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dezembro 09, 2010

Animação 'Rio' ganha novo trailer!

 Prévia apresenta novos personagens


 A aposta da 20th Century Fox com a produtora Blue Sky para o ano de 2011 no gênero de animação é Rio, que se passa do Brasil e tem como protagonista um arara azul, dublada pelo nome do momento Jesse Eisenberg, cotado para o Oscar de melhor ator por A Rede Social.

 

O filme é sobre a saga de uma arara azul nerd que deixa o conforto de sua gaiola, no interior do Estado do Minnesota, e parte para o Rio de Janeiro. Entre os dubladores, estão: Anne Hathaway, Rodrigo Santoro e Neil Patrick Harris, Will.i.am, Tracy Jordan e Jamie Foxx

Com produção de Chris Jenkins e Bruce Anderson, e dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha, Rio tem lançamento previsto para 8 de abril de 2011.

dezembro 08, 2010

'Mad Men' e a complexa sociedade das aparências

Seriado é visualmente atraente e explora a complexidade humana em uma época não muito distante



Falar de Mad Men para algumas pessoas pode ser massivamente chato, assim como pedi-las para gostar da série logo no primeiro episódio. Em tempos em que a TV está tomada por reality shows, programas policiais e outros com histórias de vampiros e zumbis, os dramas de época encontram espaço restrito. Mas ultimamente isso tem mudado. Com o importante nome do criador da premiada Família Soprano Matthew Weiner, nos créditos, Mad Men é um sopro de originalidade, um excelente programa para reflexões e apresenta uma qualidade técnica  impressionante no resgate dos aspectos que constituíam os anos 60 - década em que se passa o seriado -, que não foge de nenhum detalhe e ainda serve como influência da cultura pop atual, principalmente para a moda. O resultado já começa na abertura que ganhou um cuidado excepcional e que diz muito sobre o seriado.


Mad Men é uma série de pessoas, pessoas que tentam viver em mundo de constantes mudanças no contexto histórico - políticos e tecnológicos - e precisam manter a imagem que os governantes dos Estados Unidos venderam aos seus moradores e ao resto do mundo: o utópico "American way of life". Esse conceito é ainda mais fácil de ser aceito em meio a tensão pós guerra e com a União Soviética como ameaça. O centro da trama está a Sterling Cooper, uma fictícia agência de publicidade, localizada na Madison Avenue, em Nova York. O glamour da época e a propaganda vendendo felicidade para as famílias, escondem sentimentos compulsivos, em um período de forte preconceito étnico, sexismo, assédio sexual, excesso do uso drogas no trabalho e, principalmente, a arrogância dos mais poderosos. Fatores como esse "American dream" perduram até hoje, ainda mais, depois dos atentados terroristas em 11 de setembro de 2001. Porém, na série, o personagem principal é que guarda a personalidade mais complexa à ser explorada. Don Draper, vive uma vida de mentiras, vazia, com um passado misterioso que aos poucos volta à assombrá-lo em meio à sua família perfeita e ao trabalho respeitado. Ele, assim como todos à sua volta, tem a dificuldade de seguir o modelo de vida fundamentado na sociedade das aparências. Chega uma hora que é difícil frear os desejos latentes e tudo vem à tona.

Os personagens que se destacam na trama são: Don Draper (Jon Hamm) diretor de criação da Sterling Cooper; Peggy Olsen (Elisabeth Moss), jovem ingênua e que vê sua vida mudar quando chega na Sterling Cooper e aos poucos mostra sua determinada meta de se tornar a primeira redatora mulher, porém, logo sofre abusos dos outros (ela é o exemplo de mulher que busca independência numa época com o crescente feminismo); Pete Campbell (Vincent Kartheiser), o jovem gerente júnior de contas, ambicioso e só está contratado porque vem de uma família influente de Manhattan; Betty Draper (January Jones), esposa de Don Draper e mãe de seus dois filhos, largou a carreira de modelo para se tornar uma autêntica dona de casa da época, logo seus desejos compulsivos aparecem trazidos pela sufocante nova realidade; Joan Holloway (Christina Hendricks) é a gerente de escritório da Sterling Cooper, sexy e sagaz, ela é que mantém a ordem no local e sem dúvidas, à que faz a agência não parar (porém, se vê restrita nesse papel tendo que servir o apetite sexual dos chefes e aos poucos tenta melhorar de vida); Roger Sterling (John Slattery), um dos sócios da Sterling Cooper e amigo de Don Draper, anti-semita, cínico e adúltero; o trio Paul Kinsey (Michael Gladis), Ken Cosgrove (Aaron Staton), Harry Crane (Rich Sommer), um redator, um executivo de contas e um comprador de mídia, respectivamente. São competitivos, mulherengos e tentam à todo custo um aparecer mais que o outro; Rachel Menken (Maggie Siff): judia, chefe de uma loja de departamentos, procura os serviços da agência, e termina como uma das amantes de Don; Salvatore Romano (Bryan Batt) diretor de arte ítalo-americano da agência, é cobiçado pelas funcionárias da agência mas logo expõe um segredo tabu na época; e por fim, Bertram Cooper (Robert Morse), é o mais velho, experiente e o sócio sênior da Sterling Cooper, naturalista, acaba sempre dando os conselhos aos mais jovens nos momentos de desespero.

Com uma narrativa lenta, daquela quase parando - mas necessária para a melhor compreensão - o seriado traz um roteiro com mensagens subjetivas, da qual, precisam de atenção para não perdê-las -, Mad Men é o melhor drama da atualidade e produzido pelo canal de maior respeito por parte da crítica e da audiência dos últimos tempos, o AMC, mesmo concorrendo com a HBO e com o Showtime nos Estados Unidos.

Trailer:


Mad Men acabou de ter exibido sua quarta temporada nos Estados Unidos e no Brasil a HBO exibiu apenas a terceira, sem data para começar a quarta.

Esse post faz parte do especial Semana em Série, trazendo dicas de seriados de qualidade e boa diversão. 




:: Posts anteriores:

> O triângulo amoroso mais delicioso da TV está em 'The Good Wife'! 
>> '30 Rock': a premiada série de tv é renovada!
 

dezembro 07, 2010

Adele lança novo álbum e impactante clipe de 'Rolling In The Deep'

Clipe é profundo e bem produzido

Depois de ganhar o Grammy de artista revelação há dois anos com o álbum 19, a britânica Adele retorna aos holofotes com o novo álbum 21 e o primeiro single promocional Rolling In The Deep. A música é mais uma que explora os próprios sentimentos da cantora, que chamou atenção do mundo com uma voz semelhante do fenômeno Amy Winehouse, só que mais jovem e séria.

Confira o belíssimo resultado, que denota muito bem o sentimento de perda de algum amor, com quartos vazios em reforma, porcelanas quebradas e a fúria de um lutador:



"The scars of your love remind me of us
They keep me thinking that we almost had it all
The scars of your love they leave me breathless
I can’t help feeling
We could have had it all
Rolling in the deep
You had my heart and soul
And you played it
To the beat
"
 O novo álbum tem data de lançamento para fevereiro de 2011.

dezembro 04, 2010

Confira o novo - e instigante - trailer de 'Cisne Negro'!

Filme aumenta expectativas de indicações no Oscar 


 Estreou nesse fim de semana nos EUA a produção Cisne Negro (Black Swan) - da qual, já foi falado aqui - novo projeto do diretor Darren Aronofsky. Como a época é propícia para especulações com a  aproximação da temporada de prêmios, o filme está se ainda bem com a crítica e apontado como provável indicado em várias categorias, entre elas, melhor atriz para Natalie Portman.  Veja o novo trailer:

 

O filme é ambientado no mundo do New York City Ballet, onde Portman vive Nina, uma bailarina que não consegue distinguir se sua rival, interpretada por Mila Kunis, é real ou uma ilusão. A relação lésbica entre as duas é que tem causado burburinho.

Fazem parte do elenco Vincent Cassel, Winona Ryder e Barbara Hershey. Com produção da Fox Searchlight Pictures, a produção chega por aqui em 4 de Fevereiro.

dezembro 03, 2010

'A Rede Social' é um fiel retrato da 'geração conectada'

Filme explora o conturbado relacionamento entre dos fundadores do Facebook


Partindo da premissa "você não consegue 500 milhões de amigos sem fazer alguns inimigos", o filme A Rede Social (The Social Network, 2010), do diretor David Fincher, apresenta um mundo de jovens conectados e cada vez mais ávidos pela tecnologia que não para de acelerar e aproximando-se à parâmetros ainda desconhecidos. A história de como o criador da rede social Facebook, com mais de 500 milhões de usuários pelo mundo, conseguiu se tornar o mais jovem bilionário do mundo, até agora só havia sendo revelada no livro “Bilionários Por Acaso: a Criação do Facebook: uma História de Sexo, Dinheiro, Genialidade e Traição", de Bem Mezrich, e que serviu de inspiração para a produção. E agora com as melhores críticas do ano, o filme revela esses bastidores cheio de intrigas, vingança, sexo e traição.

Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg, com uma atuação impressionante) é um nerd estudante de Havard, tem problemas de se relacionar com as pessoas ao redor e busca alguma forma de aprimorar seus estudos e assim pegar garotas. Seu amigo é o brasileiro Eduardo Saverin (Andrew Garfield, carismático como o bonzinho), estudante de administração, não entende muito bem de tecnologias, programação, códigos, mas é o único que consegue lidar com o lado mais humano do difícil Mark. Eis então, que depois de chamar atenção da faculdade inteira hackeando sites e expondo seus estudantes, é que Mark recebe um convite para fazer um grandioso site para a faculdade. A investida, parte de colegas mais ricos e populares - que representam um grupo social, da qual o jovem tem preconceito, talvez por não se encaixar ali. Porém, é nesse momento que ele começa a mostrar sua personalidade individualista e arrogante. Mark passa a investir a ideia em um site de relacionamentos único e que logo se torna o Facebook.

Saverin, principal parceiro, ajuda com investimento e tenta fechar propostas de publicidade, entretanto, não consegue vender a ideia para o mercado mais conservador. E é aí que percebe-se o dom de Mark. Ele pode não ter a simpatia e carisma de qualquer grande comunicador, porém, ele está à frente de seu tempo e sabe muito bem o que as pessoas buscariam dentro da rede. Essa falta de relações verdadeiras, decepções amorosas e a constante solidão, foram fundamentais para a criação de algo tão grandioso como é o Facebook. Apartir daí, a relação entre os amigos começa a ficar cada vez mais conturbada. Eles se desentendem, já que o nerd troca sua vida para fazer o site dar certo. O único que consegue administrar o potencial do site e lidar com o novo Mark - agora ambicioso e determinado -, é o manipulador Sean Parker (Justin Timberlake, muito bem), que surge depois de sua empresa, a polêmica Napster, sair do mapa cheio de problemas com a indústria fonográfica, além de processos relacionados a exploração sexual de menores e uso drogas.

David Fincher, constrói uma obra difícil para o entendimento mais comercial. O filme é bem dialogado, não possui cenas de ação e muito menos tem piedade daqueles que levam pipoca para comer durante o filme. A história se passa dentro de tribunal com flashback nos escuros quartos da universidade. A trilha sonora é composta de ruídos ou batidas que prendem a percepção, ou criam uma tensão. As falas do protagonistas são o próprio reflexo do que é hoje o fluxo de informação no ciberespaço, não existe vírgula, não existe meia fala. David ainda mostra como àquele jovem tão revolucionário, e que tenta ao máximo distanciar-se daquilo que não quer ser, arrogante e competitivo, acaba tornando-se tão semelhante quanto eles, mas ainda sofrendo com a solidão. Um ótimo filme para analisar a atual sociedade, os novos empresários, a forma de como as pessoas se comunicam - é assustador quando se é mostrado eles conectados e fechados para a realidade virtual, não ouvem, não falam - e principalmente como no fim de tudo, Mark Zuckerberg é na verdade uma projeção atual de um jovem criado em um sistema competitivo, injusto, cheio de paradigmas impostos nessas universidades conservadoras, da qual, se formam jovens que colocam como objetivo: fama, sucesso e dinheiro - e de preferência, o mais rápido possível.



dezembro 01, 2010

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