (porém, sem cobrar) e cheia de cicatrizes físicas e emocionais? E a adolescente, confusa por problemas familiares e acaba se envolvendo em um amor proibido, da qual, ela é culpada pelos sentimentos de ódio ao redor?

Vidas que se Cruzam, pode não ser tão surpreendente, pois, já apareceram outros tantos filmes com esse tipo de narrativa. Mas é uma maneira interessante e diferente de se contar uma história às vezes trágica, e sobre redenção. Faltou aqui nessa confusão, um protagonista forte, que realmente pudesse inserir o público dentro do roteiro e envolver no ambiente sem tempo e por vezes melancólico. Assim como o título original, The Burning Plain, é como se fosse um avião sem rumo, queimando e prestes a cair. Poético, e quando você acha que terminou de montar as peças, ele finaliza de forma delicada, sem rodopios, apenas entrega o que todos esperam. Um pouco mais otimista que os outros roteiro, Arraiga mostra aqui ser um diretor interessante e com um trabalho plausível, que infelizmente chegou tarde às telas e foi subestimado por muitos.

The Burning Plain
EUA, México
Drama
Direção:  Guillermo Arriaga
Roteiro: Guillermo Arriaga
Elenco: Charlize Theron, Joaquim Almeida, Kim Basinger, Jennifer Lawrence, Jose Maria Yapsik, John Corbett

Trailer:



abril 16, 2010

Qual o segredo do sucesso da comédia 'Se beber, não Case'?

Trama politicamente incorreta, acerta em cheio no modo de fazer rir


Críticos de cinema não gostam muito de comédia, isso é fato. Basta ver as premiações, seguir os atores que são marcados por esses filmes. Poucos conseguem algum respeito e ganham prêmios. Porém, uma conseguiu o feito de ser aclamada pelo público e ter de praxe, à admiração por parte da crítica especializada. Essa é a produção Se Beber, não Case, que ainda saiu como grande vencedora do Globo de Ouro na categoria de melhor comédia ou musical. O sucesso é tão grande que se tornou a comédia de maior vendas de DVDs da história, além, de está sendo preparada uma continuação com os mesmos personagens.

O diretor de Dias Incríveis, Todd Phillips, soube muito bem aproveitar dos diversos artifícios de se conseguir prender o grande público com a comédia exagerada, politicamente incorreta e mesmo se aproveitando de certos clichês. São quatro personagens masculinos, amigos e com a sede de diversão, Doug (Justin Bartha) - prestes a casar, Phil (Bradley Cooper) - professor, que cumpre à risca a sua função social, Stu (Ed Helms) - dentista, conformado com  a vida fria de casado com a controladora esposa, e Alan (Zach Galifianakis) - cheio de traumas, maluco com uma certa inocência de criança. Eles viajam, à dois dias do casamento de Doug, para Las Vegas aproveitar os últimos dias de solteiro dele. Depois de uma noitada avassaladora, acordam desorientados, com um bebê no guarda roupa, um tigre no banheiro e com àquela ressaca. Para piorar, o noivo sumiu. Daí começa a busca pelo amigo, e, principalmente do que realmente aconteceu naquela noite.

Passando por personagens pitorescos, e muita aventura perigosa em meio à  prostitutas, traficantes e mafiosos, os amigos também vão do melhor modo masculino, debatendo certos dramas da vida, e refletindo sobre suas vidas. Mesmo, que, em meio as situações mais alucinantes possíveis, eles vão percebendo que a experiência em Vegas vai servir para encontrarem caminhos novos em suas vidas. Não é uma comédia necessariamente para ser levada a sério, mas fica a mensagem de amizade, companheirismo demonstrado por eles durante o longa. Até o público feminino, que talvez perceba melhor esse ponto sensível, poderá desfrutar das picantes situações e piadas. Essas que não caem na vulgaridade, como no excessivo Borat ou até nas comédias adolescentes no estilo Super Bad. Um filme ágil, com roteiro interessante e que prende o público do início até o fim. Na realidade, os críticos sabem que esses exemplos de bons filmes feitos para rir, são raros, mas o público sabe que comédia boa mesmo não precisa provar nada à ninguém, apenas fazer rir, trata-se apenas uma questão de gênero e gosto.

Se Beber Não Case
The Hangover
EUA , 2009 - 100
Comédia
Direção:  Todd Phillips
Roteiro: Jon Lucas, Scott Moore
Elenco:  Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis, Justin Bartha, Heather Graham, Ken Jeong, Mike Tyson 

Trailer: 




abril 15, 2010

A mágica pouco inovadora da série 'KDABRA'

Seriado colombiano empolga no mistério, mas cai no lugar comum


Com um preço mais baixo e a intenção de diminuir o monopólio de seriados americanos na programação, canais como Sony e a FOX tem preferido comprar e exibir produções latinas. Uma dessas teve o tratamento digno de um LOST, ganhando até o cronômetro indicando quanto faltava para o programa começar - artifício polêmico usado nos EUA para o lançamento da série V e que foi copiado também pela Warner no Brasil. Essa série é Kdabra, fortemente anunciada com clipes musicais, excesso de promoção nos vários canais derivados do Grupo FOX (cheguei até ficar confuso se a série ia ser exibida pelo FX ou pela FOX, tantas eram as chamadas no canal irmão). Então a pergunta, a série mereceu esse tratamento?

Em partes, pode-se entender o seriado como um investimento bem intencionado, ágil, com um roteiro interessante, e que nesse primeiro episódio não enrolou o telespectador em guardar mistérios e jogando aos poucos as resoluções, como os seriados americanos fazem pós era Arquivo X. Porém, Kdabra peca na falta de originalidade em um dos núcleos. Como o desdobramento da conspiração alienígena, poderia fazer bem um seriado que se vendeu ser sobre ilusionismo e mágicos. Na TV americana mesmo, tiveram exemplos que o tema não chama mais atenção como antes, vide o fracasso de Invasion e até a baixa audiência do remake de V.

Porém, a parte técnica surpreende. A estética do mundo mágico é algo que deu uma identidade à série. O primeiro truque foi uma boa abertura ao seriado e logo consegue prender o público. Mesmo a edição um pouco ligeira demais, logo se dá para acostumar - talvez se faz necessária para as constantes cenas de passes de mágica soarem o efeito desejado. O lado gótico dos mágicos de rua também foi bem bolado, tem o cassino lá também, tubo na melhor sintonia. As atuações, não caíram na breguice da telenovela, então não existe nada exagerado demais e cafona. O protagonista mesmo, Christopher Uckermann, conhecido pela novela Rebelde, consegue passar naturalidade com o personagem. As próximas linhas podem conter spoiler para quem não viu o primeiro episódio.

O primeiro episódio de Kdabra, mostrou a história do jovem Luca (Christopher), jovem de 17 anos que vive em uma estranha e controladora comunidade religiosa chamada La Orden. Apaixonado pelo mundo do ilusionismo, Luca sofre com a pressão do pai que não aceita tal escolha do filho. Uma noite, ele foge com a namorada, e acaba tendo umas suas constantes crises de narcolepsia - desmaios que fazem a pessoa dormir por alguns instantes -, sozinho, acaba sendo atropelado e levado para o Hotel Majestic, primeiro voltado para o mundo da mágica. Lá conhece o veterano mágico René (Damián Alcázar, de As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian), da qual fica impressionado com os poderes do garoto e logo o convida para ser seu assistente. Porém, Luca é expulso do hotel e acaba no gueto dos mágicos de rua. Porém, seu pai o encontra e o leva para casa. Enquanto isso, um ex-astronauta está buscando pistas sobre essa estranha comunidade, da qual ele acredita em uma conspiração alienígena. O final guarda um segredo. Luca vê o pai tomando banho, mas no lugar da genitália, existem marcas bizarras, o jovem volta a desmaiar.

Intrigante e sem delongas, o piloto foi bem realizado, só resta saber se nos próximo 12 episódios, toda o ritmo continuará nessa euforia e objetividade. E claro, se a série terá fôlego para prender o público por esta e mais outras temporadas. Por enquanto, não existem notícias de renovação, visto que o Brasil é o segundo país a exibi-la, então aguarda um resultado satisfatório do setor comercial. Essa é a segunda série encomendada da Fox International Channels – a primeira foi o drama Mental, que teve apenas uma temporada produzida. Kdabra mostra que tem força, ousadia e poder para continuar, mesmo que extrapolando em mistérios um tanto quanto nada originais, vamos aguardar e saber se essa sensação de "eu já vi essa mágica antes" continuará.


Kdabra é exibida todas quartas-feira no canal FOX.
Mais informações, visite www.myspace.com/kdabrabrasil
Assista um trailer:

abril 11, 2010

O drama de informar sobre a morte pela guerra em 'O Mensageiro'

Produção mostra a complexidade de um ponto pouco exposto da guerra




Quando um filme se propõe a falar sobre o lado dos mensageiros da morte de qualquer guerra, aqueles que batem na casa das pessoas prontos para dar a má notícia sobre a morte um filho, irmão ou marido na guerra, é porque este está pronto para criticar e acima de tudo, denunciar o lado negativo, do qual, o governo esconde debaixo do tapete. De acordo com o site icasualties.org , que faz uma contagem  das baixas no Iraque e Afeganistão, tanto de americanos, britânicos e os provenientes da região, foram mais de 4.708 mortes nesses 8 anos de invasão dos Estados Unidos ao Iraque. Desses, são 4.390 soldados americanos. Ou seja, morrem mais soldados americanos que do "exército inimigo". Imagine então, a família de cada um desses soldados passando pela dor de perder violentamente um ente querido? E o lado de quem dá a dolorosa notícia? Esse é o ponto de partida de O Mensageiro, que trata do ponto de vista do tal responsável por dar a informação.

A história narra a vida do aclamado soldado norte-americano Will Montgomery (Ben Foster - o arcanjo de X-Men 3), depois de salvar vidas em combates e acumular um trauma no olho, ganha o status de sargento e é remanejado para a nova função de mensageiro da morte. Para ajudá-lo na nova missão, o capitão Stone (Woody Harrelson) é chamado e aos poucos explica o protocolo. Tudo é calculado com a mais fria precisão, desde a fala, o comportamento sem emoção e sem tocar nas pessoas. Esses são os primeiros e cruéis instantes do filme em que a platéia sente o desespero, a angústia dos familiares e as se depara com diversas reações - desde agressão física, verbal e até a expulsão da dupla.

Durante o novo trabalho, o drama dos dois também é exposto. O que se vê ali são dois soldados que depois da guerra, se isolam da sociedade, vivem sem uma razão cruciante e procuram ocupações vagas. Perderam relacionamentos pelo tempo que ficaram fora - muitas mulheres não aguentam e arranjam outra pessoa, como o capitão debocha de muitos em vários momentos. Ser sobrevivente da guerra traz consigo consequências físicas e emocionais que ficaram marcados pelo resto da vida. O vazio, a solidão e o trauma de se viver matando e vendo pessoas próximas morrerem. Essa é outra face que ao meio do filme começa a desenrolar. Will se envolve com a mulher de um desses soldados mortos, e esse relacionamento esbarra na ética e na moral, além do sentimento de culpa que torna complexivo e confuso qualquer caminho que se queira seguir.

A atuação de Woody Harrelson lhe rendeu uma merecida indicação ao Oscar de melhor ator coadjuvante. Por ter mais anos nas missões, é ele quem confronta seus sentimentos com o jovem sargento e tenta passar lições de vida, ou consertar as pontas soltas da lógica de se viver. O lado diferente abordado pelo filme, rendeu também uma indicação de melhor roteiro original. Assim como a desastrosa ocupação dos Estados Unidos no Iraque, da qual o governo não consegue tirar os soldados de lá por achar que tem mais algo a se fazer, O Mensageiro, também mostra que o impasse da vida pós Guerra, pode ser tão torturante quanto está em combate - tanto para a família de mortos, quanto para os soldados sobreviventes e muitas vezes sem a própria família os esperando.

The Messenger
EUA , 2009 - 112
Drama / Guerra
Direção:  Oren Moverman 
Roteiro: Alessandro Camon, Oren Moverman 
Elenco: Ben Foster, Woody Harrelson, Jena Malone, Samantha Morton, Eamonn Walker, Steve Buscemi 

Trailer:

abril 09, 2010

CONFIRA O NOVO TRAILER DE SEX AND THE CITY 2!

Trailer completo prepara lançamento da sequencia que chega aos cinemas em maio


Depois do primeiro filme ter divido - mesmo - a crítica especializada e os fãs, chega ao cinema a aguardada continuação de umas das mais bem sucedidas franquias da cultura pop: Sex an the City 2. O primeiro filme arrecadou pelo mundo cerca de 415 milhões de dólares pelo mundo, então mesmo que não sendo um ótimo filme, era questão de tempo para a sobre-vida do seriado da HBO continuasse nas telonas. O segundo trailer da sequencia foi lançado hoje e seque mostrando a vida das quatro amigas e seus dilemas com a vida de casado - e de solteira também, e como! Além, claro, do tradicional brinde à amizade. Dessa vez, rostos mais conhecidos farão parte da história, como Penélope Cruz, Miley Cyrus e Liza Minelli - as duas últimas interpretando elas mesmas.

A impressão que dá, ao ver o trailer, é que vão continuar resumindo o que seria uma temporada inteira em um filme só, e essa coisa de ex-casos voltarem no deserto é uma saída pra fazer o roteiro render algo. Porém, os fãs da série vão achar um prato cheio. Confira o trailer:



Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Cynthia Nixon e Kristin Davis voltam em seus respectivos papéis. A direção continua ao cargo de Michael Patrick King, mesmo  do primeiro filme. A estreia no Brasil ocorre em 28 de Maio.

abril 08, 2010

Sandra Bullock generosa em 'Um Sonho Possível'

É a atriz quem salva a produção de ser mais um simples "feel good movie"


Depois de conquistar o Oscar 2010 como melhor atriz em sua primeira indicação, Sandra Bullock mais conhecida por uma variedade de filmes que sempre variam de romance e comédia escrachadas (foi por uma dessas que ela ganhou o "prêmio" de pior atriz), nunca teve problemas em escolher os papéis certos para acumular grandes bilheterias. Na fileira de Julia Roberts entre outras, é curioso como Sandra não escolhia  um papel desafiador e forçado com o objetivo de conquistar uma estatueta dourada. E dessa vez, a impressão que fica, no dramático Um Sonho Possível, Bullock conquistou prestígio da crítica sem precisar fazer um filme diferente de sua linha sessão da tarde para sair a grande vencedora, e isso não retira de forma alguma seu merecimento - pelo contrário.

O filme é baseado na história do astro do futebol americano Michael Oher, ou Big Mike, que adotado no final da difícil adolescência por uma família de classe alta e passa pelo conflito de estudar em uma escola em meio a olhares preconceituosos de brancos e ricos. Mas o interessante no filme - e o que o torna original - é o personagem de Bullock, a matriarca loira com pinta de perua Leigh Anne Tuohy. Ela quem estende a mão ao jovem, e vai livrando a platéia dos recorrentes estereótipos fundamentados pelas características de personagens assim. Aqui, a branca com ar sofisticado e nobre, dá uma aula de gentileza e bate de frente, seja qual for o comentário grosseiro sobre sua atitude humanitária - vista como absurda.

Desse relacionamento afetivo, Leigh busca dar toda a estrutura familiar que o garoto não teve. Passando por momentos brilhantes e extremamente emotivos, como na cena do almoço de Ação de Graças, em que ela desliga a televisão e obriga toda a família a sentar-se na mesa com o jovem ou quando vai comprar roupas com ele. São esses pontos que mexem com os corações mais sensíveis. O fato do filme se concentrar no amor altruísta, aquele que a pessoa busca ajudar sem esperar nada em troca - fato que inclusive é debatido com a suspeita de algum interesse da família pelo talento do jovem no futebol - é o principal motivo do sucesso do longa.

A produção demarcou pontos interessantes. A violência no filme não é mostrada com o artifício de chocar, é jogada em flashs demonstrando a insegurança e revelando os traumas do Big Mike. Isso deixa o filme leve. Toda dor concentrada no adolescente é visível, mas sem tocar em detalhes  penosos que provavelmente ele passou em todos esses anos sem uma mãe ausente - viciada em drogas - e um lar fixo. O ator que interpreta Big Mike, Quinton Aaron, consegue transpor todos seus medos nos trejeitos complexos do sofrido jovem que criou uma barreira com o mundo, se fazendo de burro e antisocial. E isso foi percebido pela família Tuohy, da qual, o acolhe sem mais delongas, deixando que toda verdade seja aos poucos revelada.

Diferente do impactante e indigesto Preciosa, que necessitou das fortes cenas de violência para se tornar inesquecível, que mantém uma história parecida, porém, sem o final tão feliz, infelizmente Um Sonho Possível não consegue ser eficiente aos mais realistas e acostumados com a nova forma de expor os problemas de desigualdade social que ultimamente chegaram em peso ao cinema americano, desde o sucesso de Quem quer ser um milionário?.

É uma forma bonita e limpa de mostrar como um gesto pode mudar uma vida, salvá-la da violência, do descaso, da cegueira que tomou conta da vida de uma parcela acomodada da população. A superação que o filme promete é mostrada aos dois lado, seja da mãe e família - adotiva -, que cultiva o amor em uma forma de desafio, e do jovem que aos poucos consegue livrar-se de seus medos e receios. Uma lição bonita de superação, mas raza quando conhecemos histórias como a já citada Preciosa ou um mais emocionante e próximo dos brasileiros como O Contador de Histórias. Aqui o que se leva, é uma Sandra Bullock brilhante, sem forçar a barra, seguindo sua linha de filmes, e mostrando que sua carreira não demonstra fiasco, como de outras atrizes ganhadoras do Oscar, exatamente porque ela não fez parecer desesperada pelo prêmio.

Um Sonho Possível
The Blind Side
EUA , 2009 - 128 min.
Drama
Direção: John Lee Hancock
Roteiro: John Lee Hancock 
Elenco: Sandra Bullock, Tim McGraw, Kathy Bates, Quinton Aaron 

Trailer:



abril 07, 2010

NOVIDADES: A REVOLUÇÃO VISUAL DA NME

Publicação voltada à indústria musical muda o layout das capas

Kasabian ganha destaque no novo formato

Design antigo: bagunça
A revista semanal britânica New Music Express, mais conhecida como NME, resolveu mudar o estilo das capas - da qual antes eram grandes aglomerados de palavras e frases soltas fazendo com que a foto principal ficasse quase escondida (veja como era antes na imagem ao lado) - e adota um design mais clean. E para comemorar a tal ação, colocou nas bancas 10 edições com capas diferentes, com alguns artistas polêmicos, ou simplesmente porque são a cara da revista, em destaque.

Entre os artistas e bandas temos Jack White, James Murphy do LCD Soundsystem - desejando ver todas gravadoras queimarem, Foals, MIA, Rihanna, Magnetic Man, e as melhores na minha opinião: Tom Meighan e Sergio Pizzorno do ótimo Kasabian e o Biffy Clyro. 


Confira:

abril 06, 2010

CONFIRA O NOVO CLIPE DA BANDA HOT CHELLE RAE: "BLEED"

Segundo single do promissor grupo é uma balada 


 Formada em 2005, na cidade de Nashville, Tennessee - Estados Unidos, a banda Hot Chelle Rae, segue a onda de bandas com sonoridade eletrônica unida ao bom pop/rock. Quem tem o canal VH1 Mega Hit's talvez já tenha conferido o vídeo de I Like to Dance pela programação - primeiro single do álbum de debute do grupo, chamado Lovesick Electric. Esse álbum teve a produção de Eric Valentine - que produziu o último álbum do Slash entre outros nomes como The All-American Rejects, Queen of The Stone Age, Lostprophets e Taking Back Sunday - e Butck Walker, esse que trabalhou com nomes de peso na indústria do pop, como os dois últimos (e também o novo) álbuns da Avril Lavigne , Pink, Katy Perry e Weezer.
 

Capa do primeiro álbum
Formado por Ryan Keith Follese (guitarra e vocal), Nash Overstreet (quitarra e vocal de apoio), Ian Keaggy (baixo), e Jamie Follese (bateria) , o Hot Chelle Rae apresenta algo diferente e importante da onda de bandas que abusam dos sintetizadores e cores: um bom vocal e a variedade de sons. Prova disso é o segundo single, a canção Bleed, que se opõe ao primeiro single, expondo a consistência do álbum de estreia.

Confira o clipe da energética I Like to Dance e depois a premiere da balada Bleed:






Para mais informações, visite o site oficial da banda: hotchellerae.com.

abril 04, 2010

SKINS E A LOUCURA DA 4ª TEMPORADA

Série teen inglesa se perde no ritmo e no foco - porém, continua emocionante


Com um atraso mais do que convencional, terminei de assistir aos oito episódios do ótimo seriado Skins, exibido pelo Channel  4 da Inglaterra e que possui fãs pelo mundo - através, claro, dos downloads ilegais. Esses que foram responsáveis ao encerramento do site Skins Brasil, o único que disponibilizava o conteúdo legendado para o Brasil. A série também está sendo exibida pelo canal VH1 e HBO Plus, mas nesses ainda estão na primeira fase da série, entre as duas primeiras temporadas. Pra quem não viu a última temporada, então cuidado com spoilers no texto a seguir.


abril 03, 2010

VEJA O PRIMEIRO TRAILER DO NOVO RESIDENT EVIL: AFTERLIFE

Trailer destaca que o filme é feito em 3D e não apenas convertido


 Depois de um terceiro filme mediano, foi lançado hoje o trailer do quarto filme da saga Resident Evil, pra mim, uma das melhores - e poucas que conseguiram sucesso - adaptações de games - junto com Terror em Silent Hill e poucos outros. A Sony Pictures deixa claro no trailer que o filme foi completamente gravado com a tecnologia da terceira dimensão estereoscópica, e ainda insere o nome do magnata do ramo, James Cameron. Isso é bom, porque vai apimentar a discussão, e fazer os estúdios pensarem se vale a pena enganar o público com um 3D feito de última hora ou preparar uma obra prima como foi feito em Avatar.

O quarto longa se chama Resident Evil: Afterlife e continua a saga de Alice (Milla Jovovich) em busca de sobreviventes da infestação que transformou a população em mortos-vivos. Ela fica sabendo de um local seguro, e segue a Los Angeles, mas quando chega lá não é isso que a espera. A continuação ainda conta com Ali Larter retornando como Claire Redfield. De Prison Break para as telonas, Wentworth Miller será Chris Redfield, personagem de grande importância nos games. O vilão da trama Wesker é vivido por Shawn Roberts. 


Confira o promissor trailer:

 
Paul W. S. Anderson  continua como o diretor. A estreia ocorre em 10 de setembro de 2010. No Brasil, chega uma semana depois, dia 17.