abril 06, 2012

'Once Upon a Time': nova série assume trama "conto de fadas"

Seriado estreou esta semana e continua o final feliz...



Sabe-se que a dramaturgia no geral deve muito aos contos de fadas pelos clichês, formatos e o sucesso. Mas são poucos espectadores que assumem, mesmo já grandinhos, curtir uma boa novela que tenha um vilão malvado e os mocinhos em perigo -  e, no desfecho, o tradicional final feliz. Para os bem resolvidos, chegou no Brasil a série Once Upon a Time, uma versão modernizada dos contos de fadas mais famosos da infância em geral.


  


Sucesso nos Estados Unidos pela rede ABC da Disney, que já se prepara para exibir o desfecho da primeira temporada, a série estreou no Brasil na última segunda em forma de pré-estreia (aproveitando o horário de grande audiência do Canal Sony que exibe Grey's Anatomy), mas terá sua exibição convencional a partir da próxima quinta-feira (12), às 21 horas. 


A série consiste em continuar a história de Branca de Neve e literalmente começa mostrando em forma de flashback (?) a clássica cena em que o Príncipe Encantado (Josh Dallas) revive Branca de Neve (Ginnifer Goodwin) com um beijo de amor verdadeiro e depois o casamento dos pombinhos. No entanto, a Rainha Má (Lana Parrilla) ameaça todos os personagens dos contos com uma maldição de aprisionamento e infelicidade eterna. Para tentar contornar a situação e se prevenir do acontecimento, o casal decide procurar  Rumpelstiltskin (Robert Carlyle), o feiticeiro e profeta. Ele diz que é a filha dos dois, Emma, será a única capaz de salvar a todos quando esta completar 28 anos. Dito e feito. No mundo real, a solitária Emma (Jennifer Morrison) recebe a visita de Henry (Jared Gilmore) no dia de seu 28º aniversário.O garotinho diz ser seu filho biológico e pede ajuda para voltar à sua cidade, Storybrooke, e confrontar sua mãe adotiva - ironicamente a vilanesca prefeita Regina/ Rainha Má. Desconfiando das intenções da mulher, Emma se hospeda no local para ficar de olho no jovem.



O primeiro episódio apresentou alguns personagens, sempre dando dicas - mesmo que caindo na obviedade - ligados aos contos em paralelo a realidade. A Chapelzinho Vermelho é uma rebelde que cobre os cabelos com um lenço vermelho. A vovozinha é a mesma coisa, enquanto o lobo mal é um lobo, o grilo falante virou um psicólogo e por aí vai... É interessante a ideia, e felizmente o roteiro não cai no ridículo mesmo com uma história que tem tudo para parecer tola. Isso é mérito do bom time por trás da adaptação, Edward Kitsis e Adam Horowitz, que ajudaram a construir Lost.


Como estreia, Once Upon a Time começou com o pé direito para quem procura uma trama simples sem o intuito de esperar algum maior aprofundamento de personagens ou contexto realístico. Não sei se a história continuará abordando o plano fantasioso - que parece ser o mais fraco entre os dois - , mas personagens e histórias é que não vão faltar. E pra quem gosta de uma boa fantasia - gênero em alta também no cinema - , essa parece ser uma boa pedida.


Trailer