Páginas

setembro 15, 2010

E 'TRUE BLOOD' NÃO SURPREENDE MAIS...

Série deixa genialidade de lado e se perde no trash


A terceira temporada de True Blood foi sem dúvida uma das mais comentadas desde o início do seriado hype da HBO. Foi aguardada prometendo desdobramentos de uma segunda temporada que esbanjou suspense e originalidade. A ideia de inserir lobisomens na temporada ganhou grande repercussão entre a mídia e os fãs, mas o que se viu não passou de uma temporada arrastada com poucas cenas memoráveis e tramas (personagens) desnecessárias. O que levou uma série genial, tomar caminhos tão equivocados?

Tudo começou mal com o primeiro episódio que repercutiu as consequências da outra season finale. Foi parado, sem muita coisa pra acontecer, provavelmente serviu para baixar poeira e zerar as histórias. Daí aos poucos conhecemos o enredo principal que foi centrado no grande mistério de Sookie. Aos poucos fomos levados a casa do grande vilão Russell, um dos melhores acertos nesta temporada. Lá, grande parte da trama principal foi contada e relacionou os tais lobisomens, que são viciados com V por ele. Mas até aí tudo bem. Terminou grandioso, com Tara e Bill sequestrados e no fim libertados por Sookie. Aí descobre-se que Sookie é uma fada. Seja lá o que aquilo significa de fato, sabemos que a revelação foi algo tão constrangedor caindo na breguice fundamentada por Lost, meses atrás, com seu desfecho cafona. Não dá pra perdoar, mesmo que True Blood já deu vários sinais que simpatizava esse lado exageradamente fantasioso.

A temporada então finalizou com a grande revelação que Bill usou Sookie no passado e por isso tentou matar Eric (fato surpreendente também) que sabia do grande segredo, tanto sobre o que ela é, quanto dessa armação dele para ela. Ou seja, mais drama para o casal principal, apesar dessa mentira ter sido bem mesquinha a ponto de dar raiva do vampiro mesmo. Agora é aguardar pra saber se Alcides ou o Eric vão aproveitar o tempo que o casal principal vai dar no relacionamento, e partir pra conquistar Sookie. Falando em Alcides, sem graça esse núcleo dos lobisomens, não? Começou e terminou em lugar algum. Virou amigo da Sookie. Acabou que a trama do Lafayette com o namorado, falou mais de bruxaria do que a série inteira sobre Lobisomens. O que existe por trás deles? Nada? Se até o clã das panteras tinha algo pra preencher a vida do Jason com uma subtrama...


Agora sem dúvidas a maior decepção está ligada ao personagem do Sam. A trama de sua família foi algo chato. Não existe outra palavra pra definir tamanha decepção. Eles eram tão desinteressantes que deixaram o personagem ainda mais sem pra onde ir. Pior que isso só Arlene tentando tirar o filho. Será que pode-se aguardar surpresas desse nascimento? Espero que sim. Enquanto uns se afundaram ainda mais, é a Tara que ganhou uma boa trama nessa temporada. Gostei de como Franklin a ajudou se reerguer e finalmente sair da depressão depois da morte de Eggs. Foi de fato a única personagem que teve o arco da história finalizado. Nem mesmo o vilão Russell morreu. Oba! O núcleo de Jessica e Hoyt também foi interessante, mas arrastado. Poderia ter ganho mais destaque, já que Jessica é muito mais importante que outros personagens ali.


O que resta esperar de True Blood é que a próxima temporada consiga trazer de volta o ritmo do roteiro envolvente que vicia tamanha é a sua qualidade. Testar os fãs com enrolação e  tentar surpreender com cenas que não sejam geniais e sim que chocam pelo conteúdo trash/violento, não é algo que se aguardava do seriado. O que devia ocorrer agora é engrenar a mitologia e incrementar novos mistérios e a razão de muitos acontecimentos, mas alguma coisa me diz é que vai ficar apenas na promessa.  Porém, uma coisa é certa, True Blood demorou para deixar de ser genial e isso já é bom, já que muitos seriados se perdem logo na primeira temporada. 

Por enquanto, a série fica ainda mais famosa é com isso:


setembro 11, 2010

'MODERN FAMILY' X 'GLEE' : QUAL A COMÉDIA DO MOMENTO?

Ambas são as melhores novidades do último ano!


Nesta semana chegou ao fim a exibição de dois grandes sucessos da TV americana - e mundial. São as séries aclamadas pelo público e pela crítica: Glee e Modern Family. O Project Monkeys falou sobre as duas comédias por aqui um tempo atrás, mas eu ainda não tinha visto a temporada completa delas. Mesmo que demorado o ritmo de exibição das temporadas, o canal FOX do Brasil está de parabéns por apresentar os bons programas com a alternativa de oferecer legendas (no caso de algumas TVs por assinatura, o que é uma pena) e colocar horários opcionais com reprises (faltou pra Modern Family, mas sobrou reapresentação de episódios de Glee na programação) - ou seja, é um parabéns que aponta alguns equívocos, entretanto, é muito melhor que o método de exibição de emissoras como a desrespeitosa Warner Channel, por exemplo. Então, agora que terminei a exibição das duas séries, vamos aos comentários.

Modern Family é a menos popular e por isso vai se apoiar no Emmy e conseguir crescer. Não que o seriado tenha os problemas de 30 Rock na audiência (excelente, premiada, mas com audiência frágil), muito pelo contrário, mas convenhamos que o comentário mais escutado depois do surpreendente resultado, foi "olha... preciso ver Modern Family" (eu, na verdade, levei comigo a vergonha de não ter começado à assistir Mad Men e The Good Wife, mas já estou pondo em prática e em breve falo sobre elas aqui). Então, Modern Family é mais conhecida nos Estados Unidos por enquanto. A premissa do seriado é simples: mostrar as relações entre os integrantes de uma família moderna. Moderna não porque eles querem, mas o fluxo natural da sociedade os encaixam nesse novo formato. E lá estão eles interpretados por atores que seguram o bom roteiro: o pai tentando criar uma linguagem dinâmica com os filhos (um sem noção, a nerd e a adolescente fútil) junto da mãe perfeccionista; o casal gay (um segue o estereótipo "arco-íris", interpretado pelo vencedor do Emmy de ator coadjuvante em comédia deste ano, Eric Stonestreet, e seu companheiro mais contido) com um bebê; o avô que é mais velho e se relaciona com uma mulher colombiana, mais nova e muito atraente, juntos do filho gordinho, tímido, mas de grande coração.

O cotidiano deles funciona como um documentário cômico que desmistifica a relação entre os novos estereótipos de família que surgiram nos novos tempos. Cada capítulo, como de praxe, é "jogado" um tema que os faz sobreviver a fincar ainda mais os laços. Explora-se o dilema do casal gay que não sabe muito bem lidar com a criança ou o novo modelo de criação cool do pai com os filhos na era da tecnologia. Ainda tem a questão da velhice x vaidade posto à prova com a mulher de cultura diferente, da qual, não quer abrir mão das raízes do filho. São esses e outros dilemas familiares expostos de maneira engraçada e sempre deixando um final com alguma liçãozinha de moral (inofensiva) para se levar.

Glee é diferente, à começar com o gênero, ela é exibida no formato de drama (uma hora de duração). E com o drama, logo se percebe que se trata mais de uma dramédia ou apenas um seriado cômico. Modern Family também usa toques de drama, porém menos acentuados. Glee está mais para Desperate Housewives ou Nurse Jackie do que para Modern Family. Afinal de contas estamos falando das lamúrias da escória na temível High School americana, como é sempre mostrada nos filmes. Os populares contra o resto. Glee se tornou um sucesso mundial, com boa venda de discos da trilha sonora, boa audiência e forte marketing de artistas famosos que lutam para terem especiais no seriado. E é isso desandou um pouco logo nessa boa primeira temporada. Até o 13º episódio, antes da longa pausa, o seriado estava genial, mesmo com um começo sem ritmo. Logo se tornou uma das coisas mais legais da TV, pois não havia apelação e apenas um roteiro inteligente mesmo explorando temas bobinhos mesclados com várias temáticas sobre o preconceito. Mas então veio o tal episódio da Madonna... Nada contra a artista, mas a sensação que dá é que o episódio é mal feito, com os atores sendo superficiais e falando da importância da sexualidade e pra isso usando ela como plano de fundo, mas sem acreditarem naquilo. Nesse momento comecei a me questionar se o seriado ia mesmo virar um seriado sem mais profundidade. Transformando-se em um programa que chama atenção apenas pelos números musicais, deixando de lado as questões e personagens tão interessantes. Para o meu alívio, nem a Lady Gaga atrapalhou depois. Foi apenas um episódio ruim. Não estávamos diante o novo Heroes da TV.

Então eis que outra, dessa vez menor, decepção: o final. A necessidade de ter um final feliz à essa altura do campeonato só serviu mesmo para dar um Emmy à Jane Lynch de atriz coadjuvante, já que é a Sue Sylvester que movimenta a série e rouba a cena sendo maquiavélica ou não. Então a vilã salva o dia. Qual o problema de deixar para o próximo ano à volta por cima depois da desclassificação do grupo? Bons tempos que Friday Night Lights terminava a melancólica terceira temporada com um emocionante take do casal Taylor em meio ao campo sem nada e teriam de começar do zero. Poético. Empolgante. Em Glee são À falta desses momentos que a genialidade do seriado perde para o senso comum. Mas está na hora de superar o desfecho-clichê, porque a segunda temporada está aí e pronta para mostrar mais dos nossos personagens favoritos da tv no momento. Tanto Modern Family e Glee mostram que a TV finalmente está se reformulando e expandindo os horizontes. Aqui não tem falsa risada e sim roteiros brilhantes. Claro que não vou responder a pergunta do título, faça você sua escolha, eu fico com as duas! Veja a promo das novas temporadas:




Na FOX do Brasil, Glee é exibida todas às quartas-feiras às 22h, e Modern Family às segundas-feiras, também às 22h. As segundas temporadas de Glee e Modern Family começam dia 21 e 22 de Setembro, respectivamente, na FOX dos Estados Unidos e a outra na ABC.

setembro 10, 2010

NOVIDADES: VEJA OS FILMES QUE ENTRAM EM CARTAZ!

Programe-se!

Amor à distância (Going the Distance) - EUA, 2010.
Direção: Nanette Burnstein (Warner).
Gênero: comédia romântica.
Elenco: Justin Long, Drew Barrymore.
Sinopse: Os problemas e turbulências de uma relação amorosa à distância.
Comentário: A produção recebeu críticas tanto boas como ruins por parte da imprensa, entre o público o filme foi um fracasso.
Bilheteria: Custando 32 milhões de dólares, o filme em duas semanas em cartaz nos EUA, arrecadou apenas 10 milhões.
 Duração: 103 min. 
Classificação: 14 anos.
Trailer:


O refúgio (Le refuge) - França, 2009.
Direção: François Ozon (Imovision).
Gênero: drama.
Elenco: Isabelle Carré, Louis-Ronan Choisy, Pierre Louis-Calixte.
Sinopse: Mousse e Louis vivem juntos, mas a droga tomou conta da vida deles. Louis morre de overdose e Mousse sobrevive, descobrindo logo em seguida que está grávida.
Comentário: A crítica tem sido positiva por esse filme francês, infelizmente vai ficar restrito ao cinema de arte.
Bilheteria: A estreia ocorre simultaneamente em vários países hoje.
Duração: 90 min.
Classificação: 16 anos.
Trailer:


A ressaca (Hot Tub Time Machine) - EUA, 2010.
Direção: Steve Pink (Imagem).
Gênero: comédia.
Elenco: Lizzy Caplan, John Cusack, Crispin Glover, Chevy Chase.
Sinopse: Depois de uma noite de bebedeiras, um grupo de amigos faz uma viagem no tempo.
Comentário: Essa elogiada comédia vem colhendo os frutos do sucesso de Se Beber, Não Case. Porém, é pra um público próprio.
Bilheteria: Custou 36 milhões e, até o momento, arrecadou 63 milhões na bilheteria mundial.
Duração: 100 min.
Classificação: 16 anos.
Trailer:



Solomon Kane – O caçador de demônios (Solomon Kane) - EUA, 2010.
Direção: Michael J. Bassett (Paris).
Gênero: aventura.
Elenco: Pete Postlethwaite, Max von Sydow, Rachel Hurd-Wood, James Purefoy.
Sinopse: No século XVI um guerreiro atormentado por seu passado parte em busca de redenção ao enfrentar uma força maligna que ameaça seu reino. Baseado nas histórias de Robert E. Howard.
Duração: 114 min.
Classificação: 14 anos.
Trailer:

Fonte: Filme B, Omelete, Box Office Mojo e Metacritics

setembro 09, 2010

MAROON 5 EMBALA FESTA EXÓTICA NO NOVO CLIPE!

Give A Little More é o segundo single da banda pop


Depois da razoavelmente bem sucedida nas paradas, Misery, o Maroon 5 lança o segundo single promocional do novo álbum Hands All Over, que chega ao mercado em 21 de Setembro. A canção escolhida é Give A Little More. Com uma batida pop, meio R&B, é inofensiva e bem menos rock do que a banda faz de costume. Ganhou um clipe simples em que a banda toca para uma festa exótica, sensual e provavelmente de elite. Sério Maroon 5?

 

A música, pelo menos, é melhor que Misery.

Fonte: Maroon 5 Brasil

setembro 08, 2010

NOVIDADES: OS FILMES BRASILEIROS INSCRITOS PARA DISPUTAR O OSCAR 2011!

O escolhido será conhecido 23 de setembro


O Ministério da Cultura divulgou nesta quarta-feira (08) quais são os 23 filmes de longa-metragem inscritos para concorrer a uma vaga na categoria Melhor Filme de Língua Estrangeira na 83ª edição do Oscar, cerimônia que será realizada em 2011. Desses 23, apenas um será selecionado como representante oficial do Brasil para concorrer.

O anúncio do filme escolhido para representar o Brasil será feito no dia 23 de setembro. Depois é aguardar até 25 de janeiro de 2011, quando é divulgado as indicações ao Oscar. A Comissão de Seleção será composta por membros indicados pelo Gabinete do Ministério da Cultura, pela Agência Nacional de Cinema do Brasil, pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura e pela Sociedade Civil Organizada, representada pela Academia Brasileira de Cinema.

Infelizmente, no último ano, o fraco Salve Geral foi o representante mas nem sequer conseguiu a indicação. O Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira, merecidamente, ficou com o surpreendente filme argentino O Segredo de Seus Olhos.

Confira abaixo a lista dos selecionados:

   1. As Melhores Coisas do Mundo
   2. A Suprema Felicidade
   3. Antes que o Mundo Acabe
   4. Bróder
   5. Carregadoras de Sonhos
   6. Cabeça a Prêmio
   7. 5X  Favela -  Agora Por Nós Mesmos
   8. Chico Xavier
   9. É Proibido Fumar
  10. Em Teu Nome
  11. Hotel Atlântico
  12. Lula, o Filho do Brasil
  13. Nosso Lar
  14. Olhos Azuis
  15. Ouro Negro
  16. O Bem Amado
  17. O Grão
  18. Os Inquilinos
  19. Os Famosos e os Duendes da Morte
  20. Quincas Berro D’água
  21. Reflexões de um Liquidificador
  22. Sonhos Roubados
  23. Utopia e Barbárie

Desses, provavelmente 5X  Favela -  Agora Por Nós Mesmos sai na frente. Vamos aguardar.

Fonte: Cineclick

KINGS OF LEON CANTA COM CRIANÇAS EM NOVO CLIPE!

Banda lança novo clipe antes de vir ao Brasil



Depois do grande sucesso comercial do álbum Only by the Night (6,5 milhões de cópias vendidas), da qual, finalmente colocou o Kings of Leon nos holofotes pelo mundo, a banda agora está prestes à lançar o quinto álbum da carreira. Chamado Come Around Sundown, o novo disco chega ao mercado 15 de Outubro. Para aquecer, foi lançado hoje, o clipe do primeiro single Radioactive. O vídeo é simples e mostra a banda tocando com um grupo de crianças africanas (?). Além de formarem um poderoso coro no final do vídeo, eles ainda se divertem com elas, empinam pipa, correm e por aí vai... Veja o resultado que ficou numa vibe meio Paolo Nutini.

 
E o show deles no Festival SWU ocorre aqui no Brasil em 10 de Outubro.