Páginas

janeiro 10, 2013

Especial: R.I.P 2012 | Melhores no Cinema

E mais um apanhado dos destaques do ano!


O francês O Artista, mudo e em preto e branco ganhou o Oscar e legitimou de vez o que os executivos da indústria queriam: internacionalizar o show. Este ano (2013) são mais dois estrangeiros indicados na categoria principal, mas não são tão fortes quanto o vencedor de 2012. No final do ano, porém, é fato de que O Artista não se tornou memorável, mostrando que o Oscar há tempos não cria um clássico, e sim pensa apenas no momento, garantindo bilheterias de alguns indicados.

O ano de 2012 ainda foi o de Jogos Vorazes, Os Vingadores, Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge, 007 - Operação Skyfall, O Hobbit - Uma Jornada Inesperada e o final da Saga Crepúsculo darem à industria cinematográfica uma margem de lucro estável em relação aos anos anteriores. Foi mais um ano carregado de continuações e remakes bobos. Mas, conseguiu ir para o lado mais absurdo de se criar um precoce reboot! O caso de O Espetacular Homem-Aranha, que mesmo com seus méritos é desnecessário. Ano de alguns fracassos, o mais triste do bom John Carter - Entre Dois Mundos, e ano de polêmicas como o caso do irregular Ted, que "enganou" um político idiota por aqui.

Foi um ano fraco para o cinema nacional, mas em compensação tem tentado mais que anteriormente. As apostas em comédia se sobressaíram, e outros que eram muito aguardados, principalmente Xingu, viu sua carreira definhar junto com o desinteresse do brasileiro pela sua própria cultura e história.

Bom, siga com a relação dos 20 melhores filmes que estrearam no Brasil em 2012:


20 - Xingu

O parque nacional do Xingu é um dos maiores do mundo quando se diz respeito à preservação da identidade indígena. A história dele, mesmo que muitos brasileiro nem sequer imaginam de sua existência, tem muito sangue e uma boa crítica antropológica nas entrelinhas. Poderia ser melhor já que não conjectura o tamanho da importância da trama com o tempo de produção e o limitado roteiro. Mesmo assim, é um filme acima da média com méritos de atuação e parte técnica.

19 - Selvagens

Elenco jovem afiado, sol ardente como o desejo que arde no trio protagonista após consumir marijuana. Oliver Stone lançou um filme sobre o tráfico de drogas na Califórnia de uma maneira inteligente, surpreendente e divertida. Bom filme com uma boa reflexão sobre o envolvimento da classe média no tráfico ao fundo.

18 -  Frankeweinne

Tim Burton tentou primeiro o incompreendido Sombras da Noite, mas depois essa interessante animação em stop motion e que continua um projeto antigo seu. Funciona como uma homenagem ao cinema, um discurso sobre a importância da ciência nas escolas e na vida das pessoas e, claro, também é diversão garantida!

17 - Na Estrada

O diretor brasileiro Walter Salles bem que tentou, mas não cumpriu sua missão: conseguir captar a essência de On The Road, do lendário escritor Jack Kerouac, e levar para as telas. Porém, o filme tem seus méritos. Momentos marcantes do livro são condensados com boas atuações, uma edição interessante e uma fotografia belíssima. Quem quer mais do que isso, é melhor ler o livro.

16 - 007: Operação Skyfall

Nunca na história dos 50 anos de James Bond foi visto um filme tão sombrio, tenso e emocional. Desta vez, nas mãos do ótimo Sam Mendes, o Bond de Daniel Craig é dono de umas das melhores fases do agente secreto britânico. Basta ver um filme antigo para se dar conta de como o personagem está mais humanizado e interessante. Para completar, Adele canta a belíssima música tema.

15 - As Vantagens de ser Invisível

Filmes sobre adolescência sempre guardam boas reflexões e tramas. Afinal, é a fase onde tudo começa a dar "errado". O filme retrata uma bela história de amizade contra o bullying e como plano de fundo os divertidos anos 90. Um roteiro inteligente e um protagonista cheio de traumas que se confundem com a tumultuada fase. Brilhante.

14 - Looper - Assassinos do Futuro

Se Prometheus, não cumpriu, essa surpresa do ano em termos de ficção científica não fez muito sucesso, mas a crítica amou - e com razão. É  um filme divertido sobre viagens no tempo e com muita ação. A trama não soa confusa como de praxe na temática, porém seu final guarda inúmeros debates mundo afora. Uma boa pedida para quem busca um filmes na linha de A Origem, Contra o Tempo e Os Agentes do Destino.


13 - Histórias Cruzadas

Racismo numa época, da qual, as empregadas domésticas tinham que passar pelas mais constantes humilhações. Mas nada como a voz de um grupo unido para vencer uma cultura atrasada. Grandes atuações, mesmo que filmadas de forma sem muito à inovar, mas ainda assim prende pelo roteiro fácil e leve.

12 - O Homem que Mudou o Jogo

A industria esportiva norte-americana sempre foi conhecida por ser um emaranhado de tubarões sedentos por dinheiro. Por isso, não medem esforços para não arriscar e assim perder grana. Com um roteiro bem construído e diálogos excepcionais, é um filme que prende e surpreende - ainda mais que se apoia numa situação real.

11 - Argo

Mesmo que superestimado numa direção quadrada e sem ousadia, Ben Affleck ainda assim conseguiu fazer um dos filmes mais interessantes do ano. Contrasta uma situação real do Irã e seus problemas territoriais com o universo dos filmes, que sempre funcionaram como uma reflexão de ambientes hostis e a capacidade violenta do ser humano de resolver problemas, mas, aqui, a história foi outra: bastou a esperteza.

10 - Os Descendentes

Que o Havaí era próspero e tem vida além do turismo pouca gente sabia, mas que ele realmente guarda problemas familiares tão complexos quanto os mostrados nesse longa, isso sim é uma grata surpresa. Um filme que fala sobre capitalismo, família, amor e tragédia, usando um roteiro dinâmico, original e atuações acima da média.

9 - Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Menos complexo que o anterior, mas nem por isso menos emocional, esse final da trilogia construída por Christopher Nolan é digno de todo o sucesso que teve pelas boas sacadas e uma trama que reflete a realidade da crise econômica e social que as grandes metrópoles vivem. Mais divertido e com uma Mulher Gato que rouba a cena ao lado do vilão Bane, o longa é memorável, mesmo que recebido sem o grande entusiasmo do anterior.

8 - ParaNorman

Essa animação não convencional para os dias de hoje - feita em stop motion - é diversão garantida mesmo se tratando de uma história obscura. Com fantasmas e bruxas, a animação se sobressai na capacidade de não subestimar a inteligência do público - que varia entre crianças e adultos - e ainda traz lições morais atuais, como o bullying, e funciona como uma sátira da sociedade que é viciada em julgamentos e estereótipos.

7 - A Invenção de Hugo Cabret


Essa linda fábula que funciona como uma aventura infantil, vai crescendo de uma forma, da qual, leva o espectador à dimensões jamais imaginadas. Serve como uma homenagem ao cinema de gênero e ainda prega boas surpresas ao misturar mistério e momentos de humor. Bem produzido, o 3D do filme é magnífico, assim como a direção e arte, fotografia e trilha sonora. Não podia se esperar menos do diretor Martin Scorsese.

6 - Intocáveis

O sucesso internacional desse longa francês, se deve principalmente pelo boca a boca que o filme deve ter tido quando esteve em cartaz. Impossível não indicar para um amigo ou parente esta comédia que ri do assunto que mais tem se comentado, pelo menos aqui no Brasil: o humor politicamente incorreto. No final, o que se leva é uma linda história de amizade e superação. É pra lavar a alma.

5 - A Separação

Quem diria que o Irã poderia ser tão maior quanto estamos acostumados à assistir nos 30 segundos que os jornais televisivos guardam para ele. E mais, ganhou o Oscar como Melhor Filme Estrangeiro fazendo países inimigos se olharem de forma igual pelo menos por uma temática. Mas o filme de Ashgar Farhadi é mesmo incrível. Contextualiza a situação cultural do Irã mostrando um divórcio, que acaba tomando caminhos diversos quanto mais pessoas são envolvidas, essas com opiniões e crenças diferentes e o Estado ali, assistindo. Um Irã atual, verdadeiro e não tão diferente do ocidente, porque não é.

4 - O Artista

O filme doçura do ano. Uma reciclagem moderna do cinema mudo quando o áudio passa ser uma realidade. Partindo dessa sofisticação tecnológica que mexeu com Hollywood, o longa tem uma trama simples, mas que levanta diversas discussões e reflexões sobre o cinema atual. Uma obra engraçada, tristes por alguns momentos, mas especial em grande parte. Uma ousadia que mereceu o Oscar de 2012, mesmo não se tornando tão memorável como deveria - talvez crescesse mais se não tivesse ganho.

3 - Shame

Visceral, melancólico e perturbador por diversos momentos, Shame conta a história de um homem que tem compulsão por sexo. Depois da chegada de sua irmã, ele passa por percalços tentando segurar os impulsos, mas logo o problema se torna uma bomba relógio. Um filme que ainda reflete outros discursos implícitos no roteiro como: vazio existencialista, traumas infantis e crise econômica. Uma obra fria com atuações espetaculares e uma parte técnica que insere de forma completa o espectador na história. Grande obra!


2 - As Aventuras de Pi

Uma pintura magnífica. Uma obra de arte visual e sonora. Uma das poucas obras que alinharam com magnificência tudo o que fazem um filme grandioso e que serve tanto para entreter quanto para causar reflexão. Uma fábula que trânsita entre a filosofia em questionar Deus e aceitar seus caminhos por mais árduos que sejam. Um filme extraordinário, mesmo que não perfeito, mas que toca o mais distante espectador, seja pelo visual ou pela história bem bolada.

1 - Moonrise Kingdom

Um dos filmes mais incríveis do ano foi completamente esnobado no Oscar 2013, talvez porque o senhores que votam nessa premiação, que mais erra do que acerta, devem ter esquecido de incluírem seu nome por algum motivo de politicagem, birra, ou seja lá o que for. O diretor Wes Anderson, que tem mostrado ser uma grande revelação na última década, apresentou uma obra original, criativa e divertida que muito tem à dizer. Seja ao tocar na temática bullying, o crescimento e as suas fantasias pré-adolescentes sobre a vida. Moonrise Kingdom é sobre a vida, mas uma vida sob o olhar ainda infantil, mas que mesmo assim possui uma base melancólica sobre os caminhos percorridos quando se cresce. É um filme sobre adultos acomodados, vigilantes e covardes e de jovens sonhadores, ousados e corajosos. Primoroso.

Outros destaques, decepções e afins:


~ O Hobbit - Uma Jornada Inesperada - Primeiro filme de uma nova saga que reflete ao Senhor dos Anéis. Cumpre sua função de entreter, mas ainda assim sua longa duração incomoda.

~ Cavalo de Guerra - Steven Spielberg fazendo drama com cavalos. Infelizmente a obra é muito pesada, sentimental demais e poderia ter uma mensagem mais atual em tempos de debates ambientalistas.

~ Tão Forte, Tão Perto - a zebra do Oscar 2012 é até interessante, mas tem um protagonista chato, além de ser filmado de maneira quadrada, pouco atraente.

~ John Carter: Entre Dois Mundos - Ótimos efeitos visuais, história de ficção científica fantasiosa e interessante e que inspirou até Avatar. Infelizmente não chamou tanta atenção quanto deveria.

~ Prometheus - Prometeu e não cumpriu. O longa que serviria como prólogo da série Alien é irregular e demasiadamente mais confusa que deveria, mas ainda assim eu pago pra ver uma continuação.

~ 360 - Fernando Meirelles conseguiu fazer uma obra humana, mostrando a complexidade das relações humanas e sexuais e como elas inevitavelmente se cruzam umas com as outras. Interessante.

~ Valente - A animação da Pixar conseguiu reverter o caminho pessimista em relação ao estúdio  A obra é profunda, tem humor e é bem produzida, só faltou mais aventura.

~ A Febre do Rato - Longa brasileiro do diretor Cláudio Assis que não é pra qualquer um. Mostra uma classe pobre vivendo à sua maneira e se misturando como pode, no meio da desordem é que ela se encontra.

~ O Impossível - um belo filme sobre uma das maiores tragédias dos últimos tempos. Nenhum filme de catástrofe foi tão longe ao mostrar todos os atos antes, durante e depois de algo tão devastador, fisicamente e emocionalmente falando.

~ Drive - Seguindo de carro e tentando resolver problemas. Violento e chocante, esse suspense psicológico serve pra mostrar como uma sociedade do consumo resolve seus problemas das maneiras que lhe ocorrem.

~ Branca de Neve e o caçador - Filme com visual incrível, bons efeitos visuais, fotografia, figurino. Uma aventura acima da média e faz Alice no País das Maravilhas ficar pior ainda.

~ O Espetacular Homem-Aranha - Repetitivo por ora, mas tem lá seus méritos. Desde a ótima escolha do elenco principal, até os efeitos visuais. Mas ficou devendo.

~ Os Vingadores - Divertido e engraçado, o longa que reuniu quase todos os principais heróis da Marvel é garantia de satisfação depois que fãs se comprometeram com um dos arcos mais esperados desdes os filmes lançados anteriormente.

~ Jogos Vorazes - Uma história original, que reflete num futuro não muito distante e que crítica os meios de comunicação famintos por realitys shows, um governo vigilante e uma violência gratuita pra quem quiser ver. Enquanto a elite alienada assiste de forma fervorosa. Ah! E é divertido!

~ Virada no Jogo - Filme feito pra televisão e vencedor de melhor telefilme no Emmy Awards de 2012. A produção da HBO recontou com grandiosidade na caracterização dos personagens, uma das disputas mais emocionantes das últimas eleições presidenciais nos Estados Unidos. A atriz Julianne Moore conseguiu viver Sarah Palin de maneira irretocável.


janeiro 06, 2013

Especial: R.I.P 2012 | Melhores Séries

O ano terminou sem uma grande série nova


O maior comentário este ano foi o Emmy que fora negado à Mad Men, após quatro anos vencendo o troféu máximo de melhor série de drama. Se ganhasse, Mad Men empataria com Frasier que na história é a maior vencedora invicta na categoria de melhor série, só que neste caso, comédia. Mesmo fã da série sessentista, não tiro os méritos de que Homeland é interessante e funciona como entretenimento, porém, Mad Men é tão maior e mais complexa, tão melhor atuada e produzido que não aceito com contentamento a opinião da Academia que na verdade tomou esse caminho, porque está em busca de uma renovação em seu formato para assim segurar a audiência. Outro fato que causou impacto é a audiência de The Walking Dead, sem dúvidas a maior série do ano, em termos de audiência e debates. Girls se saiu melhor que Veep dentro da HBO. E Downton Abbey, a única inglesa que atravessou o atlântico sem afundar, está fazendo um sucesso merecido na terra do Tio Sam. Foi exibido no Brasil o final de Friday Night Lights que me levou às lágrimas, além da brilhante resolução de Skins e o apático final de Desperate Housewives.

As decepções foram muitas. Se Mad Men perdeu o brilho, pelo menos ela inspirou séries que se passavam na mesma década. The Playboy Club não suportou o falso moralismo e PanAm não suportou a baixa audiência, mesmo tendo seus méritos. Outra aposta que morreu na praia foi Alcatraz, assinada por J.J. Abram, que não tinha sorte desde Lost e Fringe, a boa notícia para seus fãs, é que Revolution está se mantendo estável. O ano também tinham séries promissoras, mas que não cumpriram suas premissas de forma interessante: Smash que se perdeu com personagens patéticos; Once Upon a Time e sua trama mirabolante e efeitos fracos; Revenge e sua trama novelesca cheio de contornos inverossímeis e um ritmo exageradamente agitado e Newsroom deixou à desejar em todos os âmbitos - série sobre jornalismo mesmo é The Hour.

No Brasil, mesmo com a Globo apostando cada vez mais e encontrando um ritmo para suas estreias e séries já consagradas - entre as estreias de sucesso foram Subúrbia e Como Aproveitar o fim do mundo -, foi na tv paga que a melhor série foi exibida. A versão nacional de Sessão de Terapia, oriunda do Israel. A direção melancólica de Selton Mello deu todo um traço complexivo à trama. A lista das séries que mais me chamaram à atenção em 2012:

Melhores séries do ano que exibidas legalmente no Brasil:

20- Go On (NBC/ Warner Channel) (Parte da Temporada 1) 

Como fazer comédia com um protagonista que acabou de perder a esposa? A nova série estrelada pelo Ex-Friends Mathew Perry é engraçada, com alguma profundidade e ainda tem boas atuações.

19- New Girl (Fox/ Canal Fox) (Temporada 1)

Zooey Deschannel sabe ser linda e fofa, mas o seriado é mais do que isso, de forma divertida mostra como precisamos superar os momentos complicados da vida se apoiando em amigos, eles são insubstituíveis.

18- 30 Rock (NBC/Canal Sony) (Parte da Temporada 6)

O Canal Sony atrasou a exibição no Brasil, mas nem por isso o seriado perdeu a graça. Como não amar Tracy Morgan fazendo piada de seu escândalo contra os gays na vida real, ou a Jenna sendo jurada em programas de calouro? Imperdível.

17- Game of Thrones (HBO/HBO Brasil) (Temporada 2)

Temporada com ação, efeitos especiais de primeira e a trama seguindo caminhos ainda mais obscuros. Os episódios finais e alguns núcleos salvaram o segundo ano da complexa série.

16- Modern Family (ABC/ Canal FOX) (Temporada 3)

Um pouco repetitiva, mas que ainda guarda bons momentos, a surpresa no final garantiu à Modern Family um dos melhores finais de temporada do ano.

15- The Big C (Show Time/ HBO Brasil) (Temporada 2)

Menos engraçada que a primeira temporada, The Big C se perdeu um pouco dentro de sua própria história, mas ainda assim garantiu momentos preciosos como o final de temporada.

14- House of Lies (Show Time/ HBO Brasil) (Temporada 1)

Começou excessiva, muita nudez e sexo, mas foi tomando um caminho mais profundo e pessoal. Impossível não associar o seriado que se passa em Wall Street com Mad Men e as pressões de uma época em mudança.

13- Downton Abbey (BBC/ GNT) (Temporada 1)

Refinada, elegante. Começou com o maior símbolo de diferenças entre classes sociais: o Titanic que afundou. Isso já mostrava o que viria a seguir: a hierarquia rica em cima tentando manter a pose, e a criadagem lutando por status embaixo aos olhos dos chefes. Boa surpresa.

12- The Hour (BBC/ Netflix) (Temporada 1)

Demorou a degringolar, mas logo ficou incrível. Uma homenagem ao jornalismo dos anos 60 num período de tensão entre países e espionagem. O clima conspiratório que pairou junto com a temática da infidelidade deixaram a série no capricho.

11- The Good Wife (CBS/ Universal Channel) (Temporada 3)

Menos interessante que a temporada anterior, o seriado ainda assim surpreende pela qualidade e agilidade do roteiro. A vida pessoal de Alicia ganhou um aprofundamento mais tocante, assim como a vida de Kalinda.

10- Friday Night Lights (NBC/ AXN) (Temporada 4 - Final)

Não foi a melhor temporada de uma das melhores séries dos últimos anos, porém é impossível não notar como a série 'adolescente' não subestima a inteligência do espectador, terminou afinada e coerente com tudo que ela mostrou ser. Emocionante e digna.

9-  Sessão de Terapia (GNT) (Temporada 1)

O sofá do terapeuta Theo é mais agitado que qualquer outra série. Ali os dramas foram contados com maestria dirigido pelo talentoso Selton Mello e as atuações foram de tirar o fôlego. Uma série sobre a complexidade da vida.

8- The Killing (AMC/ A&E) (Temporada 2)

O mistério se arrastou mais do que devia? Sim. Mas nem por isso a série noir deixou de lado o roteiro bem entrelaçado com várias reviravoltas e pistas envolventes. Até no sanatório a obcecada investigadora Sarah Linden foi parar. De arrepiar.

7- Dexter (Show Time/ FX)(Temporada 6)

O final foi chocante, mas ainda assim esperado. Demorou pra acontecer que nem chama tanta atenção quanto deveria. Porém, a temática da temporada foi tratada de forma bem desenvolvida e guardando bons sustos. Agora a série segue para sua reta final.

6- Nurse Jackie (Show Time/ Studio Universal) (Temporada 4)

A melhor recuperação de um seriado no ano! Agora sim! Jackie na rehab, arco da história que se fecha trazendo surpresas. Demissões, novos personagens e dramas. A enfermeira teve bons momentos junto do resto do elenco. Muito boa.

5- The Walking Dead (AMC/ Canal FOX) ( Parte da temporada 2 e parte da Temporada 3) / Boardwalk Empire (HBO/ HBO Brasil) (temporada 3)

A segunda parte da temporada 2 foi mais agitada e com mais questões éticas e morais, depois partiu para o vilão Governador e sua forma de cuidar de alguns sobreviventes, sem qualquer escrúpulo. O seriado ainda guardou mortes inesperadas e personagens que sobreviveram de forma surpreendente. De tirar o fôlego.

Boardwalk Empire estava caminhando sem tanta graça até que um vilão bem mais malvado mexeu com as estruturas da máfia de Nucky. Foi a temporada que mais se viu Martin Scorsese ali. Guerra entre mafiosos e personagens sinistramente complexos.

4- Skins (Temporada 6) (4 Channel/ HBO Plus) / Girls (HBO/ HBO Brasil) (Temporada 1)

O final de Skins foi emocionante pois serviu como uma despedida da série em alusão à despedida da adolescência. Tratado como uma entrada para a vida adulta, o seriado mostrou morte e o caminho para superação, a síndrome de Peter Pan, a solidão, a identidade e o papel dos pais. No fim, um nascimento. Lindo.

Girls foi a melhor estreia do ano. Uma mistura de Skins com Sexy and City, o seriado mostrou de forma crua como jovens novaiorquinas vivem seus dilemas na selvagem Manhattan. Apartir do momento que o cordão umbilical financeiro é cortado, até o comodismo e a sensação de estar perdido na vida.

3- Breaking Bad (AMC/ AXN) (Temporada 4)

Uma temporada que serviu pra mostrar como a mente geniosa de Walter é também obscura. O caminho para o crime nunca esteve mais claro, e agora ele caminha seguro para ficar com o poder. Uma temporada inteligente e imprevisível.

2- Homeland  (Show Time/ FX) (Temporada 1 e parte da 2) 

Outra que só foi mostrar ao que veio no final da primeira temporada. Carrie é uma Alice perdida dentro de seu próprio país e ninguém acredita em suas ilusões. Até que ela estava certa. Infelizmente a segunda temporada já mostrou um desgaste da promissora história.

1- Mad Men (AMC/ HBO Brasil) (Temporada 5)

O que começou com um inocente, porém, chocante Zou Bisou Bisou, terminou mostrando personagens perdidos, dando de cara com paredes, cometendo suicídio, vendendo seu corpo, chorando como crianças, descobrindo a sujeira da cidade grande, demitindo-se e por aí vai. Nesta temporada de Mad Men, ninguém está livre das mudanças sociais e comportamentais de uma época reveladora. E para isso, todos tentam de seu modo assimilar e aceitar essa revolução sexual que beneficia as mulheres e destrói as regras do American way Life, tão vendido nas propagandas. Não me canso de dizer, Mad Men é vida.


janeiro 02, 2013

Especial: R.I.P 2012 | Melhores na Música

Ano lento e sem um grande fenômeno...


O mundo da música foi logo tomado de assalto no início do ano pelo clipe que não encontraria nenhum outro à altura: Bad Girls da M.I.A. A qualidade é tanta que meses depois Madonna, Nelly Furtado e Ke$ha se inspiraram ou na música ou no clipe utilizando artifícios como carros, ou uma frase do refrão "live fast, die young". O ano teve alguns bons lançamentos, mas nenhum novo fenômeno como Adele (ela que nos deu a excelente Skyfall) ou Amy Winehouse. Apenas algumas tempestades que causaram algum barulho, mas para um mercado de nicho como One Direction e Taylor Swift. 

Dos ingleses para os canadenses, uma tal de Carly Rae Jepsen tomou as rádios de assalto com uma música bobinha, pobre musicalmente e um clipe sem graça. A nova Ke$ha do pedaço. Falando nela, como era esperado, a cantora se entregou aos excessos e polêmicas e se enterrou de vez. Para variar, Rihanna tem novo álbum na área, mas pelo menos o single não é música-de-boate. Lana Del Rey é um produto esquisito, como se fosse uma espécie de Britney para o mundo indie, além de ser totalmente superestimada. Justin Bieber lançou álbum novo e ninguém comprou - beijos, Aaron Carter. Quem nasceu Bieber, nunca será Timberlake, certo? Mumford & Sons veio com um trabalho ainda tão excepcional quanto o primeiro, e nos presenteou com o lindo clipe de Lover of The Light, enquanto artistas internacionais de sucesso como Nelly Furtado e Christina Aguilera fizeram a lição de casa com álbuns no capricho, mas que não venderam nada. Ah! E a Sandy amadureceu ainda mais!

Segue a lista dos melhores álbuns do ano:

10 - Kids in the Street - The All-American Rejects 


Com a carreira perdendo fôlego depois de hits como Move Along e Gives You Hell, os caras mesclaram um pouco da vibe eletrônica que toma conta do mercado fonográfico atual. O resultado é aquém dos álbuns anteriores, porém, eles foram espertos e apresentaram algumas músicas ainda no estilo pop rock que fazem tão bem. É mais ou menos o que o Maroon 5 devia fazer e não faz. Destaque: Beekeeper's Daughter


9 -  The Carpenter - The Avett Brothers

O sétimo álbum desta banda de indie-folk foi o mais bem sucedido da carreira da banda, graças a apresentação deles com o Mumford & Sons e Bob Dylan um tempo atrás. Uma pena. A banda tem qualidades e já fazia um som bacana bem antes do fenômeno M&S. Country, folk, indie, rock... os elementos junto com letras melódicas e românticas são a mistura perfeita do grupo da Carolina do Norte, EUA. Destaque: Live and Die



8 - Future This - The Big Pink 

Segundo álbum da carreira desse duo de indie-eletro rock, depois do relativo sucesso do trabalho de estreia que foi impulsionado pelo hit Dominos. Infelizmente a banda não teve muita sorte nesse novo trabalho, apesar da qualidade ainda está acima da média. É autêntico, original e atual. Destaque: Hit The Ground (Superman)



7 - The World from the Side of the Moon -  Phillip Phillips

Vencedor da última edição do American Idol, o cantor se saiu melhor no reality show do que nesse álbum de estreia que parece um pouco forçado para ser comercial. Porém, a voz de Phillip ainda é uma grande virtude que quando se encaixa no estilo folk e acústico, soa de maneira surpreendente. Ainda procurando uma identidade, o que Phillips precisa é não abaixar a cabeça para gravadoras que só pensam em dinheiro. O cara tem um estilo e devia se empenhar em continuar com ele, algo que na indústria é tão superficial. Destaque: Home


6 -  The Spirit Indestructible - Nelly Furtado

Chegar ao quinto álbum da carreira com grande fôlego, não é pra qualquer um, e nem para a Nelly Furtado. O álbum da canadense fracassou, e nem sendo popular em seu país natal ou na Europa melhorou as coisas. Uma pena. Nelly lançou um álbum moderno, pop e com sua voz anasalada melhor do que nunca. Tem umas batidas que lembram funk, outras com sonoridades latinas. Talvez o problema da Nelly é ser assim tão orgânica e ao mesmo tempo atirar para todos os lados - as pessoas não têm tanta paciência. Que lástima, o álbum é muito bom! Destaque: Big Hoops (Bigger The Better)


5 - Princípios, Meios e Fins - Sandy 

Depois da liberdade milimetricamente planejada e o um ótimo álbum para se lançar na carreira solo, Sandy chega aos seus 30 anos cantando o que realmente sente. E é tão íntimo e pessoal, mas também, uma temática tão comum à todos que é impossível não se identificar. Nesse EP tem muito piano e baladinhas pop de primeira, com letras bem escritas e a voz tão singular de uma das cantoras mais interessantes da medíocre cena pop do país. Poético, melancólico, gracioso. Destaque: Aquela dos 30


4 -  Lotus - Christina Aguilera

Quando se é fã de verdade, sabe-se reconhecer os defeitos e erros de seus ídolos. Minha admiração pela cantora não chega à ser de fã, mas na indústria do pop comercial, Christina Aguilera é a que melhor cumpre a sua função. Dona de uma voz irretocável, ela lançou Lotus que se saí bem como um bom produto pop, com músicas melosas, fortes e estridentes. Tem músicas de boate, baladas, drama e rock. Aguilera não soa como Katy Perry ou Rihanna como a crítica se limita a dizer, ela soa como o pop em sua fase atual, assim como todas as cantoras que tem outras como inspiração. Ou vai me dizer que essas cantoras são originais? Destaque: Your Body


3 - Jake Bugg - Jake Bugg

Com influência pesada de Bob Dylan, essa revelação de 18 anos tem uma voz, mas uma voz tão autêntica e interessante, que é impossível não parar para ouvir. Mesmo que o cabelo e o estilo indie não seja nada novidade, a voz de Jake Bugg acompanhada pela música arroz com feijão é uma das melhores coisas que surgiram no cenário mundial. É o que o cantor escocês Paolo Nutini fez anteriormente, mas com um charme inglês ainda mais melancólico e rebelde. Destaque: Two Fingers


2 - Heaven - Rebecca Fergusson

Revelação do X-Factor do ano retrasado, Rebecca trouxe em seu primeiro álbum a aposta de seguir os estilos de Amy Winehouse, Adele e Duffy. Com baladas poderosas, a voz rouca e potente da inglesa, se sobressai com os sentimentos descritos nas letras. Foi um sucesso no Reino Unido, mas infelizmente não emplacou nos EUA e nem aqui no Brasil. Mas não importa, é um talento nato e que ainda vai crescer nos próximos anos, aguardemos! Destaque: Glitter & Gold


1- Babel - Mumford & Sons

Além da banda ser dona de um dos clipes mais lindos do ano, ainda apresentaram um segundo álbum sentimental, com belas canções folk e um indie rock cru e cheio de inspirações. Babel é como uma declamação poética sobre vida e é impossível não se chegar às lágrimas se bem concentrado com algumas canções. Especial, emocionante e bem produzido. É a banda do momento, trazendo um pouco de vida para as paradas que estão praticamente mortas com tanto produto ruim. Inspirador, profundo e honesto.

Destaque: