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abril 11, 2011

O que faz de Dexter o serial killer mais querido da TV?

Seriado estreia quinta temporada no Brasil e continua em forma


São cinco temporadas e milhões de seguidores em todo o mundo. O que poderia ser uma série de um herói ou personagem carismático, aqui trata-se de um assassino em série. Dexter é sucesso de audiência e aclamado pela crítica (quatro prêmios Emmy e dois Globo de Ouro) com uma história original e um roteiro imprevisível. A cada temporada trazendo à tona diversos mistérios e desafiando a mente doentia do protagonista. Frio e calculista, o personagem fez história na TV e influenciou diversas séries e filmes que a partir dele humanizaram ainda mais seus protagonistas apresentando uma moral e ética de comportamento duvidoso. O que faz de Dexter uma das séries mais interessantes e polêmicas da última década? Com a quinta temporada chegando à TV fechada no Brasil (exibida no FX, e nos EUA pelo ShowTime), a resposta fica cada vez mais clara: simplesmente temos curiosidade sobre como agem esses monstros.

A psicologia sem dúvidas é algo que prende todos à trama. Afinal a temática serial killer não é novidade, mas o universo da qual ela é colocada, a fazem chamativa para a audiência que busca algo ousado na TV. Desde o clássico cinematográfico O Silêncio dos Inocentes, que apresentou um roteiro sobre a mente de um assassino em série, a forma de incorporar isso em outros programas nunca foi contado de forma mais abrangente. Quando se tem o protagonista com esse comportamento, tudo muda. Baseado no livro Dexter - A Mão Esquerda de Deus (Darkly Dreaming Dexter) de Jeff Lindsay, o seriado é focado em Dexter Morgan (Michael C. Hall), um analista forense que é especialista em padrões de dispersão de sangue, e atua no departamento de polícia do Condado de Miami-Dade. Ele vive uma vida dupla, ensinado desde criança pelo pai a viver assim e seguir códigos para não por em risco sua vida e a vida de inocentes. Para "controlar" seus impulsos, passa à assassinar apenas bandidos condenados por crimes bárbaros, mas que de algum jeito foram beneficiados por brechas na lei. A cada nova fase, Dexter é testado em diversos desafios, quando seu rastro de sangue acaba levando a sua suspeita.

O interessante aqui é analisar como esse monstro incapaz de controlar seus instintos nos deixa próximo de  entender o que passa em sua mente, já que todos cedemos aos nossos desejos latentes em busca de prazer. Claro que, no caso de Dexter e qualquer outro serial killer, seus limites são outros e eles costumam ser diagnosticados com transtornos psiquiátricos sérios: o da personalidade antissocial e esquizofrênica. E isso é bem evidente, já que em sua narrativa, o seriado é narrado pelo próprio Dexter. Então sabemos seu desconforto de manter a postura diante à sociedade e ter de relacionar com as pessoas, além, de o vermos delirando com seu pai aparecendo sempre nos momentos de maior tensão, seja para acalmá-lo ou mostrar um caminho e assim se esconder. O que Morgan não sabe, é que ele está piorando e logo no primeiro capítulo desta nova temporada, isso fica ainda mais perceptível.


Alerta de spoiler para quem ainda não viu a série (pule essa parte e continue mais abaixo)

Dexter por temporadas:

A primeira temporada é para nos familiarizarmos com o personagem, expõe o passado sinistro do protagonista e revela como isso o moldou para ele se tornar quem é. Descobre seu irmão, em meio à caça de um grande assassino que o faz ficar intrigado. Curioso que aqui sabemos que, no fim de tudo, o assassino ainda se considera um herói.

Na 2ª, Dexter é indeciso e vive o dilema de manter a dupla personalidade entre matar e conciliar seus relacionamentos. O arco da temporada é marcado com a descoberta de diversos corpos no mar: suas próprias vítimas. O cerco se fecha para ele mais uma vez, e até uma amante ele arranja.

A terceira temporada foi a mais fraca até o momento, mesmo com momentos fascinantes. Cada vez mais pressionado e sempre metido a fazer "justiça" com as próprias mãos, ele encontra um confidente, uma pessoa que o ajuda a carregar o pesado fardo do macabro segredo. Foi sem graça e não faria diferença no geral, importante mais para os personagens secundários. A única coisa mais relevante é que ele finalmente se casa.

A quarta temporada é sem dúvidas uma das mais tensas. O arco é centrado no novo serial killer denominado de Trinity, que logo faz Dexter ficar intrigado. O assassino atua em diferentes períodos de tempo, segue seus códigos ligados ao trauma de infância (assim como Dexter) e vive uma vida dupla como o protagonista. Antes de matá-lo, por que não aprender a viver como ele, já que é bem sucedido? Esta temporada também mostra como cada vez mais as personalidades de Dexter vão se dividindo e aumentando a pressão sob ele. Agora é: marido, pai, analista de sangue e serial killer. (Uma cena bem elaborada mostra bem isso, quando ele se olha em um espelho com várias divisões e pergunta: "Quem sou eu agora?").

A quinta temporada começou com o desdobramento de um forte evento no final da temporada anterior. Pela sinopse, sabe que ele vai se relacionar com a testemunha sobrevivente do ataque de um serial killer e ainda saberemos como será a vida sem a esposa. O primeiro episódio exibido quinta-feira (07), percebe-se que Dexter não tem sentimentos e só consegue pensar na lógica calculada de sua patologia, mesmo diante um triste fato. Assustador.


Fim do alerta de spoiler

Fazem parte da série: Debra Morgan (Jennifer Carpenter), irmã mais nova de Dexter e filha biológica de Harry Morgan. Tem uma relação de amor e ódio pelo falecido pai, é durona e sonha com uma trilha de sucesso na carreira como policial/investigadora; Rita Bennett (Julie Benz), mãe divorciada com dois filhos, quer apenas ter uma vida normal ao lado de Dexter; Maria LaGuerta (Lauren Vélez), tenente no comando da Divisão de Homicídios, ela é séria e confia fortemente em sua equipe, mas precisa conciliar questões pessoais com o trabalho; Angel Batista (David Zayas), detetive que convive diretamente com Dexter e o confia como amigo. Outros são: o investigador James Doakes (Erik King), o investigador forense Vince Masuka (C.S. Lee), o detetive com um passado questionável transferido para a Divisão - Joseph "Joey" Quinn (Desmond Harrington) e o pai de Dexter que aparece em flashbacks ou como alucinação, Harry Morgan (James Remar), um respeitado detetive em sua época.

Uma boa pedida para quem busca um roteiro ousado e 'realista'. Em tempos de massacre em escolas, percebe-se que todos nós temos a certa curiosidade saber quem está por trás de atos tão extraordinários e cruéis. Faz parte do ser humano essa curiosidade, mas também expõe que todo ser humano tem um pouco desses temíveis monstros. Ou vai me dizer que nunca se identificou com alguma faceta de Dexter? Afinal, ele é humano, possui um tipo de identidade em diferentes momentos e uma frieza (mais acentuada, claro) diante à banalização da violência, como todos nós.

Trailer:


A quinta temporada do seriado vai ao ar às 22h, todo domingo, no FX. O canal Showtime promete a sexta temporada para este ano ainda.

Esse post faz parte do especial Semana em Série, trazendo dicas de seriados de qualidade e boa diversão.


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abril 01, 2011

Breaking Bad, série sobre câncer e drogas como você nunca viu!

Drama segue Mad Men como um dos melhores programas da tv dos últimos tempos


Dramática em alguns momentos, cômica em outros e cheio de ação quando necessária, Breaking Bad é um seriado difícil de se rotular. Por isso é mais fácil dizer que é um drama, já que a pesada premissa sobre drogas e câncer não tem como fazê-la ser outra coisa e assim atrair um público diferente. Mas sem dúvidas alguns episódios se enquadram numa dramédia muito bem. O seriado é aclamado pela crítica, mas nunca teve um reconhecimento muito significativo do público - a audiência gira em torno de 1,5 milhão de espectadores por episódio -, mesmo tendo mais ritmo que a outra queridinha do canal norte-americano AMC, Mad Men.O seriado venceu em suas três temporadas, seis Emmys, entre eles, um de melhor ator dramático para Bryan Cranston.

A série conta a história de Walter White (Bryan Cranston), um professor de química que vive uma vida comum e politicamente correta junto de sua família: a esposa Skyler White (Anna Gunn), uma mulher correta, preocupada com a família e sempre disposta à ajudar quando necessário, e o filho Walter White, Jr. (RJ Mitte), um jovem bonito de 17 anos e que mesmo com dificuldades motoras, fruto de paralisia cerebral, tem personalidade forte e sempre bate de frente com a postura dos pais diante seus problemas. E problemas são o que não faltam. Walter descobre que tem um severo câncer e precisa de - um caro - tratamento. Junto do diagnóstico, a crise existêncial o pega de jeito. Walter não percebe o propósito de continuar vivendo, já que vive uma vida que na verdade parece morta. É então que aos poucos seus conhecimentos em química o envolvem numa jornada dentro da marginalidade: ele começa a fabricar metanfetamina. Ao lado do jovem e traficante Jesse Pinkman (Aaron Paul), eles passam à serem comparsas na clandestinidade. Mais do que isso, aos poucos a relação entre os dois vira uma forte amizade e a necessidade de serem um ombro amigo quando necessário para preencherem o vazio (Jesse é um viciado e rejeitado pela família), essa amizade proporciona grandes diálogos ao longo das duas primeiras temporadas. Walter agora se sente mais vivo que nunca. É interessante ver como a virada da vida de cabeça para baixo de Walter serve como um metáfora ao próprio câncer. Quando ele decide assumir a personalidade arriscada e prazerosa - mesmo que seja para conseguir dinheiro para o tratamento -, ele afeta a vida de todos ao redor. Suas mentiras vão envenenando aos poucos os mais próximos. O climax do grande câncer que ele mesmo se transformou, ocorre no fim da segunda temporada, quando suas ações afetam a vida da cidade em grande escala. Outros coadjuvantes que são importantes na trama são: o cunhado Hank Schrader (Dean Norris) que trabalha como investigador numa agência de combate ao narcotráfico e sua esposa Marie Schrader (Betsy Brandt), da qual, é cleptomaníaca. Interessante destacar que até mesmo Hank vai tendo seu lado explorado, o cara durão também vai sofrer com a assustadora face do tráfico de drogas.

Com roteiro ágil e cheio de suspense, Breaking Bad se assume como uma série instigante, mas que funciona como um drama, da qual, se aprofunda bem na complexidade do ser humano. Não é para todos, pois a temática envolve muitas cenas de violência e sexo, mas para os que não tem problema com a liberdade da narrativa, vão encontrar um excelente exemplo de como uma série pode mexer com os nossos sentimentos, tamanho é o realismo tratado. Ainda mais quando o protagonista guarda seus segredos tal como todos nós, é por isso que outros seriados do tipo como Nurse Jackie, Dexter e Mad Men, funcionam tanto para entreter quanto para analisar e se emocionar.

Trailer:


A terceira temporada do seriado (inédita no Brasil) vai ao ar às 20h, todo domingo, no AXN. O canal AMC promete a quarta temporada para o verão norte-americano (inverno por aqui).


Esse post faz parte do especial Semana em Série, trazendo dicas de seriados de qualidade e boa diversão.



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dezembro 08, 2010

'Mad Men' e a complexa sociedade das aparências

Seriado é visualmente atraente e explora a complexidade humana em uma época não muito distante



Falar de Mad Men para algumas pessoas pode ser massivamente chato, assim como pedi-las para gostar da série logo no primeiro episódio. Em tempos em que a TV está tomada por reality shows, programas policiais e outros com histórias de vampiros e zumbis, os dramas de época encontram espaço restrito. Mas ultimamente isso tem mudado. Com o importante nome do criador da premiada Família Soprano Matthew Weiner, nos créditos, Mad Men é um sopro de originalidade, um excelente programa para reflexões e apresenta uma qualidade técnica  impressionante no resgate dos aspectos que constituíam os anos 60 - década em que se passa o seriado -, que não foge de nenhum detalhe e ainda serve como influência da cultura pop atual, principalmente para a moda. O resultado já começa na abertura que ganhou um cuidado excepcional e que diz muito sobre o seriado.


Mad Men é uma série de pessoas, pessoas que tentam viver em mundo de constantes mudanças no contexto histórico - políticos e tecnológicos - e precisam manter a imagem que os governantes dos Estados Unidos venderam aos seus moradores e ao resto do mundo: o utópico "American way of life". Esse conceito é ainda mais fácil de ser aceito em meio a tensão pós guerra e com a União Soviética como ameaça. O centro da trama está a Sterling Cooper, uma fictícia agência de publicidade, localizada na Madison Avenue, em Nova York. O glamour da época e a propaganda vendendo felicidade para as famílias, escondem sentimentos compulsivos, em um período de forte preconceito étnico, sexismo, assédio sexual, excesso do uso drogas no trabalho e, principalmente, a arrogância dos mais poderosos. Fatores como esse "American dream" perduram até hoje, ainda mais, depois dos atentados terroristas em 11 de setembro de 2001. Porém, na série, o personagem principal é que guarda a personalidade mais complexa à ser explorada. Don Draper, vive uma vida de mentiras, vazia, com um passado misterioso que aos poucos volta à assombrá-lo em meio à sua família perfeita e ao trabalho respeitado. Ele, assim como todos à sua volta, tem a dificuldade de seguir o modelo de vida fundamentado na sociedade das aparências. Chega uma hora que é difícil frear os desejos latentes e tudo vem à tona.

Os personagens que se destacam na trama são: Don Draper (Jon Hamm) diretor de criação da Sterling Cooper; Peggy Olsen (Elisabeth Moss), jovem ingênua e que vê sua vida mudar quando chega na Sterling Cooper e aos poucos mostra sua determinada meta de se tornar a primeira redatora mulher, porém, logo sofre abusos dos outros (ela é o exemplo de mulher que busca independência numa época com o crescente feminismo); Pete Campbell (Vincent Kartheiser), o jovem gerente júnior de contas, ambicioso e só está contratado porque vem de uma família influente de Manhattan; Betty Draper (January Jones), esposa de Don Draper e mãe de seus dois filhos, largou a carreira de modelo para se tornar uma autêntica dona de casa da época, logo seus desejos compulsivos aparecem trazidos pela sufocante nova realidade; Joan Holloway (Christina Hendricks) é a gerente de escritório da Sterling Cooper, sexy e sagaz, ela é que mantém a ordem no local e sem dúvidas, à que faz a agência não parar (porém, se vê restrita nesse papel tendo que servir o apetite sexual dos chefes e aos poucos tenta melhorar de vida); Roger Sterling (John Slattery), um dos sócios da Sterling Cooper e amigo de Don Draper, anti-semita, cínico e adúltero; o trio Paul Kinsey (Michael Gladis), Ken Cosgrove (Aaron Staton), Harry Crane (Rich Sommer), um redator, um executivo de contas e um comprador de mídia, respectivamente. São competitivos, mulherengos e tentam à todo custo um aparecer mais que o outro; Rachel Menken (Maggie Siff): judia, chefe de uma loja de departamentos, procura os serviços da agência, e termina como uma das amantes de Don; Salvatore Romano (Bryan Batt) diretor de arte ítalo-americano da agência, é cobiçado pelas funcionárias da agência mas logo expõe um segredo tabu na época; e por fim, Bertram Cooper (Robert Morse), é o mais velho, experiente e o sócio sênior da Sterling Cooper, naturalista, acaba sempre dando os conselhos aos mais jovens nos momentos de desespero.

Com uma narrativa lenta, daquela quase parando - mas necessária para a melhor compreensão - o seriado traz um roteiro com mensagens subjetivas, da qual, precisam de atenção para não perdê-las -, Mad Men é o melhor drama da atualidade e produzido pelo canal de maior respeito por parte da crítica e da audiência dos últimos tempos, o AMC, mesmo concorrendo com a HBO e com o Showtime nos Estados Unidos.

Trailer:


Mad Men acabou de ter exibido sua quarta temporada nos Estados Unidos e no Brasil a HBO exibiu apenas a terceira, sem data para começar a quarta.

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novembro 26, 2010

Surpreendente drama familiar na série 'Brothers & Sisters'

Seriado lembra novela, mas consegue se sair muito melhor


Com alma de novela, Brothers & Sisters se destaca por unir ingredientes deliciosos como, romance, mistério, relações inter pessoais, intrigas, sempre com muito sarcasmo ou drama. Se tornar fã da família Walker não é muito difícil, basta assistir os primeiros episódios do seriado da ABC, exibido aqui pelo Universal Channel. Leve, mas com um enredo consistente, a série poderia se perder nos estereótipos utilizados em outra série parecida (porém, menos dramática), Desperate Housewives, entretanto, o que se vê é uma tentativa de aproximação da realidade que impressiona. Imperfeitos e com dilemas, os personagens centrais são postos de frente à temas contemporâneos (ou nem tanto), tais como, homossexualidade na terceira idade, diferenças de ideologias políticas dentro da família, divórcio, guerra, traição, drogas, câncer, casamento gay, adoção, e por aí vai.  Mas o melhor está na forma em como uma família tão complicada, é unida perto de trágicos eventos.


A trama parte da premissa "toda família tem segredos que nunca são revelados à mesa". Com a morte do patriarca da família, não demora muito para os segredos dos Walkers aos poucos começarem à serem trazidos a tona. Desses, um envolve a falência da empresa familiar e uma suposta amante. A mãe, Nora (Sally Field), precisa administrar as consequências do eventos, os problemas dos cinco filhos, e ainda como seguir adiante agora viúva. Os filhos são: Justin Walker (Dave Annable), o mais jovem, e que tem problema com o vício em drogas que surgiu logo após de servir ao Iraque; Kitty (Calista Flockhart), bem sucedida e republicana, tem sérios problemas de convivência com a mãe; Sarah Walker (Rachel Griffiths), a mais velha do clã, passa por problemas no casamento e tem de conciliar a vida entre o trabalho e os filhos; Kevin Walker (Matthew Rhys), advogado e homossexual assumido e que foge dos clichês, ainda tem problemas em lidar com a condição, o sarcasmo é o seu forte; o outro é Tommy Walker (Balthazar Getty), ambicioso, está começando a formar sua própria família. Outros importantes na família são: Holly Harper (Patricia Wettig) a amante de William que surge e logo quer tomar tudo o que tem direito; e Saul Holden (Ron Rifkin), irmão de Nora e sócio de William, conhece vários segredos ao redor da família, além de esconder seus próprios. E para felicidade dos brasileiros que adoram uma boa novela, a atriz Sônia Braga está fazendo participações especiais nessa nova temporada.

Brothers & Sisters acaba de chegar à quinta temporada nos EUA, ainda é inédita por aqui. Com um elenco fenomenal, entre eles a vencedora do Emmy, Sally Field, e a indicada Rachel Grittifhs, é impossível não se envolver nos dramas daquela família, se emocionar nos momentos mais alegres e tristes, além de querer compará-las aos nossos próprios familiares. E melhor do que isso, com muito dinamismo, surpresas (nem sempre tão agradáveis), o roteiro prende de uma forma tão genial, que é difícil não querer saber o que vai acontecer no próximo episódio. Ou seja, vicia. Depois de um jantar com os Walkers, tenho certeza que você ansiar pelo próximo!

Trailer:


Brothers & Sisters é exibido no Universal Channel nas segundas feiras, às 23h. A quinta temporada não tem previsão de estreia pelo canal. 

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O próximo Semana em série,é sobre o drama de época Mad Men! Fique ligado nos próximos dias!

novembro 25, 2010

'30 Rock': a premiada série de tv é renovada!

Um dos melhores seriados do gênero garante humor inteligente e ótimas atuações


Pra você que é daqueles, assim como eu, que possui uma certa dificuldade de gostar de seriados de comédia, de rir com as piadas norte-americanas e ainda por cima não suporta ver situações pastelões nesses programas, talvez não vá gostar muito de 30 Rock à princípio. Mas se você curte atuações engraçadas na dose certa, piadas inteligentes e personagens marcantes, com certeza vai se tornar fã e se divertir muito com 30 Rock! Pois é, o seriado é uma mistura do típico humor norte-americano, cheio de citações da cultura nativa de lá, do modelo pastelão, mas guiado por um roteiro que beira à genialidade. O melhor ainda, é que não tem aquelas risadas falsas ao fundo, fazendo que nada seja forçado.

Criado pela queridinha da América Tina Fey, o seriado é sobre os bastidores de um programa de humor (fictício) da rede NBC, que exibe o próprio 30 Rock. Os protagonistas são: Liz Lemon (Tina Fey), que vive uma excêntrica produtora executiva e escritora do programa de variedades TGS (no melhor estilo Saturday Night Live); seu melhor amigo, o executivo do canal Jack Donaghy (Alec Baldwin), republicano e elitista, divide suas dúvidas em relação ao amor com Liz; o ator Tracy Jordan (Tracy Morgan), estrela de cinema (com várias referências à Martin Lawrence e Eddie Murphy), e é um completo sem noção, além de egocêntrico e rico, sempre rodeado por comparsas; e Jenna Maroney (Jane Krakowski), convencida, faz de tudo para aparecer na mídia, tem um ego descontrolado e solta a voz para qualquer ocasião, já que se acha uma diva. Outro que rouba a cena é Kenneth Parcell (Jack McBrayer), o mensageiro e recepcionista da emissora, bondoso e sulista, faz tudo o que mandam, se tornando o capacho de Tracy.

O seriado já foi premiado por várias vezes consecutivas com o Emmy e Globo de Ouro de melhor comédia da tv. E ainda emplacou nas categorias de melhor ator e atriz, da qual, Alec Badwin e Tina Fey venceram diversas vezes. Merecem. O seriado 30 Rock é praticamente os dois. Não funcionaria sem eles, mesmo que com ótimos coadjuvantes. O programa acaba de estrear sua quinta temporada e foi renovado para uma nova, mesmo com um sucesso modesto. Muito respeitado pela crítica, mantém-se pela simplicidade, criatividade e principalmente com participações especiais de auto nível, como de Oprah Winfrey, Julianne Moore, Matt Damon, Steve Martin, Salma Hayek, entre outros. Tina Fey, que ficou há anos cuidando do roteiro, além, de atuar no Saturday Night Live, escreve episódios dinâmicos, brincando com algumas questões espinhosas como o racismo e política, sem deixar de lado os complexos sentimentos dos personagens. Recentemente, a série teve um episódio representado ao vivo, o que prova que 30 Rock é feita pela nata de talentos do humor televisivo do momento. O público agradece a meia hora mais divertida - com inteligência - do dia!

Trailer:


A quinta temporada do seriado vai ao ar às 22h, todas quintas, no Sony. Além, de uma reprise de todas as temporadas, diariamente às 23h no mesmo canal.

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novembro 24, 2010

O triângulo amoroso mais delicioso da TV está em 'The Good Wife'!

Romance, política e justiça ilustram ótimo drama de advogados 


Exibida nos Estados Unidos pela emissora CBS The Good Wife estreou ano passado com a missão de resgatar a temática "série de tribunais" para o horário nobre da TV. Com Lei & Ordem ficando velha e o fracasso recente de Close to home, cancelada depois de duas temporadas pelo mesmo canal, todo cuidado era pouco. A principal missão era como fazer o gênero voltar à ser tão interessante como antes. Eis então, que os produtores conseguiram unir diversos elementos que garantiram um bom entretenimento, bem recebido pela crítica, apesar da audiência não ter sido tão grande como outros nomes da emissora.

Primeiro, o drama da protagonista Alicia Florrick (Julianna Margulies), vencedora do Globo de Ouro com o papel) está vinculado à uma questão muito comum nos cenários políticos da realidade: escândalos envolvendo corrupção e sexo. Humilhada publicamente ao lado do marido Peter Florrick (Chris Noth), político, ligado à um desses vexames, Alicia começa a ter de se virar sozinha com a prisão dele. Treze anos longe do Direito, ela retoma sua carreira como advogada em uma prestigiada empresa de advocacia em Chicago, além, de ter de cuidar da família. Seu parceiro de tribunais é Will Gardner (Josh Charles), ex-colega de faculdade e que logo se interessa por ela. Will é um dos sócios da empresa junto de Diane Lockhart (Christine Baranski), sua mentora, e que desafia Alicia à lutar pela vaga no lugar. Com a crise econômica assombrando também o mundo das séries, Alicia tem um adversário para a vaga de emprego. Esse é o ambicioso e jovem Cary (Matt Czuchry). Sua amiga e braço direito para investigação dos casos é Kalinda (Archie Panjabi), de personalidade forte e determinada.  

O seriado tem uma interessante proposta de mostrar como as mulheres, hoje em dia, podem ser muito mais do que a "boa esposa" que digere toda humilhação e machismo da sociedade. É um retrato fiel dessas esposas bem sucedidas, mesmo que com obrigações familiares. O que poderia ser uma tragédia sem volta, em The Good Wife, Alicia tem a chance de rever seus conceitos, lidar com as contradições da profissão (quase sempre envolvendo a ética), sair da sombra do marido e lutar por um caminho esquecido e de crescimento. Isso também pode ser denotado nos sentimentos que logo ela alimenta com Will. A devotada esposa mostra que o ser humano não é apenas isso que sai nas manchetes de jornais à cada escândalo político que vem à tona. Uma boa pedida pra quem procura série de cada episódio um caso diferente, mas com uma história central interessante, contendo ainda, o mais deliciosos triângulo amoroso da TV. Aqui ainda vale o ditado 'por trás de todo grande homem, existe uma grande mulher'.

Trailer:



A segunda temporada do seriado vai ao ar às 22h, todas quartas, no Universal Channel.

Esse post faz parte do especial Semana em Série, trazendo dicas de seriados de qualidade e boa diversão.




O próximo Semana em série, não será mais sobre Dexter como prometido, e sim sobre o seriado 30 Rock! Fique ligado nos próximos dias!

novembro 23, 2010

Especial Semana em Série: dicas para sair da mesmice!


O Semana em Série é um especial que o Project Monkeys vai apresentar em quatro posts o resgate de algumas das melhores séries no ar do momento. Algumas que já foram comentadas por aqui estão de fora e, obviamente, o especial será sobre seriados que não tiveram a oportunidade de serem comentados anteriormente. Os programas escolhidos são: Mad Men, Dexter, The Good Wife, 30 Rock e Brothers & Sisters. A série Medium participaria também, mas com o cancelamento do seriado anunciado, dissertarei sobre ela quando assistir ao último episódio.

O especial vale como dica pra quem procura algo novo e de qualidade para assistir. Todas elas já foram premiadas ou fortemente lembradas nas premiações, além de contarem com o prestígio da crítica. Brothers & Sisters e Medium levaram o Emmy de melhor atriz de drama (Sally Field e Patricia Arquette, respectivamente); Mad Men foi eleita por três vezes consecutivas melhor série de drama também no Emmy e no Globo de Ouro; Dexter levou o Globo de Ouro na categoria de melhor ator em série de drama (Michael C. Hall), além de sempre ser indicada na categoria de melhor drama do Emmy; The Good Wife levou o Globo de Ouro de melhor atriz em série dramática (Julianna Margulies); 30 Rock já é bem mais conhecida no meio das premiações, os protagonistas Tina Fey e Alec Baldwin ganharam vários prêmios pelas atuações e o seriado levou por anos consecutivos o prêmio de melhor seriado de comédia tanto no Emmy Awards quanto no Globo de Ouro.

O primeiro post é sobre The Good Wife amanhã, seguido de Dexter; Brothers & Sisters e 30 Rock; e Mad Men. Fique de olho!