O retorno de Justin Timberlake com certeza foi uma das coisas mais esperadas do ano. No último dia 19, o novo álbum de Timberlake teve seu lançamento em alguns países e em sua primeira semana fora registrada uma venda maior que 980 mil cópias apenas nos Estados Unidos.
Técnica
Em The 20/20 Experience não se tem muita coisa nova, Justin apresenta um retorno clássico e de extrema qualidade. Novamente sob a direção de Timbaland, possui sons fortes, com o gênero Neo Soul e corais muito bem arranjados em todas as canções.
O termo 20/20 significa, no meio oftalmológico, uma visão de qualidade, o que deu origem a sua capa e ao meio em que as letras são expressadas, principalmente em "Mirrors" e "Tunnel Vision".
Track2Track Pusher Love Girl, lotada de coros é sem dúvidas uma das melhores do álbum, o que surpreendeu após aquela performance desnecessária no Grammy Awards. Após, o carro-chefe e a melhor música do CD: Suit & Tie, um R&B super animado com a magnífica participação de Jay-Z. Don't Hold The Walllogo ganha espaço mostrando a sofisticação da produção, leva consigo uns samples árabes logo após do coro de entrada e tem ritmo grudento! Em seguidaStrawberry Bubblegumpassa despercebida até revelar uma batida com influência no samba carioca, e Tunnel Vision, que tem samples repetitivas, tornando-se cansativa.
Tudo continua comSpaceship Coupeonde há qualidade porém mostra-se incômoda devido sua duração e a falta de novidade. That Girltem características surpreendentes, fazendo qualquer pessoa se sentir dentro de um live do cantor. Let the Groove Get Iné contagiosa e dançante, porém novamente a persistência do refrão deixa rastros de exaustão.
Sem mais para Mirrors! Já é sucesso no Reino Unido e provavelmente entrará no top 10 da Hot 100. A música lembra o início da carreira de Timberlake, o estilo, a sonoridade. É possível até surgir perguntas leigas como: Qual boyband canta essa música? A versão standart fecha com Blues Ocean Floor, um erro de balada, uma tragédia com a voz do cantor, o grande erro da setlist.
A versão deluxe conta com duas músicas que podiam ter feito parte da versão normal, principalmente substituir algumas. As rimas de Timbaland deixa as músicas mais contagiantes, são totalmente animadas e de qualidade impecável, são elas: Dress On e Body Count.
Conclusão
Justin se esforçou, tentou dar ao público algo mais calmo com o mesmo padrão de sonoridade do seu último álbum e suas referências ao passado são indiscutíveis. A duração das músicas causa fadiga e a falta de surpresas em algumas músicas são erros que o cantor já apresentava. Timberlake tentou mostrar seu ângulo de visão, se perdeu um pouco no caminho, por outro lado a qualidade da produção continua inegável, essa é a 20/20 de Timberlake.
P!nk, Mikky Ecko, Phillip Phillips, Azealia Banks e Lana Del Rey também lançam aguardados clipes
A semana após ao Grammy (leia nossa resenha aqui) é um período de divulgação extrema na indústria fonográfica, prova disso é o excesso de videoclipes e singles lançados nessa semana. Aproveitando a atenção da clientela artistas como P!nk, Justin Timberlake, Rihanna e Mikky Ekko promoveram seus novos singles.
A americana P!nk lançou no fim da semana passada oficialmente o single "Just Give Me A Reason", sua parceria com Nate Ruess extraída do sexto álbum da cantora, intitulado "The Truth About Love". A balada ganhou o clipe também na semana passada mas só deu início com a promoção nesta semana. O clipe tem cenas fortes, retrata exatamente a letra da música: um casal e junto a uma cama ao mar com as cenas de P!nk e seu marido, Carey Hart, trocando carícias e lutando contra a crise.
A faixa atualmente não possuí grandes posições nas charts do mundo, porém promete grande desempenho devido a força dessa grande combinação. Assista abaixo:
Justin Timberlake também não perdeu tempo! Após o sucesso de seu single Suit & Tie, que já atingiu o Top 3 de muitas charts do mundo, e sua performance vintage no Grammy, o cantor lançou ontem o mágico clipe para a faixa.
Totalmente monocromático e formal, fora dirigido pelo renomado David Fincher e conta com a aparição e versos de Jay-Z. Na belíssima produção, nada apresenta muito conteúdo, retrata uma performance de Timberlake, muitas danças, cenas burlescas, luzes, cena no estúdio, trampolins, tudo muito vintage e muitos traços para relembrar o fantástico clipe de Vogue de Madonna. Acredita-se que o retorno de JTem “The 20/20 Experience” não será um período de muitas inovações e sim uma recordação do glamour dos "Anos Dourados". Assista o vídeo abaixo:
Rihanna também usou a mesma estratégia de Timberlake e logo após o Grammy e sua apresentação de sucesso lançou o vídeoclipe da balada “Stay”. A faixa está incluída no 7º álbum da cantora de Barbados, "Unapologetic", tem a participação de Mikky Ekko que também compôs a música e já está garantindo lugar em todas as paradas musicais do mundo, ganhou destaque principalmente no Reino Unido, onde atingiu o pico de 5º lugar.
O clipe tem a direção de Sophie Muller e possuí fotografia excelente, a letra da música fora bem trabalhada durante as sentimentais cenas onde é mostrada a dor de um casal ao saber que perderam a si mesmo. Os vocais marcantes presentes na faixa ajudaram a tornar um simples projeto em uma obra de arte. Assista abaixo:
O americano Mikky Ekko aproveitou a carona de Rihanna para o sucesso e lançou o vídeo oficial de seu primeiro single. Intitulada “Pull Me Down”, a faixa é uma balada indie pessimista que tem muitas chances de garantir algum sucesso para o estreante, principalmente no Reino Unido onde o cantor já está divulgando seu trabalho.
Dirigido por Sam Pilling, o videoclipe retrata a saudade deixada por um erro cometido com a pessoa amada, possuí uma casa onde todos os objetos estão ao chão como cenário principal e ainda conta com uma personificação de morte em relação para sua amada. Assista ao clipe de estréia:
E não para por aí! Mais clipes que estrearam esta semana:
"O ano dos retornos" é como foi intitulado em suas primeiras semanas.
Um novo ano já se iniciou e junto com ele as novas estratégias das gravadoras, porém a principal não é mostrar o que há de inédito. A princípio, "reutilizar" mostrou ser a palavra do ano, como já mostramos Justin Timberlake, David Bowie e Dido são alguns exemplos.
Além dos grandes retornos, a indústria fonográfica apela para um novo rumo: dar valor aos cantores que lançaram excelentes álbuns e EPs não explorados no último ano. Com relançamentos e maiores divulgações, eis alguns nomes que possivelmente alcançarão maior reconhecimento no ano:
FRANK OCEAN
O rapper norte-americano Frank Ocean já é um sucesso, foi revelação no ano de 2011 e alvo de críticas após revelar-se homossexual (o que não é comum entre rappers), porém garante mais foco nesse ano devido a todas as 6 indicações ao Grammy pelo seu excelente álbum Channel Orange. A BBC deu a Frank o 2º lugar do "Sounds of 2012", reconhecendo o talento do cantor. Para conferir: "Thinking About You".
KENDRICK LAMAR
Com seu segundo álbum de inéditas lançado no final do ano passado, o rapper americano tem tudo para ter um merecido sucesso! good kid, m.A.A.d city é o nome do seu segundo disco que garantiu lugar em todas as listas de melhores CDs de grandes revistas do ano passado.
O álbum tem tema polêmico: a sociedade e suas influências, que vão desde a violência dos subúrbios aos assuntos ligados a religião. São visíveis futuras indicações ao Grammy e as demais premiações dando maior valor a sua obra. Para conferir: "Swimming Pools (Drank)"
SKY FERREIRA
A californiana, descendente de Portugueses e de Brasileiros, teve no ano passado o lançamento do EP Ghost e conseguiu certa repercussão. Nesse ano a cantora foi moldada por sua gravadora para conseguir mais destaque, prova disso é a sua participação no novo editorial da Yves St. Laurent. Suas músicas tem sonoridade de alta qualidade, influência nos 90's e um pop bem distinto.
Muito já se ouviu falar desta rapper em 2012, lançou seu primeiro EP intitulado 1991, que lhe garantiu um Hit no Reino Unido, a faixa212com a parceria de Lazy Jay. A cantora está produzindo seu primeiro álbum de inéditas: Broke With Expensive, tem lançamento marcado pro 1º semestre desse ano e já tem seu primeiro single revelado, BBD (Bad Bitches Do it). A personalidade é marcada em suas músicas por serem construídas em cima de samples clássicos do pop, e um hip hop de rimas sujas, porém hilárias.
Seu reconhecimento foi tão grande que gerou duas parcerias, ainda inéditas, com a cantora Lady Gaga - as faixas devem fazer parte do novo álbum de Gaga. Se procura por coisas mais sérias, não encontrará nada além de diversão em Azealia.
As queridinhas de 2013! A BBC elegeu o trio com o primeiro lugar do "Sounds Of 2013", estão presentes em todas as listas das novidades do ano, e estão super produzidas com selo da Polydor Record. As irmãs norte-americanas possuem imagem totalmente comercial, com estilo hipster e uma sonoridade que lembra os 80's, possuem um estilo folk pop, divertido e retrô. A crítica chama o trio de "crise criativa".
Estão as meninas do HAIM com o suficiente para ser o "grande boom" do ano? Fica a dúvida.
A dupla é uma das grandes apostas no Reino Unido, um R&B de qualidade, porém é ausente a personalidade. AlunaGeorge está conquistando espaço no mercado, exemplo disso é possuír um dos álbuns mais esperados do ano pela BBC, intitulado Body Music tem lançamento marcado para junho deste ano.
O mundo da música foi logo tomado de assalto no início do ano pelo clipe que não encontraria nenhum outro à altura: Bad Girls da M.I.A. A qualidade é tanta que meses depois Madonna, Nelly Furtado e Ke$ha se inspiraram ou na música ou no clipe utilizando artifícios como carros, ou uma frase do refrão "live fast, die young". O ano teve alguns bons lançamentos, mas nenhum novo fenômeno como Adele (ela que nos deu a excelente Skyfall) ou Amy Winehouse. Apenas algumas tempestades que causaram algum barulho, mas para um mercado de nicho como One Direction e Taylor Swift.
Dos ingleses para os canadenses, uma tal de Carly Rae Jepsen tomou as rádios de assalto com uma música bobinha, pobre musicalmente e um clipe sem graça. A nova Ke$ha do pedaço. Falando nela, como era esperado, a cantora se entregou aos excessos e polêmicas e se enterrou de vez. Para variar, Rihanna tem novo álbum na área, mas pelo menos o single não é música-de-boate. Lana Del Rey é um produto esquisito, como se fosse uma espécie de Britney para o mundo indie, além de ser totalmente superestimada. Justin Bieber lançou álbum novo e ninguém comprou - beijos, Aaron Carter. Quem nasceu Bieber, nunca será Timberlake, certo? Mumford & Sons veio com um trabalho ainda tão excepcional quanto o primeiro, e nos presenteou com o lindo clipe de Lover of The Light, enquanto artistas internacionais de sucesso como Nelly Furtado e Christina Aguilera fizeram a lição de casa com álbuns no capricho, mas que não venderam nada. Ah! E a Sandy amadureceu ainda mais!
Segue a lista dos melhores álbuns do ano:
10 - Kids in the Street - The All-American Rejects
Com a carreira perdendo fôlego depois de hits como Move Along e Gives You Hell, os caras mesclaram um pouco da vibe eletrônica que toma conta do mercado fonográfico atual. O resultado é aquém dos álbuns anteriores, porém, eles foram espertos e apresentaram algumas músicas ainda no estilo pop rock que fazem tão bem. É mais ou menos o que o Maroon 5 devia fazer e não faz. Destaque: Beekeeper's Daughter
9 - The Carpenter - The Avett Brothers
O sétimo álbum desta banda de indie-folk foi o mais bem sucedido da carreira da banda, graças a apresentação deles com o Mumford & Sons e Bob Dylan um tempo atrás. Uma pena. A banda tem qualidades e já fazia um som bacana bem antes do fenômeno M&S. Country, folk, indie, rock... os elementos junto com letras melódicas e românticas são a mistura perfeita do grupo da Carolina do Norte, EUA. Destaque: Live and Die
8 - Future This - The Big Pink
Segundo álbum da carreira desse duo de indie-eletro rock, depois do relativo sucesso do trabalho de estreia que foi impulsionado pelo hit Dominos. Infelizmente a banda não teve muita sorte nesse novo trabalho, apesar da qualidade ainda está acima da média. É autêntico, original e atual. Destaque: Hit The Ground (Superman)
7 - The World from the Side of the Moon - Phillip Phillips
Vencedor da última edição do American Idol, o cantor se saiu melhor no reality show do que nesse álbum de estreia que parece um pouco forçado para ser comercial. Porém, a voz de Phillip ainda é uma grande virtude que quando se encaixa no estilo folk e acústico, soa de maneira surpreendente. Ainda procurando uma identidade, o que Phillips precisa é não abaixar a cabeça para gravadoras que só pensam em dinheiro. O cara tem um estilo e devia se empenhar em continuar com ele, algo que na indústria é tão superficial. Destaque: Home
6 - The Spirit Indestructible - Nelly Furtado
Chegar ao quinto álbum da carreira com grande fôlego, não é pra qualquer um, e nem para a Nelly Furtado. O álbum da canadense fracassou, e nem sendo popular em seu país natal ou na Europa melhorou as coisas. Uma pena. Nelly lançou um álbum moderno, pop e com sua voz anasalada melhor do que nunca. Tem umas batidas que lembram funk, outras com sonoridades latinas. Talvez o problema da Nelly é ser assim tão orgânica e ao mesmo tempo atirar para todos os lados - as pessoas não têm tanta paciência. Que lástima, o álbum é muito bom! Destaque: Big Hoops (Bigger The Better)
5 - Princípios, Meios e Fins - Sandy
Depois da liberdade milimetricamente planejada e o um ótimo álbum para se lançar na carreira solo, Sandy chega aos seus 30 anos cantando o que realmente sente. E é tão íntimo e pessoal, mas também, uma temática tão comum à todos que é impossível não se identificar. Nesse EP tem muito piano e baladinhas pop de primeira, com letras bem escritas e a voz tão singular de uma das cantoras mais interessantes da medíocre cena pop do país. Poético, melancólico, gracioso. Destaque: Aquela dos 30
4 - Lotus - Christina Aguilera
Quando se é fã de verdade, sabe-se reconhecer os defeitos e erros de seus ídolos. Minha admiração pela cantora não chega à ser de fã, mas na indústria do pop comercial, Christina Aguilera é a que melhor cumpre a sua função. Dona de uma voz irretocável, ela lançou Lotus que se saí bem como um bom produto pop, com músicas melosas, fortes e estridentes. Tem músicas de boate, baladas, drama e rock. Aguilera não soa como Katy Perry ou Rihanna como a crítica se limita a dizer, ela soa como o pop em sua fase atual, assim como todas as cantoras que tem outras como inspiração. Ou vai me dizer que essas cantoras são originais? Destaque: Your Body
3 - Jake Bugg - Jake Bugg
Com influência pesada de Bob Dylan, essa revelação de 18 anos tem uma voz, mas uma voz tão autêntica e interessante, que é impossível não parar para ouvir. Mesmo que o cabelo e o estilo indie não seja nada novidade, a voz de Jake Bugg acompanhada pela música arroz com feijão é uma das melhores coisas que surgiram no cenário mundial. É o que o cantor escocês Paolo Nutini fez anteriormente, mas com um charme inglês ainda mais melancólico e rebelde. Destaque: Two Fingers
2 - Heaven - Rebecca Fergusson
Revelação do X-Factor do ano retrasado, Rebecca trouxe em seu primeiro álbum a aposta de seguir os estilos de Amy Winehouse, Adele e Duffy. Com baladas poderosas, a voz rouca e potente da inglesa, se sobressai com os sentimentos descritos nas letras. Foi um sucesso no Reino Unido, mas infelizmente não emplacou nos EUA e nem aqui no Brasil. Mas não importa, é um talento nato e que ainda vai crescer nos próximos anos, aguardemos! Destaque: Glitter & Gold
1- Babel - Mumford & Sons
Além da banda ser dona de um dos clipes mais lindos do ano, ainda apresentaram um segundo álbum sentimental, com belas canções folk e um indie rock cru e cheio de inspirações. Babel é como uma declamação poética sobre vida e é impossível não se chegar às lágrimas se bem concentrado com algumas canções. Especial, emocionante e bem produzido. É a banda do momento, trazendo um pouco de vida para as paradas que estão praticamente mortas com tanto produto ruim. Inspirador, profundo e honesto.
Clipe de Your Body prepara terreno para lançamento do novo álbum 'Lotus'
Com lançamento previsto para 13 de Novembro, o novo álbum de Christina Aguilera, Lotus, é um dos mais aguardados lançamentos dos últimos anos desde que a cantora viu sua carreira definhar com a má recepção de Bionic (mal compreendido e divulgado). Agora na frente do reality show The Voice, sucesso de audiência há três temporadas na NBC e uma participação no hit Moves Like Jagger - ao lado do amigo jurado do programa, Adam Levine e sua banda Maroon 5 - Aguilera voltou com tudo e pra isso não polpou uma estrutura sólida para retornar ao defasado meio musical. Recrutou nomes fortes na industria pop: Max Martin e Shellback para produzirem a música Your Body e Melina Matsoukas para dirigi-la no clipe. O vídeo mostra Christina como uma verdadeira mean girl, explodindo, retalhando um cara e batendo no outro, mas com muita cor, glitter e brilho. No final, ela invoca uam referência de "I love Lucy" na televisão. Essa é a Aguilera que conhecemos.
O que foi lançado e chamou atenção do blog no ano passado?
MÚSICA
É inegável dizer que o ano foi da cantora inglesa Adele, que além de grande sucesso entre a crítica viu seu álbum 21 ser o mais vendido em anos. Tal fenômeno relembra que anos antes Amy Winehouse conquistava o mesmo prestígio, mas teve sua vida interrompida no ano que se passou.
Melhores Álbuns de 2011:
10.Kelly Clarskon "Stronger"
Nem de longe é o melhor trabalho da cantora, mas este álbum se destaca por mostrar que ela ainda tem fôlego pra levar uma carreira mais longe. Destaque: What Doesn't Kill You (Stronger).
9. Arctic Monkeys "Suck It And See"
O grupo britânico já foi apontado como a melhor banda do mundo, mas hoje em dia faz o que quiser e ponto. Sem pretensões eles continuam fazendo rock, alternativo e, claro, música boa! Destaque: The Hellcat Spangled Shalalala.
8. Cold War Kids "Mine Is Yours"
O Cold War Kids foi uma descoberta boa neste ano, apesar deste trabalho não ser essencialmente o melhor. Porém, ainda tem boas canções que salvam e fazem o trabalho ser mais relevante no ano. Destaque: Louder Than Ever.
7. Forfun "Alegria Compartilhada"
O grupo carioca pegam tudo que curtem e jogam no liquidificador, o resultado da mistura é um álbum pra cima, com samba, rock, reggae e pop. Vale a pena! Destaque: Alegria Compartilhada.
6. Sum 41 "Screaming Bloody Murder"
Deryck Whibley cancelou o show no Brasil e o resto da turnê mundial por problemas médicos, mas o álbum teve um impulso tão forte que conquistou uma indicação no Grammy. Maduros e cada vez melhores, é uma das poucas bandas que fazem um bom som depois do boom do hard core em meados a década passada. Destaque: Blood In My Eyes.
5. The Cab "Symphony Soldier"
Alex DeLeon e sua trupe mesclam um bom pop com um rock sinfônico e meloso. O resultado não é tão bom quanto o primeiro trabalho, mas segue com uma qualidade inquestionável. Destaque: Angel With A Shotgun.
4. Melanie C "The Sea"
Este é o quinto álbum solo da ex-Spice girl - a única que mostrou ter talento no grupo. Pop rock como Kelly Clarkson e Katy Perry, esse trabalho não podia ser mais adequado para o que toca nas rádios hoje em dia. Um álbum cheio de hits e hinos, mas que infelizmente poucos escutaram. Destaque: Rock Me.
3. Avril Lavigne "Goodbye Lullaby"
A canadense fez o seu trabalho mais cru e acústico desde que surgiu em cena em 2002. Um álbum autoral, mas que não combina com o que é popular hoje em dia. Mas quem se importa? A gravadora, claro. Destaque: Stop Standing There.
2. Kasabian "Velociraptor!"
O grupo foi um dos poucos que conquistaram as charts representando o bom rock inglês. Mas isso não significa também que o grupo se superou. Apesar de boas canções, o indie rock do Kasabian já acertou mais, porém num ano fraco, eles se sobressaem. Destaque: Days are Forgotten.
1. Adele "21"
Unanimidade de nove entre dez pessoas, Adele é significado de sofisticação no empobrecimento da atual fase da industria fonográfica. A cantora representa um contraste singelo e honesto contra estrelas pré fabricadas, extravagantes, sensuais e com pouco talento. Mas além disso, Adele canta o que todos querem ouvir. Num momento tão turbulento como foi 2011, não é de se estranhar que a trilha sonora foi o álbum da cantora, melancólico e cinzento - o que, claro, reflete em canções memoráveis. Destaque: Set Fire to the Rain.
Não é surpresa, mas é um choque. Amy Winehouse sai de cena, mas deixa um legado indiscutível sobre a qualidade de sua arte. Não se trata de fama, nem de quantos álbuns vendidos, e sim de como ela conduziu estilos musicais tão distantes de uma geração marcada com a superficialidade dos sintetizadores da música pop. Amy me fez expandir a fronteira da música, quando misturou o pop com o jazz, o soul. Posso dizer que como o nome do estilo citado, ela conseguiu tocar a minha alma. Quantos artistas conseguiram este feito com você? Não se trata de ser fã ou não - nuncam e considerei um -, mas tive bons momentos ouvindo e sentido a voz avassaladora de Amy. É a melancolia de Back to Black que me levou onde eu nunca estive, e mais do que tudo, continuará me levando. Sua música, como poucas da indústria, será eterna.
O ano de 2010 foi considerado fraco para a indústria fonográfica. Sem nenhum fenômeno de vendas, Lady GaGa continua liderando a lista de álbuns vendidos, junto da queridinha Taylor Swift, Eminem e Take That (Reino Unido). A lista que preparei dos melhores, limita-se ao meu gosto (óbvio), o que pode frustrar os que esperam Katy Perry, Ke$ha ou Florence and The Machine. Detesto gente que não é sincera e coloca nomes alternativos para parecer hype. A prova de que não estou sendo mesquinho é o meu Last.fm que não mente. Gosto de tudo um pouco e procuro não ter preconceitos. Pra mim, os 10 melhores álbuns do ano foram:
10- Christina Aguilera - Bionic
O chamado flop do ano. E daí? Quem disse boas vendas é sinônimo de qualidade? Deixando de lado o motivo pela qual o álbum não deslanchou, Bionic é um trabalho muito bem produzido da talentosa Christina Aguilera. É uma mistura de diversos estilos, dance, baladas e o bom pop que na voz da cantora sempre se sobressai. Poucos o julgam realmente com razão. >> Destaques: Prima Donna e Lift Me Up.
9- Maroon 5 - Hands All Over
Por mais que pareça uma posição alta, eu sou muito fã do Adam Levine e sua trupe. Nono lugar não é motivo de orgulho, já que o álbum é fraco, quase sem identidade e com músicas banais. Faltou atitude, porém o capricho dos músicos se destaca em algumas faixas. Na combalida indústria do bom pop que agora tudo é música de boate, o Maroon 5 não renegou suas origens ainda. >> Destaques: Give a Little More e No Curtain Call.
8- Sandy Leah - Manuscrito
Sandy finalmente se livrou da sombra brega sertaneja e pop e conseguiu mesclar MPB com um pop sério. Fez um álbum surpreendentemente bom e bem produzido, com letras poéticas e sem forçar a barra para ser comercial. Em tempos de axé, Restart e Wanessa, o trabalho é um sopro de qualidade. >> Destaques: Mais Um Rosto e Tempo.
7- Serj Tankian - Imperfect Harmonies
O segundo trabalho solo do músico conhecido pelo grupo System of a Down, não é tão bom quanto o primeiro, Elect the Dead, mas vale a pena conferir as letras politizadas e a mistura sempre bem vinda de metal com o clássico. E todos sabem que a voz de Serj é rara e importante no mercado. >> Destaques: Left of Center e Reconstructive Demonstrations.
6- Plan B - The Defamation of Strickland Banks
Um nome que se destacou no Reino Unido este ano com direito a apresentação no Europe Music Awards (cada vez mais dominado por artistas norte-americanos). Uma mistura de rap com R&B que fez toda diferença, mesmo que a voz passe de Justin Timberlake para Daniel Merriweather em alguns momentos, sem impressionar muito, é um refúgio para quem gosta de estilos misturados. >> Destaques: She Said e The Recluse.
5- Arcade Fire - The Suburbs
Demorei para conhecer esse trabalho da banda. Não fiquei impressionado com o primeiro single e deixei um pouco de lado, por mais que a banda fosse santificada por todos os veículos. Mas eis que assisti ao clipe de The Suburbs e mais uma vez fui fisgado. A música e a qualidade do vídeo mostram porque o Arcade Fire é uma das bandas mais importantes do ano. É melancólico e genial. >> Destaques: The Suburbs e Empty Room
4- Mumford and Sons - Sigh No More
Fui conhecer esse glorioso grupo de indie-folk agora no final do ano com o lançamento deles nos Estados Unidos, e por isso o clipe passava na VH1. É um álbum excelente. Com uma sonoridade profunda, vozes cantando em conjunto e acordes de violão de arrepiar. >> Destaques: Little Lion Man e Thistle & Weeds
3- Mark Ronson & The Business - Record Collection
O consagrado produtor que fez Amy Winehouse ser uma das estrelas da década, lançou seu novo trabalho partindo para uma direção um pouco diferente. O trabalho se firmou mais pop e conseguiu nomes hype da música para dar vida a banda The Business Intl e ao estilo hip hop e synth pop. >> Destaques: You Gave Me Nothing e The Bike Song.
2- My Chemical Romance - Danger Days: The True Lives Of The Fabulous Killjoys
A banda de Gerard Way sofreu uma baixa importante na formação, o que fez atrasar o álbum. Porém, o que se ouve é mais um trabalho beirando conceitual e de altíssimo nível. Mesmo que fugindo do estilo emo que consagrou a banda, O My Chemical Romance retorna inspirado, divertido, complexo e sem submeter à grandes transformações como ocorreram com bandas que surgiram na mesma época e que sumiram: Fall Out Boy, Simple Plan e Evanescence. >> Destaques: Na Na Na e SING.
1- Gabriella Cilmi - Ten
Quem? Fardada a ser lembrada por um único hit, Sweet About Me, a australiana de 19 anos bem que emplacou uma música nas parada este anos: On A Mission. Ela é pop, é linda e abusa dos anos 80 na sonoridade do trabalho. Com uma voz que lembra Amy Winehouse, Gabriella faz diferença e merece o reconhecimento, já que seu estilo é propício a isso. Mas, por enquanto, fica restrito à poucos o talento da jovem. >> Destaques: Defender, On A Mission e Invisible Girl.
Semana cheia de lançamentos nos principais mercados do mundo: Estados Unidos e Reino Unido. Em ambos, Christina Aguilera chega com o quinto álbum da carreira: Bionic - o quarto em inglês. Em meio a chuva de críticas - a maioria sem qualquer fundamento - a americana de 29 anos se lança com uma sonoridade que está na moda: o techno pop. O Project Monkeys já conferiu e aprovou o resultado. São 18 faixas mesclando o estilo dance e as baladas - o ponto forte da cantora. Porém, a impressão que fica é que se tivesse lançado um álbum assim há quatro anos, tudo seria melhor aceito. No período, Justin Timberlake e Nelly Furtado chegavam ao topo das paradas com esse estilo - ambos apadrinhados pelo produtor Timbaland. Já Christina estava no mercado com um álbum retrô, e que, mesmo belíssimo, não teve bom êxito. Agora com Bionic, a cantora fica à sombra do fenômeno pop do momento: Lady GaGa, que esperta e munida de bons produtores, seguiu o fluxo corretamente. A espera é que o álbum venda entre 100 e 150 mil cópias no Estados Unidos, e lançado ontem no Reino Unido, as prévias apontam o debute no primeiro lugar. Veja o primeiro clipeNot Myself Tonight.
Confira a lista dos principais lançamentos nos Estados Unidos:
Álbuns
Soundtrack - Glee: Journey To Regionals Christina Aguilera - Bionic Christina Aguilera - Bionic Deluxe Edition Soundtrack - The Twilight Saga: Eclipse Soundtrack - The Twilight Saga: Eclipse Deluxe Edition Dierks Bentley - Up On The Ridge Jewel - Sweet and Wild Jewel - Sweet and Wild [2 CD Deluxe Edition] Plies - Goon Affiliated Hanson - Shout It Out Tiesto - Magikal Journey Crystal Castles - Crystal Castles Hot Hot Heat - Future Breeds Rayvon - Rayvon Nada Surf - If I Had Hi-Fi Various Artists - Life Begins At 8:40 Judy Collins - Paradise Saving Abel - Miss America Travie McCoy - Lazarus Clay Walker - She Won't Be Lonely Long Grace Potter & The Nocturnals - Grace Potter & The Nocturnals Orianthi - Believe (II) Ray Stevens - We The People [CD + DVD] Nevermore - The Obsidian Conspiracy Nevermore - The Obsidian Conspiracy Deluxe Edition Lee Brice - Love Like Crazy Danko Jones - Below The Belt Renee Fleming - Dark Hope Against Me! - White Crosses Against Me! - White Crosses Limited Edition Andy Bell - Non-Stop Juan Luis Guerra - A son de Guerra Teenage Fanclub - Shadows Tokyo Police Club - Champ Justin Roberts - Jungle Gym Blitzen Trapper - Destroyer Of The Void Stacey Kent - Raconte-Moi Delta Spirit - History From Below Various Artists - In Twistable, Turnable Man: A Musical Tribute to the Songs of Shel Silverstein Various Artists - The Disney Reggae Club Broadway Cast Recording - The Addams Family Broadway Cast Recording - Fela! Cadillac Sky - Letters In The Deep The Henry Clay People - Somewhere On The Golden Coast Bing Crosby - So Rare: Treasures From The Crosby Archive [2 CDs]
Singles
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