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outubro 29, 2010

Novidades: Fefe Dobson lança vídeo para a balada pop 'Stuttering'!

Canadense tenta emplacar novo clipe

Depois do bom clipe pop Ghost, a canadense Fefe Dobson lança mais uma música promocional que prepara terreno de Joy, terceiro álbum da carreira, programado para sair em 30 de Novembro. O clipe tem historinha bobinha e até simpática. Mas é inegável que a sonoridade lembre muito Behind These Hazel Eyes da Kelly Clarkson, só que no geral, soa bem inferior. Fefe, volte a fazer pop rock, vai!


Conheça mais a cantora aqui.

'Nurse Jackie' 2ª temporada: Encurralada

Umas das melhores séries no ar termina temporada com fortes revelações


Terminou no último domingo pelo canal Studio Universal, a segunda temporada do seriado cômico-dramático Nurse Jackie. Vencedor do Emmy de Melhor Atriz para a Edie Falco que faz a protagonista, o seriado é sobre uma enfermeira que defende na prática os seus próprios princípios éticos, da qual, muitas vezes esbarra na burocracia do hospital que trabalha. Jackie ainda tem que lidar com o grave problema do seu vício em analgésicos. Ainda explora a relação desses profissionais que lidam com o ego dos médicos, grandes responsabilidades e a vida pessoal deles. O texto a seguir pode conter spoilers para quem não acompanhou a segunda temporada.

E quem diria que o cerco se fechou para a viciada. Quando falei aqui da série, mal podia esperar que logo na segunda temporada o abuso de drogas da enfermeira seria descoberto. E como ela reage? Com o mesmo cinismo de sempre. E mesmo coagida, vemos Jackie em uma praia em meio ao crepúsculo. Clínica de reabilitação? Será?

“Hello, my name is Jackie and I’m a drug addict. HAHAHA… Blow me!”

Jackie também tem outro vício: mentir. Claro que esse é consequência do grande e primeiro, da qual, ela necessita manter, como qualquer outro dependente químico. E a nova aproximação com Eddie, o farmacêutico e amante, ela teve de lidar o afeto que sente por ele. Diferente da primeira temporada que ele não sabia da família que ela tem, Eddie agora não é mais passivo com a relação e tem Jackie na mão. Ele se tornou é amigo do marido dela.

E outras mentiras caíram por terra, principalmente o único que desculpava o uso dos medicamentos. Descobrir que Jackie utilizava exames de raio x falsos para justificar à melhor amiga o pedido de medicamentos, foi revelar um lado ainda mais sombrio da personagem, que mesmo sempre mentindo e criando uma vida dupla, a Dra O'Hara, era sem dúvidas a única que sabia de parte dessas mentiras.

Nurse Jackie é assim, um seriado sobre uma personagem tão humana como nós, e com problemas como qualquer um próximo à nós pode ter. O curioso é que mesmo simples, a série conquista tanto pelo drama, quanto pelos personagens coadjuvantes cômicos que dão graça no trágico cotidiano de um hospital. E se o vazio existencialista é a característica dos personagens que protagonizam os melhores seriados no ar atualmente como Mad Men e Dexter, eles tem uma semelhança com Nurse Jackie: buscam nas mentiras o que pode dar controle para a utópica beleza americana (ocidental) da vida.

outubro 28, 2010

'Atividade Paranormal 2' é repetitivo, mas garante bons sustos

Terror se assume como trash e dessa vez apresenta o fantasma!


Se apoderando das regras de eventuais sequências impulsionadas pelas excelentes bilheterias, Atividade Paranormal segue à risca diversos aspectos. Desde participações de personagens oriundos do original, novos integrantes no eleco - que serve como alívio visual e também para dar novo fôlego -, e efeitos mais precisos - para impressionar mais. Se o filme independente de 2009 que se transformou em um grande sucesso midiático, era protagonizado por um arrogante casal, agora é uma família que vai passar por maus momentos na casa amaldiçoada. Ou seja, um bebê (os mais sensíveis podem não gostar), uma jovem adolescente e um cachorro se juntam aos pais de meia idade (sendo que o patriarca, de tão cético chega ao ponto de demitir a empregada espiritualista) e vão se deparar com um espírito maligno.

Assim como o primeiro, Atividade Paranormal 2 demora pra começar a mostrar serviço. Os primeiros acontecimentos são bobos, beiram à comédia e passam a impressão de estarmos assistindo alguma paródia no estilo Todo Mundo em Pânico. É porta fechando, abrindo, sombras se aproximando, objetos levitando ou caindo - o lance do limpador de piscina arrancou risadas da platéia, e não falo da pagadinha! Se o primeiro já dava a impressão de seguir o sucesso de A Bruxa de Blair, nesse as características são ainda mais fortes. A filha adolescente assim como o pai mais no final, insiste em sair pela casa filmando, alternando o modo de visão noturna e se enfiando em lugares remotos da moradia.

E quando o susto desperta os entediados em uma cena até bem elaborada (sim, àquela da cozinha), o ritmo do filme é acelerado. Mesmo que repetitivo no roteiro, eles buscam respostas no Google e teimam em acreditar mesmo com absurdos acontecendo, finalmente conhecemos o fantasma de Atividade Paranormal. A escolha que muito pode impactar, é reflexo do orçamento do filme que foi de 3 milhões de dólares, contra 15 mil do primeiro. Revelar os efeitos utilizados vão estragar a surpresa. Pode decepcionar alguns que viam a graça do filme na imaginação em olhar o nada ou apenas as consequências já, para outros, é mais um atrativo para divertido.  

É provável que o sucesso do filme faça o estúdio pensarem em uma continuação, mas com tanta repetição e os clichês restabelecidos - mais uma vez no lugar saírem de casa, ele correm pro andar de cima -, é meio improvável que, mesmo segurando a história com suspense e bons sustos, e fazendo uma conexão direta que explique os eventos do primeiro longa, uma nova sequência ainda seguir tudo o que já foi mostrado. Será que não é hora de jovens aventureiros saírem atrás de todos os desaparecidos em alguma floresta ou casa qualquer? Sem esquecer da câmera na mão, claro.

Atividade Paranormal  2
Paranormal Activity 2
EUA, 2010 - 87 min
Terror
Direção: Tod Williams
Roteiro: Michael R. Perry, baseado nos personagens criados por Oren Peli
Elenco: Katie Featherston , Sprague Grayden , Brian Boland , Micah Sloat
Trailer: 

outubro 24, 2010

A delicada relação familiar em 'Eu matei minha mãe'

Título assusta, mas produção é um retrato belo de um conturbado relacionamento


Partindo de uma premissa interessante, da qual, todos alguma vez na vida já sentiu ódio da própria mãe, o filme canadense Eu matei a minha mãe é uma obra original, semi biográfica do diretor Xavier Dolan, que também é o protagonista, e explora um relacionamento conturbado entre mãe e filho. Vivendo junto com a mãe desde o divórcio dos pais, o jovem Hubert (Dolan) de 16 anos não consegue se entender com a mãe Chantale (Anne Dorval). Os dois gritam, trocam acusações e em vídeos secretos ele se abre e revela os sentimentos por vezes cruéis que sente pela matriarca da família. Critica desde seu gosto de se vestir até o modo como se alimenta. Tudo causa repulsa no jovem.


A situação toma proporções absurdas quando ele conhece a mãe de seu namorado, Antonin (François Arnaud), que é liberal ao ponto de deixar o filho fumar maconha dentro do quarto. Cansado de sua mãe, depois de conhecer essa liberdade, Hubert diz a professora que ela morreu e assim usa a tia como foco em um trabalho sobre a vida dos pais. Esse é o ápice para diversas novas brigas entre os dois que não polpam insultos nem em lugares públicos. Mas os motivos para tanto caos são todos tolos e são intercalados com momentos de respeito e tentativas de aproximação. Daí chega-se a questão: os filhos são reflexo da educação e criação dada pelos pais? Hubert acusa-a de ser culpada por quem ele é. E quando faz isso, não consegue nem ao menos resolver essa questão - fato que deixa a mãe ainda mais desesperada e sem saber lidar com ele.


Quando o roteiro volta-se para a mãe, se é  mostrada a personalidade tão difícil quanto a do filho. Ele perdido pela idade, imaturidade, e ela perdida com o lar desestruturado. Os enquadramentos dentro da casa retrata a decoração pesada, aparecendo mais que os próprios personagens. Esses enfeites, preenchem o vazio entre eles, sua característica sistemática. Até na roupa e maquilagem aquela mulher quer apenas é viver bem aparentemente para os vizinhos, tentando enganar a si mesma. Ela faz bronzeamento artificial em plena gélida cidade e é elogiada pela amiga. Vive o fantasma da solidão desde o divórcio e agora trata o filho colocando-o no pedestal.


O filme tem aspectos muito bem elaborados para refletir cada face. O bom gosto do filho está desde no visual moderno até no seu dom de escrever bem. Em uma das cenas ele cozinha para mãe um prato de tão sofisticado que complementa ainda mais que problemas de criação ele, na verdade, não tem. Ele é gay, bem decidido - o que não faz o filme cair nos clichês de auto descoberta - namora, ama. O problema é que ele é confuso e joga todos seus temores na relação com a mãe. O pai é completamente ausente e na única cena que aparece, concorda com a mãe quando decidem matriculá-lo para um colégio interno. A única pessoa que o escuta é uma professora, da antiga escola, que o mostra um pouco como ele deve tentar compreender a mãe apesar de tudo.


É então que Chantale depois de um momento de fúria que a leva à cartase,  percebe que a relação entre mãe e filho não deve seguir apenas um trajeto, dela para ele. E sim, assim como na infância do jovem, a troca entre os dois é fundamental. E isso pode está muito bem intrínseco no segredo que ele guardava para ela sobre sua sexualidade, ou nos sentimento que escondia sobre ela. Sem saber como agir, o afastou de tudo, não se dando conta que apenas o que ele queria é a liberdade de poder ser quem é.  E isso está pendurado na escura e bagunçada sala de estar: os pombos e as borboletas que viraram decoração. Esses signos sintetizam o refúgio dos dois quando viviam uma intensa relação de afeto, em um cabana perto da praia.


Delicioso de apreciar, mesmo com as constantes e escandalosas brigas entre os dois, Eu matei a minha mãe é um filme intimista, complexo, que denota uma realidade entre as relações familiares. Talvez identificar-se com o garoto pode ser tão difícil quanto aceitar que quem precisa crescer e amadurecer é a própria mãe. E mesmo com a premissa um pouco chocante, é sabido que muitas vezes reconhecemos erros na nossa criação que nossos pais nem sequer imaginam e aceitam, seja pela imposição da sociedade que os obrigam a se acharem sábios o bastante para jamais errarem. Então, quem nunca alguma vez na vida não odiou sua mãe? Ou melhor, quem nunca conseguiu enxergar um erro na sua criação?

Curiosidades: Recebeu três prêmios no Festival de Cannes e foi o representante canadense a tentar uma vaga no Oscar 2010.

Eu Matei Minha Mãe

J’ai Tué Ma Mère
Canadá , 2009 - 96 min
Drama
Direção: Xavier Dolan
Roteiro: Xavier Dolan
Elenco: Anne Dorval, Xavier Dolan, Suzanne Clément, François Arnaud, Patricia Tulasne, Pierre Chagnon, Niels Schneider, Monique Spaziani

Trailer:


outubro 23, 2010

Nicole Kidman tenta superar a perda do filho em 'Rabbit Hole' - veja o trailer

Atuação da atriz já levanta hipótese de indicação ao Oscar



O novo filme do diretor John Cameron Mitchell (Shortbus), Rabbit Hole,  ganhou o seu primeiro trailer. A produção tem sido muito elogiada por críticos que apostam Nicole Kidman entre as finalistas para o Oscar de melhor atriz. Entretanto, o que se vê, é um esforço incrível da atriz mostrar alguma emoção entre as aplicações de botox. E claro, isso já merece um prêmio.

Veja aqui o especial sobre os prováveis indicados para o Oscar 2011

O longa é inspirado na peça homônima de David Lindsay-Abaire, e acompanha um casal cujo feliz casamento é abalado quando seu filho de quatro anos é morto em um acidente de trânsito. Da mesma forma que "buraco do coelho", no clássico Alice no País das Maravilhas, representa uma viagem de conhecimento, Rabbit Hole mostra como o casal se esforça para superar o luto.

Veja o trailer:


O elenco ainda conta com Aaron Eckhart, Dianne Wiest, Miles Teller e Sandra Oh. A produção estreia em 17 de dezembro nos EUA e, no Brasil, em 4 de março de 2011.

Fonte: Omelete

outubro 22, 2010

'Boardwalk Empire', tinha como ser ruim?

Série de época é vislumbrante


Estreou domingo na HBO Brasil o seriado de época Boardwalk Empire. Cercado de expectativas por juntar nomes como Martin Scorsese (diretor de Os Infiltrados, Cassino) e Terence Winter (roteirista de Família Soprano) na produção, o seriado gera ainda mais falatório por ser produzido pela HBO, canal que tem acertado com o público e sendo o mais premiados por diversos anos. Talvez não só o canal em si demonstra essa confiança, mas a tv a cabo americana tem se firmado como a melhor opção de qualidade e, como prova, a ótima Mad Men da AMC. E seguindo o sucesso da série que mostra um escritório de publicidade nos anos 60, Boardwalk Empire - que se passa nos anos 20 - de tão sofisticada, marca a nova safra de séries como a melhor estreia em todos os sentidos.

Visualmente é como se fosse um filme, daqueles que esbanja charme em alguns momentos e em outros fica tão sombria, que realmente transmite a impressão de como a máfia agia no escuridão. Não é necessário comentar os figurinos impecáveis que sem dúvidas influenciaram a indústria atual. Outro ponto forte, além dos bons diálogos e da atmosfera noir, as atuações também não ficam para trás. O protagonista é Enoch "Nucky" Thompson  interpretado por Steve Buscemi, ótimo. Na série, ele é um político de carreira, que vive entre as pessoas mais influentes de Atlantic City e passa o dia buscando fortalecer suas conexões com a classe alta e a noite em cabarés bebendo com mafiosos.

A série começa com Nucky fazendo um discurso para a cidade e apoiando a Lei Seca. Obviamente, ele via isso como um ótima oportunidade de fazer o tráfico de bebidas prosperar em todo país. Com contatos que vinham desde Chicago e Nova York, serviços começaram a brotar e o dinheiro aumentar - junto com o crime organizado. Mafiosos famosos que, realmente existiram, também dão as caras no seriado como Arnold Rothstein (Michael Stuhlbarg), Charles “Lucky” Luciano (Vincent Piazza) e, o mais conhecido, Al Capone (Stephen Graham).

Além de Nucky, outros personagens ganham destaque, como o jovem James "Jimmy" Darmody (Michael Pitt), que é protegido dele, largou a faculdade para servir na Primeira Guerra Mundial e busca o controle de sua vida; Margaret Schroeder (Kelly Macdonald), uma imigrante escocesa que sofre abusos do marido e vai pedir ajuda a Nucky; e o agente Nelson Van Alden (Michael Shannon), que vai ficar na cola do mafioso até provar alguma coisa.


Os dois primeiros episódios conseguem ganhar o telespectador logo de cara, já que outros seriados de época, apresentam uma narrativa mais lenta e aos poucos vão conseguindo conquistar o seu espaço. Com o sucesso, a HBO já renovou o seriado logo depois da exibição do primeiro episódio. Ou seja, é imperdível.

Boardwalk Empire é exibida no Brasil pela HBO, domingos, às 22h.

Veja o trailer: