setembro 30, 2011

Série 'The Killing' é excepcional

Seriado conta de forma sedutora uma trama banalizada no gênero policial


Estreou no Brasil, na última segunda feira pelo A&E, a série The Killing, exibida originalmente pela AMC nos Estados Unidos, emissora de séries como Mad Men, Breaking Bad e The Walking Dead. O gênero é policial, com um grande mistério à ser resolvido, mas no meio disso o lado pessoal dos protagonistas é explorado e de alguma forma faz parte do jogo de quebra-cabeças. Mas esqueça a resolução à la Scooby Doo banalizada em seriados como CIS e outras dezenas, em The Killing o ritmo diminui, a tensão aumenta e a trama é ainda mais complexa.

Baseado na série dinamarquesa Forbrydelsen, a trama é transposta para uma Seattle sombria, sempre nublada, da qual, aumenta a sensação de confusão e obscuridade. No centro da história está a morte da jovem Rosie Larsen, encontrada em um lago e com sinais de tortura espalhados pelo corpo. Ao redor do ocorrido estão: Sarah Linden (Mireille Enos, indicada ao Emmy deste ano por sua atuação), a verdadeira protagonista que tem o dilema de encerrar sua carreira de investigadora na unidade da cidade e viver em um outro lugar com sua família ou desvendar este caso intrigante; os pais da jovem Mitch Larsen (Michelle Forbes) e Stanley Larsen (Brent Sexton), em que o drama da perda é explorado, o que faz o seriado ficar completo, com uma alma; Stephen Holder (Joel Kinnaman) parceiro detetive de Sarah que tem seus próprios métodos de correr atrás de pistas e descobrir suspeitos; e o gabinete político de Darren Richmond (Billy Campbell) que concorre à prefeitura e acaba tendo alguma ligação com o ocorrido.

Esses três parâmetros, polícia - família - política, são fundamentais para manter The Killing interessante, inserindo um clima conspiratório ao misturar política com a investigação. É a mesma característica que faz The Good Wife se sobressair como série de advogados na tv aberta e deixa tramas de época como Game of Thrones, Boardwalk Empire e The Borgias tão complexas e dinâmicas na tv a cabo. O ingrediente é certeiro e sempre guarda boas surpresas e reviravoltas.

Mas engana-se quem espera que a série de investigação policial é agitada. Contada de forma lenta, dando destaque a pausa em detalhes do ocorrido, suas consequências nos personagens ao redor e no drama, The Killing é eficiente em trazer a atmosfera noir, que fez grandes clássicos no cinema na década de 70. A sensação cinematográfica não está somente na estética, mas também incorporada nos personagens seguros e que se comportam como peças de jogo de tabuleiros sedentos por espaço. Até mesmo Mireille Enos que é baixinha e delicada não esconde sua obsessão em descobrir a verdade, até mesmo no começo antes da descoberta do corpo quando nada se tinha provado.

Uma pedida para os fãs do gênero, mas que procuram algo mais cru e melhor elaborado, e não apenas uma hora e dois casos de uma só vez, sem explorar personagens e o contexto. Cada episódio de The Killing representa um dia na investigação do mesmo caso, o que dá tempo para saborear o roteiro inteligente, imprevisível e viciante - características que o faz um dos melhores dramas do ano. Vale a pena.

Trailer:




The Killing é exibida no canal A&E (Sky, Net e TVA) todas às segundas, às 23 horas.

setembro 29, 2011

Adele caminha melancólica no clipe de 'Someone Like You'

Segundo single já é hit e só agora ganha clipe


O álbum 21 da querida Adele já é o maior fenômeno fonográfico do ano, desbancando nomes pretensiosos como Lady GaGa e Britney Spears. E se elas já gastaram uma boa grana com seus videoclipes, a inglesa sustentou-se apenas com dois singles, sendo que apenas um tinha clipe (Rolling in The Deep, da qual, o Project Monkeys apresentou antes da cantora se transformar na maior artista de 2011). A balada Someone Like You já havia tomado as charts pelo Reino Unido antes mesmo de ser considerada single oficial, mas com o sucesso foi a escolhida também para o mercado norte-americano. Agora o singelo clipe da música apenas serve como base mais para imagem do que a necessidade de existir, pois a música mesma se sustenta. Confira a cantora andando por Paris, melancólica depois do término de um relacionamento:


Que venha Set Fire To The Rain!

Trailer da nova temporada de 'The Walking Dead'!

Ação e muito suspense marcam a prévia


Depois de alguns teasers e poster, foi divulgado o trailer oficial da segunda temporada de The Walking Dead. O vídeo apresenta cenas de ação com o grupo de sobreviventes deixando Atlanta indo para uma fazenda no interior onde vão se encontrar com outros sobreviventes. Essa temporada tem 13 episódios encomendados e retorna dia 16 de outubro e com um episódio de abertura com 90 minutos de duração. Confira:


Outra novidade são os web episódios no site da emissora AMC narrando a história de Hannah (Lilli Birdsell), a menina zumbi que apareceu no episódio piloto pedalando uma bicicleta.

'True Blood' recomeça quase do zero e faz temporada regular

"Zumbis são os novos vampiros"... Será?


Pra começar a falar dessa quarta temporada de True Blood, que terminou no último domingo na HBO Brasil, é preciso levar em consideração que o seriado não é mais o mesmo que nas duas primeiras temporadas mostrou uma qualidade excepcional no roteiro intrigante, movimentado e original. A terceira temporada do seriado perdeu ritmo e já não sustentava mais na característica de novidade. Então se deu uma temporada arrastada sem um caminho definido e por vezes confusa. Mas os roteiristas preocupados com o futuro do seriado resolveram recomeçar a trama principal. E o resultado foi uma injeção de fôlego.

A trama começou com Sookie (Anna Paquin) voltando do mundo das fadas depois de perseguida por elas, após a meia humana descobrir as intenções sombrias do grupo. Sookie foge e retorna à Bon Temps, mas percebe que o tempo no mundo dos humanos é diferente e se passou um ano. Todos os moradores seguiram suas vidas sem ela. Lafayette (Nelsan Ellis) e seu namorado se envolveram com bruxas e descobriu-se que a líder Marnie Stonebrook (Fiona Shaw) tinha desejos obscuros de acabar com os vampiros - vontade ainda mais atiçada quando o espírito de uma bruxa morta por vampiros na idade média incorpora nela. Tara (Rutina Wesley) que havia renunciado sua vida no lugar longe dos seres que tanto à fizeram mal, se mudou e arranjou uma namorada (!), mas voltou ao lugar e se meteu com as bruxas; Sam (Sam Trammell) ficou entre lobisomens e seu irmão que, também metamorfo, andou aprontando e deixando-os bem raivosos.

Entre os vampiros, Jessica (Deborah Ann Woll) terminou com o namorado humano e começou a se entender como vampira, para isso abandonou a relação estável e assumiu seus novos instintos primitivos como uma morta-viva predadora; Pam (Kristin Bauer) nos presenteou com os momentos mais legais e trashs da temporada quando ficou toda deformada - foi hilário e o final com a crise de ciúmes também foi grandiosa; Erick (Alexander Skarsgård) perdeu a memória, ficou mansinho e transou, transou e transou com Sookie o tempo todo e em todo lugar; Jason (Ryan Kwanten) foi sequestrado e abusado pelas panteras (deve virar uma na próxima temporada) traiu o amigo e agora transa com Jessica; Bill (Stephen Moyer) ficou tão apático em sua relação com Sookie que chega ser assustador pensar que o amor deles nas primeiras temporadas foi jogado no lixo, pelo menos ele agora como líder tem algo pra fazer; enquanto Alcides (Joe Manganiello) é um faz tudo, aparece quando necessário e se comporta como um cachorrinho bonzinho.  Os outros personagens que não citei, sejam vampiros ou não, é porque provavelmente nem deviam está ali.


A evolução da história das bruxas, o principal arco da temporada, foi até divertido, serviu para agitar e proporcionar boas cenas de ação, porém ficou sendo arrastada tempo demais, enquanto as outras histórias tomavam rumos mais rápidos num ritmo diferente. A atriz Fiona Shaw tem grande mérito no sucesso do arco. Mas a divergência de ritmos entre as tramas deixou a série instável por diversos episódios, alguns até tediosos. Entretanto a solução para a trama foi boa, com direito a reviravolta no penúltimo episódio e caminhou para o desfecho razoável. Infelizmente True Blood ainda força na tentativa de causar algum impacto, e o último episódio a dose foi caprichada, mas sem surpreender como antes. Ressuscitar vilões antigos parece até uma boa, mas não pode se arrastar por uma temporada até finalizar esse novo arco. Requentar histórias já mostradas não parece uma boa. Além disso ainda ficaram as questões naturais e consequências dos eventos: e o coração de Sookie? Será que é a vez de Alcides ficar com a moça, agora que eles estão disponíveis um para o outro? E Tara? Alguém se importa? A revolta de vampiros vai ser tenebrosa pra o reinado de Bill?


True Blood não é mais a mesma durante um bom tempo, mas não adianta ficar reclamando e criticando se o que ela sempre quis foi entreter sem compromisso. O roteiro era genial e impressionava sem se esforçar, mas agora a tática soa forçada dando sinais de desgaste. Ainda é um seriado que vale a pena acompanhar, mas sem grandes esperanças de uma melhora significativa, afinal, a chance foi essa. Como foi dito na série, talvez o momento dos vampiros esteja chegando ao fim, e agora a vez é dos zumbis. Será?

setembro 28, 2011

Confira o novo e assustador trailer de 'Atividade Paranormal 3'

Prévia não economiza em ação


Foi divulgado o novo trailer do terror Atividade Paranormal 3 e é bem assustador. Diferente do primeiro, esse não economiza em mostrar cenas de ação e dos momentos que devem ser os mais assustadores do longa, inclusive repetindo alguns efeitos do segundo filme. O visual desse parece ser melhor elaborado e o fato de se passar no fim dos anos 80 promete bons sustos, então vale a pena conferir!


Com ares de prequel, o filme promete desvendar como o espírito maligno encontrou Katie e sua irmã, que foram protagonistas dos dois primeiros longas, respectivamente. O filme se aproveita de gravações caseiras que mostram as duas, brincando com a lenda Blood Mary em frente ao espelho do banheiro e pelo jeito não será a explicação de tudo,o que parece guardar surpresas.

O longa é dirigido por Henry Joost e Ariel Schulman e segue o roteiro de Christopher B. Landon, diretor do até bom segundo filme. Nos EUA, Atividade Paranormal 3 estreia às vésperas do Halloween, em 21 de outubro.

setembro 26, 2011

Kelly Clarkson critica a mídia em novo clipe, assista 'Mr. Know it All'!

Cantora responde aos comentários maldosos...


Prestes à lançar seu novo álbum Stronger no dia 25 de outubro, Kelly Clarkson já tem outros quatro álbuns de sucesso lançados e cheios de turbulência nos bastidores. Os problemas com a gravadora chegaram a ganhar destaque na imprensa e mostraram seu desgosto. Mas o tema do clipe Mr. Know it All é sobre outra coisa. A mídia gosta mesmo é de falar mal dela, chamá-la de gorda, reclamar de sua música, e por aí vai.

Kelly Clarkson nunca foi sinônimo de sensualidade como outras cantoras que fazem disso o seu estilo. Então crítica-la por algo tão pessoal não devia vir ao caso na pauta. Revoltada e sempre firme em suas convicções essa é a temática de seu novo single. O clipe traz Kelly cantando em frente à um paredão de manchetes de jornais e rindo de algumas situações que escrevem sobre ela. E no final das contas ela rasga tudo e segue adiante. Só não entendi a malinha na mão...

Confira:

setembro 22, 2011

Divulgado trailer oficial do suspense 'Os Homens Que Não Amavam as Mulheres' de David Fincher

Prévia tem quase quatro minutos


Depois da Sony Pictures divulgar um teaser de Millennium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres com quase o tamanho de um trailer, era de se esperar que o trailer fosse maior que o padrão de pouco mais de dois minutos. Então, lançaram um com quase quatro minutos definhando a história e incrementando o suspense de forma que deixa a trama ainda mais promissora. O longa é um remake de um filme sueco, adaptado do livro The Girl With The Dragon Tattoo, faz parte da trilogia Millennium de Stieg Larsson. Dirigido pelo indicado ao Oscar e injustiçado David Fincher (A Rede Social, Clube da Luta), o longa tem como foco o desaparecimento de uma herdeira, mistério de anos ainda não resolvido que um jornalista (Daniel Craig) e uma jovem hacker (Rooney Mara) decidem investigar, encontrando muita corrupção pessoal e corporativa pelo caminho.

Veja o trailer completo:



Mara trabalhou com o diretor em A Rede Social, fazendo a namorada de Mark Zuckerberg. A trilha sonora marcará mais uma parceria - oscarizada por sinal - do diretor com Trent Reznor, líder do Nine Inch Nails. O longa estreia nos Estados Unidos em 21 de Dezembro e no Brasil em 10 de Fevereiro de 2012. Datas que sugerem uma tentativa de emplacar o filme ao Oscar, será que consegue?

Veja o trailer definitivo da nova temporada de 'Boardwalk Empire'!

Série reestreia domingo nos EUA e em outubro no Brasil



Foi divulgado um trailer definitivo da nova temporada de Boardwalk Empire, série que apesar de várias indicações no Emmy Awards 2011 que ocorreu no último domingo, saiu apenas com o prêmio de melhor direção para Martin Scorsese. Confira o vídeo:


 A sinopse desta segunda temporada é a seguinte - cuidado com spoilers:

Como mostrado na primeira temporada, os eventos planejados se concretizam e Nucky enfrenta seus aliados e amigos, liderados pelo Comodoro Louis Kaestner, que colocam em prática um plano para tirar-lhe o comando de Atlantic City. Nesse meio tempo, ele se torna alvo de investigação do governo por suspeita de fraude nas eleições para prefeito, que podem acarretar em sua prisão. A situação é observada de longe pelos gângsters de Chicago, que vêem a oportunidade de expandir seu império. O seriado volta neste domingo nos EUA e aqui no Brasil, a HBO, assim como fez com True Blood espera duas semanas para exibi-la, precisamente em 9 de outubro.

setembro 20, 2011

'Tropa de Elite 2' será o representante do Brasil no Oscar 2012!

Bom senso prevaleceu

E o Ministério da Cultura divulgou o resultado de uma votação que escolheria o representante do Brasil no Oscar em 2012, para a categoria de Melhor Filme Estrangeiro. O longa de José Padilha, Tropa de Elite 2 foi o escolhido entre outros 14 filmes inscritos. O filme tem conquistado críticas boas em festivais internacionais, entretanto a temática da produção que é mais familiar para os moradores brasileiros, pode atrapalhar sua indicação já que o Oscar é mais abrangente. Mas mesmo assim é uma vitória para o cinema nacional já que seus superiores tem feito escolhas duvidosas nos últimos anos nesse sentido, deixando a política se sobrepor à qualidade.


O representante foi selecionado por uma comissão composta pela secretária do Audiovisual do MinC, Ana Paula Dourado Santana, o presidente da Associação Brasileira de Cinematografia, Carlos Eduardo Carvalho Pacheco, o ministro do Departamento Cultural do Itamaraty, George Torquato Firmeza, e os representantes da Academia Brasileira de Cinema, Jorge Humberto de Freitas Peregrino, Nelson Hoineff, Roberto Farias e Silvia Maria Sachs Rabello. Em janeiro serão conhecidos os indicados.

Trailer de 'J. Edgar', filme que marca parceria de Leonardo DiCaprio com Clint Eastwood

Clima noir e sombrio dão o tom ao drama baseado em história real

A aguardada nova produção J. Edgar de Clint Eastwood, o ator que tem chamado atenção agora como diretor e emplacou filmes como Menina de Ouro, A Troca, Invictus, entre outros, ganhou seu primeiro trailer. E pelo jeito, pode-se começar a especular um buzz Oscar para o longa que parece ter mais uma atuação arrebatadora de Leonardo DiCaprio - indicado ao prêmio em 2009 por Diamante de Sangue, mas foi esquecido ano passado por Ilha do Medo e A Origem - e a veterana Judi Dench, mãe do protagonista. Isso sem contar os aspectos técnicos que dão um tom sombrio e de suspense ao longa. Veja:



O filme é uma cinebiografia de John Edgar Hoover, uma polêmica figura política dos Estados Unidos, que  dirigiu o então Bureau de Investigação a partir de 1924 e ajudou a fundar em 1935 o FBI, onde permaneceu no cargo até sua morte, em 1972. Além disso, a vida privada de Hoover será explorada, pois seu relacionamento com Clyde Tolson (Armie Hammer) será posto em questão, uma vez que eles nunca assumiram publicamente a homossexualidade. Estão no elenco ainda: Naomi Watts, Damon Herriman, Ed Westwick e Miles Fisher, Jeffrey Donovan, Ken Howard, Stephen Root e Josh Lucas.

J. Edgar estreia em 9 de novembro nos EUA e a distribuidora confiante em indicações ao Oscar traz o filme para o Brasil em 27 de janeiro.

setembro 19, 2011

Emmy 2011 consagra favoritos, prega surpresas boas e ruins e homenageia 'Friday Night Lights'!

Premiação tropeça, mas no geral agrada

Esqueça os vencedores principais: Modern Family e Mad Men. O que poderia se confundir com o Globo de Ouro, aqui é diferente. A derrota de Boardwalk Empire e Game of Thrones, em suas primeiras temporadas, mostraram apenas que a HBO é boa, mas também é falível com a crítica. Mas as que roubaram a cena foram as demais categorias. Obviamente. Estamos falando de uma premiação conservadora, mas que premiou Melissa McCarthy como melhor atriz de comédia, quando se tinha Tina Fey, Edie Falco, Laura Linney e Amy Poehler entre as indicadas. Mais do que isso, foi além da cartilha de apenas indicar um seriado por ser seu último ano e entregou o prêmio de melhor ator para Kyle Chandler, quando se tinha Steve Buscemi, Michael C. Hall e Jon Hamm na lista. Ousadia? Injustiça? Ou uma agitada necessária?
  
Jane Lynch apresentou uma festa cheia de humor, música e lista de premiados que vão desde astros do cinema como Kate Winslet (melhor atriz pela minissérie Mildred Pierce) e Maggie Smith (atriz coadjuvante pela minissérie Downton Abbey) até novos nomes como Ty Burrel (ator coadjuvante em série de comédia por Modern Family) e Jim Parsons (ator de comédia por The Big Bang Theory). Modern Family ainda levou de melhor atriz coadjuvante de comédia Julie Bowen e roteiro. Enquanto Julianna Margulies subiu ao palco com um vestido horrível para levar o prêmio de melhor atriz em drama por seu papel em The Good Wife mais uma vez, todos ficaram surpresos com Melissa McCarthy ganhando de melhor atriz de comédia. E nos leva a pensar: não estava mesmo na hora de equilibrar as coisas e dar chance para outros talentos? Mas a resposta confirma o erro deles: é triste pensar que Laura Linney perdeu essa! Mas mesmo assim foi o ponto alto da noite, com todas as indicadas subindo ao palco e fazendo a vencedora uma Miss. Hilário.

Os vencedores masculinos também surpreenderam. Na despedida da excelente Friday Night Lights, um seriado rejeitado pelo público, mas adorada pelos críticos, a Academia finalmente se rendeu e não deu apenas indicações, mas sim dois prêmios: melhor roteiro e ator de série dramática para Kyle Chandler. Polêmicas a parte pela escolha, ele mereceu. Sempre. Desde sua primeira indicação ao passado. Todos sabem do talento dos outros indicados que estão há anos ali como favoritos, mas não passaram pelo mesmo drama real de Friday Night Lights. Mesmo cheio de conflitos externos, o seriado se mostrou forte e não deixou a qualidade cair em nenhum momento. E nenhuma das séries chegou tão longe em seu estilo meio documentário que arranca de seu elenco atuações tão precisas que beiram ao real, além de tratar de assuntos sérios que não se vê geralmente na tv aberta. É de arrepiar. Além disso Peter Dinklage subiu para levar de melhor ator coadjuvante em drama pelo seu papel em Game Of Thrones. Mais uma grata surpresa. Outro consolo para a HBO, Martin Scorsese ganhou obrigatoriamente o  prêmio de direção pelo episódio piloto de Boardwalk Empire.

Outro momento impactante foi a participação de Charlie Sheen que serviu mais como um fator mercadológico pra aumentar a audiência tanto do Emmy, quanto do novo projeto do ator e da nova temporada de Two and a Half Men. Não transpareceu tanta honestidade assim. E finalmente, Mad Men e Modern Family saindo vitoriosas mais uma vez. O drama de época é o melhor absoluto, isso é inegável. Já a comédia dividiu opiniões, mas estava entre séries que tiveram temporadas mais fracas, então prevaleceu. Só faltou The Big C ali no meio. Uma pena, e faz dessa omissão uma injustiça difícil de engolir.

Confira a lista dos indicados e vencedores - em negrito:


PRINCIPAIS CATEGORIAS

Melhor Comédia

The Big Bang Theory
Glee
Modern Family
The Office
Parks and Recreation
30 Rock

Melhor Drama

Boardwalk Empire
Dexter
Friday Night Lights
Game Of Thrones
The Good Wife
Mad Men

Melhor Minissérie ou telefilme

Cinema Verite
Downton Abbey (Masterpiece)
The Kennedys
Mildred Pierce
The Pillars Of The Earth
Too Big To Fail


ELENCO

Melhor Ator em Série de Comédia

Jim Parsons – The Big Bang Theory
Johnny Galecki – The Big Bang Theory
Matt LeBlanc – Episodes
Louis C.K. – Louie
Steve Carell – The Office
Alec Baldwin – 30 Rock

Melhor Ator em Série Drama

Steve Buscemi – Boardwalk Empire
Michael C. Hall – Dexter
Kyle Chandler – Friday Night Lights
Hugh Laurie – House
Timothy Olyphant – Justified
Jon Hamm – Mad Men

Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme

Edgar Ramirez – Carlos
Greg Kinnear – The Kennedys
Barry Pepper – The Kennedys
Idris Elba – Luther
Laurence Fishburne – Thurgood
William Hurt – Too Big To Fail

Melhor Atriz em Série de Comédia

Laura Linney – The Big C
Melissa McCarthy – Mike & Molly
Edie Falco – Nurse Jackie
Amy Poehler – Parks And Recreation
Martha Plimpton – Raising Hope
Tina Fey – 30 Rock

Melhor Atriz em Série Drama

Connie Britton – Friday Night Lights
Julianna Margulies – The Good Wife
Kathy Bates – Harry’s Law
Mireille Enos – The Killing
Mariska Hargitay – Law & Order: Special Victims Unit
Elisabeth Moss – Mad Men

Melhor Atriz em Minissérie ou Telefilme

Diane Lane – Cinema Verite
Elizabeth McGovern – Downton Abbey (Masterpiece)
Kate Winslet – Mildred Pierce
Taraji P. Henson – Taken From Me: The Tiffany Rubin Story
Jean Marsh – Upstairs Downstairs (Masterpiece)

Melhor Ator Coadjuvante em Comédia

Chris Colfer – Glee
Jesse Tyler Ferguson – Modern Family
Ed O’Neill – Modern Family
Eric Stonestreet – Modern Family
Ty Burrell – Modern Family
Jon Cryer – Two And A Half Men

Melhor Ator Coadjuvante em Drama

Peter Dinklage – Game Of Thrones
Josh Charles – The Good Wife
Alan Cumming – The Good Wife
Walton Goggins – Justified
John Slattery – Mad Men
Andre Braugher – Men Of A Certain Age

Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme

Tom Wilkinson – The Kennedys
Guy Pearce – Mildred Pierce
Brian F. O’Byrne – Mildred Pierce
Paul Giamatti – Too Big To Fail
James Woods – Too Big To Fail

Melhor Atriz Coadjuvante em Comédia

Jane Lynch – Glee
Betty White – Hot In Cleveland
Julie Bowen – Modern Family
Sofia Vergara – Modern Family
Kristen Wiig – Saturday Night Live
Jane Krakowski – 30 Rock

Melhor Atriz Coadjuvante em Drama

Kelly Macdonald – Boardwalk Empire
Archie Panjabi – The Good Wife
Christine Baranski – The Good Wife
Margo Martindale – Justified
Michelle Forbes – The Killing
Christina Hendricks – Mad Men

Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme

Maggie Smith – Downton Abbey (Masterpiece)
Evan Rachel Wood – Mildred Pierce
Melissa Leo – Mildred Pierce
Mare Winningham – Mildred Pierce
Eileen Atkins – Upstairs Downstairs (Masterpiece)


CATEGORIAS TÉCNICAS


Melhor Roteiro para Série de Comédia

Episodes – Episode 107
Louie – Poker/Divorce
Modern Family – Caught In The Act
The Office – Good-Bye Michael
30 Rock – Reaganing

Melhor Roteiro para Série Drama

Friday Night Lights – Always
Game Of Thrones – Baelor
The Killing – Pilot
Mad Men – The Suitcase
Mad Men – Blowing Smoke

Melhor Direção para Série Drama

Boardwalk Empire – Piloto – Martin Scorsese
Boardwalk Empire – Anastasia – Jeremy Podeswa
The Borgias – The Poisoned Chalice/The Assassin – Neil Jordan
Game Of Thrones – Winter Is Coming (Piloto) – Tim Van Patten
The Killing – Piloto – Patty Jenkins


Melhor direção para série de comédia

How I Met Your Mother – Subway Wars
Modern Family – Halloween
Modern Family – Slow Down Your Neighbors
Modern Family – See You Next Fall
30 Rock – Live Show

setembro 16, 2011

Série inglesa 'Misfits' tem trailer da terceira temporada divulgado!

Seriado de sucesso pode ganhar remake americano



Vencedora do prêmio Bafta de melhor drama no ano passado, a série inglesa Misfits já tem previsão de remake nos Estados Unidos. Produzida e exibida pela E4, o canal de Skins, Misfits é um dos seriados mais originais dos últimos tempos. Ele segue a vida de um grupo de adolescentes rebeldes que são obrigados a prestar serviços comunitários. Certo dia, uma tempestade os atinge dando-nos poderes especiais, mas logo descobrem que não foram eles os atingidos deixando a cidade repleta de sujeitos com más intenções e grande poder de destruição. Misturando drama, ação e situações cômicas, a nova temporada marca a despedida de um dos protagonistas, o hilário Nathan (Robert Sheehan). Entra em seu lugar Rudy (Joe Gilgun). Um web episódio foi feito para mostra o destino do personagem e a entrada do novo (você confere aqui). Fique com o trailer:


No Brasil, Misfits foi exibida no Multishow com o nome de Desajustados. A nova temporada estreia em outubro na Inglaterra, sem previsão de lançamento por aqui.

Trailer da quarta temporada de 'Fringe'!

Prévia não economiza em mostrar os novos caminhos da série...

Depois de várias prévias que davam ênfase no grande mistério da TV americana, ancorado pela pergunta "Where is Peter?", a FOX lançou o trailer completo da quarta temporada de Fringe, desta vez, mostrando como seria o novo caminho dos personagens se Peter nunca tivesse existido. Claro que os observadores estão ali e são eles os donos da grande revelação para a pergunta e sua solução. Mais interessante que a pergunta é sabermos como é a vida do agente Lincoln Lee no nosso universo, já que ele teve mais ênfase no outro plano. Confira:


A nova temporada estreia dia 23 nos EUA, e provavelmente em novembro no Brasil, pela Waner Channel.

setembro 15, 2011

The Cab lança divertido clipe feito com ajuda de um iPhone!

Banda de Las Vegas lança segundo álbum


O The Cab andou passando por problemas nos últimos meses. Depois do sucesso de Whisper War lançado em 2008, ancorado pelo hit Bounce, o grupo perdeu um integrante, teve o novo álbum adiado por diversas vezes e perto do lançamento de Symphony Soldier, anunciou a saída da gravadora. Agora, a banda composta por Alexander DeLeon, Alex Marshall e Joey Thunder divulga o primeiro clipe promocional do trabalho que foi lançado no início do mês.  

Bad é simples, mas muito criativo. A historinha é sobre o vocalista que conhece uma mulher numa baladinha intima e passam a trocar mensagens via iPhone... Fotos sensuais, 'carícias'... no final tem uma surpresa nada agradável! Aparentemente tudo foi feito pelo aparelho celular. O resultado é este:

setembro 14, 2011

'A Saga Crepúsculo: Amanhecer parte 1' ganha primeiro trailer completo e legendado!

 Trailer usa cenas do teaser, mas o final guarda um bom suspense


Foi divulgado o trailer completo de Amanhecer Parte 1 (Breaking Dawn), o final da Saga Crepúsculo. O trailer mescla cenas já conhecidas do teaser lançado em junho, mas incorpora um bom suspense no final. Nesta primeira parte, o foco é no casamento dos protagonistas e a gravidez de Bella que está esperando um ser híbrido pronto para comê-la por dentro, além dos lobisomens que por algum motivo querem também almoça-la, mas serão confrontados por Jacob. Não podia melhorar, né?

Confira o trailer:


Kirsten Stewart, Robert Pattinson e Taylor Lautner retornam aos seus respectivos papéis. O filme chega ao Brasil em 18 de novembro de 2011.

setembro 12, 2011

Veja a explosão visual de 'Days Are Forgotten', novo clipe do Kasabian!

Banda lança o novo álbum Velociraptor! semana que vem
Diferente do primeiro single SwitchBlade Smiles que apostava numa sonoridade eletrônica e um visual alternativo, a banda inglesa Kasabian não dorme em serviço e lança o clipe do segundo single que entra no mercado do Reino Unido hoje. A música escolhida é a ótima Days Are Forgotten, segunda faixa do sensacional Velociraptor!, sem dúvidas um dos melhores trabalhos da banda, que mescla um clima energético, mas sem deixar de lado o bom rock'n'roll! Confira o clipe, que tem uma estética clássica mesclada com elementos de animação sensacionais - o resultado é um dos melhores vídeos do ano:

Lista dos filmes que concorrem para representar o Brasil no Oscar!

Tropa de Elite 2 está entre eles!

Depois de anos de fracasso, finalmente, a chance de ouro surge mais uma vez. Tropa de Elite 2 foi inscrito pelo diretor José Padilha para concorrer à uma vaga como melhor longa estrangeiro do ano. Padilha já revelou publicamente que não liga muito pra isso, mas pelo jeito sua entrada no mercado internacional, pesa na sua atitude. O filme tem conquistado críticas boas em festivais internacionais, entretanto a temática do filme que é mais familiar para os moradores brasileiros, pode atrapalhar sua indicação já que o Oscar é mais abrangente. Claro que primeiro, temos que esperar alguma sensatez dos que vão escolher o representante e daí torcer pela indicação da Academia.

O representante será selecionado por uma comissão composta pela secretária do Audiovisual do MinC, Ana Paula Dourado Santana, o presidente da Associação Brasileira de Cinematografia, Carlos Eduardo Carvalho Pacheco, o ministro do Departamento Cultural do Itamaraty, George Torquato Firmeza, e os representantes da Academia Brasileira de Cinema, Jorge Humberto de Freitas Peregrino, Nelson Hoineff, Roberto Farias e Silvia Maria Sachs Rabello. Dia 20 será revelado o filme representante. Confira a lista dos inscritos:

"A Antropóloga", de Zeca Nunes Pires
"As mães de Chico Xavier", de Glauber Filho e Halder Gomes
"Assalto ao Banco Central", de Marcos Paulo
"Bruna Surfistinha", de Marcus Baldini
"Estamos Juntos", de Toni Venturi
"Família Vende Tudo", de Alain Fresnot
"Federal", de Erik de Castro
"Filme Vips", de Toniko Melo
"Histórias Reais de um Mentiroso VIPS", de Mariana Caltabiano
"Lope", de Andrucha Waddington
"Malu de Bicicleta", de Flávio Ramos Tambellini
"Mulatas! Um Tufão nos Quadris", de Walmor Pamplona
"Quebrando o Tabu", de Fernando Grostein Andrade
"Trabalhar Cansa", de Juliana Rojas e Marco Dutra
"Tropa de Elite 2", de José Padilha

Fonte: Folha.com

Evanescence retorna com novo clipe! Veja 'What You Want'!

Banda lança novo álbum após cinco anos do último...

Algumas coisas são difíceis de entender na indústria da música. Uma delas é a demora em que certas bandas levam para lançarem seus trabalhos. E uma dessas é o Evanescence, banda que mistura new metal com vocal lírico e visual gótico. Liderada pela bela e talentosa Amy Lee, o Evanescence tem dois álbuns oficiais lançados na última década: o fenômeno de vendas Fallen (2003), que inclusive rendeu a banda um Grammy de artista revelação, desbancando o nervosinho 50 Cent - que deu vexame ao saber que perdeu - e o outro é The Open Door de 2006.

A saída do até então parceiro de composições de Amy, Ben Moody, atrapalhou o lançamento do segundo álbum e a ausência foi sentida no resultado. O álbum não teve o mesmo fôlego do primeiro. Agora, cinco anos depois, com a mudança de mais integrantes da banda, Amy tem a missão de impulsionar o grupo de volta aos holofotes. Os tempos são outros e as mudanças já são perceptíveis logo no primeiro single What You Want. A sonoridade eletrônica ganha destaque, mas infelizmente isso não é bom. Resta esperar que o resto do novo trabalho lembre o que o grupo fez em seus primórdios, afinal, sonoridade eletrônica não é nada novidade na indústria hoje, ainda mais com uma banda que precisava voltar não reinventada e sim fazendo o que sabe fazer melhor: rock.

Veja Amy correndo durante a noite no clipe de What You Want:



O novo álbum tem previsão de lançamento para outubro.

setembro 09, 2011

Avril Lavigne dramatiza no clipe de 'Wish You Were Here'

Vídeo é o terceiro single do último álbum


Com um álbum despretensioso na meta de conquistar o mercado, a canadense Avril Lavigne segue na surdina da indústria pop e continua promovendo Goodbye Lullaby sem gastar muito. Prova disso é o novo clipe, a balada Wish You Were Here. A cantora que nunca teve em sua videografia alguma superprodução, desta vez optou pelo mais simples da carreira.

O clipe mostra a cantora dramatizando, mostrando que está sofrendo por alguém. Chora, borra a maquiagem e se debate dentro de uma banheira. Apesar do cenário e da fotografia que caracterizam bem a essência do álbum, algo que faltou em Smile e What The Hell, os efeitos de sobreposição de imagens fazem-no bem sofrível de assistir. Felizmente a música se sustenta sozinha e o clipe vai ser apenas coadjuvante, exaltando a beleza da cantora que continua linda até triste ou molhada. Uma coisa é fazer um clipe simples, criativo e sentimental, outra é fazer um clipe preguiçoso. No caso, Wish You Were Here está mais para um You Lost Me da Christina Aguilera do que Warwick Avenue da Duffy. Confira:


setembro 08, 2011

'Planeta dos Macacos: A Origem' tem visual extraordinário, além de ser um bom filme

Longa trabalha sutilmente o que não foi visto até então


No clássico dos 60, Planeta dos Macacos revolucionou a cultura pop criticando aguerra, o maltrato aos animais e reinventando o gênero da ficção científica e fantasia. Na época, o filme foi um fenômeno não de bilheteria, mas de ideais. A originalidade da história era algo sem precedentes e que abriu caminho para a exploração dos símios em filmes, séries e nos quadrinhos. Com cinco filmes lançados, sendo que apenas o original e o quarto sobressaíram com a crítica, a série ganhou um reboot com o remake de 2001 feito pelo até então mestre Tim Burton - provou que até os gênios erram - que deu sinais que a franquia não teria fôlego. Mas em Hollywood uma crise criativa mudou as prioridades. Mesmo que ruim, o remake havia feito bons números nas bilheterias, então nada como reiniciar aquilo que já fez sucesso antes. Nasce o bom Planeta dos Macacos: A Origem (Rise of the Planet of the Apes, EUA, 2011).

O que impressiona a princípio é a parte técnica. Esqueça a maquiagem trabalhosa - mesmo que interessante - dos filmes anteriores, estamos diante à uma revolução dos efeitos digitais que desde Avatar se mostra forte o suficiente para segurar um grande filme sozinho - isso se não levarmos em consideração os filmes de animação, mas aqui o bom roteiro ajuda na dramaticidade. Em Planeta dos Macacos: A Origem a fala não é a grande questão e sim os gestos e a expressão do rosto. Numa Hollywood viciada em querer explicar cada cena de forma didática (o grande mal de Lanterna Verde), achando que a imagem não é suficiente, aqui o filme ousa em utilizar apenas a imagem como fator crucial para o entendimento das ações. Um bom exemplo são as cenas que utilizam esses macacos digitais, como prisioneiros preparando uma fuga em massa, ditando regras e definindo o papel de cada um.

O grande líder e, porque não, protagonista é o chimpanzé Cesar (Andy Serkis, muito bem elogiado e citado como merecedor de um Oscar), filhote de uma cobaia de laboratório que servia como testes de drogas feitas para curar o mal de Mal de Alzheimer. Como sua mãe apresentou um comportamento negativo, apesar de promissor para os estudos, o projeto é vetado e todos macacos da experiência são sacrificados. Entretanto, o cientista responsável por tal estudo (James Franco), acaba ficando com Cesar, que conseguiu sobreviver. A droga surte um efeito surpreendente, dando à Cesar uma criação quase de ser humano, afinal o comportamento violento da mãe, foi causado mais pela gravidez. Mas como todo animal, os extintos de Cesar acabam ultrapassando a barreira do aceitável na sociedade humana. Com a intenção de defender o pai do cientista (John Lithgow) que sofre da doença - a grande motivação para o jovem pesquisador - acaba ferindo uma pessoa. Termina preso em uma unidade para animais abandonados ou são expulsos do convívio com os humanos e lá é maltratado - sem o conhecimento do dono.

Mas até chegar ao lugar, Cesar já demonstrava não entender muito bem o seu lugar no mundo, afinal compreende com excelência a comunicação humana, mas ainda é tratado como animal de estimação e até descobre que sua raça serve como cobaia de testes. Enfurecido pelos maus tratos que sua espécie sofre ele começa a planejar uma revolução. Além disso, durante o longa ele solta diversos fatos que interligam o filme com outros. A droga em experimento causa um efeito bom nos macacos, mas nos humanos ele é fatal - daí um simples infectado vai disseminar o vírus (a droga não passa de um vírus) e ajudar na quase extinção completa dos humanos - o que é visto nos outros filmes. Outro fato que sutilmente é mostrado umas duas vezes é que enquanto ocorre este longa, uma missão ao planeta Marte é comentada pela imprensa, e mais à frente leia-se uma manchete: "perdidos no espaço?", fato crucial que indica que a tripulação é a mesma que visita o planeta dominado por macacos e, mais a frente, no filme de 2001, descobre-se ser o Planeta Terra no futuro.

No melhor sentido como franquia, tais referências são empolgantes e dá o gosto de esperar por mais filmes. Vale lembrar que este filme também se aproveita da premissa do quarto filme A Conquista do Planeta dos Macacos, com Cesar liderando uma revolução pró macacos. Esse reinício que não renega o passado e continua divertida e com alguma profundidade é bem vinda, e o que fez do filme uma das grandes surpresas do verão norte-americano em que os blockbusters se mostraram pouco ousados e deixando de lado a inteligência do espectador. Irônico, já que muitos filmes tratam o público como alguém com Alzheimer, repetindo clichês e explicando detalhadamente sem parar. Será que a revolução nos cinemas começou ou a referência da guerra proposta por Cesar tendo como base estratégias romanas passará despercebida pela maioria que, assim como a mensagem de Avatar, da qual, muitos levaram de si apenas os efeitos especiais?

A revolução é dos macacos, mas crítica aqui é sobre a humanidade e a civilização corrompida pelas grandes corporações e pessoas gananciosas e sem escrúpulos.



setembro 05, 2011

Relacionamentos são o foco da (lenta) terceira temporada de 'Nurse Jackie'

Temporada preparou terreno para algo muito maior


Depois do explosivo final da segunda temporada, Nurse Jackie, perdeu o frenético ritmo e apostou no que pode ser considerado "embromação" por parte dos roteristas. A sensação é que querem construir um seriado consistente com várias temporadas e, assim, adiou qualquer emoção mais forte no momento. Pra começar tivemos uma primeira temporada genial, que mesmo sem um final grandioso, o seriado ganhou sua audiência e a aprovação da crítica. A segunda temporada cresceu, intensificou sua exploração na mente viciada da personagem, mas que ao mesmo tempo tem um grande coração. Em seu final, Jackie é encurralada pelo marido e pela amiga que descobrem seu vício. O grande gancho então, se perde quando favorecem Jackie e suas mentiras, apenas botando lenha na relação da enfermeira com o marido e a amiga nesta terceira temporada. Agora um novo gancho promete uma temporada mais movimentada, basta eles escolherem trabalharem isso. Jackie foi desafiada como necessitava ser, mas isso demorou demais.

Era óbvio que não veríamos a protagonista enfrentando uma clínica de reabilitação. Ela nem quer se tratar. Sabe que é uma peça importante em um hospital burocrático e com problemas, tem um senso de justiça cativante e ainda por cima se esforça para ser uma boa mãe. O saldo disso vem com seu abuso em medicamentos - afinal tudo tem o seu preço. Entretanto, ela ficou diante de novos problemas. Seja na família, já que sua relação com o marido ficou complicada, com ele tentando controlá-la e ela devendo cada vez mais satisfação; a relação com a melhor amiga que se sentiu traída quando Jackie dizia se tratar da dor causada por um problema nas costas utilizando o raio x de um outro paciente; e sua filha que possui problemas psiquiátricos dignos de assombrar qualquer pai. Durante a temporada outros apareceram, como a morte acidental de seu traficante principal e a chegada de um enfermeiro que por antipatia começa a desconfiar do seu vício.

Mas Nurse Jackie começa a sofrer do mesmo mal que tem feito outra série - da mesma emissora por sinal - cair no exagero: Dexter. Cheguei traçar um paralelo entre as séries, mais Mad Men, que possuem protagonistas com segredos obscuros e buscam formas de esconder isso de qualquer jeito, porém a história de Don Draper é tão bem contada, ele por si só já é tão inatingível, que o seriado de época se saiu bem. Já Dexter agora é um seriado caricato, forçado e exagerado. Nurse Jackie caminha para o mesmo sentido. Lembrando que Breaking Bad se encaixaria aqui entre essas, mas sabemos que o seriado já tomou rumos bem melhores que essas três.

Primeiro que todos esses problemas acabaram e deram a chance de Jackie se sair bem. Algumas palavrinhas aqui e ali e seu marido voltou a ficar de bem com a esposa; Drª O'Hara quer ajudar a amiga passando remédios na intenção de livrá-la do vício (mas foi tão tarde que não vimos isso começar); Kelly, o novo enfermeiro, se revela um viciado, mesmo tendo conquistado todos do hospital - ele também forçou uma investigação entre os enfermeiros com direito a teste de urina, mas sua chefe, Gloria, com medo de perder uma grande líder no hospital jogou o exame de Jackie fora; o traficante morreu, encerrando qualquer drama relacionado a descoberta da relação deles; sua filha começou a tomar remédios controlados, que apesar de criar novos dilemas à Jackie, no fim nada se levou adiante. Até a dica de um paciente ajudou ela em controlar sua abstinência forçada: adrenalina.

Mas nada como um final de temporada para jogar uma bomba ainda maior: Kevin, seu marido, a traiu. E por impulso ela pediu para ele fazer as malas. Será que na próxima temporada essa reviravolta vai dar um novo destino ao drama? - Vale lembrar que isso também foi uma forma de livrar Jackie, quanto à sua traição com Eddie (algo que ainda os dois temiam serem descobertos por ele), deixando o marido no mesmo nível dela.

A temporada decepcionou na resolução desses problemas para a enfermeira, mas beneficiou os coadjuvantes. O hilário Dr. Cooper teve que enfrentar o divórcios das suas mães e ainda o fiasco de um casamento que colocou seu ego em mals lençóis; a Drª O'Hara teve o seu momento ao discutir com a amiga e jogar todas as verdades em sua cara - foi lindo de se ver; Zoey rouba a cena com seu jeitinho infantil e alegre de levar o trabalho e seu namoro com Lennie; Thor também conseguiu chamar atenção em alguns episódios, assim como a durona, porém divertida, Gloria, sempre pondo os interesses do hospital na frente das reais necessidades. Todos eles brilharam e conseguiram segurar alguma vontade de continuar seguir a jornada de Jackie. Uma pena, Eddie Falco é brilhante e faz da enfermeira uma das personalidades mais incríveis da TV.