janeiro 06, 2013

Especial: R.I.P 2012 | Melhores Séries

O ano terminou sem uma grande série nova


O maior comentário este ano foi o Emmy que fora negado à Mad Men, após quatro anos vencendo o troféu máximo de melhor série de drama. Se ganhasse, Mad Men empataria com Frasier que na história é a maior vencedora invicta na categoria de melhor série, só que neste caso, comédia. Mesmo fã da série sessentista, não tiro os méritos de que Homeland é interessante e funciona como entretenimento, porém, Mad Men é tão maior e mais complexa, tão melhor atuada e produzido que não aceito com contentamento a opinião da Academia que na verdade tomou esse caminho, porque está em busca de uma renovação em seu formato para assim segurar a audiência. Outro fato que causou impacto é a audiência de The Walking Dead, sem dúvidas a maior série do ano, em termos de audiência e debates. Girls se saiu melhor que Veep dentro da HBO. E Downton Abbey, a única inglesa que atravessou o atlântico sem afundar, está fazendo um sucesso merecido na terra do Tio Sam. Foi exibido no Brasil o final de Friday Night Lights que me levou às lágrimas, além da brilhante resolução de Skins e o apático final de Desperate Housewives.

As decepções foram muitas. Se Mad Men perdeu o brilho, pelo menos ela inspirou séries que se passavam na mesma década. The Playboy Club não suportou o falso moralismo e PanAm não suportou a baixa audiência, mesmo tendo seus méritos. Outra aposta que morreu na praia foi Alcatraz, assinada por J.J. Abram, que não tinha sorte desde Lost e Fringe, a boa notícia para seus fãs, é que Revolution está se mantendo estável. O ano também tinham séries promissoras, mas que não cumpriram suas premissas de forma interessante: Smash que se perdeu com personagens patéticos; Once Upon a Time e sua trama mirabolante e efeitos fracos; Revenge e sua trama novelesca cheio de contornos inverossímeis e um ritmo exageradamente agitado e Newsroom deixou à desejar em todos os âmbitos - série sobre jornalismo mesmo é The Hour.

No Brasil, mesmo com a Globo apostando cada vez mais e encontrando um ritmo para suas estreias e séries já consagradas - entre as estreias de sucesso foram Subúrbia e Como Aproveitar o fim do mundo -, foi na tv paga que a melhor série foi exibida. A versão nacional de Sessão de Terapia, oriunda do Israel. A direção melancólica de Selton Mello deu todo um traço complexivo à trama. A lista das séries que mais me chamaram à atenção em 2012:

Melhores séries do ano que exibidas legalmente no Brasil:

20- Go On (NBC/ Warner Channel) (Parte da Temporada 1) 

Como fazer comédia com um protagonista que acabou de perder a esposa? A nova série estrelada pelo Ex-Friends Mathew Perry é engraçada, com alguma profundidade e ainda tem boas atuações.

19- New Girl (Fox/ Canal Fox) (Temporada 1)

Zooey Deschannel sabe ser linda e fofa, mas o seriado é mais do que isso, de forma divertida mostra como precisamos superar os momentos complicados da vida se apoiando em amigos, eles são insubstituíveis.

18- 30 Rock (NBC/Canal Sony) (Parte da Temporada 6)

O Canal Sony atrasou a exibição no Brasil, mas nem por isso o seriado perdeu a graça. Como não amar Tracy Morgan fazendo piada de seu escândalo contra os gays na vida real, ou a Jenna sendo jurada em programas de calouro? Imperdível.

17- Game of Thrones (HBO/HBO Brasil) (Temporada 2)

Temporada com ação, efeitos especiais de primeira e a trama seguindo caminhos ainda mais obscuros. Os episódios finais e alguns núcleos salvaram o segundo ano da complexa série.

16- Modern Family (ABC/ Canal FOX) (Temporada 3)

Um pouco repetitiva, mas que ainda guarda bons momentos, a surpresa no final garantiu à Modern Family um dos melhores finais de temporada do ano.

15- The Big C (Show Time/ HBO Brasil) (Temporada 2)

Menos engraçada que a primeira temporada, The Big C se perdeu um pouco dentro de sua própria história, mas ainda assim garantiu momentos preciosos como o final de temporada.

14- House of Lies (Show Time/ HBO Brasil) (Temporada 1)

Começou excessiva, muita nudez e sexo, mas foi tomando um caminho mais profundo e pessoal. Impossível não associar o seriado que se passa em Wall Street com Mad Men e as pressões de uma época em mudança.

13- Downton Abbey (BBC/ GNT) (Temporada 1)

Refinada, elegante. Começou com o maior símbolo de diferenças entre classes sociais: o Titanic que afundou. Isso já mostrava o que viria a seguir: a hierarquia rica em cima tentando manter a pose, e a criadagem lutando por status embaixo aos olhos dos chefes. Boa surpresa.

12- The Hour (BBC/ Netflix) (Temporada 1)

Demorou a degringolar, mas logo ficou incrível. Uma homenagem ao jornalismo dos anos 60 num período de tensão entre países e espionagem. O clima conspiratório que pairou junto com a temática da infidelidade deixaram a série no capricho.

11- The Good Wife (CBS/ Universal Channel) (Temporada 3)

Menos interessante que a temporada anterior, o seriado ainda assim surpreende pela qualidade e agilidade do roteiro. A vida pessoal de Alicia ganhou um aprofundamento mais tocante, assim como a vida de Kalinda.

10- Friday Night Lights (NBC/ AXN) (Temporada 4 - Final)

Não foi a melhor temporada de uma das melhores séries dos últimos anos, porém é impossível não notar como a série 'adolescente' não subestima a inteligência do espectador, terminou afinada e coerente com tudo que ela mostrou ser. Emocionante e digna.

9-  Sessão de Terapia (GNT) (Temporada 1)

O sofá do terapeuta Theo é mais agitado que qualquer outra série. Ali os dramas foram contados com maestria dirigido pelo talentoso Selton Mello e as atuações foram de tirar o fôlego. Uma série sobre a complexidade da vida.

8- The Killing (AMC/ A&E) (Temporada 2)

O mistério se arrastou mais do que devia? Sim. Mas nem por isso a série noir deixou de lado o roteiro bem entrelaçado com várias reviravoltas e pistas envolventes. Até no sanatório a obcecada investigadora Sarah Linden foi parar. De arrepiar.

7- Dexter (Show Time/ FX)(Temporada 6)

O final foi chocante, mas ainda assim esperado. Demorou pra acontecer que nem chama tanta atenção quanto deveria. Porém, a temática da temporada foi tratada de forma bem desenvolvida e guardando bons sustos. Agora a série segue para sua reta final.

6- Nurse Jackie (Show Time/ Studio Universal) (Temporada 4)

A melhor recuperação de um seriado no ano! Agora sim! Jackie na rehab, arco da história que se fecha trazendo surpresas. Demissões, novos personagens e dramas. A enfermeira teve bons momentos junto do resto do elenco. Muito boa.

5- The Walking Dead (AMC/ Canal FOX) ( Parte da temporada 2 e parte da Temporada 3) / Boardwalk Empire (HBO/ HBO Brasil) (temporada 3)

A segunda parte da temporada 2 foi mais agitada e com mais questões éticas e morais, depois partiu para o vilão Governador e sua forma de cuidar de alguns sobreviventes, sem qualquer escrúpulo. O seriado ainda guardou mortes inesperadas e personagens que sobreviveram de forma surpreendente. De tirar o fôlego.

Boardwalk Empire estava caminhando sem tanta graça até que um vilão bem mais malvado mexeu com as estruturas da máfia de Nucky. Foi a temporada que mais se viu Martin Scorsese ali. Guerra entre mafiosos e personagens sinistramente complexos.

4- Skins (Temporada 6) (4 Channel/ HBO Plus) / Girls (HBO/ HBO Brasil) (Temporada 1)

O final de Skins foi emocionante pois serviu como uma despedida da série em alusão à despedida da adolescência. Tratado como uma entrada para a vida adulta, o seriado mostrou morte e o caminho para superação, a síndrome de Peter Pan, a solidão, a identidade e o papel dos pais. No fim, um nascimento. Lindo.

Girls foi a melhor estreia do ano. Uma mistura de Skins com Sexy and City, o seriado mostrou de forma crua como jovens novaiorquinas vivem seus dilemas na selvagem Manhattan. Apartir do momento que o cordão umbilical financeiro é cortado, até o comodismo e a sensação de estar perdido na vida.

3- Breaking Bad (AMC/ AXN) (Temporada 4)

Uma temporada que serviu pra mostrar como a mente geniosa de Walter é também obscura. O caminho para o crime nunca esteve mais claro, e agora ele caminha seguro para ficar com o poder. Uma temporada inteligente e imprevisível.

2- Homeland  (Show Time/ FX) (Temporada 1 e parte da 2) 

Outra que só foi mostrar ao que veio no final da primeira temporada. Carrie é uma Alice perdida dentro de seu próprio país e ninguém acredita em suas ilusões. Até que ela estava certa. Infelizmente a segunda temporada já mostrou um desgaste da promissora história.

1- Mad Men (AMC/ HBO Brasil) (Temporada 5)

O que começou com um inocente, porém, chocante Zou Bisou Bisou, terminou mostrando personagens perdidos, dando de cara com paredes, cometendo suicídio, vendendo seu corpo, chorando como crianças, descobrindo a sujeira da cidade grande, demitindo-se e por aí vai. Nesta temporada de Mad Men, ninguém está livre das mudanças sociais e comportamentais de uma época reveladora. E para isso, todos tentam de seu modo assimilar e aceitar essa revolução sexual que beneficia as mulheres e destrói as regras do American way Life, tão vendido nas propagandas. Não me canso de dizer, Mad Men é vida.


Um comentário:

  1. Eu gostava de PamAn, era bacana e visulamente lindo. Uma pena não ter cosneguido uma segunda temporada, embora eu não consigo imaginar uma trama para ela. Da sua lista, além de PA, da sua lista só assisti/assisto Sessão de Terapia (que, me desculpe, assisti boa parte da 1ª temporada e enjoeei. não é chato, mas achei parado demais, além de me dar nos nervos) e Go On, que curti bastante.

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